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Figuração e cortesia verbal: a ritualização da interação conversacional

Face Work and Politeness
by

Michel G. J. Binet, PhD

on 30 July 2017

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Transcript of Figuração e cortesia verbal: a ritualização da interação conversacional

Figuração e Cortesia verbal
Face Work and Politeness
Cortesia verbal
A
-Orientada
A
-Orientada | Orientada para o
A
locutário
Cortesia verbal
L
-Orientada
Cortesia verbal
A
-Favorável
A
-Favorável | Favorável à Face do
A
locutário
Michel G. J. Binet
, Doutor (
PhD
) em Antropologia
Professor Auxiliar na Universidade Lusíada de Lisboa

GEACC-Clissis
|
http://geacc.hypotheses.org/


Fonte:

Arundale, R.B., 2006. Face as relational and interactional: A communication framework for research on face, facework, and politeness. Journal of Politeness Research, 2, pp.193–216.

Binet, M., 2013. Microanálise etnográfica de interacções conversacionais: atendimentos em serviços de acção social. Tese de Doutoramento. Lisboa: FCSH-UNL.

Binet, M. & Freitas, T., 2010. A ritualização das aberturas conversacionais: a “pergunta-dádiva” Está(s) bom? In T. Freitas, ed. Estudos de Corpora. Da teoria à prática. Lisboa: Colibri, pp. 289–304.

Bourdieu, P., 2001. Langage et pouvoir symbolique, Paris: Seuil.

Brown, P. & Levinson, S.C., 2009. Politeness. Some universals in language use 18th ed., Cambridge: Cambridge University Press.

Goffman, E., 1988. Estigma. Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada, Rio de Janeiro: Guanabara.

Goffman, E., 1971. Relations in Public - Microstudies of the Public Order, Harmondsworth: Penguin Books.

Goffman, E., 2011. Ritual de interação. Ensaios sobre o comportamento face a face (1967), Petrópolis: Vozes.

Goffman, E., 1956. The Presentation of Self in Everyday Life, Edinburgh: University of Edinburgh - Social Sciences Research Centre.

Goffman, E., 1972. On Face-Work: An Analysis of Ritual Elements in Social Interaction (1955). In J. Laver & S. Hutcheson, eds. Communication in Face to Face Interaction: Selected Readings. Harmondsworth: Penguin Books, pp. 319–346.

Grimshaw, A. ed., 1990. Conflict Talk, Cambridge: Cambridge University Press.

Kerbrat-Orecchioni, C., 2005. Le discours en interaction, Paris: Armand Colin.

Kerbrat-Orecchioni, C., 1992. Les interactions verbales: 2. Relation interpersonnelle et Politesse, Paris: Armand Colin.

Mauss, M., 1989. Essai sur le don. Forme et raison de l’échange dans les sociétés archaïques (1923-1924). In Sociologie et anthropologie. Paris: PUF, pp. 143–279.

Vion, R., 1992. La communication verbale: Analyse des interactions, Paris: Hachette.
Cortesia verbal
A
-Desfavorável
A
-Desfavorável | Desfavorável
à Face do
A
locutário
Cortesia verbal
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-Favorável
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-Favorável | Favorável
à Face do
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ocutor
Cortesia verbal
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-Desfavorável
L
-Desfavorável | Desfavorável à Face do
L
ocutor
Rito negativo
Evitar - minimizar FTA | Face-Threatening Acts
Rito positivo
Produzir FFA | Face-Flattering Acts
L
-Orientada | Orientada para o
L
ocutor
Rito negativo
Evitar - minimizar FFA | Face-Flattering Acts
Rito positivo
Produzir FTA | Face-Threatening Acts
Figuração e Cortesia verbal
Face Work and Politeness
Cortesia verbal
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-Orientada
A
-Orientada | Orientada para o
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-Favorável | Favorável à Face do
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à Face do
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Rito negativo
Evitar - minimizar FTA | Face-Threatening Acts
Rito positivo
Produzir FFA | Face-Flattering Acts
L
-Orientada | Orientada para o
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Rito negativo
Evitar - minimizar FFA | Face-Flattering Acts
Rito positivo
Produzir FTA | Face-Threatening Acts
Interação
orientada por/para
o equilíbrio ritual
L
ocutor
POSE
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A
locutário
TACTO
L
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TACTO
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Figuração e Cortesia verbal
Face Work and Politeness
Cortesia verbal
A
-Orientada
A
-Orientada | Orientada para o
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-Favorável | Favorável à
Face do
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Rito positivo
Produzir FTA | Face-Threatening Acts
Rito negativo
Evitar - minimizar FFA | Face-Flattering Acts
L
-Orientada | Orientada para o
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ocutor
Rito positivo
Produzir FFA | Face-Flattering Acts
Rito negativo
Evitar - minimizar FTA | Face-Threatening Acts
Interação agonal
orientada por/para
o desequilíbrio ritual
L
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TACTO
Figuração e Cortesia verbal
Face Work and Politeness
Cortesia verbal
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-Orientada
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-Orientada | Orientada para o
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Cortesia verbal
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-Favorável | Favorável à
Face do
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Cortesia verbal
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-Desfavorável
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-Desfavorável | Desfavorável à Face do
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-Favorável
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-Favorável | Favorável
à Face do
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Cortesia verbal
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-Desfavorável | Desfavorável à Face do
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Rito positivo
Produzir FTA | Face-Threatening Acts
Rito negativo
Evitar - minimizar FFA | Face-Flattering Acts
L
-Orientada | Orientada para o
L
ocutor
Rito positivo
Produzir FFA | Face-Flattering Acts
Rito negativo
Evitar - minimizar FTA | Face-Threatening Acts
L
ocutor
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A
locutário
TACTO
Actos ofensivos
Reparação de Actos ofensivos
Valorizar a face do alocutário e não invadir (sem ritual de passagem) os seus territórios do Eu
Desvalorizar a face própria (modéstia - minimização dos elogios) e facultar acesso aos territórios próprios do Eu (confidência)
Desvalorizar a face do alocutário (ofensas) e invadir os territórios próprios do Eu
Valorizar a face própria e negar ao alocutário acesso aos territórios próprios do Eu
Saldo ritual
da
troca conversacional

- (des)capitalização simbólica -
Articulações teóricas
MACRO
MICRO
Cortar a palavra equivale a uma invasão territorial (FTA)
Cortesia verbal



Sistema de regulação da alternância de vez
Sacks, H., Schegloff, E. & Jefferson, G., 1974. A Simplest Sistematics for the Organization of Turn-Taking for Conversation. Language, 50(4), pp.696–735.
Sinalizar e corrigir um "erro" na fala do alocutário (evento: "erro" hetero-sinalizado e hetero-corrigido) equivale a uma invasão territorial (FTA)
Cortesia verbal
Sistema de sinalização e correção de "erros"
Sacks, H., Schegloff, E. & Jefferson, G., 1977. The Preference for Self-Correction in the Organization of Repair in Conversation. Language, 53(2), pp.361–382.
Uma segunda parte não preferida de um par adjacente (SPP) pode constituir uma ameaça para a face do alocutário e/ou do locutor
Cortesia vebal
Orga. preferencial própria
de cada tipo de par adjacente
«(...) nearly all of the structural predispositions that have been studied under the rubric of preference (...) seem to be motivated by face considerations» (Brown & Levinson, 2009 : 40).
Organização sequencial
Cortesia verbal
«(...) [Face] considerations motivate many kinds of pre-sequences (...)» (Brown & Levinson, 2009: 40).
Accountability
Cortesia verbal
Justificações
Troca conversacional e micro-reprodução local de assimetrias macrossociais

«Consider Mauss's (1966 [1923-4]) remarks about the "gift": why on some occasions is the gift an expression of solidarity (...), and on others an expression of hostility and domination ? (...) [It] is the nature of the gifts that flow in opposite directions that establishes who is dominant (...)» (Brown & Levinson, 2009: 46).
Fenómeno Social Total: a teoria maussiana da dádiva habilita o investigador a observar e a descrever os actos envolvidos na (re)produção da simetria e da assimetria das estruturas relacionais em TODAS as escalas de análise sociológica (macro, meso e micro).
«The implication for sociology and anthropology is (...) that more attention should be given to the interactional basis of social life, if only to aid progress at other analytical levels - this because the area offers significant links across the divide between "macro" and "micro" levels of sociological analysis (...)» (Brown & Levinson, 2009: 3).
Cortesia verbal, micro-lutas locais de classificação/dominação e macro-estruturas sociais
Cf. Bourdieu, 2001
Ref.: Binet, M., 2012. Figuração e cortesia verbal: a ritualização da interação conversacional (Prezi). Documento de Trabalho do GIID nº44. Lisboa: FCSH-UNL.
«O idioma através do qual os modos de conduta cerimonial apropriada são estabelecidos necessariamente cria formas de profanação idealmente efetivas, pois é apenas em referência a propriedades especificadas que podemos aprender a considerar o que será a pior forma possível de comportamento. Profanações devem ser esperadas, pois cada cerimónia religiosa cria a possibilidade de uma missa negra» (Goffman, 2011: 86).
«(...) o próprio indivíduo teimosamente continua a ser uma divindade de importância considerável. Ele anda com certa dignidade e recebe muitas pequenas ofertas. (...) Talvez o indivíduo seja tão viável como um deus porque ele pode realmente compreender a importância cerimonial da forma em que é tratado, e, sozinho, pode responder dramaticamente àquilo que lhe é oferecido. Nos contatos entre tais divindades não é necessário intermediários; todos esses deuses são capazes de ser seu próprio sacerdote» (Goffman, 2011: 94).
«Se um indivíduo quiser agir com o porte apropriado e demonstrar a deferência apropriada, então será necessário que ele tenha áreas de autodeterminação. Ele precisa ter um suprimento consumível das pequenas indulgências que sua sociedade emprega em seu idioma de estima - como cigarros a dar, cadeiras a oferecer, comidas a fornecer, e assim por diante» (Goffman, 2011: 91-2).
«Par le rapport de places on exprime, plus ou moins consciemment, quelle position on souhaite occuper dans la relation et, du même coup, on définit corrélativement la place de l'autre.
L'expression de ces positions passe par les modes de verbalisation, les attitudes et gestes, les canaux para verbaux, la posture et la disposition proxémique
. Cette expression tend à fixer l'identité circonstancielle des interlocuteurs en les convoquant dans une ou plusieus facettes de leurs identités potentielles ainsi qu'à définir la situation. L'un des enjeux de la relation qui se construit va consister à accepter ou à négocier ce rapport de places identitaires» (Vion, 1992: 80-1).
Michel G. J. Binet
, Doutor (
PhD
) em Antropologia
Professor Auxiliar na Universidade Lusíada de Lisboa

GEACC-Clissis
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