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Aula 02: Construção de Instrumentos de Avaliação Psicológica [APII - Prof. Leogildo Alves]

Segunda Aula: Disciplina Avaliação Psicológica II - UFRR - Psicologia
by

Leogildo Alves

on 9 November 2015

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Transcript of Aula 02: Construção de Instrumentos de Avaliação Psicológica [APII - Prof. Leogildo Alves]

Emmanuel
Construção de Instrumentos Psicológicos
Aula 02. Disciplina Avaliação Psicológica II
Curso de Psicologia- CEDUC-UFRR- Quarto Semestre - 2015.2

Prof. Dr. Leogildo Alves Freires
" Os testes têm sido muito criticados porque concepções equivocadas e aplicações inadequadas têm levado a decisões infelizes"

Lee J. Cronbach
Essentials of Psychological Testing
, 1990.

Figura 1.
As principais etapas de elaboração de um instrumento de Avaliação Psicológica: Adaptado de HOGAN (2006, pp. 160)
Definição clara do
objetivo do instrumento (Construto)
: este objetivo inclui o detalhamento da(s) característica(s) a ser(em) mensurada(s) e do público-alvo do instrumento.
Que teoria sobre o construto latente irá fundamentar a construção deste instrumento?

Como será feita a operacionalização dos construtos?

As categorias de comportamento são representações adequadas do traço latente a ser medido?

Indica e procede as análises estatísticas necessárias para tornar o instrumento válido e preciso.


Define as etapas e técnicas da aplicação do instrumento para verificar a qualidade psicométrica do mesmo.
Depende da literatura existente sobre o construto psicológico que o instrumento pretende medir;

A teoria ainda é a parte mais fraca do conhecimento psicológico;

Isto não deve ser desculpa para a não utilização das mesmas no desenvolvimento de instrumentos de medida;

A teoria facilita a operacionalização adequada do construto a ser medido.

Fundamentos da Construção de Instrumentos:
Pólo Teórico;
Pólo Empírico (Experimental)
Polo Analítico (Estatístico)
O construto é concebido em termos de conceitos próprios da teoria em que ele se insere;

Os conceitos, que são realidades abstratas, são definidos em termos de realidades abstratas.

Por exemplo, se a inteligência verbal for definida como a "capacidade de compreender a linguagem", estamos diante de uma definição constitutiva, porque capacidade de compreender constitui uma realidade abstrata, um conceito.

A passagem do campo abstrato para o concreto é precisamente viabilizada pelas definições operacionais dos construtos;

Aqui se baseia a legitimidade da representação empírica, comportamental, dos construtos.

Duas preocupações são relevantes e decisivas neste momento:
1) as definições operacionais dos construtos devem ser realmente operacionais e 2) devem ser o mais abrangente possível.

Fontes
de
Itens
Onde se inspirar para realizar adequadamente esta tarefa?

Na literatura sobre o construto (outros testes que medem o mesmo construto, teorias sobre este);
Na opinião de peritos na área;
Na experiência do próprio pesquisador;
Na análise de conteúdo do construto (nas definições operacionais);
No levantamentos junto à população alvo (entrevistas, grupos focais, etc.)

Critério comportamental:

o item deve expressar um comportamento, não uma abstração;
Ex: “Fico tenso em situações de fortes emoções”;

Critério de objetividade:
permitir uma resposta certa ou errada, ou preferência (permitir concordar ou discordar sobre se tal comportamento convém ou não para o sujeito)

Ex: “Perder competindo me dá raiva e tento sempre descontar em alguém”;

Critério da simplicidade:

um item deve expressar uma única idéia;
Ex: “Provoco meus adversários para intimidá-los”;
Critério da clareza:

o item deve ser compreensível até para o estrato mais baixo da população-meta;
Ex: “Descrevo-me como uma pessoa de “coração mole” (muito sensível)”;

Critério da relevância
:
o item não deve insinuar atributo diferente do definido;
Ex: “Eu acho que a justiça é mais importante do que a vitória”;

Critério da precisão:
o item deve possuir uma posição definida no contínuo do atributo e ser distinto dos demais itens que cobrem o mesmo contínuo;
Ex: “Estou satisfeito (a) com minha vida”;
Critério da variedade:

variar a linguagem; formular a metade dos itens em termos favoráveis e metade em termos desfavoráveis;
Ex:“Eu não assisto filmes que são assustadores ou cheios de suspense”;

Critério da modalidade:

não utilizar expressões extremadas, como excelente, péssimo;
Ex: “Acho divertidíssimo atuar ou falar na presença de um grupo”;

Critério da tipicidade:

formar frases com expressões condizentes;
Ex: “Gosto de cooperar com as pessoas”;

Critério da credibilidade:

o item deve ser formulado de modo que não apareça como ridículo, despropositado ou infantil;
Ex: “Choro em filmes tristes”


Critério da amplitude:
o conjunto dos itens referentes ao mesmo atributo deve cobrir toda a extensão de magnitude do contínuo desse atributo;


Critério do equilíbrio
:
deve haver itens fáceis, médios e difíceis (para aptidões) ou fracos, moderados e extremos (no caso de construtos de outras dimensões)

Um construto, para ser bem representado, necessita de cerca de 20 itens;

Há, evidentemente, construtos muito simples que raras vezes necessitam de tal número de itens;

Quando os itens incluídos no instrumento piloto possuem validade teórica real e não simplesmente parecem ter validade, é necessário iniciar com menos do que 10% de itens além dos 20 requeridos no instrumento final.

A Escala Wechsler de Inteligência para Crianças – 4ª Edição (WISC-IV)
– é um instrumento clínico de aplicação individual que tem como
objetivo avaliar a capacidade intelectual das crianças e o processo de resolução de problemas.


Público-Alvo
: Crianças de 6 a 16 anos e 11 meses . É composto por 15 subtestes, sendo 10 principais e 5 suplementares, e dispõe de quatro índices, à saber:
Índice de Compreensão Verbal, Índice de Organização Perceptual, Índice de Memória Operacional e Índice de Velocidade de Processamento, alem do QI Total.

Escala de Inteligência Wechsler para Adultos (WAIS-III):
Um dos mais importantes testes para avaliação clínica de
capacidade intelectual de adultos
na faixa etária entre
16 e 89 anos.

É um teste imprescindível para avaliações psicológicas e neuropsicológicas, sendo indicado, particularmente, para avaliação de adolescentes (
com idades acima de 16 anos
) e adultos, nos contextos clínico, educacional e de pesquisa..

Considerações Preliminares de Modelagem de Instrumentos
Tipo de Aplicação:

Individual ou em grupo?
Duração:

Quanto tempo mais ou menos será necessário para responder o instrumento?
Formato dos Itens:
Que tipo de formato terão os itens (e.g. Múltipla escolha, verdadeiro ou falso, escala Likert, questões abertas)
Número dos Escores:
Quantos escores devem ser produzidos pelo teste?
Divulgação dos Escores:
Que tipo de relatório deve ser produzido para se informarem os escores?
Treinamento dos Aplicadores:
Quanto treinamento é demandado para aplicação e correção do instrumento?
Apoio Especializado:
Será necessáio subsídios para a área testada?
O motivo de sugirem
novos instrumentos
Preparação dos Itens
Figura 02:
Anatomia de um Item (Adaptado de HOGAN, 2006)
Tipos de Itens (formato dos itens)
Múltipla Escolha (Questionário de Saúde Geral - QSG-12)
Verdadeiro ou falso (Escala de Desejabilidade Social - EDS)
Itens de Complementação
(Estudo de Frustação de Figuras de Rosenzweig para Crianças )
Itens de Associação
Itens de Resposta Aberta (curtas)
Itens de Escala Graduada (IGFP-20 itens)
Itens de Manchas de Tinta (Teste de Rorschach)

Itens Pictóricos
(Teste de Apercepção Temática - TAT)
Itens Gráficos (Desenho da Figura Humana -DFH III)
Atividade para próxima aula... :)
OBRIGADO!
Faça uma busca na Revista Avaliação Psicológica, por estudos de construção de instrumentos psicológicos, e descreva-o segundo o modelo proposto por HOGAN (2006).

ATÉ A PRÓXIMA AULA....
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