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Anoneira - "Annona cherimola"

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by José César Correia de Sena on 22 February 2013

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Transcript of Anoneira - "Annona cherimola"

Anoneira "Annona cherimola" Formador: Aurélia Sena Classificação Taxonómica: A anoneira tem origem da América do Sul nomeadamente no Equador e no Peru, nos vales dos Andes. Os maiores produtores a nível mundial são: Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Ordem:Magnoliales
Família:Annonaceae
Género:Anona A Venezuela,
O Brasil A nível Europeu:
Espanha,
Portugal (Madeira) A anoneira veio para a Europa na época dos descobrimentos.





Segundo o consta nalguns registos foi introduzida na Madeira por volta dos anos 1600, quando madeirenses vindos do Peru trouxeram algumas sementes. Na Madeira os concelhos com maiores produções são: Santana,
Machico,
Santa Cruz e
Funchal A anoneira é uma árvore: Vigor - médio,

Porte - prostrado "chorão",

Ramos- bastante flexíveis,

Madeira - verde acinzentada, Folhas Quando jovens apresentam uma tonalidade verde claro,

Aveludadas na página inferior e superior médio,

Quando adultas são verde-escuras,

Ovado-lanceoladas, com ápice acuminado. Flores Flores hermafroditas (com ambos os sexos na mesma flor),

Os órgãos sexuais femininos estão receptivos à polinização antes dos órgãos sexuais masculinos estarem "maduros",

Solitárias ou em grupo de duas a quatro, sobre curtos pedúnculos. Têm três sépalas e três pétalas,

Pedúnculo e sépalas pubescentes de cor verde clara,

As pétalas têm forma triangular, carnosas em número de 3 (raramente 4), O ovário é supero, estando numerosos estames e carpelos reunidos num receptáculo carnudo.

Durante a floração (Maio a Setembro), a ocorrência de ventos quentes e secos, pode causar a dissecação do pólen e do estigma, afectando o vingamento.





Produtividade boa, em relação ao numero de flores produzidas. Órgãos de frutificação - ramos de dois anos, ramos de um ano e ramos mistos,




Começa a ser produtiva a partir do 3.° - 4.° ano (terceiro ao quarto) ano. O Fruto Forma - cordiforme,

Superfície mais irregular na base do fruto do que no ápice,

A epiderme é mais ou menos lisa ou apresenta pequenas protuberâncias de forma cónica,

Casca fina e delicada. A anona no seu interior possui sementes, que são variáveis em número de acordo com determinada variedade,
O peso das anonas oscila entre os 100 g e 2 kg,

Sendo o peso médio de 450 g,

O calibre das anonas é determinado pela pesagem unitária. A anona é um fruto que caracteriza-se por possuir:

Polpa branca,

Cremosa e sumarenta,

De sabor delicado,

E perfume acentuado. Condições edafoclimáticas: Temperaturas óptimas - 18-25ºC

Humidade relativa - 75-80%

Altitudes (costa sul) - 30-600m

Altitudes (costa norte) - 30-280m (pode haver excepções) Condições edafoclimáticas (cont.) A anoneira adapta-se a quase todo o tipo de terrenos,

Os mais adequados, os solos franco-argilo,

Com pH entre 5,5 e 7,5,

Relativamente férteis. Prefere terras arejadas e bem drenadas, (não suporta encharcamentos).




Refira-se ainda que, a anoneira, por ter raízes superficiais, não necessita de solos profundos. Épocas e compassos de plantação: Época plantação - todo o ano,(de pref. na primavera)

Compasso de plantação - 5x4 m ou 4x4m (eixo),

Densidade de plantação/1000 m2 - 50 ou 63,

Produções médias-Kg/1000 m2 - 2500 kg ou 3150 kg. Variedades de anoneiras regionais: Variedade Madeira,

Variedade Funchal,

Perry Vidal,

Mateus I, entre outras. Algumas características: Estas variedades são o resultado do apuramento genético de anoneiras provenientes da propagação seminal,

Que apresentavam as melhores características organolépticas, agronómicas e comerciais (sabor, textura da polpa, índice de sementes, época de produção, tamanho dos frutos, etc.)

E que foram influenciadas, fundamentalmente, pelas condições edafo-climáticas da Ilha da Madeira. Precoces: “Perry Vidal”, “Mateus”, “Mateus I”

Tardias: “Madeira”, “Funchal” e “Carlos Serrão” Nota: Poda: Existem dois tipos de poda:

Poda de formação, realizada em árvores até aos três anos,

Poda de frutificação, realizada em árvores a partir dos quatro anos. A poda de formação divide-se em dois tipos de condução -em vaso e em eixo.

Através destes, pretende-se obter uma boa estrutura da árvore,

Que lhe permita posteriormente suportar uma boa carga (peso dos frutos). No 1º ano (ano de plantação), deve-se cortar o ramo principal, atarracando-o a cerca de 40 cm do solo.







Na Primavera do 2º ano, elegem-se novas ramificações dos ramos primários, obtendo-se os ramos secundários. Poda de formação em vaso: A estrutura da árvore deve ficar formada ao 3º ano, altura em que a árvore começa a produzir os seus primeiros frutos. Ao quarto e quinto anos, os ramos mal formados e dirigidos para o interior devem ser sempre eliminados. Poda de formação em eixo: Consiste em eliminar todo o material seco,

que esteja a crescer para o interior (uma vez que não tem grande possibilidade de receber luz abundante). A poda de frutificação: Como as flores surgem preferencialmente nos ramos do ano anterior (ramos com um ano de idade),


devemos ter o cuidado de não eliminar este material que é o mais produtivo, devemos sim atarracar a 1/3 do ápice. Poda de frutificação (cont.): Enxertia: Enxertia de fenda cheia, sobre cavalos (porta-enxertos) de 1 ano de idade,

Enxertia de encosto,

O cavalo (porta enxerto) utilizado tem sido de pé franco,
resultante da sementeira de árvores seleccionadas. As plantas ensacadas já enxertadas ou os porta enxertos, são adquiridas na divisão de fruticultura ou em viveiros comerciais, oficialmente reconhecidos. Rega: O sistema de rega mais utilizado tem sido o alagamento, mas progressivamente estão a ser adoptados os sistemas de rega localizada. Na cultura da anoneira, podemos utilizar a micro-aspersão ou a rega gota-a-gota de modo a economizar mais água. A poda deve ser efectuada:

Após a apanha e quando o terço superior da copa estiver com folhas amarelecidas,

Poderá ser realizada poda em verde, quando a maioria dos frutos estiver a meio crescimento. Adubação: A anoneira é uma planta que em termos dos macronutrientes N-P-K é mais exigente em termos de potássio.

A adubação poderá ser um mês após a rebentação e repetir a meio do crescimento dos frutos. Pragas e doenças: Mosca da Fruta
"ceratitis capitata" Cochonilhas
Cochonilha algodão Afídeos Antracnose Fumagina Colheita: A colheita inicia-se em Outubro e estende-se até Junho,

O fruto deve ser colhido no estado de maturação comercial,

A colheita é feita manualmente e em várias passagens pela mesma árvore (em média 4 ou 5 vezes), dado que a produção é escalonada. Depois de colhida, a anona deve ser manuseada o menos possível,

A fruta não deve estar exposta directamente à luz solar em nenhum momento,

Deve ser transportada nas mesmas caixas desde a exploração até os armazéns de acondicionamento, onde se procederá à classificação e calibragem. Pós-colheita: Inteiros,

Sãos - isentos de alterações devidas ao ataque de pragas e doenças,

Limpos - isentos de matérias estranhas visíveis,

Sem queimaduras devidas à exposição ao sol,

Devem apresentar um grau de maturação comercial adequado. O conteúdo de cada embalagem deve ser homogéneo de acordo com a variedade e o calibre,

As anonas devem apresentar a mesma coloração, Cada embalagem tem de possuir um rótulo normalizado Obrigada pela atenção! Parte externa amarela esverdeada e parte interna creme. Devido à dificuldade de encontrar fotos das referidas variedades coloquei imagens aproximadas das características.
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