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O “Diário de Aula” é a narrativa sobre o que aconteceu na sala de aula, tanto em relação a comentários e produções dos alunos como em relação a si mesmo, as impressões e reflexões. Tem como objetivo refletir sobre o planejamento e sua adequação as necessidades dos alunos.
Entende-se que a organização da creche deve partir das necessidades de desenvolvimento e das diferenças individuais apresentadas pelas crianças e não ao contrário, ou seja, a adaptação pura e simples da criança à organização, imposta face ao argumento do “sempre foi assim e funcionou”! (SILVA; BOLSANELLO, 2002).
É necessário que os professores juntamente em concordância com a coordenação entendam a importância de realizarem o planejamento de acordo com a direção da secretaria, mas na prática deve ser adaptada para a realidade da instituição e da individualidade de cada aluno no seu contexto (Miguel Zabalza, 2004, p. 10).
Ação e reação
A relação do ser humano gira em torno de objetos, e essa relação é um pretexto para a comunicação, conforme Lapierre (2010, p.49-51), utilizados em várias etapas como mediadores.
A criança a partir de 8-10 meses, através de objetos escolhidos por ele, preenche o espaço que o separa do outro, possibilitando “sentir” (o corpo, gestos, tensões) e transmitir-lhes os seus.
Objeto substitutivo
O mesmo objeto que serviu de mediador vai ser carregado de afetividade. Vai tomar o lugar da “mãe”, servir-lhe de substituto, compensar sua ausência.
Nesta idade é recomendável que a criança possua a sua disposição materiais para a brincadeira, estimulação para a interação social e apreensão de normas, prevenção de exageros e negativismos.
A educadora deve estimular a apreensão de novas palavras, os jogos verbais são utilizados com frequência e é uma via chave para a estimulação. As brincadeiras imaginativas são empregadas com mais vigor (GESSEL, 1996).
A criança de 18 meses permanece concentrada em seu egocentrismo e nos adultos, para satisfazer suas necessidades.
A criança de 4 anos é caracterizada por um desenvolvimento de muscular acentuado.
Alarga-se o plano de ação, tanto a nível motor, quanto sociopessoal, adaptacional e de linguagem.
Muitas vezes é considerada como uma criança que sai de seus limites, experimenta o ambiente e os adultos.
A atividade motora deve ser estimulada.
Limita-se muitas vezes em apontar e fazer gestos, assim como dar nome as coisas. Atividades ao ar livre e de estimulação são cruciais para o desenvolvimento, as rotinas não devem ser complicadas, uma vez que o ajustamento em relação à escola pode ficar comprometido.
Nos ambientes educacionais ou sociais tendem a juntar-se em grupos de três a cinco alunos e geralmente separam-se em meninos e meninas. No comportamento em grupo assemelham-se a vestígios da sociologia tribal, erguem-se barreiras e evitam intrusos (GESSEL, 1996).
As incoerências entre a agitação e o quieto, o experimentar e o não experimentar, falar e não falar são extremas e a imposição de regras culturais tanto pelos pais quanto aos professores são fundamentais.
As crianças nesta faixa-etária reagem melhor a comandos verbais do que a imposições físicas. É recomendável propor experiências junto a natureza. Passam muito tempo prestando atenção a explicações e se interessam por assuntos diversos.
Em relação a educadora a criança exige uma atenção peculiar, se colocando ao seu nível físico, utilize uma linguagem gestual e de orientações físicas (GESSEL, 1996).
Possui uma imaginação flexível e muda constantemente de assunto, desenhos ou fala. É importante que ao ser recebidas na escola sua individualidade seja destacada, gostam de receber ocupações e “identidades” (GESSEL, 1996).
Para se tornar objeto de troca, precisa modificar o que foi simbolizado anteriormente, a mãe (outro) e passar a ser substituto dela mesma. Entre 14 e 18 meses ao oferecer um objeto ao adulto, a criança busca ser aceita, por que dar é ser recebido.
A criança de 2 anos tende a despertar seu interesse pelas brincadeiras e o contato com as outras crianças
As atividades tendem a repetição e ainda não há noção de tempo.
A noção de espaço é desenvolvida e existe a necessidade de ser estimulada, palavras como, em cima, em baixo, do outro lado, entre outras, podem ser utilizadas em atividades lúdicas ou educativas.
A educadora deve propiciar limites para a criança, uma vez que suas possibilidades de agir no ambiente são maiores.
Os elogios para a criança são infalíveis para a manutenção de sua conduta (GESSEL, 1996).
Aos 3 anos a criança distribui sua atenção para as outras. Deixando a educadora em segundo plano, as preocupações com o tema “amizade” são mais frequentes.
Pedem informações com frequência e também transmite as informações que elas conhecem de suas casas.
Conceitos de bem e mal, assim como a posse de brinquedos são defendidos com mais fervor. Em relação ao grupo nota-se um maior número de atividades acontecendo simultaneamente.
A prática educativa que propomos deve ser uma tomada de posição frente ao mundo no sentido de transformá-lo. É preciso reinventar o mundo de hoje, essa reinvenção do mundo exige comprometimento. Da mesma forma que não é possível entrar na chuva sem se molhar, não é possível educar sem revelar a própria maneira de ser (FREIRE, 2000).
Pode-se afirmar que o fenômeno da aprendizagem não acontece sozinho, de forma isolada; acontece de forma interdependente com outras inúmeras condições:
Educar é, enfim, enfrentar o desafio de lidar com gente, isto é, com criaturas tão imprevisíveis e diferentes quanto semelhantes, ao longo de uma existência inscrita na teia das relações humanas, neste mundo complexo (MEC, SEB, DICEI, 2013, p.18).
Máscaras
O trabalho com crianças de zero a seis anos pressupõe o cuidado e a educação como intrínsecos à relação cotidiana. De um lado, as crianças necessitam dos cuidados essenciais ligados às questões de alimentação, vestuário, saúde, pelos quais todos os seres humanos são subjugados (SILVA; BOLSANELLO, 2002).
“Ninguém começa a ser professor numa certa terça feira às quatro horas da tarde, ninguém nasce professor ou marcado para ser professor, a gente se forma como educador permanentemente na prática e na reflexão sobre a prática”. Paulo Freire