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Chagas Imuni

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by Domingos Brandão on 5 December 2012

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Transcript of Chagas Imuni

CHAGAS:
RESPOSTA
IMUNOLÓGICA
E ALTERAÇÕES
PATOLÓGICAS. A infecão por T. cruzi mobiliza
vários mecanismos humorais
e celulares da resposta
imune inata e adquirida. Após a infecção, o indivíduo apresenta a Fase Aguda, a qual perdura 2-4 meses, e é caracterizada pela presença de formas tripomastigotas dos parasitos no sangue, o que facilita o diagnóstico direto da doença. Nesta fase, o sistema imune (SI) age intensamente com o objetivo de eliminar os parasitos, através de mecanismos humorais e celulares da imunidade inata como a lise mediada pelo complemento, fagocitose, citotoxicidade de células natural killer (NK). Neste contexto, os mecanismos de resposta imune também se modificam e se estabelece um equilíbrio que tenta preservar o hospedeiro dos danos causados pelo processo inflamatório gerado. Consequências: 1. o parasita é combatido continuamente, tendo sua multiplicação reduzida, porém ele persiste indefinidamente no hospedeiro, assim como a resposta imune; 2. Lesões teciduais resultantes dessa atividade imunológica prolongada acumulam-se, desencadeando as diversas formas clínicas da doença. Principalmente a miocardiopatia chagásica, o megaesôfago e o megacolon como maiores complicações. Imunidade Humoral Exerce papel fundamental no controle da infecção. Ocorre forte ativação deste durante a Fase Aguda da doença de Chagas.
Grande mobilização do sistema imune com o objetivo de conter o parasito e os danos da infecção. A presença
do parasito promove
a ativação de macrófagos
e células NK (imunidade celular), acompanhado de ativação de linfócitos T e B, resultando em produção de imunoglobulinas (imunidade humoral). Surgimento precoce de IgM e IgG
(7 a 15 dias), com diminuição dos níveis de IgM progressivamente
até desaparecerem, após queda
da parasitemia.

Os níveis de IgG mantém-se alto por vários meses e depois decrescem estabilizando-se em níveis variados a depender do organismo do hospedeiro. É facilmente detectável em testes sorológicos ao longo da infecção. Alguns autores têm encontrado
correlação entre presença
de altos níveis de:• IgM com cardiopatia chagásica;• IgA com a forma digestiva
da doença;• IgE anti-T. Cruzi com a forma
cardíaca. Na Fase Crônica da infecção, evidências de que o mecanismo de Lise Mediada por Complemento (LMCo) tem papel fundamental na contenção da parasitemia em níveis subpatentes. Foi demonstrado que os anticorpos (ant. líticos, subclasses IgG1 e IgG2) responsáveis por esse fenômeno atuam apenas em tripomastigotas vivos em infecções ativas. Assim, foram padronizados métodos diagnósticos explorando este mecanismo.

Também foi detectado que anticorpos que reconhecem o epítopo terminal galactosil-α-1-3-galactose também exercem atividade lítica sobre o parasito, independente da presença do complemento. Eles elevam-se na fase aguda e mantém-se na fase crônica. Imunidade Celular Seu papel NÃO é muito conhecido. O parasito ativa as células NK, que sintetizam e secretam IFN-γ que é importante mediador da resistência à infecção. Que será, posteriormente, sintetizada pelas células T CD4+ e T CD8+. As citocinas IL-12 e TNF- (macrófagos)
e IFN- interagem de forma cooperativa.
IL-10, antagônica a IFN-, também é produzida intensamente pelo macrófago. Então o balanço de tais respostas determinam o curso da infecção aguda
na doença de Chagas – entre assintomática a sintomática. As células T CD4+, aparentemente,
são mais importantes contra
a infecção devido à produção de
IFN-gama pelo estímulos à
produção de anticorpos líticos
que auxiliam na destruição dos
parasitas intra e extracelulares. Células T CD8+, tem participação mais importante na fase crônica e na gênese das lesões, quando associadas a fenômenos de citólise, fibrose tecidual e, portanto, manifestações cardíacas e intestinais da doença. Auto-imunidade Lesões progressivas associados a fenômenos degenerativos intensos (inflamação, fibrose e denervação), na fase crônica, apresentando as formas clínicas da doença, sugerem que a auto-imunidade exerce papel importante na gênese das lesões na doença de Chagas. Sugerindo, assim, um mimetismo antigênico entre moléculas do parasita e do hospedeiro, principalmente em reação cruzada com a proteína ribossomal P do T. cruzi e da equivalente humana. Embora esta abordagem seja, ainda hoje, controverso. Na cardiopatia chagásica crônica, por exemplo, ocorre uma inflamação progressiva e fibrosante do miocárdio, com alterações inflamatórias e degenerativas. A reação inflamatória é do tipo linfomonoplasmocitária. Miofibrilas com degeneração, chegando a atrofia e necrose em algumas áreas e hipertrofia em outras.
A maior parte dos trabalhos, limitam-se a documentar fenômenos e mimetismo antigênico sem correlação clínico biológica com a cardiopatia chagásica crônica. A Doença de Chagas promove acentuada redução do número de neurônios dos plexos nervosos da parede intestinal (plexos de Meissner e Auerbach), atribuindo um distúrbio motor responsável pela estagnação tanto dos alimentos quanto das fezes, resultando em dilatação, hipertrofia e alongamento de esôfago e do colon sigmóide caracterizando megaesôfago e megacólon chagásico.
A maneira pela qual se processa a destruição das células nervosas tem sido objeto de discordâncias. Na fase aguda, o parasita se instala nas camadas musculares do trato digestivo, multiplicando-se alí por divisão binária, dando origem a pseudocistos. Enquanto a célula parasitada e os cistos nela contido permanecerem integros ou vivos, não se observa processo inflamatório. Esta iniciando-se após rotura da membrana celular afim de liberar os tripanossomos, os quais são lançados na corrente sanguínea indo parasitar novas células. Surge, então, um infiltrado inflamatório granulocítico com presença de eosinófilos. Este infiltrado será então distribuido por reação linfo-histiomonocitário, podendo aparecer células epitelióides gigantes, dando origem a granulomas. Dilatação e alongamento na alça sigmóide e reto. As paredes musculares hipertrofiados e o mesocolo , espessado. É comum a ocorrência, em casos mais graves, de úlceras estercoraceas, de contato ou decúbito, podendo ser cqausa de perfuração. OBRIGADO Domingos Brandão - FTC
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