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A concentração de renda é outro indicador importante na avaliação das condições de vida da população de um país. Ela é determinada pelo Índice de Gini, que combina aspectos econômicos e sociais, pois mede a distribuição de renda em determinada população. Ele varia de 0 a 1 (ou de 0 a 100), sendo mais desigual quanto mais próximo de 1. Observe o mapa a seguir.
Analisando esse indicador isoladamente, identificamos que a concentração de renda é mais alta em países do Sul. O Brasil e a África do Sul, por exemplo, estão entre os mais desiguais do
mundo. Isso não significa que nos outros países a renda seja distribuída igualmente. Porém, há menores disparidades entre ricos e pobres.
"Precisamos falar sobre desigualdades. No mundo, oito pessoas detêm o mesmo patrimônio que a metade mais pobre da população. Ao mesmo tempo, mais de 700
milhões de pessoas vivem com menos de US$ 1,90 por dia. No Brasil, a situação é pior: apenas seis pessoas possuem riqueza equivalente ao patrimônio dos 100 milhões de brasileiros mais pobres. E mais: os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95%. Por aqui, uma trabalhadora que ganha um salário mínimo por mês levará 19 anos para receber o equivalente aos rendimentos de um super-rico em um único mês."
GEORGES, R. A distância que nos une: um retrato das desigualdades brasileiras. OXFAM Brasil, 2017. p. 6
A pobreza envolve um conjunto de fatores, como renda, condições de alimentação e acesso a serviços de saúde e educação, condições de habitação e exclusão social. Assim, ela é multidimensional, ou seja, abrange vários aspectos. Para avaliar se uma família se encontra em situação de pobreza multidimensional, a ONU criou, em parceria com institutos de pesquisa, o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), em 2010.
A pobreza é uma questão mundial. Nos Estados Unidos, país com IDH muito elevado e alta renda per capita, parcela significativa da população vive
em condições de pobreza. Na fotografia de 2018, estadunidenses vivendo em trailers por causa do desemprego e do preço elevado dos aluguéis.
O processo de globalização intensificou as relações internacionais nos seus diversos aspectos e influenciou o surgimento de um maior número de organizações voltadas para a cooperação internacional. Problemas ambientais, crises econômicas e guerras requerem que, em muitas situações, soluções sejam tomadas por mais de um país. Nesses contextos são criadas as organizações internacionais. Essas organizações podem ser constituídas de países ou de grupos de pessoas –
governamentais e não governamentais – que definem, em Estatuto ou Carta de Intenções,
os objetivos de sua atuação
As ONGs são instituições civis com preocupações e práticas sociais, sem fins lucrativos, que
realizam serviços em lugares e situações em que os governos se fazem pouco presentes. Essas
organizações obtêm recursos por meio de financiamentos de governos e empresas privadas,
venda de produtos, doações da população em geral, e contam com voluntários – pessoas que
não recebem salários pelo seu trabalho na organização. Além disso, as ONGs são importantes fiscalizadoras e denunciadoras de ações dos vários
atores do espaço geográfico mundial.
As organizações governamentais são aquelas compostas por representantes do governo de diversos países. A mais famosas dessas organizações é a ONU, criada em 1945, logo após o fim da segunda guerra mundial. A sede da ONU fica em Nova York e dela participam, atualmente, 193 países, incluindo o Brasil.
A ONU é composta de agências especializadas, programas e fundos que desenvolvem ações
em diversas áreas como saúde, educação e defesa dos direitos humanos. Conheça algumas dessas instituições.