CAEL
Trabalho realizado no âmbito da Unidade Curricular de Concepção e Avaliação em E-learning, do Mestrado em Pedagogia do E-learning, da Universidade Aberta. José Carlos Figueiredo / Mónica Velosa / Paulo Simões / Sandra Brás
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Avaliação em Ambientes Online Mestrado em pedagogia do E-learning Universidade Aberta Existem muitos estudos feitos e linhas de orientação para ambientes de EaD Na questão da avaliação, a faz as seguintes recomendações para o processo de avaliação em EaD: Permitir aos alunos que monitorizem o seu próprio progresso Dar feedback regular aos alunos Apoiar a avaliação e aprendizagem em pares/grupos Desenvolver práticas de auto-avaliação No entanto, a Quality Assurance Agency for Higher education considera a existência de diferenças na avaliação que é feita no "campus", pois pode não ser apropriada para alunos a estudarem fora do "campus", que não têm contacto com professores. Será a qualidade uma questão de design? Professores e designers (de currículos) necessitam de uma base para desenharem novas formas de avaliação, alinhadas com os objectivos instruccionais e a utilizarem funcionalidades interactivas da tecnologia online. Ao considerarmos que a avaliação influencia a aprendizagem do aluno, essa deve fazer parte do processo de design curricular e será central na experiência de aprendizagem do aluno A noção de qualidade definida em termos de satisfação do aluno é muito importante. No entanto, apenas foram desenvolvidas poucas linhas de orientação para o desenvolvimento de práticas a ter, ao desenhar processos de avaliação válidos, autênticos e educativos que possam ser incluídos num modelo de educação online. Existem possibilidades para melhores práticas de avaliação na web As tecnologias estão agora incorporadas em diversas abordagens educativas e utilizadas por diversas instituições educativas. Laurillard sugere que computer based learning deve promover: auto-aprendizagem e autonomia flexibilidade e diversidade na avaliação as competências a desenvolver na escola devem estar de acordo com as competências exigidas pelo mercado e trabalho maior produtividade e eficiência na educação universitária Alexander e McKenzie estudaram as percepções da tecnologia por parte de estudantes e o valor da tecnologia para a aprendizagem: (1999) De acordo com estes resultados, apesar de não se poder provar que existem vantagens consideráveis com o uso da tecnologia na aprendizagem, os alunos mostram-se optimistas com a integração da mesma. Existem novas formas de aprendizagem, os professores têm novas formas de contactar com os alunos, existem novos recursos e novos tipos de actividades que promovem a aprendizagem. Para outros investigadores, o que prova o valor do uso da tecnologia na aprendizagem é a forma como esta é usada na prática Universidade Aberta (1999) Web based learning : nova pedagogia ou repacking? Em vez da verificação das aprendizagens através de exames, com a tecnologia enquanto ambiente de aprendizagem, os alunos podem utilizar/desenvolver competências da vida real. as percepções dos estudantes sobre a tecnologia influenciam a sua atitude e a forma como abordam a aprendizagem a tecnologia facilita a comunicação e melhora as relações entre os pares experiências de aprendizagem anteriores influenciam a forma como os alunos encaram e aceitam novas abordagens de aprendizagem (com ou sem tecnologia) os alunos não sentem que ganhos consideráveis de aprendizagem são sempre atingidos com o uso de tecnologia A tecnologia muda a qualidade da experiência de aprendizagem e pode ser utilizada para criar ambientes autênticos para avaliação. Apesar destas inovações, não existem diferenças significativas nos resultados de aprendizagem. Russel (1999) Apesar da web oferecer novas oportunidades para as actividades de aprendizagem, as práticas de avaliação devem ser reformuladas e reconsideradas como parte de uma abordagem holística do design de currículos e da pedagogia. o aluno passa a ser o centro da acção. Os cursos devem ser construidos em módulos ou unidades que juntas formam sequências ou combinações. Com a tecnologia e aprendizagem na Web, o uso destas sequências torna-se mais flexível e centrado no aluno, existindo também novas formas de avaliação. descreve a mudança na pedagogia online Pedagogical re-engineering (Collis e Moonen - 2001) Web based learning também significa uma nova concepção de curriculo? Elemento chave em Pedagogical re-engineering = o uso e aplicação dos media em cenários de ensino e aprendizagem onde os estudantes participam activamente, gerando conhecimento. A avaliação também se torna mais focada no aluno e baseada na sua performance. A avaliação: reconhece os alunos com papel activo engloba oportunidades para os alunos comunicarem, contribuírem e participarem na comunidade online reconhece que os alunos contribuem para os conteúdos do curso e criam novos produtos de conhecimento A Web enquanto ambiente educativo afasta modelos de ensino baseados na transmissão de conteúdos, sendo o aluno a gerar produtos e recursos que podem ser utilizados e partilhados com outros. Isto reflecte-se na avaliação, deixando de ser baseada no professor, passando a ser mais flexível. O aluno tem mais autonomia e responsabilidade (p.ex: auto e hetero-avaliação). Contributing student model (Collis & Moonen, 2001) Definições de aprendizagem Os alunos contribuem para o curso via ferramentas web Resultados da aprendizagem "Product oriented" com enfoque na aprendizagem entre pares, partilha e colaboração Actividades chave "Curriculum process" Preparação antes da lição, actividades durante a sessão, revisão e auto-avaliação depois da sessão Objectos e recursos reutilizáveis criados pelos estudantes Papel do professor Planear actividades para a máxima participação dos alunos http://bettycollisjefmoonen.nl Participation oriented learning (Sfaard, 1998) https://www.msu.edu/%7Esfard/ Definições de aprendizagem Participação, membro da comunidade Pertença, participação, comunicação e aprendizagem ao longa da vida Estágio, comunicação, participação Negociada; estudante é participante Facilitador, mentor Resultados da aprendizagem "Curriculum process" Papel do professor Actividades chave Engagement Theory (Kearsley & Schneiderman) http://home.sprynet.com/%7Egkearsley/engage.htm Definições de aprendizagem Resultados da aprendizagem Actividades chave "Curriculum process" Papel do professor Actividade significativa e interacção com outros indivíduos através de tarefas de valor "Higher order thinking", trabalho de equipa e capacidades genéricas que incluem informações de literacia e perspectiva global Trabalho de equipa, aprendizagem interactiva, aprendizagem inter-pares Baseado nas necessidades, project-oriented, autêntico Coaching of project based learning Constructive alignment model (Biggs, 1999) http://www.johnbiggs.com.au Definições de aprendizagem Resultados da aprendizagem Actividades chave "Curriculum process" Papel do professor Enfase nas actividades do estudante Bem estruturada, conhecimento de base e interacção com os outros Aprendizagem dirigida, inter-pares dirigida e actividades dirigidas Alinhamento de métodos de ensino, avaliação e actividade dos estudantes Maximizar estrutura, promover auto-direcção Avaliação alternativa (Wiggins, 1998) avaliação em combinação com processos de aprendizagem e performances da vida real, em oposição à aprendizagem baseada em conteúdos rígidos. Avaliação com o uso da Web é mais flexível e adaptável e permite a avaliação contínua. Podem ser criados micro-ambientes onde os alunos resolvem problemas da vida real. Kendle e Northhcote (2000) sugerem a combinação de avaliação qualitativa e quantitativa onde se constata o progresso dos alunos através da criação de portfólios projectos multimédia, demonstração de competências e trabalho de equipa. A web possibilita aprendizagem através de mais colaboração, trabalho de equipa e resolução de problemas em equipa. O Ambiente de aprendizagem e o desenho de tarefas Contrato de Aprendizagem Equipas de trabalho - Tarefas semanais baseado em trabalhos de pesquisa Relações inter-equipas de trabalho - Discussão em espaço geral com os outros grupos Avaliação inter-pares Reflexões pessoais sobre tarefas e processos - Cada estudante possui um espaço onde escreve as suas reflexões Elevado nível de colaboração Conclusões Com a utilização cada vez maior das tecnologias e da Web em particular, no processo de ensino/aprendizagem, deve existir um esforço conjunto para que a avaliação se adapte às novas necessidades de alunos e professores. Resultados de algumas investigações provam a importância de uma avaliação contínua e qualitativa, já que o trabalho dos alunos não se limita à realização de exames no final do período, pois existe uma grande quantidade de trabalho de pesquisa e reflexão, com o recurso às diversas ferramentas da web. Bibliografia Fevereiro - 2010 CATHERINE, McLoughlin; LUCA, Joe (2001) Quality in online delivery: What does it Mean for assessment in E-learning Environments? ASCILITE 2001 Conference proceedings http://ascilite.org.au/conferences/melbourne01/pdf/papers/mcloughlinc2.pdf
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