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ARCADISMO

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gracia coimbra

on 29 September 2016

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ARCADISMO

Século XVIII

- Século das Luzes
- Progressivo descrédito das monarquias absolutas;
- Decadência da aristocracia feudal;
- Crescimento do poder da burguesia;
- Revolução Industrial inglesa;
- Revolução Francesa.
Pensamento da época

- Iluminismo

- Laicismo

- Liberalismo
* três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário
* Constituição
* Todos estão sob a lei

- Empirismo
No Brasil

- Minas Gerais como centro econômico e político
- Influências das arcádias portuguesas nos poetas brasileiros
- A expulsão dos jesuítas do Brasil - (1759)
- A Inconfidência Mineira(1789), conflitos com o Império.
-Início do nacionalismo, luta pela independência ( Tomás Antônio Gonzaga)

Lemas:
FugereUrbem
-
negação dos grandes centros urbanos .
LocusAmoenus

lugar ameno, calmo, tranquilo, ideal e que serve de refúgio para a desordem urbana.
Carpe Diem

desejo de aproveitar ao máximo o tempo.
InutiliaTruncat
(cortar o inútil) – busca pela linguagem simples e direta, em uma clara crítica à estética barroca.
Aurea mediocritas
-
valorização das coisas cotidianas, simples, focalizadas pela razão e pelo bom senso.
O resgate de temas clássicos
Marília de Dirceu: Lira XIII

Num sítio ameno,
Cheio de rosas
De Brancos lírios,
Murtas viçosas,

Dos seus amores
Na companhia,
Dirceu passava
Alegre o dia.

(Tomás Antônio Gonzaga)

O adjetivo bucólico faz referência a tudo aquilo que é relativo a pastores e seus rebanhos, à vida e aos costumes do campo.
O bucolismo
Marília de Dirceu: LIRA XIX


Enquanto pasta alegre o manso gado,
Minha bela Marília, nos sentemos
À sombra deste cedro levantado.
Um pouco meditemos
Na regular beleza,
Que em tudo quanto vive nos descobre
A sábia Natureza

(Tomás Antônio Gonzaga)
Linguagem: simplicidade acima de tudo
Sou pastor, não te nego; os meus montados
São esses, que aí vês; vivo contente
Ao trazer entre a selva florescente
A doce companhia dos meus gados;

(Soneto IV - Cláudio Manuel da Costa)

Um dos aspectos mais artificiais da estética árcade é o fato de os poetas e de suas musas serem identificados como pastores e pastoras.
O pastoralismo
PRINCIPAIS AUTORES:

- Portugal:
Manuel Maria Barbosa Du Bocage

- Brasil:
Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), autor de Marília de Dirceu e Cartas Chilenas
Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) Obras Poéticas e Villa Rica
Frei Santa Rita Durão (1722-1784), autor do poema épico Caramuru
Basílio da Gama (1741-1795), autor do poema épico O Uraguai
Inácio José de Alvarenga Peixoto (1744-1793)
Silva Alvarenga (1749-1814), autor de Glaura
Características da linguagem:

Escrita mais direta e menos formal
Uso de sonetos
Gosto por rimas, e versos brancos
Vocabulário mais simples e fácil
Presença de mitologia
Descritivismo
Poucas figuras de linguagem
CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS

- Inspiração nos modelos clássicos greco-latinos e renascentistas,
- Influência da filosofia francesa;
- Mitologia pagã como elemento estético;
- Fingimento Poético
- Pastoralismo: poetas simples e humildes;
- Bucolismo: busca pelos valores da natureza;
- Nativismo: referências à terra e ao mundo natural;
- Tom confessional;
- Estado de espírito de espontaneidade dos sentimentos;
- Exaltação da pureza, da ingenuidade e da beleza.
Bocage: o poeta maldito, o pastor bucólico, o pré-romântico
Características Árcades
• Carpe diem (o desejo de aproveitar a vida, a juventude);
• Fugere Urbem (a vontade de fugir da cidade para o campo);
• Locus Amoenus (observa a natureza como um lugar agradável);
• Inutilia truncat (corte dos excessos, principalmente na escrita);
• Rigor formal (obediência à rima e à métrica do poema);
• Mitologia greco-latina (presença de elementos da mitologia);

Características Românticas
• Emotividade (expressão da emoção em oposição à razão que o persegue);
• Individualismo e egocentrismo (expressos por meio da autopiedade);
• Religiosidade (em seus últimos poemas, Bocage se arrepende de ter desrespeitado a igreja)
ELMANO SADINO
Olha, Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre as flores?

Vê como ali beijando-se os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores.

Naquele arbusto o rouxinol suspira,
Ora nas folhas a abelhinha pára,
Ora nos ares sussurrando gira.

Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,
Mais tristeza que a noite me causara.
Elementos neoclássicos:
- a forma (soneto)- o vocabulário alatinado ( cadente, Zéfiros, ósculos)- a presença da mitologia (Amores (Cupidos, filhos de Marte e de Vênus))
Elementos românticos:
- a natureza como reflexo do estado da alma do poeta (em função da presença ou ausência da amada);- a pontuação subjetiva (abundância de exclamações);- a presença do rouxinol e da noite;- o amor sensual
POESIAS: LÍRICAS
SATÍRICAS
ERÓTICAS
Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado:

Dido foi puta, e puta dum soldado;
Cleópatra por puta alcança a c’roa;
Tu, Lucrecia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado:

Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que ainda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa:

Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiqueis pois, oh Nise, duvidosa
Que isto de virgo é honra é tudo peta.
CLÁUDIO MANUEL DA COSTA (1729-1789
GLAUCESTE SATÚRNIO
As principais obras do poeta são:
Obras poéticas (1768)
Vila Rica (1837)
POESIA LÍRICA:
Pastoralismo (vaqueiro)
Amada Nise
Desilusão amorosa
Poesia rica e elegante, sem banalidades e ostentações
POESIA ÉPICA
Poema Vila Rica - valor histórico
PRINCIPAIS AUTORES:

- Portugal:
Manuel Maria Barbosa Du Bocage

- Brasil:
Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), autor de Marília de Dirceu e Cartas Chilenas
Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) Obras Poéticas e Villa Rica
Frei Santa Rita Durão (1722-1784), autor do poema épico Caramuru
Basílio da Gama (1741-1795), autor do poema épico O Uraguai
Inácio José de Alvarenga Peixoto (1744-1793)
Silva Alvarenga (1749-1814), autor de Glaura
ELMANO SADINO
GLAUCESTE SATÚRNIO
POESIAS LÍRICAS E ÉPICAS
LÍRICA:
PASTORALISMO ( VAQUEIRO)
USO DA PALAVRA "PEDRA" (MONTANHA, PENHASCO)
AMADA NISE
DESILUSÃO AMOROSA
ÉPICA

"VILA RICA" (INSPIRAÇÃO EM CAMÕES)
Quem deixa o trato pastoril amado
Pela ingrata, civil correspondência,
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro a paz não tem provado.

Que bem é ver nos campos transladado
No gênio do pastor, o da inocência!
E que mal é no trato, e na aparência
Ver sempre o cortesão dissimulado!

Ali respira amor sinceridade;
Aqui sempre a traição seu rosto encobre;
Um só trata a mentira, outro a verdade.

Ali não há fortuna, que soçobre;
Aqui quanto se observa, é variedade:
Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!
TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA
DIRCEU
CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS:
IMITAÇÃO DOS MODELOS CLÁSSICOS
RACIONALISMO
BUCOLISMO
CONVÍVIO COM A NATUREZA (MIMETISMO)
PASTORALISMO
TOM CONFESSIONAL
JOGO RITÍMICO
VERSOS DECASSÍLABOS HERÓICO
MARÍLIA DE DIRCEU

1ª PARTE - 33 LIRAS
canta a beleza de sua "pastora"
referências permanentes ao campo e à vida pastoril idealizada pelos árcades.

2ª PARTE -- 37 LIRAS
bucolismo é diminuído, mas a adoração a Marília continua
angústia da separação e o sentimento de ter sido injuriado
angústia da separação que sofreu de seu amigo "Glauceste"
13 poemas satíricos (carta) - Critrilo para Doroteu (Tomás para Cláudio)
Os desmandos,
falta de conhecimento
atos corruptos,
nepotismo,
abusos de poder, do "Fanfarrão Minésio" (o governador de Minas Gerais, Luís Cunha Meneses)
erros administrativos, jurídicos e morais
versos decassílabos
CHILE = VILA RICA
Lira
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
que viva de guardar alheio gado,
de tosco trato, de expressões grosseiro,
dos frios gelos e dos sóis queimado. Tenho próprio casal e nele assisto; dá-me vinho, legume, fruta, azeite; das brancas ovelhinhas tiro o leite e mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, graças à minha estrela!

Mas tendo tantos dotes da ventura, Só apreço lhes dou, gentil pastora, Depois que o teu afeto me segura Que queres do que tenho ser senhora. É bom, minha Marília, é bom ser dono De um rebanho, que cubra monte e prado; Porém, gentil pastora, o teu agrado Vale mais que um rebanho e mais que um trono. Graças, Marília bela, graças à minha estrela
" Pretende, Doroteu, o nosso chefe
erguer uma cadeia majestosa
que passa escurecer a velha fama
da torre da Babel e mais dos grandes,
custosos edifícios que fizeram,
para sepulcros seus, os reis do Egito. "
CARTAS CHILENAS
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