Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Trovadorismo

Cantigas e Novelas de Cavalaria
by

gracia coimbra

on 27 April 2016

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Trovadorismo

MOMENTO HISTÓRICO
- Portugal surgia como país (1443- Portugal independente);

- Lutas de reconquista (árabes tomaram suas terras);

- Língua : Galego- Português

- Rígido sistema feudal da Baixa Idade Média;

- Submissão aos senhores feudais (vassalagem);

- Profunda religiosidade (teocentrismo);

- Acontecimentos terrenos= expressões divinas;
Rígido sistema feudal da Baixa Idade Média;
Relações de vassalagem;
Lutas de reconquista (árabes tomaram suas terras);
1143- Portugal independente
;
1ª Representação de Literatura Trovadoresca:

A Ribeirinha (cantiga de Guarvaia)em 1189 ou 1198, escrita em galego português (língua da literatura até o séc 14 e deu origem ao galego e ao português modernos).
CANTIGAS
Textos poéticos acompanhados por música;
Trovadores quase sempre da corte,
Jograis e os menestréis de condição social inferior = distrair a nobreza;
DOIS GRUPOS DE CANTIGAS
LÍRICA: (sentimento amoroso)
AMOR
AMIGO.

SATÍRICA: (crítica e ironia)
ESCÁRNIO
MALDIZER.
CANTIGA DE AMOR
Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
CANTIGA DE AMIGO
EU LÍRICO FEMININO (MESMO ESCRITO POR HOMENS);
CANTIGAS DE AMIGO - MPB
- CRÍTICA;
- INDIRETA;
- POLIDA;
- IRONIA

Não Enche
Caetano Veloso

Me larga, não enche
Você não entende nada
E eu não vou te fazer entender...

Me encara, de frente
É que você nunca quis ver
Não vai querer, nem vai ver
Meu lado, meu jeito
O que eu herdei de minha gente
Eu nunca posso perder
Me larga, não enche
Me deixa viver, me deixa viver
Me deixa viver, me deixa viver...

Cuidado, oxente!
Está no meu querer
Poder fazer você desabar
Do salto, nem tente
Manter as coisas como estão
Porque não dá, não vai dá...

Quadrada! Demente!
A melodia do meu samba
Põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar, me deixa cantar
Me deixa cantar, me deixa cantar...
Eu vou
Clarificar
A minha voz
Gritando
Nada, mais de nós!
Mando meu bando anunciar
Vou me livrar de você...



Harpia! Aranha!
Sabedoria de rapina
E de enredar, de enredar
Perua! Piranha!
Minha energia é que
Mantém você suspensa no ar
Prá rua! se manda!
Sai do meu sangue
Sanguessuga
Que só sabe sugar
Pirata! Malandra!
Me deixa gozar, me deixa gozar
Me deixa gozar, me deixa gozar...

Vagaba! Vampira!
O velho esquema desmorona
Desta vez prá valer
Tarada! Mesquinha!
Pensa que é a dona
E eu lhe pergunto
Quem lhe deu tanto axé?
À-toa! Vadia!
Começa uma outra história
Aqui na luz deste dia "D"
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou vou viver mil
Eu vou viver sem você...(2x)

Eu vou viver sem você
Na luz desse dia "D"
Eu vou viver sem você...
CANTIGAS DE MALDIZER

SÁTIRA DIRETA
CITAÇÃO DE NOMES;
LINGUAGEM CHULA
Eu não gosto de Joana
Joana tem uma cara esquisita
Joana tem uma risada careta e maldita

Eu não gosto das suas unhas e seu jeitinho de ainda vencerei
Joana é meio problemática
Perde tempo estudando física, matemática
Joana lá com seus cadernos

Olha eu detesto Joana
Seu rosto pálido de batom rosa
Joana nem gosta de prosa (2x)
Joana implica quando eu ponho Billy Holiday na vitrola
Joana não gosta quando eu escuto Billy Holiday na vitrola
Joana emburra quando eu escuto Billy Holiday na vitrola
Joana lá com seus cadernos

Eu não gosto das suas unhas e seu jeitinho de ainda vencerei (2x)
Essa é a canção que eu fiz no dia que eu tirei
Pra falar mal de Joana
Dedico também minha implicância
A esta canção sem importância
Mas sei que seremos eternos
Eu, Billy Holiday e Joana lá com seu cadernos.
Chega de saudade
João Gilberto

Vai minha tristeza
e diz à ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza, é só tristeza
E a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim
TROVADORISMO
SÉCULOS XII - XIV
CANTIGAS TROVADORESCAS
- Textos poéticos acompanhados por música;

- Trovadores quase sempre da corte,

- Jograis e os menestréis de condição social inferior = distrair a nobreza;

- Representação do sentimento sobre a razão
- EU-LÍRICO MASCULINO

- MULHER DA CORTE, INACESSÍVEL;

- VASSALAGEM AMOROSA;

- MIA SENHOR;

- COITA: SOFRIMENTO AMOROSO;

- LINGUAGEM MAIS ELABORADA
ROSA - PIXINGUINHA
Canção número 97 e foi escrita por El-rei D. Dinis.

Hun tal home sei eu, bem talhada
Que por vós tem a sa morte chegada;
Vides quen é e seed'en nanbrada;
Eu, mia dona.


De si morte chegada certamente;
Vêdes quem é e venha-vos en mente;
Eu, mia dona.

Hun tal home sei eu, aquest'oide:
Que por vós morr' e vo-lo en partide,
Vêdes quem é e non xe vos obride;
Eu, mia dona.
VIDA CAMPESTRE.
ESTRUTURA SIMPLES ( REPETIÇÃO, PARALELISMO E REFRÃO);
DISTÂNCIA DO HOMEM AMADO - CRUZADAS;
CANTIGAS DE ESCÁRNIO
Ai, dona feia, foste-vos queixar
de que nunca vos louvei em meu trovar;
e uma das trovas vos quero dedicar
em que louvada de toda a maneira
sereis; tal é o meu louvar:
dona feia, velha e sandia!

João Garcia de Guilhade
Maria Peresse mãefestou (confessou)
noutro dia, capor pecador (pois é pecadora)
se sentiu, elog'a Nostro Senhor
pormeteu, pelo mal em que andou,
que te vess'um clérig'as eu poder, (um clérigo em seu poder)
polos pecados que lhi faz fazer
o demo, com quex'ela sempr'andou. (O demônio, com quem sempre andou)
três ciclos:
O
ciclo bretão ou arturiano:
tinha como figuras centrais o Rei Artur e seus cavaleiros da távola redonda.
O
ciclo carolíngio: h
istórias giravam em torno de Carlos Magno e dos doze pares de França.
O
ciclo clássico:
as novelas abordavam temas Greco-latinos.

novelas de cavalaria
são narrativas literárias em capítulos que contam os grandes feitos de um herói, mesclados a emocionantes histórias de amor.
ABELARDO E HELOISA
"Fujo para longe de ti,
evitando-te como a um inimigo,mas incessantemente
te procuro em meu pensamento.
Trago tua imagem em minha memória
e assim me traio e contradigo,
eu te odeio, eu te amo."
Carta de Abelardo a Heloísa.

"É certo que quanto maior é a
causa da dor, maior se faz
a necessidade de para ela
encontrar consolo, e este
ninguém pode me dar, além de ti.
Tu és a causa de minha pena
e só tu podes me proporcionar conforto.
Só tu tens o poder de me entristecer,
de me fazer feliz ou trazer consolo."
Carta de Heloísa a Abelardo
Full transcript