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Transcript

Éfeso: Amor na era do gelo (Apocalipse 2:4)

SLIDE 1

Vivemos numa verdadeira era do gelo nas relações humanas, uma crise de indiferença mortal.

Era do gelo

Vivemos numa verdadeira era do gelo nas relações humanas, uma crise de indiferença mortal. O individualismo extremo se revela numa profunda falta de amor ao semelhante, reflexo da ausência do amor de Deus no coração.

ERA DO GELO

Esse frio humano, oposto ao calor humano, se manifesta todos os dias nos assustadores índices de violência no lar, nas ruas, no choque entre culturas, religiões e países.

AMOR

Quando Cristo olhou para nosso tempo, não poderia dar um diagnóstico mais preciso: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos (Mateus 24:12).

SLIDE 2

O Salvador não só antecipou nossa era do gelo, mas explicou sua causa. O amor-princípio, de origem divina se esfriaria quanto mais se multiplicasse a iniquidade (anomia).

ANOMIA

LEI

Se a essência da lei está no amor a Deus e ao semelhante (Marcos 12:28-31), a essência da iniquidade se revela na rejeição à lei do amor.

Primeiro amor

Na primeira mensagem às sete igrejas do Apocalipse, lemos um forte chamado de retorno ao “primeiro amor”. “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Apocalipse 2:4).

SLIDE 3

SEM AMOR

Apesar de serem elogiados por Cristo por suas obras, labor, perseverança, zelo doutrinário e resistência diante das maiores provações, os efésios tinham perdido seu “primeiro amor”. Note que eles não estavam no processo de perder, ou quase perdendo, mas já o haviam perdido, como indicam os tempos verbais de “abandonar”, tanto no grego (aoristo) quanto na tradução (pretérito perfeito), que expressam uma ação acabada.

PRIMEIRO AMOR

Os cristãos da capital da Ásia Menor haviam recebido a mensagem do evangelho de braços abertos, mas após algumas décadas sua religião estava se tornando “legalista e sem amor” (Ranko Stefanovic, 2009, p. 118).

ÁGAPE

Na luta contra os falsos ensinos, a Igreja se esqueceu de viver o amor. Perdeu de vista o ágape, o amor-princípio que vem de Deus – o mesmo tipo de amor mencionado por Jesus e por João. Os efésios não tinham perdido apenas o amor que vem de Deus, mas estavam perdendo o amor a Ele e, sem dúvida, o amor tanto pelos de dentro quanto pelos de fora.

A situação particular daquela igreja representava o quadro maior do fim da primeira e mais pura fase do cristianismo: uma igreja fervorosa, doutrinariamente saudável, mas que, ao fim do primeiro século, dava mostras de fadiga. Tinha algum amor, mas não como o “primeiro”. Seu amor a Deus e a Cristo estava se arrefecendo. Em relação aos últimos contemporâneos de Jesus, João entre eles, as novas gerações de cristãos deixavam a desejar.

SLIDE 4

Cristo, então, vai direto ao ponto: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Apocalipse 2:5).

Três verbos marcam o conselho de Jesus, que serve muito bem para nós, hoje: (1) A igreja precisa se lembrar em que ponto de sua jornada espiritual perdeu seu primeiro amor; (2) também deve se arrepender de seu desvio; e (3) tem que voltar “à prática das primeiras obras”. O amor tem que ver com ação, com a prática de boas obras (Efésios 2:10; Tito 2:7, 14; 3:8; Hebreus 10:24; 1 Pedro 2:12).

Amor em ação

As características do povo de Deus nos últimos dias não se resumem na pregação dos verdadeiros mandamentos de Deus e a fé em Jesus, mas na prática da lei (Apocalipse 12:17; 14:12). Só o amor divino em corações humanos pode aquecer pessoas em meio ao individualismo congelante deste mundo. A iniquidade esfria o amor de muitos, mas não de todos.

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