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Guião

 Assume-se como uma das principais tarefas na criação de um vídeo didáctico (ou de qualquer outro tipo de vídeo...).

 Ainda que o guião não seja mais do que um esboço da futura obra, quanto mais elaborado e calculado estiver menor será a hipótese de errar.

 No vídeo didáctico, a inspiração e a criatividade estão subordinados aos objectivos pedagógicos, sendo particularmente importante evitar as improvisações, pois a comunicação de um tema específico requer cálculo e reflexão.

O que é um Guião?

Guião é a forma escrita de qualquer espectáculo áudio e/ou visual. É esta forma escrita que nos vai guiar na produção de um espectáculo, seja ele de teatro, cinema, televisão, rádio, etc.

Existem dois tipos de Guião: o Literário e o Técnico.

Que qualidades deve ter um Guião?

Existem três palavras gregas que encerram em si significados muito concretos:

O LOGOS, o PATHOS e o ETHOS

LOGOS - É a palavra, o discurso. É a organização verbal de um guião. Ou seja: a sua estrutura geral.

PATHOS - É a acção. O drama humano, a vida, os acontecimentos do dia a dia que, por sua vez, geram outros acontecimentos. Numa palavra: é a alma de um Guião.

ETHOS - É a ética e a moral. É o significado da história que queremos contar com as suas implicações morais. É o conteúdo do trabalho e o que se quer dizer com ele.

Para efectuarmos o Guião, até chegarmos à sua forma final, temos de percorrer algumas etapas.

São elas: a IDEIA, a STORY LINE, a SINOPSE, a ESTRUTURA e o TRATAMENTO.

A IDEIA

A ideia é um processo mental oriundo da imaginação.

Intimamente ligadas às ideias surgem a criatividade e a originalidade, que é o que faz com que um texto seja diferente de outro. É o estilo pessoal de um indivíduo. Os dramas e as comédias contam sempre a mesma velha história do homem e dos seus conflitos. A diferença está em como é contada a história.

Seis campos onde encontraremos uma ideia: seleccionada; verbalizada; lida; transformada; solicitada; pesquisada.

Para melhor compreendermos o que é uma Ideia e uma Story Line aqui está um exemplo de um filme muito conhecido:

Ideia: Um capitão austríaco, muito patriota, recusa-se a combater debaixo das ordens de Hitler e, para não ser preso, é obrigado a fugir.

Story Line: Na Áustria ocupada, Maria, uma rapariga sem vocação para freira, é enviada para casa de um capitão, viúvo, como preceptora dos seus sete filhos que estão a ser educados de uma forma muito militarista. Aos poucos consegue modificar esta situação e acaba por se apaixonar por ele. Chega a ordem de Hitler para o capitão ir combater e este recusa. Ajudados pelas freiras do convento, o capitão, a mulher e os filhos conseguem fugir.

Trata-se do filme "música no Coração".

SINOPSE

É o resumo de uma história ou uma narração breve.

Devem conter as seguintes informações:

temporalidade; localização; percurso da acção; perfil do personagem.

Temporalidade

Informar a data em que a história começa e também o seu desenrolar através do tempo.

Localização

Em que local ou locais se passa a história? Em Lisboa?, Em Marte?, Numa sala?

Percurso da Acção

É o conjunto de acontecimentos, ligados entre si por conflitos, que vão sendo solucionados através de uma história, até ao desfecho final, perfazendo assim o percurso da acção dramática. É, em essência, a história que queremos contar. A "Story Line" desenvolvida.

Perfil da personagem

A personagem (protagonista) é a base do núcleo dramático principal. É o "herói" da história. Pode ser uma pessoa, um grupo de pessoas ou qualquer coisa que tenha condições de acção ou expressão.

a Sinopse deve ser escrita em Discurso Directo e na Terceira Pessoa do Singular do Presente do Indicativo.

ESTRUTURA

A quarta etapa na construção de um Guião é a Estrutura, isto é, a fragmentação da Sinopse em cenas e a sua subsequente montagem dentro de um percurso.

A Estrutura é a parte de engenharia de um Guião. Para facilitar a compreensão, vamos pensar em termos de blocos-de-cenas e a sequência em que serão montados. Assim teremos: - Sinopse (Argumento): um só corpo. - Estrutura: divisão deste corpo sólido em blocos (Cenas) e a sua montagem numa sequência escolhida pelo autor, de modo a obter o maior nível de tensão dramática, tal como acontece na banda desenhada.

Neste fraccionamento da Sinopse temos de ter em conta a MACROESTRUTURA e a MICROESTRUTURA.

TRATAMENTO

O Primeiro Tratamento é escrito a partir do conceito de que a Cena é a unidade dramática de um Guião. Portanto, quando falamos em Primeiro Tratamento estamos a falar, basicamente, de Cena.

Como o 1º Tratamento é um instrumento de trabalho, isto é, um texto que coloca o autor em contacto com todos os profissionais da equipa, ele deve de ser o mais claro possível, e também o mais resumido. Só as informações consideradas essenciais é que devem ser indicadas no texto.

Chegou à altura de falar na Lauda Padrão.

Lauda Padrão

É uma folha de papel dividida ao meio e na qual definimos dois campos. Na parte da esquerda definimos tudo o que diz respeito à imagem e na parte da direita definimos tudo o que diz respeito ao som.

Teremos à esquerda:

1º– O número da Cena;

2º – A identificação da Cena (Interior/Exterior, Local, Dia/Noite);

3º – Descrição sumária da Acção (Conduta do personagem, aparência);

4º – Indicação do ambiente geral da Cena (por exemplo: Cena de aula muito alegre – os alunos estão satisfeitos);

5º – Alguma indicação quanto ao tipo de Planos (se for mesmo importante) que o Guionista gostava que o Realizador fizesse.

Não compete ao Guionista definir o tipo de enquadramentos e movimentos de câmara necessários para cada acção. Esse é um trabalho específico do Guião Técnico e que é da responsabilidade do Realizador. No entanto o Guionista (que escreve o Guião Literário) deve dar instruções precisas ao Realizador de como quer que a acção se desenvolva.

À direita teremos:

1º – Música;

2º – Ruídos;

3º – Diálogos (Nome dos personagens e a indicação de atitude de Folha de Guião Técnicointerpretação durante a fala). Em televisão o comportamento geral das personagens e a sua interpretação durante os diálogos são orientados pelo Director Geral de Actores. No cinema este papel cabe, quase exclusivamente, ao Realizador.

O Guião Técnico

Em princípio o Guião Literário constitui uma base de trabalho para a elaboração do Guião Técnico o qual, na maioria das vezes, é da responsabilidade do realizador.

O realizador tem que interpretar o Guião Literário e acrescentar-lhe o seu cunho pessoal. Ao fazer esta interpretação o realizador tenta visualizar mentalmente o filme, cena por cena, de modo a definir os movimentos de câmara, os enquadramentos a utilizar para conseguir os efeitos pretendidos, a luz e as "atmosferas" que o Guião Literário exige.

Não existe um modelo único e universal de Folha de Guião. Cada realizador adapta o modelo que mais lhe agrada. No entanto há sempre algumas indicações "obrigatórias" como por exemplo: O título da obra, o nome do realizador, o nº de ordem da folha, o Local da acção, o nº de Cena e/ou Sequência, se é em Interior ou Exterior, se é Dia ou Noite, a Acção, o tipo de planos e os movimentos de câmara, o nº de Take, o nº de Vez (um Take pode ter que ser repetido mais de uma vez), e os Diálogos.

Vídeo

"STORY LINE"

É a palavra que designa o enredo, a trama de uma história.

Traduzido à letra seria "a história numa linha". Como deve ter, no máximo, cinco linhas, deduz-se que é a síntese da história, logo, tem que abranger tudo o que a história contaria, isto é:

1- A apresentação do conflito;

2- O desenvolvimento do conflito;

3- A solução do conflito.

Ou seja:

1 Alguma coisa acontece;

2 Alguma coisa precisa de ser feita;

3 Alguma coisa é feita.

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