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Teoria de Charlotte Buhler

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by Jaque Paula on 8 November 2012

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Transcript of Teoria de Charlotte Buhler

Biografia Charlotte Buhler nasceu em Berlim, em 1893. Casou-se em 1912 com o professor de Psicologia Karl Buhler. Doutorou-se em Filosofia em 1917 pela Universidade de Munich, especializou-se em Psicologia Educacional. Assistente de seu marido, tornou-se em 1923 livre-docente e, em 1929, catedrática de Psicologia da Universidade de Viena, onde organizou, em ampla escala, trabalhos experimentais sobre Psicologia Evolutiva, tendo por tema, principalmente, a Psicologia da Adolescência.
Depois da ocupação da Áustria pelos nazistas, em 1938, Charlotte Buhler emigrou para Inglaterra, onde, em 1939, fundou o “Instituto de Orientação Educacional”, em colaboração com a “Parents Association” de Londres.
Posteriormente, transferiu as suas atividades para Los Angeles, USA, onde passou a estudar as possibilidades de aplicação dos recursos de Psicologia Clínica aos problemas da infância e adolescência. Foi professora de Psiquiatria da Universidade da Califórnia. Dedicou-se, sobretudo, ao estudo da criança e do adolescente.
A TEORIA Tomando como conceito central a autodeterminação, que é uma escolha de finalidade em que se exprime a própria identidade, Charlotte Buhler dividiu a vida em cinco fases.
Estas fases são: infância, adolescência, idade adulta, idade adulta média e velhice. A infância é a fase precursora da autodeterminação. Corresponde ao período pré-escolar. A autora afirma que a criança educada em um lar harmonioso, de amor e entusiasmo, terá condições de desenvolver-se em adolescente sadio. Afirma que, ao sentir-se desejada e valorizada, a criança irá incorporar um dos principais fundamentos da evolução psíquica normal, a noção de ser considerada pelos pais como alguém que tem valor.
Na adolescência inicial, a autodeterminação é uma tentativa, mas já se relaciona com a vida. A adolescência é a fase preparatória para a profissão e os inícios profissionais.
O grande problema do adolescente, de encontrar-se a si próprio e seus objetivos, é resultado das lutas internas de sua nova vida impulsiva e da maneira como está fixada nele a organização de sua personalidade. Tudo depende da realização ou do fracasso destas lutas internas.
A idade adulta é o período em que se fixa a vida com autodeterminação definitiva. É o período em que aparecem os resultados dos objetivos pessoais: a fixação profissional, o casamento e a formação da família.
A maturidade, ou idade adulta média, ocorre dos 45 aos 65 anos. É fase de balanço, exame dos resultados, em função das expectativas anteriores. Agora, os êxitos profissionais se tornam importantes. Os filhos casam se tornam independentes e formam sua própria família.
A velhice ocorre por volta dos 70 anos. É um estágio de calma, depois da autodeterminação em relação à vida. As profissões primitivas são substituídas por outras parciais, ou “hobbies”, e, às vezes, ocorre a morte de um cônjuge.
Para Charlotte Buhler, a adolescência tem duas fases: a pré-puberdade e a fase de experimentação.
A pré-puberdade vai dos 10 aos 12, 13 anos. É a fase em que começa o desassossego, excitabilidade sensual e sensorial, a curiosidade sexual e o estímulo sexual local.
A fase de experimentação compreende dois períodos: a puberdade e a adolescência.
A puberdade ou fase de maturação é o momento em que os problemas do sexo e do amor se tornam conscientes, encarados de maneira diferente. Este período varia de acordo com as culturas, mas sua característica principal é o negativismo. A autora chama-a de fase negativa, pois as inquietudes, as insatisfações, as intolerâncias, as obstinações, atuam como uma espécie de estado primitivo ou selvagem da vida psíquica.
A fase negativa pode ocorrer aos 11 anos, mas o seu início é muito variado. Depende da menstruação, já que está relacionado com o processo de maturação somática. Organicamente, aparecem estados de anemia, fatigabilidade, manifestações de sensibilidade e excitabilidade. Psiquicamente, aparecem sentimentos de tristeza, tendências ao isolamento, incapacidade de satisfazer as exigências, mau humor e falta de delicadeza no trato com os outros.

conclusão Em recentes escritos, Charlotte Buhler afirma que, devido aos progressos científicos e técnicos do mundo de hoje, exige-se um grande esforço de adaptação psíquica e social por parte dos jovens. Numa época em que as crianças assistem televisão e falam sobre conquistas espaciais, andam de avião e automóvel, o homem necessita de grande capacidade de adaptação, para não perder o domínio sobre a vida humana. A insegurança e angústia resultantes da vida atual conferem papel importante aos educadores, que precisam orientar uma juventude sem fé.
No que respeita ao jovem, a sua missão consiste em preparar corretamente o êxito da sua vida, sobretudo na profissão e casamento. E por “corretamente” entendemos: cada um tem de escolher os campos de atividade e as relações humanas que permitam a realização das melhores potencialidades do indivíduo, tem de experimentar-se nelas e com elas e continuar a formar-se. Charlotte Buhler Carlos Costa
Jaqueline de Paula
Rômulo Rocha
Véra lúcia Bento AS FASES DA ADOLESCÊNCIA A adolescência também é chamada fase de organização. A fase do negativismo é gradualmente substituída por uma transformação psíquica, que se realiza paralelamente com a transformação fisiológica. Inicia, então, a fase de organização.

Charlotte Buhler adverte-nos para não opor as duas fases evolutivas: a fase negativa, de maturação e a fase de organização. Elas não devem ser compreendidas num sentido dialético, como se uma fosse a antítese da outra, ou como se uma fosse assinalada por grandes sombras, enquanto a outra estaria inundada de luz. Devemos apenas constatar que uma dessas fases é seguida pela outra, possuindo cada uma a predominância de certos aspectos próprios. O ponto culminante que separa as duas fases deve ser colocado por volta dos 17 anos. A esta idade corresponde uma transformação do desenvolvimento orgânico, que não é contínua, mas procede por avanços e paradas, podendo ser representado por uma curva.

A fase da organização se caracteriza pela capacidade de poder abrir o coração às vivências despertadas pela natureza. Ao contrário da criança, o adolescente sabe apreciar e alegrar-se conscientemente com as belezas da natureza. Também é característica atração pelas ciências e artes. Agora, o jovem descobre o mundo dos valores, e esta descoberta marca o encontro definitivo com o seu rumo na vida.


Charlotte Buhler considera difícil o estudo do adolescente. Se quisermos observá-lo, ele logo o notará e modificará sua conduta ao se sentir observado. Nisso difere da criança, que pode ser observada e continuará sendo espontânea.

Por ser difícil obter conhecimentos exatos dos processos psíquicos de adolescente, a autora usa os diários íntimos como fonte de pesquisa, pois neles os jovens se mostram tais como são, com autenticidade e espontaneidade.

Existem duas possibilidades de aproveitamento dos diários como fonte de pesquisa: o uso do diário individual, para compreensão interpretativa da personalidade e o estudo estatístico de um número maior de diários, compilando as manifestações características de determinada idade e de determinado tipo de adolescente e a análise interpretativa dos resultados.
Tanto rapazes como moças escrevem diários para superar os problemas que os assaltam. Existem, no entanto, diferenças características dos sexos. Geralmente, as moças se referem mais a temas abstratos, experiências mais pessoais, mais subjetivas. Os rapazes se referem a experiências concretas e a temas objetivos.

O MÉTODO “Eu não sei mas acho que a Luciana desde o 1º dia que me viu ela nunca gostou de mim nunca vai gostar, por isso que eu odeio ter madrasta, mas fazer o que, quem escolheu foi meu pai. Mesmo assim eu amo ele. Mas a Luciana não dá parece que ela quer me matar ou me xingar, mas, como ela é, ela só quer fazer tudo pro meu pai ela quer ele só pra ela”...

Esta jovem foi assassinada, e a suspeita é de que foi a madrasta quem a matou.
fonte: TV Canal 13 Além dos diários, Charlotte Buhler usa o interrogatório, a entrevista, os testes e o método clínico. Os interrogatórios são feitos por questionários comparados a anteriores; a entrevista pode ser aplicada a temas sobre os quais o adolescente fala francamente, quando é inquirido adequadamente. Os testes, na sua mais variada forma, vão dar imagem da vida psíquica dos jovens. E o método clínico, que atualmente está sendo combinado com a técnica de interrogatório indireto, leva ao estudo do adolescente, sem esquecer os métodos projetivos, como os testes de Rorscharch e a interpretação de gravuras.
 

REFERÊNCIA

Jovem fala sobre relacionamento ruim com madrasta em diário. Disponível em: <http://www.tvcanal13.com/noticias/jovem-fala-sobre-relacionamento-ruim-com-madrasta-em-diario-26799.html>. Acesso em: 07 nov 2012

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