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A conceção da ciência de Thomas Kuhn
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Thomas Kuhn
- Físico norte-americano e estudioso primordial no ramo da filosofia da ciência.
- Estabeleceu teorias que desconstruíam o paradigma objetivista da ciência.
- Publicou em 1962 a obra- A Estrutura das Revoluções Científicas
- sucessão descontinuada e não cumulativa de períodos de estabilidade e de consenso, interrompidos por processos revolucionários;
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- influenciada por critérios objetivos e subjetivos (pessoais, sociais, culturais...);
- depende de um paradigma científico.
Paradigma científico:
Paradigma cientifíco
- modelo de referência na descoberta e resolução de problemas para a comunidade científica
O Paradigma científico surge como resposta à pré-ciência...
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Ocorrência de anomalias pode alterar as condições da atividade cientifica, originar uma crise e uma revolução científica
Anomalias:
Anomalias
Problemas ou enigmas a que a comunidade científica não consegue responder baseando-se nos pressupostos teóricos fundamentais de um paradigma
Período de crise (científica)
- Quando já não é possível responder às exigências de factos
- Quando as anomalias se vão acumulando
E
Período de instabilidade/ciência extraordinária
Ciência extraordinária
- escolha e debate sobre a manutenção do paradigma vigente
- adoção de melhores teorias, novos conceitos e princípios
Caso se adote um novo paradigma
Revolução científica
Processo de desenvolvimento da ciência (esquematizado):
Ciência normal
Na visão de Kuhn:
D
O cientista, perante novos factos ou problemas, procurará uma forma de os resolver mantendo as suas teorias, em vez de tentar falsificá-las
F
Kuhn destaca dois momentos fundamentais no progresso científico
Durante o período da ciência normal
- O cientista faz um estudo cada vez mais específico e aprofundado, sem se desviar do paradigma de referência;
período da ciência normal
Resolver novos enigmas validando os novos resultados sem pôr em causa as teorias do paradigma vigente
Período das revoluções
- Ocorrem novas descobertas, que obrigam a mudanças revolucionárias porque não se ajustam ao paradigma vigente
período das revoluções científicas
- A mudança de paradigma corresponde a um modo qualitativamente diferente de olhar o real
TITLE
- A verdade das teorias científicas está sempre dependente do paradigma em que se inserem
H
incomensuráveis (incomparáveis e incompatíveis)
Não podemos afirmar que um paradigma é melhor do que o seu antecessor
Não podemos afirmar que a ciência progride de forma cumulativa/ acumulativa e contínua ao substituir um pelo outro
Para Kunh, a verdade não é a meta para a qual se orienta a ciência
TITLE
Relativa a cada paradigma
Só pode ser compreendida dentro dos limites que cada paradigma impõe
A escolha de um novo paradigma é marcada por fatores históricos, sociológicos e psicológicos
I
dependente da argumentação
A escolha entre teorias rivais obedece a critérios:
- partilhados por toda a comunidade científica;
- dependentes de fatores objetivos (princípios, regras e valores adotados)
- individuais;
- dependentes de fatores subjetivos (relativos ao que cada cientista pensa e sente)
Critérios objetivos de escolha de teorias
- Quanto mais exata for mais perto está do que é possível observar
- capacidade de fazer previsões
- Ausência de contradições internas e compatibilidade da teoria com outras teorias aceites dentro do paradigma vigente
- Abrangência da teoria relativamente à diversidade de fenómenos que é capaz de explicar
- Sobriedade e elegância na forma como a teoria explica os fenómenos
- Capacidade da teoria para impulsionar a investigação científica em direção a novas descobertas
• Quando se defende uma teoria, é possível que uns valorizem mais determinados critérios do que outros e isso reflete-se na argumentação que desenvolvem
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Para Kunh, só é possível compreender a ciência tendo em conta o contexto em que ela se desenvolve, ou seja, os valores e as convicções da comunidade científica
Críticas a Thomas Kunh
TITLE
Incomensurabilidade
- o facto de os paradigmas serem incomensuráveis implica a impossibilidade de os comparar e avaliar objetivamente.
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- cada paradigma representa um modo diferente de encarar os problemas e propor soluções;
- dois paradigmas rivais são mundos diferentes em que as mesmas coisas são entendidas de modos distintos.
Não há qualquer hipótese de partilha , cooperação ou diálogo , e por isso , alguns críticos acusam Kuhn de ser relativista
TITLE
É criticado o facto de a adesão a um novo paradigma ocorrer por conversão de todos os cientistas, como se tratasse de uma questão de fé, ao novo paradigma.
Critério "irracional"
ideia de que a atividade científica é irracional
entraves à questão do valor da ciência