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Comunicação Visual - Gramática / Códigos Visuais

Design, Comunicação e Audioviisuais - Módulo 3
by

Jose Antonio Gouveia

on 18 January 2015

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Transcript of Comunicação Visual - Gramática / Códigos Visuais

Em abstracto o
ponto é idealmente pequeno, idealmente redondo
. É o circulo idealmente pequeno, mas na sua forma real o ponto tem uma presença física que admite variações de:
tamanho, forma, cor, valor lumínico e textura
.
Pode ainda ter uma presença bidimensional ou tridimensional.
Comunicação Visual
Introdução
Comunicar
é a capacidade de partilhar, pôr em comum, o que pensamos ou sentimos; é transmitir uma determinada mensagem.
Para que a
comunicação
exista é necessária a
existência de um
emissor
e, consequentemente um
recetor
. Entre eles , são necessários elementos de um determinado
código
que varia de acordo com a

linguagem
utilizada.
Tipos de comunicação:

Verbal

- Oral
- Escrita

Não verbal

- Gestual
- Comportamental
- Corporal
- Musical
- Visual
- Etc.
Meios de comunicação
Na linguagem sonora utilizam-se os sons; na linguagem verbal as palavras; na linguagem visual as formas e as cores.
Numa comunicação os
elementos de código,
organizam-se segundo determinadas regras pré-definidas, por um conjunto de signos agrupados que formam um todo lógico que se refere à ideia das coisas concretas ou abstractas.
Elementos de comunicação
Estrutura
( conteúdo e organização da comunicação );
Emissor
( o que emite a mensagem );
Receptor
( o que recebe a mensagem ),
Canal ou Suporte
( o meio pelo qual se realiza a comunicação );
Código
( conjunto de signos estruturados de acordo com o tipo de linguagem utilizado );
Mensagem
( a significação da comunicação ).
Modos de Operação da Comunicação
Para determinarmos o modo como a comunicação se realiza, devemos ter em consideração determinados conceitos como:

sinal, índice, signo e símbolo.
"Sinal"
É tudo o que existe no mundo que nos rodeia e que serve a estimulação dos nossos órgãos sensoriais: visão, audição, tacto, olfacto e paladar.
Signo
Ao atribuirmos um determinado significado ao
sinal,
este, toma-se por
signo.
Assim, podemos dizer que o
signo
é algo a que atribuímos um determinado significado.
O
signo,
está assim, em lugar de algo que representa e resulta da articulação de três componentes:

Significante,
a manipulação material do signo;
Significado,
que se refere àquilo que quer significar;
Referente ,
aquilo a que o signo se refere.
Os
signos
podem ser
verbais
ou
icónicos
.

Os
signos icónicos
organizam-se segundo os elementos da linguagem visual. Deste modo, podemos dizer que são representações de uma determinada realidade: pinturas, cartazes, fotografias, pictogramas, etc. Os seus conteúdos podem ser, para um mesmo exemplo, diferentes mesmo quando o objectivo é um só.
Representam conteúdos abstractos, baseados em convenções sociais; acontecem por via irracional e compõem-se por um significado complexo.
Símbolos
Sinais naturais apreendidos como informação útil; são tomados como um sintoma.
Índices
Uma determinada mensagem pode ser
monossémica
ou
polissémica
.
A
monossemia
refere-se aos signos que possuem um só significado, sendo um dos exemplos mais significativos os sinais de transito.

A
polissemia
refere-se aos signos com mais que um significado, portanto, passíveis de várias interpretações. Apresentam relações diversas entre significante e significado.
A mensagem pode ter dois níveis de linguagem:
um
denotativo;
outro
conotativo.
Na
denotação
encontra-se um
nível prático
onde se associa a função cognitiva ( relativa ao conhecimento, diz respeito a tarefas intelectuais incluindo a memorização, a fixação de dados ou a sua combinação com ideias métodos ou procedimentos previamente apreendidos ). A
denotação
designa a extensão de um conceito, limita-se ao
sentido restrito e preciso do signo
, excluindo aquilo que possa evocar.
Na
conotação
associa-se a
função emocional
. A conotação designa a propriedade que um signo possui de referir, para além do seu próprio objecto, alguns dos seus atributos. Desta forma a conotação refere-se ao
conjunto de sentidos
que o sujeito pode atribuir ao signo; tornando-se, assim, sinónimo de
compreensão subjectiva
.
No processo de comunicação o receptor encontra-se equipado com determinados
filtros,
pelos quais a mensagem é utilizada.
Filtros
de carácter
sensorial,
que dependem das características sensoriais do receptor.
Filtros
de carácter
operativo,
que dependem das características psicofisiologicas, da relação entre o nível etário e capacidade de compreensão do receptor.
Filtros
de carácter
cultural,
que dependem do nível de desenvolvimento cultural do receptor.
Num sistema de comunicação quer o emissor quer o receptor têm de dispor de um
stock de signos
comum, por forma a atribuírem um mesmo significado a uma mesma informação. Este stock de signos funciona como uma
classe de sinais
a que se atribui o
mesmo significado
numa comunidade. O stock de signos do emissor não tem que ser necessariamente o mesmo do receptor mas é condição necessária que
coincidam
globalmente.
Comunicar
é, assim, mais do que uma mera troca de informação, mais do que o processo de codificação e descodificação.
Comunicar
é, como já foi referido,
pôr em comum
o que pensamos, mas, o sentido da mensagem é formado pelo receptor tendo em conta a sua
rede repertorial
( experiências retidas na memória ), assim como, da filtragem a que a comunicação é sujeita através de
filtros
: sensoriais, operativos e culturais.
A ciência dos signos que estuda estes sistemas dá pelo nome de
semiótica
. Esta interessa-se por qualquer tipo de signo que tenha a ver com a cultura: moda, alimentação, literatura, publicidade, etc. A semiótica
estuda o sistema dos signos
na sua relação com os símbolos.
O estudo estatístico da transmissão e elaboração de mensagens originou uma teoria da comunicação desenvolvida pela
cibernética
( desde 1945, ciência das comunicações e das regulações entre os seres vivos e as máquinas, computadores, robots, etc. ).
A
cibernética
interessa-se pela organização, segundo a qual , os dados sensoriais ou
informações são registadas, comunicadas, memorizadas e chamadas
sempre que necessário. Neste processo interagem: o emissor, o código, o canal de transmissão e o receptor.
Desta forma,
comunicação
, é toda a
troca de informação entre sistemas
, sejam eles de proveniência animal, humana ou maquinal.
G r a m á t i c a V i s u a l
O ponto
O
ponto
é uma abstracção que utilizamos para comunicar.

O ponto como elemento da linguagem visual é o
elemento minimo em contacto com a superfície
.
O conhecimento dos elementos estruturais da linguagem plástica serve para analisar criticamente objetos de comunicação visual, bem como comunicar sobre as artes. Para fazer isso, é necessário ter um conhecimento básico dos elementos que a comunicação visual abrange. Os elementos são usados para criar objetos de comunicação visual (com ou sem intenção) e que o crítico usa para avaliar o trabalho.
Adaptado de:
Lecture/Presentation For Fine Arts 10503
Created by Amy Landrum
Spring 2004, Revised Spring 2007
Estes elementos podem ser utilizados e aplicados na leitura em qualquer àrea das artes visuais, incluindo; a Pintura, Fotografia. Cenografia, Design gráfico, Escultura, Arquitectura, etc.
Ponto Focal
Cor
Linha
Forma
Espaço
Textura
Perspectiva
Padrão
Ritmo
Dinamismo
Intensidade
Unidade e Diversidade
Escala e Proporção
Simetria e Assimetria
Elementos Visuais da Linguagem Plástica
É uma unidade bem definida e em combinação com o espaço visual
um meio de expressão suficiente
.

Devemos ter em conta duas condições:

Relação entre as dimensões do ponto e a superfície de base;
Relação dessas dimensões com outras formas de uma mesma superfície.
O que pode ser considerado como ponto numa superfície vazia, pode ser designado como superfície se lhe alterarmos a dimensão e lhe juntar-mos uma linha fina.

Assim, é na relação das dimensões que se define a noção de ponto.
Uma forma pontual ao inserir-se num espaço cria com ele uma série de inter-relações que possibilitam uma leitura visual.
Duas formas pontuais criam, para além das respetivas inter-relações com o espaço, uma
direção visual
de dois sentidos resultante da tensão visual existente entre ambas. Os nossos olhos tendem a percorrer as direções implícitas entre eles percecionando-se entre os dois pontos uma
linha visual
.
Tensão visual
: é a força que uma determinada forma realiza no seu interior e que a torna dinâmica.Numa forma pontual tridimensional a força exerce-se em todos os sentidos. Numa forma bidimensional a tensão pode ser mais pronunciada numa determinada direção.
A maior ou menor tensão de duas formas pontuais entre si, depende da
distância
e das possíveis
identificações formais
.

Assim, na configuração de quatro formas pontuais (agrupadas entre duas configurações) não é a percepção de um quadrilátero que se impõe, mas antes a de duas linhas que se cruzam.
Utilizando a concentração e dispersão de pontos, para além de possibilitar a realização de uma imagem plasticamente consequente, a zona concentrada torna-se foco de tensão visual, de convergência / divergência. isto possibilita uma leitura de dois sentidos.

Um no sentido da concentração, outro no sentido da dispersão.
Do ponto à superfície

1 -
Ponto,
elemento sem dimensões

significativas.

2 - O ponto em movimento gera a
linha
.

3 - A linha gera uma
superfície
.

4 - A superfície gera uma forma
tridimensional
.
Os
elementos básicos da linguagem visual
, estão na
origem da comunicação visual e da criação artística
. São os registos gráficos, as marcas e as manchas.

Algumas aproximações à dinâmica da linha, suas potencialidades e cinética visual.
A linha
A linha é um elemento básico em todas as formas de representação gráfica.
Concetualmente é o resultado de um
conjunto de pontos em movimento
num determinado espaço visual.

A linha resulta de uma
experiência visual

(uma codificação da realidade física), não existe no mundo que nos rodeia.
Linha implícita
 é a
linha subjacente ao objeto


Cada uma das linhas implicam diferentes significados.
Uma 
linha vertical
pode implicar
nobreza
.
Uma
linha horizontal
pode implicar
calma ou repouso
.
Uma
linha diagonal

pode implicar
movimento
.
A linha
curvilínea
pode implicar
graça
.
É realizada como
elemento estrutural
para exprimir, comunicar o que vemos ou sentimos.

Podemos considerar a linha como uma forma
unidimensional
, visto que o seu comprimento supera sempre a sua espessura.

A linha
pode resultar da tensão entre duas formas visuais
, tendo neste caso uma presença virtual, a que se dá o nome de linha implícita.
1 - Uma forma pontual em movimento gera uma
linha
.

2 - Duas formas pontuais geram uma
linha

virtual
.

3 - Tensões visuais de uma
linha curva
.

4 - Tensões visuais de uma
linha quebrada
.

5 - A tensão funciona como ligação, gerando uma
figura plana
.
Com a
linha
podemos estruturar formas gráficas autónomas, estabelecer ritmos, simular gestos ou reflectir emoções.

A linha apresenta-se com diferentes
anatomias
(configurações formais) dependendo para tal a forma como a realizamos ou sentimos e também dos instrumentos que utilizamos.

Pelas suas diversas configurações formais, a linha pode ser:
contínua
,
descontínua
,
sinuosa
,
quebrada
,
ondulada
,
aberta
,
fechada
, etc.
A linha propõe
conteúdos de expressão
diversos, ela pode ser:

1 - Elemento gerador de
superfície
(pelo agrupamento de linhas).

2 - Elemento gerador de
recorte ou contorno
(como factor decisivo na configuração das formas).
Noutros casos a
linha não está expressa
, embora a leitura das formas, por oposição aos fundos, nos permita detectar um contorno transformado em recorte.

1 - A linha enquanto
elemento modelador
.
O uso de concentração de linhas confere-lhe um
carácter modelador
, comunicando determinadas propriedades da forma representada e do conteúdo que se deseja imprimir.

2 - A linha enquanto
elemento de construção
.
Linhas implícitas
que resultam da tendência que temos para simplificar, padronizar ou encontrar eixos orientadores a partir da tensão interior das formas.
A linha enquanto
elemento de significação por colocação
.

Vertical, horizontal e oblíqua.
A linha tem um conteúdo global determinado pela experiência da visão e pelo nosso posicionamento no espaço.
Considera-se assim a sua
posição relativa
a que lhe são acrescidos factores psicológicos.
A linha é sempre acção e conhecimento para se transformar em meio de comunicação.

O valor expressivo da linha resulta do
conjunto das suas caraterísticas
e do modo como são aplicadas, relacionadas e potencializadas.
A Cor
Os nossos olhos são sensíveis às
radiações luminosas
propagadas no espaço em diferentes comprimentos de onda, o que origina a percepção visual das coisas que nos rodeiam.
A Textura
A textura é a qualidade tátil e visual da matéria.

Aparece-nos como forma palpável, não se tratando portanto de uma abstracção.
Resulta do nosso
contacto visual
com o mundo circundante.
A Composição
Uma
comunicação visual
composta de formas expressivas possui um
conteúdo de valores significativos
.
A textura, na prática, surge-nos de forma palpável, como uma impressão sentida.Corresponde, pois, a uma caracterização táctil e visual da superfície de um corpo.A textura pode ser detectada em quase todos os elementos da natureza:na casca de uma árvore, numa pedra, etc.Quando pretendemos criar nós próprios uma textura, temos que recorrer sempre aos elementos da linguagem plástica.
As formas são organizadas num espaço limitado: o
espaço visual
ou campo de ação, da relação dessas formas com o espaço visual resulta a
composição
.
Assim, a composição pode ser definida uma como
organização de formas
num determinado espaço visual.
O espaço visual
pode tomar as mais variadas formas
: uma sala de aula, uma galeria de arte, uma toalha de mesa, uma tela, uma folha de papel, etc.; pode, assim, ser um espaço bidimensional (duas dimensões), ou tridimensional (três dimensões), onde a comunicação visual é realizada.
Um
espaço visual bidimensional
é organizado por linhas implícitas (
linhas estruturantes
, quer da forma quer da relação entre as formas), linhas medianas, obliquas ou linhas curvas, pelas quais o olhar do observador tende a ser dirigido; num sentido ascendente ou descendente, para a esquerda ou para a direita.
A composição resulta pela
organização das partes
que a constituem, formando deste modo um todo unitário, a que não falta nenhuma das suas partes.
Deste modo, numa composição visual, a
unidade
, neste caso a
coerente interacção das partes
, quer entre elas quer entre o espaço onde são organizadas é, deste modo, um elemento essencial , tanto para a sua leitura, como, teoricamente, para a sua validação.
As qualidades de uma composição, resultam da eficaz interacção dos elementos estruturais da linguagem visual: ponto, linha, textura, cor e valor lumínico.
Estes elementos organizam-se segundo:
-
Unidade
;
-
Equilíbrio
;
-
Peso
;
-
Ritmo
;
-
Movimento
.
Ao
equilíbrio
associamos imediatamente princípios da física, que nos diz que o equilíbrio pode ser:
estável
,
instável
ou
indiferente
.

O peso físico de um corpo equivale a uma força aplicada no seu baricentro e dirigida verticalmente de cima para baixo, devido à força da gravidade.
O equilíbrio pode existir por
simetria
(equilíbrio estático) ou por
assimetria
(equilíbrio dinâmico).
Na linguagem visual, consideram-se outras categorias de peso: o
peso visual
das formas, que dependem de factores como: a
dimensão
, a
posição
, a
cor
, a
textura
e
direção
das formas realizadas no espaço visual.
Numa imagem bidimensional o
conceito de ritmo
está em analogia com o conceito de ritmo do mundo circundante. Pressupõe-se no conceito de ritmo uma noção de
repetição
, em interacção com um determinado
intervalo
.

O
ritmo
pode ser
simétrico
ou
assimétric
o.

O
ritmo simétrico
, resulta da
translação de um elemento
segundo um determinado intervalo constante; o elemento usado repete-se um determinado número de vezes, mas, se mudarmos uma das suas partes, alteramos, desta forma, a sua estrutura, originando um
ritmo assimétrico
, por consequência,
mais dinâmico
.
Numa composição
dinâmica
à que ter presentes factores como: a
posição
das formas, a sua
deslocação
no espaço visual englobando movimentos de dilatação e o aumento dos intervalos entre as formas; o contraste da cor, da textura, do valor lumínico, da aparência das formas, etc.
O artista plástico Paul Klee, considerou duas espécies de ritmos:
1 -
ritmos cadenciados
que resultam da

sucessão linear, segundo determinada ordem; uma sucessão de cheios e vazios, de luz e de sombra. Assim, cria escalas rítmicas alternadas onde se pode variar a medida, o peso, o espaço ou a forma.
2 -
ritmos estruturais
que derivam de

configurações espaciais estruturadas dando origem a ritmos em espaço.
O
movimento
tornou-se nas artes visuais cinéticas uma realidade física: os elementos são colocados em movimento real através de processos mais ou menos complexos.
A forma linear espontânea está intimamente ligada à percepção e expressão de ritmo visual, manifestando-se no movimento.
Nos trabalhos estáticos, o movimento é sugerido pela
relação de tensões entre as diversas partes
que constituem o todo, ou seja, a composição.

A noção de movimento é transmitida por uma cadência de registos que, desta forma, origina o factor tempo. De notar que a subdivisão das partes é um meio essencial na formação da composição.
Técnicas usadas na realização da
sugestão de movimento
nas composições visuais:

1 -
Sequência de posições
de uma forma que se desloca no espaço, com modificações progressivas da sua aparência;
2 -
Sequência simples
direcional de uma forma que se repete no espaço;
3 -
Fusão parcial das imagens
correspondentes a diversas posições da forma no espaço;
4 -
Sobreposição
de uma ou mais atitudes dinâmicas de uma forma;
5 -
Variação de tamanho
de uma ou

mais formas;
6 -
Alteração da ordem
, dar novas orientações a uma forma de um conjunto ordenado de outras formas;
7 -
Sequência progressiva posicional
de formas posicionadas no espaço visual;
8 -
Recurso à velocidade de registo
, tendo em consideração o factor gestual.
P e r c e ç ã o V i s u a l
As
perceções visuais
são consideradas como um conjunto de
estímulos
(visuais) que o ser humano recebe do mundo que o rodeia e que se estruturam cerebralmente em entidades significativas, o homem dá uma determinada direção, um determinado
significado
, àquilo que o
estimula
.
As lentes oculares projetam, na retina, a luz emitida ou refletida pelos objetos. Estes
estímulos visuais
são
transmitidos
ao cérebro, dando origem à perceção visual. No entanto, neste processo, entram também em Acão variantes
psicológicas
e
fisiológicas
.
Assim, são criados pelo homem determinados
juízos de valor
acerca daquilo que o rodeia. O homem sente a textura, rugosa ou macia, dos objetos e do mundo exterior; adivinha as suas estruturas.
O
acto de ver
é um acto dinâmico, cada movimento possibilita um ângulo de visão diferente. O resultado é a
associação
de diferentes experiências.
Devemos, contudo, ter em atenção que os nossos
olhos viciam-se
segundo determinadas
regras e esquemas
a que se habituaram; esquemas convencionais e estereotipados que em determinadas situações nos são favoráveis, como são exemplo disso a leitura que fazemos dos

sinais de transito.
De outra forma, estes esquemas convencionais
impedem-nos de ver
outras particularidades, de refletir, desmontar e classificar aquilo que vemos. É o que acontece com as formas expressivas, do domínio das artes visuais, que se encontram, muitas vezes, à margem de esquemas
convencionais
.
A experiência estética será, assim, o resultado de um
modo particular de ver
; será a satisfação resultante da realização ou contemplação das formas que realizam a comunicação visual.
A
“ leitura “
de uma imagem depende não só do próprio
objeto
, mas também, da condição
intelectual
e
emocional
do observador, da sua disponibilidade e
capacidade de perceção
.
A
“ leitura “
de uma imagem depende não só do próprio
objeto
, mas também, da condição
intelectual
e
emocional
do observador, da sua disponibilidade e
capacidade de perceção
.
Uma cara
?

Ou
,
dois pontos
,
uma linha vertical
,
uma linha curva aberta
e
uma linha curva fechada
?
Quando se pensa que a figura é uma cara sorridente, estamos a realizar uma
leitura estereotipada
, a seguir um esquema
convencional
.
T e o r i a d a G e s t a l t
A teoria foi criada pelos psicólogos alemães Max Wertheimer (1880-1943), Wolfgang Köhler (1887-1967) e Kurt Koffka (1886-1940), nos princípios do século XX.
A teoria da Gestalt, considera os fenómenos psicológicos como um conjunto autónomo,
indivisível
e articulado na sua configuração,
organização e lei interna
.

Funda-se na ideia de que
o todo é mais do que a simples soma de suas partes
.
A perceção não funciona por somatório de partes mais pequenas dos objetos percebidos, mas por
totalidade
. Os objetos organizam-se percetivelmente numa
estrutura global
que determina a forma, a dimensão e a função das partes e, por outro, é determinada pelas próprias partes e pelas suas relações.
Existem três grandes princípios:

-
Campo percetivo
;
-
Estrutura
;
-
Forma
.
Relação forma / fundo

O fundo é o que podemos chamar de campo visual. É caracterizado pela sua
homogeneidade
. Passa despercebido e
é complementar da forma.
Ilusões de ótica / perceção

Através das ilusões de ótica percebemos que a
perceção não é uma mera reprodução,
mas sim,
uma elaboração ativa
. Vemos coisas diferentes se focarmos a nossa atenção nas figuras ou no fundo.
Leis da organização da forma
Leis da teoria da forma
Do livro “Arte e computador”,
Abraham Moles
1 -
O todo
é diferente da soma das suas partes.
Campo percetivo
, é a
situação espaciotemporal
, com características constantes em todos os seus pontos, que é suporte dos fenómenos visuais. Um filme, uma mesa, uma folha de papel, um monitor, podem ser campos percetivos.
Estrutura
,
é o esqueleto mais simples
que pode apoiar as características espaciais da forma e a relação entre as partes. É
a maneira como se organizam as partes de um todo
.
A forma
, é a
zona do campo visual que se isola e assim se destaca
. Temos tendência para preencher, mentalmente, espaços abertos ou formas interrompidas, dando continuidade virtual ao que se apresenta descontinuo.
Boa forma é aquela que mais facilmente se identifica num conjunto de formas
, ou seja, são
as mais simples
,
regulares
,
simétricas e equilibradas
, contendo uma
forte unidade estrutural
.
Consideramos
forma
o que está em primeiro plano
As áreas
convexas
tendem a ser vistas como formas e as
côncavas
como fundo ou vazio.
As áreas
menores
tendem a ser vistas como
formas
.
Embora a letra
a
se apresente de formas muito diversas, é sempre percebida como um
a
.
Tal deve-se não aos elementos constituintes, mas à
estrutura que os organiza
.
Lei da proximidade relativa

Os pontos criam ligações com os que estão mais próximos.
Lei da semelhança

Quando num campo se encontram grupos de formas diferentes temos tendência a associa-los segundo critérios e semelhança:
configuração, tamanho, textura, cor, posição, direção, etc.
Lei da simetria

As formas são tanto mais percetíveis quanto mais simétricas forem.

As formas são mais facilmente
identificáveis
quando o
eixo de simetria é vertical
.

A simétrica confere mais unidade.
As formas simétricas parecem mais acabadas
.
Lei da pregnância
Uma forma é pregnante quando se impõe com força e clareza.
Quanto mais definida for a sua estrutura
, mais simples, mais regular ou mais simétrica, mais pregnante será a forma.
Lei da constância

A identidade de uma forma mantem-se independentemente do seu ângulo de observação.
2 -
Uma forma
é percecionada como um todo independentemente das partes que o constituem.
3

-
Lei da dialéctica
: Toda a forma se destaca sobre um fundo ao qual se opõe e o olhar decide se tal elemento pertence à forma ou ao fundo (principio IN/OUT).
4 -
Lei do contraste
: Uma forma é tanto melhor percecionada quanto mais acentuado for o contraste entre a forma e o fundo.
5 -
Lei do encerramento
: Uma forma é tanto mais nítida quanto mais fechado for o seu contorno.
6 -
Lei do completamento
: Se o contorno não é completamente fechado, a mente tende a fechar esse contorno incluindo nele os elementos que são mais facilmente incluíveis na forma.
7 -
Noção de pregnância
: A pregnância é a qualidade que caracteriza a força da forma, que é a ditadura que a forma exerce sobre o movimento dos olhos.
8 -
Princípio da invariância topológica
: uma forma resiste à deformação que lhe é aplicada e tanto mais quanto mais pregnante a forma for.
9 -
Princípio do disfarce
: Uma forma resiste às perturbações (ruído, elementos parasitas) a que está submetida e tanto mais resiste quanto mais pregnante for.
10 -
Princípio de Birskhoff
: uma forma é tanto mais pregnante quantos mais eixos de simetria possuir.
11 -
Princípio da proximidade
: elementos do campo percetivo que estão isolados tendem a ser considerados como grupos ou como formas secundárias.
12 -
Princípio da memória
: As formas serão tantos melhor percecionadas por um organismo, quanto mais vezes elas lhe tiverem sido apresentadas à perceção anteriormente.
13 -
Princípio da hierarquização
: Uma forma complexa é tanto mais pregnante quanto a perceção for melhor orientada do principal para o acessório, quer dizer, quanto mais bem hierarquizadas forem as suas partes.
F u n ç õ e s d e u m p r o d u t o
Na civilização em que vivemos estamos rodeados de objetos com as suas mensagens incorporadas. Se quisermos sistematizá-las, podemos referirmo-nos a elas consoante o nível de linguagem, seja
conotativo
ou
denotativo
.
As primeiras estão dirigidas, geralmente, ao nosso desejo de posse e variam quanto ao género de posse a sugerir: promoção social, inteligência, juventude, etc. As segundas permitem-nos identificar a função do objeto e variam quanto à natureza do produto.
n a c o m u n i c a ç ã o v i s u a l
Na sociedade atual existe uma hipervalorização dos objetos, cuja posse nos faz permanecer dentro dos cânones sociais admitidos e propagandeados.
Os cartazes publicitários podem criar um universo artificial, adaptado à nossa escala e aos nossos interesses. Neles
transmitem-se
os próprios modelos culturais, o próprio gosto, no qual se baseia a riqueza económica.
Funções de um produto de comunicação visual
Função principal
: está ligada à essência do produto - no caso de um produto de comuicação visual é transmitir uma determinada informação e despertar determinados tipos de ações.
Função secundária
: é a capacidade suplementar do objeto apoiar ou acentuar a realização da função principal - no caso de um produto de comuicação visual é informar e, no caso do cartaz, levar o observador a desenvolver determinados desejos e induzir comportamentos.
Quando se produzem trabalhos na área da
comunicação visual
temos que ter em conta diferentes variáveis (
indicativas
,
estético-formais
e
simbólicas
) que são utilizadas, de acordo com a sua finalidade, de forma a
condicionar
,
induzir
e
sugerir

possíveis leituras
e, conseqüentemente,
garantir as possibilidades de respostas estabelecidas por parte de quem perceciona
.
No caso das mensagens inerentes aos cartazes configuram-se intencionalmente de modo a cativar o público para a apreensão da informação.
Naturalmente aprofunda-se a relação entre
design
, publicidade e
marketing
.
De uma forma abrangente podemos nomear
três tipos de funções
num produto de comunicação visual:
prática
:
indicativa
/ informativa / apelativa
estética
simbólica
Esta função diz respeito à capacidade do produto em responder a uma necessidade de uso. Um objeto deve ser suficientemente funcional, confortável e seguro para qualquer utilizador. Neste sentido, a função prática dos produtos de design de comunicação será a de
comunicar - transmitir informação - uma mensagem, ideia, etc. de forma clara e imediata
.
Para que a ação de percepção / leitura da mensagem seja eficaz (perceber e sentir o produto) há que que ter em conta a legibilidade e acuidade Visual, para tal é importante o
domínio dos elementos da linguagem visual e a sua articulação
.
Função Prática
:
indicativa
/ informativa / apelativa
O conceito de estética provém do termo grego
aesthesis
, que
significa algo como percepção sensorial
.
A “estética do objeto” está diretamente ligada à forma como os
elementos estéticos do produto
- cartaz se mostram claros e perceptíveis aos sentidos do recetor, principalmente à visão. Ou seja, a “estética do objeto” baseia-se na descrição das características visuais do produto, que lhe dão uma identidade própria e a possibilidade de expressar por meio da organização dos
elementos da comunicação visual
que o configuram as suas especificidades funcionais - comunicar.
Morfológico / sintático
> Organização organização física-estrutural, visual e estético-formal da informação - grelha / estrutura. Relações formais entre os signos ou ícones e no seu conjunto.

"Sinais" visuais
> Códigos Visuais / Diferentes categorias. Inter-relações sistêmicas. Dimensão Semântica - Relação entre os signos e os objetos, ou seja seus significados.

Tipográfico
> Textos, títulos, vinhetas, etc. Família de letras, números e outros sinais. Conceito de uso funcional, artístico, decorativo, etc.

Psicologia da cor
> definição e utilização de cores. Cores quentes, frias, pasteis, etc. Função psicológica no uso das cores.
Função Estética
Está diretamente ligada à
dimensão espiritual do Homem
quando este é sensibilizado pela percepção de um objeto. Esta dimensão remete e estabelece relações com experiências e sensações anteriores.
Envolve f
atores socio-económicos, educacionais, culturais, políticos, etc.
.
Associa-se ainda aos v
alores pessoais sentimentais, afetivos e emotivos
.
Além da função perceptiva os elementos estéticos evocam associações com conceitos e emoções que não são fruto da pura experiência de quem observa. Na maioria dos cartazes os elementos estéticos são acrescentados para estabelecer uma relação de significação, ou seja, para criar significados.
Esta dimensão de um produto dita o que ele pode significar, no contexto das várias relações entre signos diversos e diferentes graus e tipos de interpretação.
É a
significação do produto
> Dimensão Pragmática >
Relação entre os signos e o o ser humano, ou seja o seu interprete
.
A descrição da compreensão lógica do produto, de como ele é formado, das suas leis de funcionamento, da sua utilidade, são um produto da interpretação de
cada observador / conjunto de observadores?
.

Função Simbólica
Atração semântica -
diz respeito à imagem de como o produto funciona.
Atração estética -
atração intrínseca, que diz respeito ao apelo estético implícito no produto.
Atração simbólica -
representa os valores do consumidor.
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