- Os processos cognitivos são complexos, porque implicam um conjunto de estruturas que recebem, filtram, organizam, modelam, retêm os dados provenientes do meio.
Processo Percetivo
- O nosso processo percetivo é construído por sistemas sensoriais: visão, olfato, audição, tato, paladar e ainda pelo sentido do equilíbrio e o sentido dos movimentos corporais. Estes sistemas sensoriais são sensíveis a determinados tipos de estímulos. Ao processo de deteção e receção dos estímulos nos órgãos dos sentidos dá-se o nome de sensação.
- Embora a receção sensorial seja diferente para os diferentes órgãos dos sentidos, no processo percetivo existe 3 elementos:
- 1- Estimulo físico;
- 2- A sua tradução em impulsos nervosos;
- 3- A resposta á mensagem como perceção.
- A perceção é mais do que a experiência “simples” dos estímulos: envolve a interpretação das informações sensoriais recebidas. É uma atividade cognitiva que não se limita ao registo da informação sensorial: implica a atribuição de sentido, que remete para a nossa experiência.
O saber, o sentir, o fazer
Existem três processos mentais:
- Processos cognitivos - Processos relacionados com o saber que se manifestam em diferentes formas (perceção, memória e aprendizagem). Associam-se à questão “O quê?”
- Processos emotivos - Processos relacionados com o sentir, ou seja, são os estados vividos pelo indivíduo, correspondendo às vivências e à interpretação das relações que temos (emoção, afeto e sentimento). Estão associados à questão “Como?”
- Processos conativos - Processos relacionados com o fazer, ou seja, são as ações, os comportamentos (intencionalidade, tendência e esforço de realização). Estão associados à questão “Porquê?”
- Durante muito tempo associou-se o conceito de mente à dimensão cognitiva do ser humano. Falar em mente humana era o mesmo que falar em raciocínio, dedução, abstração, em juízos e conceitos.
A Mente
- Mais tarde, compreendeu-se que o funcionamento mental não se reduz à dimensão cognitiva, à produção racional, abstrata dos conhecimentos. A mente humana implicava também a emoção, os sentimentos, a afetividade e a ação.
Perceção Social
- A mente passou a ser vista como um sistema que integra os processos cognitivos e também os processos emcionais e conativos. É uma manifestação total de processos dinâmicos que interagem constantemente de forma complexa: os processos mentais implicam-se mutuamente de forma integrada.
- Perceção social é o processo que está na base das interações sociais, ou seja, o modo como conhecemos os outros, analisamos os seus comportamentos e entendemos os seus perfis. É o modo como percecionamos as situações sociais e o comportamento dos outros que orienta o nosso próprio comportamento. Por isso, podemos afirmar que a perceção social está inteiramente relacionada com os grupos sociais, a cultura e o contexto social do indivíduo.
- A predisposição percetiva mostra-nos que os indivíduos e os grupos sociais atribuem significados particulares à realidade física, reconstruindo-a e, muitas vezes, percebendo situações de modo diferente. Um exemplo disso, é o efeito dos estereótipos e dos preconceitos na perceção.
Introdução
- A questão “O que é a mente?” tem intrigado os seres humanos. Esta questão levou à elaboração de muitas teorias, mitos e histórias. O que Buda, Confúcio e Sólon disseram indicia uma nova forma de pensar sobre a mente.
- Buda via as sensações e as perceções como o meio que conduzia ao pensamento: estas combinar-se-iam de forma gradual, tornando-se, pensamentos e ideias. Confúcio, realçou que a capacidade de pensar e de decidir se encontrava no interior de cada pessoa, relacionando, pensamento e aprendizagem.
- Sólon refere-se à mente como raciocínio e capacidade de compreender e julgar.
- Tradicionalmente tinha-se uma ideia restrita da mente, pensando que esta só servia para desempenhar funções cognitivas e que se opunha ao corpo, à sensibilidade, à emoção. Era um modelo abstrato, esquemático e depurado da mente. Em finais do sec XX é que a afetividade e a subjetividade começaram a ter lugar no conhecimento.
A interpretação da realidade
- 1 Constância de tamanho – percecionamos o tamanho de um objeto ou de uma pessoa, independentemente da distância a que se encontre. O mesmo objeto, apresentado a diferentes distância, forma na retina imagens com diferentes tamanhos: quanto mais longe está, mais pequeno parece.
- 2 Constância da forma – um objeto nunca forma a mesma imagem retiniana: a luz é diferente, a incidência e o ângulo do olhar diferentes também, a distância muda constantemente, etc., mas nós reconhecemo-lo.
- 3 Constância do brilho e da cor – nós mantemos constantes o brilho e a cor dos objeto, mesmo quando as circunstância físicas nos dão outra informação. A memória e a experiência retêm as características dos objetos, que são atualizadas quando os percecionamos mesmo em circunstâncias físicas muito diferentes.
A perceção como representação
- A perceção não reproduz o mundo como um espelho, o cérebro não regista o mundo exterior como um fotógrafo tridimensional: constrói uma representação mental ou imagem da realidade.
Perceção e cultura
Perceção
- A forma como percecionamos o mundo varia com a cultura. Vários estudos transculturais procuram esclarecer de que modo a cultura influencia a forma como se perceciona o mundo.
- A perceção de profundidade é também afetada pela cultura.
- É no cérebro que se vão estruturar e organizar as representações do mundo, é no cérebro que dá sentido ao que vemos e ouvimos. A Informação proveniente dos órgãos sensoriais é tratada pelo cérebro. É nesta estrutura do sistema nervoso que ganha sentido e significado.
Existem três tipos de processos cognitivos
- A perceção é um processo cognitivo através do qual contactamos com o mundo, que se caracteriza pelo facto de exigir a presença do objeto, da realidade a conhecer. Através da perceção, organizamos e interpretamos as informações veiculadas pelos órgãos dos sentidos.