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POESIA VISUAL E CRIATIVIDADE

Antonio Miranda POESIA VISUAL E CRIATIVIDADE
by

Antonio Miranda

on 27 October 2014

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Antonio Miranda

POESIA VISUAL E CRIATIVIDADE

Poiesis –
termo grego que significa “criação” ou “produção”, derivado de ποιέω, “fazer” ou “criar”.
Platão define em O banquete o termo poiesis como
«a causa que transforma qualquer coisa que consideramos como não-ser em ser.”
Trata-se de um processo criativo.
Uma forma de conhecimento e também um forma lúdica.
Poesia como a criação de uma realidade, uma realidade criada.


1. Poesia como registro exossomático
= conhecimento objetivo >> Karl Popper
2.
Pensamos com imagens... palavras no lugar das imagens, palavras como imagens..





ideograma verbal
Desenhar com palavras. DÉCIO PIGNATARI

A poesia visual poder ser interpretada como uma tentativa de romper com a
ditadura da forma discursiva do poema
, de vencer o domínio da gramática ou mesmo de superar a construção prosística na poesia.


Como expressão exossomática do indivíduo, a poesia sempre buscou um formato ou “arquitextura” para e
xpor-se como conhecimento registrado
, por códigos de inscrição e reconhecimento convencionais.

Na poesia, desde a antiguidade clássica, os formatos impuseram-se nas expressões líricas, heroicas e dramáticas, condicionando sua produção e uso público.

Até prova em contrário, este seria O PRIMEIRO POEMA VISUAL conhecido: O OVO, do grego Simias de Rodes, três séculos antes de Cristo.

Essa
“coisificação” da poesia
teve – e continua tendo – muito que ver com sua estruturação, partindo das formas homéricas da Ilíada e da Odisséia, na fase ágrafa, valendo-se de elementos mnemônicos (rima, ritmo)

A forma (formato) de escritura previa versos que facilitassem sua “publicação” oral, com ritmos e rimas, para sua exteriorização pelo recurso da voz humana, pela performance do declamador, valendo-se também de gestos, mímica, acentuando os ritmos das palavras, modulações de voz, recursos linguísticos e extralinguísticos próprios das artes cênicas.

Não é demais lembrar que os gregos clássicos recorreram ao teatro como o meio mais adequado para a “corporificação” (visualização) da poesia.

Dizer sem palavras...

Cena de “Tu país está feliz” de Antonio Miranda (1971, versão 1984)
Form - ação
formalismos dos latinos (caligrâmicos);
dos romanceiros populares da Idade Média e pela forma culta do soneto petrarquiano até as últimas manifestações da poesia na Internet, considerando-se apenas a cultura dita ocidental.
O BARROCO BRASILEIRO...
BENTO TEIXEIRA
Anastacyo Ayres de Penhafiel, do barroco baiano, com seu "Labirinto Cúbico”.
O Barroco por suas características relacionadas ao
trabalho de invenção e pesquisa da forma,
voltando-se, em muitos casos, para o
aproveitamento espacial da página,
tem servido de ponto de referência para muitos experimentos poéticos contemporâneos.

IESUS CRISTUS
Poema em latim, do século X d.C, sem autoria conhecida. No centro: "IESUS CRISTUS". “Pattern poem”, poema-labirinto.
Nas culturas orientais, o processo exigiu outras formas de inscrição.
Ernst Fenollosa,
no início do século 20, escreveu um ensaio
Os caracteres da escrita chinesa como instrumento para a poesia
, publicado postumamente, em 1918, com preâmbulo de Ezra Pound.
Ideograma.

“Em meus cadernos de escolar, escrevo teu nome, liberdade.”
(Paul Éluard)
– CALIGRAFIA ÁRABE
( HASSAN MASSAUD )

Liberté
, por Hasan Massoudy / Liberty, bu Hassam Massoudy.
KAGAWA HÔUN
(1904-1977)
Não dar devida atenção à opiniões alheias.(1973)

CALIGRAMA PERSA – CALIGRAFIA
YAMANAKA SHIKOKU
Representação da letra felicidade em estido Sôsho, s.d.

PALÍNDROMOS
Criar e recriar...
Catálogo da exposição RELEREVER realizada no Ateliê Ana Cordeiro, São Paulo, "uma integração entre profissionais da palavra, artistas visuais e artesãos Curadoria: Almandrade, Ana Cordeiro e Ésio Macedo Ribeiro
O grande pensador
Edgar Morin
refere-se às rupturas e às revoltas
da poesia em sua trajetória humana.
O filósofo do
pensamento complexo
sustenta a tese que
“o futuro da poesia reside em sua própria fonte”.
VANGUARDA COMO RETAGUARDA
Vale dizer que é recursiva, que se alimenta na tradição e na renovação, “nas profundezas dessa embalagem estranha que é o cérebro e o espírito humano”
e que está na interseção das duas linguagens ao alcance do homem: de um lado a própria língua – que é empírica, prática, técnica – e, em contraposição, outra que é simbólica, mítica, mágica.

André Breton como alvo... durante el Festival Dada no teatro de l´Oeuvre, 1920.
FEBRÔNIO ÍNDIO DO BRASIL

Blaise Cendras, o poeta vanguardista que andou pelo Brasil e esteve ligado aos poetas e artistas da Semana de Arte Moderna de 1922, principalmente com Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, ficou impressionado com a história do Febrônio.
Poesia e psicanálise... Surrealismo e criação.
Escritura automática.

Entendamos “texto”
“ como aquilo que inclui dados verbais, visuais, orais e numéricos na forma de mapas, gravuras e música, ou arquivos de sons gravados, filmes e vídeos, na realidade,
tudo desde a epigrafia até as formas mais recentes de epigrafias”
, conclui D. F. McKenzie (apud McGary, Kevin, 1999, p. ).

Quer dizer: tudo que é suscetível de “escritura” e de leitura.
O elemento visual da poesia tanto se manifesta na virtualidade das imagens e ideias representadas nas inscrições poéticas quanto na “materialização” ou “coisificação” mesma de seu texto, por sua formatação ou diagramação.

Vamos repetir:
poesia vem de “poiesis”,
significando criação em seu sentido arquitetural de estruturas simbólicas.

A famosa
“página em branco”
Mallarmé, Stéphane. Final do século XIX – espacialização da poesia.

O poeta inscreve, modela, geometriza, diagrama s
obre a superfície plana da página, dos muros, da tela ou parte para suportes mais amplos como o disco sonoro, o cinema e o vídeo, e à publicação digital, com recursos multimidia e holográficos... Vale tudo no processo de criação e expressão.

Um exemplo emblemático é o de Guillaume Apollinaire, que diagramou versos em formatos preciosistas, de maneira mais ilustrativa que significante, partindo da ideia da ilustração como parte do texto:
(recurso também usado por Huidobro, etc)

Poema origami - DÉCIO PIGNATARI
Poema com a participação do “leitor”

Daí vêm os famosos “bichos” de Lygia Clark.... escultura origâmicas.

FERREIRA GULLAR
Não-objeto – Neoconcretismo

SONETOS
AVELINO DE ARAÚJO

ARTE VERBAL
Antonio Miranda (1962) – Jacobson, 1973?
Em suas origens, as artes estavam muito articuladas, seriam interdependentes – poesia, teatro, dança, música – antes de sua fragmentação pela separação arbitrária em “gêneros” literários e artísticos estanques.
DA NIRHAM EROS = ANTONIO MIRANDA

Poesia e pintura, poesia e arquitetura, poesia e...
OSMAR DILLON
Poema enterrado

Picasso:
“eu não busco, eu encontro...”
Metametodologias...
do relógio mecânico ao digital
Interdisciplinaridade


Arteciência: afluência de signos co-moventes
Roland de Azeredo Campos
Editora: Perspectiva

PICHAÇÃO
GRAFITE

Parede da Maison de France, no centro do Rio de Janeiro (região do Castelo) com a pichação “Homenagem a Marcel Duchamp”, elaborada pelos artistas LEONARDO TEPEDINO, RONALD DUARTE, MIRELLA ROSNER, LOSE, MANCHA, YETI, DLARA e TITO.
Ezra Pound na sua “Arte da Poesia”: a poesia como um ofício que o poeta desenvolve e treina outros como uma arte.

Criatividade como expressão de liberdade de criação.
E. M. DE MELO E CASTRO
“Arte da poesia” é justamente como ele entendeu essa prática criativa, factível de ser desenvolvida e transmitida aos discípulos. Pound acreditava que “os poemas podem ter uma forma, tal como as árvores a têm”
FERNANDO AGUIAR ( Portugal )
Da Nirham Eros> 1960
Desde sua origem, o “registro” do texto poético – desde a invenção dos alfabetos – sempre esteve condicionado às evoluções tecnológicas da própria “escritura”.

Ler: ROBERTO PONTUAL – Azougue...

POUND também alertou para o p
erigo de usar a forma como uma camisa-de-força
, como a criticar os formalistas que cultivam a forma em detrimento do conteúdo.
Mas não descartava a inter-relação necessária entre formato e conteúdo, mesmo no caso do verso livre.

O poema como uma inscrição externa ao criador, tornado público, está sujeito a diferentes leituras. Hoje já entendemos a
“leitura” transcendendo a decifração de signos
verbivocais, englobando também a interpretação de ícones e imagens de qualquer natureza, dos textos impressos aos filmes, as pinturas e outras expressões artísticas. Leitura do poema e do mundo.

DOMINGOS FERREIRA DA SILVA
tentou
demonstrar que só existe poesia na literatura...

ANTONIO MIRANDA
A poesia teria “evoluído” de sua forma oral para a escrita e desta para a impressa, até atingir o estágio de sua digitalização e difusão pela web nos tempos atuais.
Surgiram os livros-esculturas, com páginas dobradas como origamis, e passaram para as galerias de arte, sobre superfícies horizontais ou nas paredes, ou dependuradas como em varais, “soluções” as mais originais para expor os objetos poéticos.
“Poemóbile” AUGUSTO DE CAMPOS – JULIO PLAZA
Estamos ainda no apartheid da tela do computador, plana como a superfície da página do livro. Nem todos os sentidos humanos podem interferir no processo.
O olfato e o tato ainda não têm vez no mundo da virtualidade.

INSTALAÇÕES,
com recursos audiovisuais, corpo humano, cheiro e tato...

As possibilidades e “condições discursivo-tecnológicas”, de caráter interativo.
Existem muitos estudos em curso sobre o fenômeno da
tridimensionalidade
da poesia e sua simulação pela
holografia
e outros recursos informáticos. O importante é perceber:

“Observa-se que
poema-objeto
, inaugurado na Modernidade, nas suas radicalizações posteriores, provoca uma tensão entre texto, objeto e imagem, que substancia e caracteriza a palavra como interventora no sistema de signos,
assumindo-se como imagem.

A poesia visual continuará desenvolvendo sua vertente mais
“plástica”, tridimensional,
ocupando espaços em galerias de arte, museus e locais públicos. Como veremos mais adiante, sua composição é ainda indefinida e aponta para todas as direções criativas possíveis, mas seria possível antecipar alguns aspectos constantes da poesia visual contemporânea:

a) a identidade entre ikon e logos;
b) o nexo espacial da poesia;
c) a concretização da referência textual no ato de leitura; e
d) o predomínio de objetivos lúdicos

A polissemia
do termo Poesia Visual

arte postal,
ciberpoesia,
holopoesía digital,
infopoesia,
poegoespacialismo,
poesia cinética,
poesia concreta,
poesia digital,
poesia experimental,
poesia Intersignos,
poesia midiática,
poesia neoconcreta,
poesia objeto,
poesia visual, etc...

O que entendemos por Poesia Visual? Não existe uma resposta para a questão, existem respostas. Uma definição pode ser formulada a partir de duas abordagens diferentes – uma de natureza
conceitual e outra consuetudinária.
A primeira pretende definir a partir de postulados teóricos e a segunda a partir da práxis. Podem ser complementarias mas são contraditórias.

ANIMAVERBIVOCOVISUALIDADE
AV3
Integração das artes (Bauhaus) Max Bense

CONVERGÊNCIA TECNOLÓGICA
Hipermodernidade

SAIMOS DA COMUNICAÇÃO INTENSIVA
(LEITURA INTENSIVA)
para a
COMUNICAÇÃO EXTENSIVA
(leitura extensiva, hipertextual)

O texto destextualizou-se, com ganhos e perdas.

ANTONIO MIRANDA – GÓMEZ DE ZAMORA

Os acervos deixam de ser apenas físicos
(disponibilidade documentária)
e se tornam ACESSÍVEIS (ACESSIBILIDADE VIRTUAL), pela internet.

Antonio Miranda
A própria ciência vem
abandonando métodos

cartesianos
e paradigmas disciplinares para adotar dimensões mais
holísticas
, mais abertas, mais flexíveis e menos ortodoxas
A
leitura deixa de ser linear
e se torna hipertextual.
Leitura fragmentária,
prismática,
combinatória.

JI LEE
Amalgama
e não apenas somatório de elementos, graças à convergência tecnológica que permite que estes elementos se conjuguem no processo de construção de conteúdos
“o verbal perdendo a gravidade, virava icônico, e o escrever desenhar.”
DÉCIO PIGNATARI, na contracapa do livro Desbragada, resumo da obra de Edgar Braga, pioneiro da verbivisualidade no Brasil.

"Esta ai um dos mais claros sinais da profundidade das mutações que atravessamos: a reintegração científica e cultural do sensível, das imagens e dos sons, até há pouco considerados como dimensão separada e desvalorizada, relegada pela racionalidade dominante do Ocidente ao âmbito das emoções e das expressões próprias das artes.

"Ao trabalhar interativamente com sons, imagens e textos escritos, o hipertexto hibridiza a densidade símbólica com a abstração numérica, fazendo as duas partes do cérebro.
LUCIA SANTAELLA

JI LEE
HIPERTEXTUALIDADE
HIPERMIDIAÇÃO
INTERATIVIDADE
MULTIVOCALIDADE
HIBRIDISMO
HIPERATUALIZAÇÃO
UBIQUIDADE

MOBILIDADE INFORMACIONAL

Quo vadis?>>>>>>>>>>>>>>>>

Para concluir
Obrigado!

www.antoniomiranda.com.br
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