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O trabalho no

Sistema Capitalista

Sociologia - 2º Ensino Médio

Profª Joce Aquino

Cada sociedade

tem uma maneira particular de organi-zar a produção dos bens essenciais à manutenção da vida.

Historicamente, existiram diversas formas de organização do trabalho e da produção, como

  • o escravismo na Antiguidade,
  • o feudalismo na Idade Média
  • e o capitalismo nas idades Moderna e Contemporânea.

Vamos nos ater à forma de trabalho

que caracteriza a organização econômica capitalista, a qual se estabeleceu de modo gradual na Europa.

Ela foi produto de um amplo processo de mudanças sociais, políticas e econômicas.

Essas mudanças envolvem:

  • o surgimento das cidades,
  • a acumulação de riquezas decorrentes das atividades mercantis
  • e a transição de uma base econômica agrária para a industrial.

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O capitalismo

se fortaleceu com a expansão comercial dos reinos europeus na Idade Moderna.

Porém, o desenvolvimento do trabalho manufatureiro e, posteriormente, a criação e a incorporação das máquinas é que alteraram de maneira profunda a organização dos processos produtivos.

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A produção manufatureira

deu início à especialização do trabalho,

por meio da divisão de tarefas entre os trabalhadores.

Assim, diferentemente da produção artesanal, na qual o artesão detinha o conhecimento integral de seu ofício, nas manufaturas, o trabalhador executava apenas uma parte do processo produtivo.

A divisão do trabalho e a cooperação entre os trabalhadores propiciaram

o aumento da produtividade e, em consequência, do capital resultante da comercialização dos produtos manufaturados.

01

Dois autores clássicos....

Émile Durkheim (1858-1917)

e Karl Marx (1818-1883),

apontam a divisão do trabalho

como uma característica predominante nas relações de produção das sociedades modernas ocidentais.

Eles perceberam que, nas sociedades tradicionais, o trabalho implicava o domínio de um ofício, no qual o trabalhador exercia todas as etapas da produção.

Por sua vez, nas sociedades modernas, segundo eles, havia uma complexa divisão do trabalho, em que os trabalhadores executavam tarefas distintas e específicas, porém complementares, na produção.

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Com a entrada das máquinas

nos processos produtivos, ocorreu o estabelecimento de uma nova divisão do trabalho.

Exemplo, durante o Período Medieval, o ofício de tecelão, cujas habilidades relacionadas à produção de tecidos e tapetes eram desenvolvidas em um longo período de aprendizagem. Os conhecimentos referentes a esse ofício eram transmitidos dos mestres para os aprendizes. A qualidade e o valor do produto variavam de acordo com o talento individual do artesão.

O incremento dos teares na produção manufatureira de tecidos e, mais tarde, das máquinas têxteis alterou o ritmo da produção, dispensando a instrução ou qualificação dos trabalhadores.

A incorporação

das máquinas na produção, conhecido como Revolução Industrial, possibilitou:

  • o aumento substancial da produtividade,
  • a acumulação de capital
  • e a formação da indústria moderna.

O maquinário

substituiu, em grande medida, o trabalho humano, pois tinha como vantagem a superação da limitação física dos operários.

Enquanto estes, mesmo com longas jornadas de trabalho, necessitavam do descanso diário para se recomporem, as máquinas podiam funcionar de modo ininterrupto, dia e noite, intensificando o processo de produção de mercadorias.

01

O Capital

Karl Marx aponta que a introdução do maquinário nas indústrias não tinha por intuito aliviar ou diminuir o trabalho executado pelos operários.

As máquinas serviam para baratear o custo das mercadorias e, por consequência, aumentar o lucro.

Para Marx, o lucro do capitalista advém da

mais-valia, que é a diferença entre o valor que o trabalhador produz e o valor recebido na forma de salário.

Isso significa que o salário não corresponde ao lucro produzido pelo trabalhador, representando tão somente um valor mínimo destinado à sua subsistência e à de sua família.

A incorporação das máquinas na produção possibilitou aos proprietários industriais maior exploração da mais-valia, pois passaram a controlar o ritmo de trabalho nas fábricas, acelerando cada vez mais o processo de produção.

02

O uso das máquinas

propiciou a diminuição da quantidade de pessoas necessárias na produção das mercadorias,

assim como a desvalorização do próprio trabalho humano.

Como as máquinas dispensavam, em grande medida, o uso da força física dos trabalhadores, uma forma de diminuir os custos consistia em incorporar mulheres e crianças ao trabalho fabril.

O motivo é que elas eram capazes de operar e alimentar as máquinas e recebiam salários inferiores aos dos homens.

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Karl Marx

aponta que

na organização capitalista, a alienação do trabalhador ocorre na medida em que este não se identifica com os frutos do seu trabalho.

Ele sabe que esses frutos não são produzidos para a satisfação de suas próprias necessidades, mas para o enriquecimento de outro, no caso, o capitalista.

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Karl Marx demonstra que, no capitalismo, o trabalho deixa de ser uma forma de realização pessoal e de satisfação das necessidades humanas.

Em vez disso....

ele se transforma em um mecanismo de sobrevivência mínima do trabalhador e de obtenção do lucro para os proprietários dos meios de produção.

Conforme sublinhado por Karl Marx, no capitalismo, os trabalhadores, além de não serem proprietários de seus instrumentos de trabalho, também deixam de ser os detentores do conhecimento técnico de todo o processo de produção.

Assim, o trabalho parcelado e o uso de máquinas fazem com que o trabalhador deixe de ter conhecimento do processo total de produção e de identificar a relação entre o trabalho diário que executa e o produto final que dele resulta.

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