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A CONSULTA DE ENFERMAGEM NA REDE BÁSICA DE SAÚDE:

um estudo sobre a práxis do enfermeiro

INTRODUÇÃO

Essa sistemática é importante para:

  • Melhorar a assistência;
  • Cria estratégias para melhorar o cuidado;
  • Garantir o acesso à saúde;
  • Buscar maior resolutividade dos problemas;
  • Ofertar qualidade de vida à população;

Para que a sistematização ocorra é necessário, que o profissional tenha, além do conhecimento técnico, uma visão holística dos indivíduos e esteja preparado para atender suas necessidades.

A consulta de enfermagem é o momento de diálogo, acolhimento e vínculo entre enfermeiro e o cliente.

A consulta de enfermagem é constituída pelo:

  • Plano prévio;
  • Anamnese e exame físico;
  • Diagnóstico de enfermagem;
  • Plano assistencial, prescrição de enfermagem;
  • Registro e evolução.

JUSTIFICATIVA

OBJETIVO GERAL

  • Importância para integralidade do atendimento;

  • Muitos problemas podem ser sanados através dela;

  • Fornecer dados, que permitam identificar, como esta sendo efetivada a consulta de enfermagem;

  • Estimular a discussão e a reflexão dos profissionais sobre a importância para o contexto social e profissional que essa assistência representa.

Investigar como se processa a consulta de enfermagem na rede de atenção básica de saúde em uma cidade da região Noroeste do Rio Grande do Sul.

PROBLEMATIZAÇÃO

O estudo pretende investigar se está sendo efetivada a consulta de Enfermagem, na rede de atenção básica de uma cidade da região Noroeste do estado do Rio Grande do Sul?

DELINEAMENTO DA PESQUISA 

Foi realizada uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo pesquisa descritiva exploratória.

REFERENCIAL

  • A abordagem de caráter qualitativo leva a compreender as situações, colocar-se no lugar do outro, interpretar o que ocorre para, assim haver compreensão e dar forma a esse conteúdo. (MINAYO; 2012).

  • A pesquisa exploratória é aquela que permite levantar dados e experiências sobre o problema pesquisado, além buscar exemplos que facilitem a compreensão.

CAMPO DA PESQUISA

SUJEITOS DA PESQUISA 

Foram convidados os 12 enfermeiros do quadro funcional atuantes na rede básica de atenção a saúde em cidade da região Noroeste, do interior do Rio Grande do Sul.

A pesquisa foi realizada na rede básica de atenção a saúde: Estratégia Saúde da Família (ESF) e Unidades básicas de saúde (UBS), no segundo semestre de 2016, em cidade da região Noroeste do interior do Rio Grande do Sul.

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PROCEDIMENTOS ÉTICOS

PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS

A coleta de dados foi realizada através de um roteiro de entrevista semi-estruturada.

Seguiu a resolução do CNS 466/15

Foi aprovado pelo CEP - URI sob o parecer nº 1.721.944

Aos entrevistados foi oferecido o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

Para manter a privacidade e a individualidade dos pesquisados foram usados siglas para identificar os entrevistados.

PROCEDIMENTOS DE ANALISE DOS DADOS

A análise de dados foi feita através da análise de conteúdo das falas. Da qual se extaram 3 categorias.

METODOLOGIA

CONSIDERAÇÕES FINAIS

  • A consulta de enfermagem, ainda não é realizada em sua totalidade na atenção básica de saúde, desse local, evidenciando a necessidade de buscar soluções para os problemas, que impedem a efetivação da sua implantação, em todas as suas etapas.

  • A SAE, enquanto processo organizacional é o caminho para que seja possível por em prática todo o processo de enfermagem, a fim de subsidiar uma assistência à saúde aprimorada, mais integral e resolutiva para toda a comunidade.

  • Precisamos de profissionais capacitados, comprometidos, e, que busquem o aprimoramento, para uma assistência embasada em princípios científicos.

SAE COMO UMA FERRAMENTA DE PRODUÇÃO NO CUIDADO

LIMITES E POSSIBILIDADES PARA A IMPLANTAÇÃO DA SAE NA ATENÇÃO BÁSICA.

O presente estudo identificou que a SAE precisa ser efetivada para que o profissional enfermeiro possa dar aos usuários um cuidado mais eficiente e, consequentemente ser mais valorizado pela comunidade e o sistema de gestão.

A ORGANIZAÇÃO DE HABILIDADE E PRÁTICAS PARA A IMPLANTAÇÃO DA SAE

É preciso ter comprometimento com a prática, para ter mais autonomia e eficiência nas atividades de sua competência.

Sobre as considerações quanto à importância da consulta de enfermagem para a integralidade do atendimento :

  • Produz vínculo entre o profissional e o usuário;

  • Permite analisar o contexto, no qual o paciente esta inserido;

  • É um mecanismo de escuta e esclarecimento de dúvidas;

  • Permite ver o usuário como um todo em sua integralidade;

  • Qualifica o trabalho do profissional perante aos outros profissionais e a comunidade, e auxilia a diminuir a demanda das consultas médicas.
  • A SAE permite ao profissional ter autonomia, dando-lhe visibilidade frente á comunidade e aos demais profissionais que compõe a equipe da ESF ou da UBS. Através dessa metodologia pode se estabelecer:

Buscando atualizações / especializações de maneira a qualificar cada vez mais o cuidado, mostrando a gestão à importância de investir no que o enfermeiro precisa para a efetivação da SAE e seus processos.

  • Planejamento de suas ações;
  • Identificação dos problemas do usuário em seu contexto social;
  • Propõe intervenções para a resolutividade dos problemas;
  • Organizar o trabalho no cotidiano, qualificando a assistência de enfermagem

Também dificuldades de natureza educacional, como:

Salientaram-se, as dificuldades de natureza profissionais, como:

Nas falas dos entrevistados, observou-se que havia dificuldades de natureza organizacional, como:

  • Desconhecimento da SAE por aparte dos usuários ; do gestor e dos outros profissionais, 16,6%;

  • Falta de um protocolo municipal para a SAE;

  • Falta de apoio da gestão municipal 50%;

  • E necessidade de atualizações e educação permanente por parte dos profissionais, 16,6%.
  • Desconhecimento do processo de enfermagem e suas etapas 16,6%;

  • Insegurança na implantação;

  • Falta de tempo para a execução;

  • Falta de atualizações e educação permanente 16,6% ;

  • Preconceitos, quanto a questões de gênero.

  • As questões de estrutura física 16,6%;

  • O dimensionamento de pessoal 41,6%;

  • A falta de tempo 25%;

  • Múltiplas tarefas 41,6%.

Ao serem questionados se realizam o processo da consulta de enfermagem, observou-se que 41,6% afirmaram que sim; 58,3% realizam de forma parcial.

E se ocorre os registros de suas ações, desses 50% realizam os registros; 41,6% somente de forma parcialmente e 8,3% não registra.

A consulta de enfermagem possibilita uma promoção de saúde individualizada, visando melhorar a adesão ao regime terapêutico e ao plano de cuidados. (FERREIRA; GRAÇA e CALVINHO, 2016).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise dos discursos dos entrevistados possibilitou extrair das falas em relação aos saberes/fazeres dos enfermeiros, uma reflexão de sua atuação no contexto da atenção básica de saúde das quais surgiram três categorias:

  • SAE Como uma Ferramenta de Produção no Cuidado;
  • A Organização de Habilidade e Práticas Para a Implantação da SAE;
  • Limites e Possibilidades Para a Implantação da SAE na Atenção Básica.

CARACTERÍSTICA DOS PARTICIPANTES

  • Participaram desta pesquisa 12 enfermeiros, sendo 66,6% do sexo feminino.
  • Desses 16,6% enfermeiros com menor tempo de formação tinham entre 1 e 2 anos, e 33,3% entre 11 e 14 anos de formados.
  • Quanto á faixa etária 04 (33,3%) tinham idades entre 26 e 31 anos, 07 (58,3%) entre 32 e 38 anos e, apenas 01(8,3%) tinha idade acima de 60 anos.
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