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Sistema Genito-Urinário na Consulta Pediátrica

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by FELIPE ARAUJO on 28 August 2013

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Transcript of Sistema Genito-Urinário na Consulta Pediátrica

Sistema Genito-Urinário na Consulta Pediátrica
GD Semiologia Pediátrica II
Alunos: João Pedro Dayrell
Felipe Vale de Araujo
Prof: Valéria
Exame Físico
Alterações na Genitália
Aparelho Genito-Urinário
Anamnese
1. Identificação
Idade: mais frenquente em criança – rins policísticos, glomerulonefrite difusa aguda(GNDA)
Sexo: infecção urinária mais frequente em meninas
QP: muitas vezes pacientes têm vergonha
2. HMA
Permitir ao paciente expor a sequência de eventos, sem interferências. Indagar sobre os aspectos que possam explorar as características do SGU:
3. História Pessoal e História Familiar
urina: cor, cheiro, quantidade
hematúria, disúria, noctúria, urgência, diminuição da força do jato, gotejamento, algúria, secreção uretral, intumescimento lombar ou abdominal
febre, alterações sistêmicas, traumatismos
grau de incapacidade, gravidade
periodicidade e duração dos sintomas
fatores atenuantes e agravantes
uso de medicamentos
Dor: deve ser bem definida
Renal : forte, sem relação com posição, persistente
Pielouretral: cólica, início abrupto, fatores preciptantes
Dor vesical: dolorimento até dor forte, irradiada
Dor uretral: dolorimento, ardor , piúria
Dor peniana; definir se ocorre em períodos de flacidez ou durante ereção
Dor testicular (orquialgia): aguda ou crônica

Desidratação, traumatismos, tumores, artrite, hipertensão, doenças infecciosas agudas ou crônicas, processos alérgicos, tabagismo e etilismo

Infecção do trato urinário – ITU - de repetição, cálculos renais

Época de aparecimento dos caracteres sexuais secundários, menarca e características do ciclo menstrual nas adolescentes

Litíase renal, doença renal policística, criptorquia, infecção urinária, enurese noturna
O Exame Físico Geral: deve ser completo, começando pela observação do estado geral e ectoscopia até terminar no exame específico do SGU. Sempre com cuidado para detectar edema e alterações da cor da pele. Medir a pressão arterial (PA) e realizar ausculta cardíaca e pulmonar..
O Exame Específíco do SGU
Deve ser feito preferencialmente com acompanhante ao lado ou alguém da equipe de assistência.
Genitália masculina
Pênis (prepúcio e meato uretral)
- Inspecção: tamanho, cor, forma, implantação da uretra, secreção.

- Palpação: consistência, tumefações e tumorações, exposição da glande, meato uretral (estenose, atresia).

- Achados: Ereção ocasional, priaprismo, esmegma, aderências epiteliais, estreitamento prepucial (fimose), parafimose, bálanopostite, hipospádia, epispádia.
Testículos e bolsa escrotal
Inspeção: sede, tamanho, forma, assimetria, presença de pelos.

Palpação: consistência, sensibilidade, palpação dos testículos, tamanho, assimetria, calor.

Achados: criptorquia, ectopia testicular, tesículos retráteis ou migratórios, micro ou macrorquidia, hidrocele, orquite, torção do cordão espermático, torção da hidátide de Morgani, tumores.
Genitália feminina
Realizar o exame preferencialmente com acompanhante do lado ou alguém da equipe, tendo o cuidado de explicar o que vai ser feito.
Posição: decúbito dorsal com membros.
Inspeção: forma, hiperemia, edema, secreção, pêlos , tumorações.
Palpação: estruturas: grandes lábios (procurar afastá-los delicadamente, exercendo pressão sobre sua face interna e expondo-se o hímen).

Na puberdade, faz-se necessário um exame mais atencioso e, quando iniciada a vida sexual na adolescente, indica-se acompanhamento ginecológico.

Pequenos lábios, clítoris, óstio da uretra, vestíbulo vaginal.

Vulva: genitália feminina externa incluindo grandes e pequenos lábios.

Achados: aumento do clitóris, prolapso de uretra, corrimento vaginal, sinéquia de pequenos lábios, hímen imperfurado,hidrocolpo, hematocolpo.

Na Adolescência:
Além da menarca, durante a puberdade na menina, ocorrem muitas alterações como estreitamento da cintura, alargamento do quadril, crescimento das mamas etc... Fatores estes que podem trazer um certo transtorno psicológico na adolescente, o que deve ser acompanhado.
O aparecimento de botões mamários (T2) é o primeiro sinal visível de puberdade na menina. (8-12 anos).
A menarca ocorre de 2 a 2,5 anos após pico de crescimento em altura. (9-16 anos).
Alterações menos óbvias incluem aumento do ovário, do útero, dos grandes lábios.

Na Adolescência:
Primeiro sinal de puberdade: aumento dos testículos (11 anos), posteriormente surgem pêlos pubianos (11 anos), axilares ( 13 anos) e faciais (14,5 anos).
Há aumento de epidídimo, ductos seminais, próstata.
Escala de Tanner
Descreve sequência da maturação sexual.
Os estágios variam de 1 a 5 para cada critério.

Avalia desenvolvimento dos pelos pubianos e da genitália.
Avalia desenvolvimento dos pelos pubianos e das mamas.
Puberdade Precoce:
É o início do surgimento dos caracteres sexuais secundários antes dos 8 anos nas meninas e 9 anos nos meninos.
Redução ou ausência dos caracteres sexuais na idade em que 95% das crianças já teriam tais características.

Causada por secreção reduzida ou ausente de hormônios sexuais por hipogonadismo causado por hipopituitarismo ou desordens hipotalâmicas.

Conduta: Imagem, testes hormonais, cariótipo investigação de comorbidades.

Tratamento: observar e aguardar, terapia hormonal.

Puberdade Tardia:
Classificação:
Dependente de gonadotrofina
Independente de gonadotrofina
Incompleta
Conduta:
Aplicar Tanner.
Idade Óssea.
Dosar LH basal e pós administração GnRH
Imagem (TC, RM crânio; US abdominal).
Dosar testosterona e estrogênios, hormônios tireoidianos, cortisol, hormônios androgênicos.
Tratamento com agonistas de GnRH. (central)
Antiandrogênicos + inibidores de aromatase, cetoconazol, agonistas de GnRH. (periférico).
Puberdade
Na puberdade são desenvolvidos caracteres sexuais secundários. Adrenarca; Pubarca; Menarca; Espermarca.



Alterações na Genitália
1. Criptorquia
Testículo não descido. Pode estar impalpável (abdominal ou ausente), peeping (abdominal, mas palpável na parte superior do canal inguinal), retrátil, inguinal, ectópico e raramente perineal. Alta Incidência. Tratamento geralmente cirúrgico.
2. Hidrocele
Acúmulo de líquido na túnica vaginal. Pode haver processo inflamatório persistente ela se torna menor pela manhã e maior durante o dia.
Em meninos mais velhos: inflamações nos testículos, epididimite, trauma ou tumor testicular.
Hidroceles comunicantes aumentam o risco de desenvolver uma hérnia inguinal.
Tratamento: esperar 12 meses de idade, se não regredir ou for muito grande tratamento é cirúrgico.

3. Hérnia Inguinal
Muito prevalente na pediatria.
Falha no fechamento do processo vaginal e passagem do conteúdo da cavididade abdominal por ele.
Restrita a região inguinal ou passa em direção ao escroto.
Saliência na região inguinal ou que se estende até o escroto (aumenta com aumento da pressão intra-abdominal).
Reduz espontaneamente quando a criança relaxa.
Até um ano de vida, tratamento cirúrgico imediato, após é feito cirurgia eletiva.
4. Hérnia Epigástrica
Hérnia da linha média, supraumbilical.
Ocorre por aumento da pressão intra-abdominal e fraqueza no local de penetração de vasos perfurantes.
Paciente apresenta tumefação epigástrica e dor.
Tratamento: cirúrgia eletiva.
5. Hipospádia
Abertura uretral na superfície ventral do pênis.
Classificada como glandar, coronal, subcoronal, peniana média, penoescrotal, escrotal ou perineal.
Pode acompanhar criptorquia e hérnias inguinais.
Causa deformidades do fluxo urinário, disfunção sexual secundária a curvatura peniana, infertilidade, estenose meatal.
Deve-se encaminhar para centro de referência e o tratamento é cirúrgico.

6. Epispádia
É uma anomalia de extrofia da bexiga.
No menino prepúcio voltado para parte ventral e uretra com abertura no dorso do pênis.
Nas crianças mais graves pode ocorrer incontinência urinária total.
Deve ser reparada pelos 6-12 meses de idade.
7. Fimose
Incapacidade de retrair o prepúcio.
Fisiológico ao nascer.
Resolve sem intervenção.
Indicação de tratamento: fimose cicatricial de brida (PATOLÓGICO), balonopostite, jato urinário inadequado, ansiedade dos pais. T. Clin. com corticóides ou cirúrgico.
8. Parafimose
Ocorre quando o prepúcio é retraído além do sulco coronal e não pode ser puxado de volta sobre a glande. Resulta em estase venosa dolorosa no prepúcio, edema e dor.
Tratamento: lubrificante e comprimir a glande e colocar tração distal no prepúcio. Em casos graves, raros, é necessária cirurgia de emergência.

9. Balanopostites
Balonopostite é a inflamação da glande e prepúcio.
Resolução espontânea, em alguns casos ATB.
Apresenta prurido, disúria, irritação, dor, erupção na região inguinal e secreção peniana, edema, eritema, odor fétido, presença de fimose.
Tratamento: melhorar higiene, corticoide tópico,
Balonopostites de repetição é indicação de circuncisão.
Rins e Vias Urinárias
VulvoVaginites
Problema ginecológico mais comum da infância e adolescência.
Se manifesta com corrimento vaginal, eritema, dor à palpação, prurido, podem ocorrer sangramentos e disúria. Recomenda-se realizar cultura vaginal. Citologia e vaginoscopia.
Teste rápido.
Causas mais comuns são higiene precária, infecção por Candida ou presença de corpo estranho.

VulvoVaginites Específicas - Ver tabela.

VulvoVaginites Inespecíficas
Pacientes com higiene perineal precária (maioria dos casos).
Corrimento acastanhado ou esverdeado, com odor fétido.
Relacionados a contaminação por coliformes fecais. Roupas, sabonetes e cosméticos irritantes também são causas. Relacionada a roupas justas, tecidos sintéticos e fraldas.
Resulta ocasionalmente em infecção crônica.
estimular higiene apropriada
Tratamento: adequar higiene, uso de roupas, verificar hábitos intestinais e vesicais.
Leucorréia e Sangramentos
Leucorréia fisiológica
Reflete as concentrações de estrógeno circulante.
É auto-limitado.
Límpido, branco, sem odor.

Corrimento patológico
Principal sintoma das vaginites e vulvovaginites.
Amarelo, marrom ou verde.

Causas Principais:
Exposição à esteroides sexuais exógenos;
Corpo estranho;
Cistite hemorrágica;
Hipotireoidismo;
Puberdade precoce;
Cisto de ovário;
Traumas;
Prolapso uretral;
Vulvovaginite;
Neoplasias.
Sinéquia de pequenos lábios x Hímen imperfurado
Comum em crianças menores de 6 anos.
Muitas vezes assintomática.
Lesões associadas à inflamações ou estado hipoestrogênico nas pré-adolescentes.
O acúmulo de urina na vagina e as vulvovaginites recorrentes formam meio favorável para infecções.
Tratamento com aplicação tópica de creme (1 semana) + Limpeza do local e uso de óxido de zinco durante. Separação mecânica só se houver facilidade, sem risco de traumas.

Paciente apresenta amenorréia primária.
Acúmulo de secreções podem causar infecções.
As características sexuais secundárias femininas são normais.
É uma intervenção cirúrgica.
Deve-se investigar outros defeitos.
Sinéquia de pequenos lábios x Hímen Imperfurado
Referências Bibliogáficas
Obrigado.
Inspecção: meato uretral. Em relação ao rim, podem ser vistos abaulamentos apenas em casos de volumosos tumores, hidronefrose e rim policístico. É valido notar posição antálgica em caso de cólica nefrítica, com paciente inclinado para lado da dor. Também analisar paredes anterior do abdome(flancos) e posterior (região costovertebral).

Palpação: rins
Para palpar o rim – mão esquerda apoiada sob o ângulo costovertebral, com palpação da loja renal feita pela mao direita. Normalmente, rins não são palpáveis.


Invasão e multiplicação bacteriana em qualquer segmento do aparelho urinário, ocasionando uma bacteriuria sintomática ou assintomática. Essa infecção pode acometer o trato urinário inferior (cistites e uretrites) e o trato superior, como os rins e a pelve renal (pielonefrites).

Infecções do Trato Urinário - ITU
RECEM–NASCIDOS

Febre
Ma aceitação alimentar
Distensão abdominal
Irritabilidade, hipotonia
LACTENTES

Hiporexia, vomito, diarreia
Odor fétido na urina
Dor abdominal

CRIANÇAS MAIORES

Dor abdominal
Disuria, polaciúria, urgencia
Hematuria
Febre
Genitália ambígua
Crianças com discrepância entre genitália externa, gônadas e sexo cromossômico apresenta desordem do desenvolvimento sexual.
Avaliação na História Familiar
Exposição pré-natal a andrógenos
Virilização materna na gravidez
História familiar de mulheres inférteis ou com amenorreia, história de mortes inexplicáveis de crianças
Consanguínidade
Exame Físico
Cariótipo e testes laboratoriais
US (gônadas? Útero?)
Abordagem e Conduta com muita delicadeza: Aspectos sociais e psicológicos envolvidos. Abordar sobre escolha do sexo.
Base de Periódicos - Up to date
GRIFFIN, JE; WILSON, JD . Normal sexual differentiation.
HOUK, CP; LEVITSKY,LL. Evaluation of the infant with ambiguous genitalia.
HOUK, CP; LEVITSKY,LL. Management of the infant with ambiguous genitalia.
BIRO, FM. Normal puberty.
SAEBGER,P. Definition, etiology, and evaluation of precocious puberty.
CROWGLY, WF; PITTELOUD, N. Diagnosis and treatment of delayed puberty.
TEWS, M; SINGER,JI. Balanoposthitis in children: Clinical manifestations, diagnosis, and treatment.

Semiologia da Criança e do Adolescente/Maria Aparecida Martins. 2010
Pediatria Ambulatorial - 4 ed.
Semiologia Médica/Mario Lopez - 5 ed.
Imagens extraídas da internet.
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