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Temas em Psicologia Social

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Mário Martins

on 28 November 2018

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Temas em Psicologia Social
Prof. Mário Martins
1
Sobre a disciplina
Ementa
: Fundamentos epistemológicos, principais temas, correntes teóricas e autores da Psicologia Social na
América Latina e no Brasil.
Processos psicossociais de prevenção e promoção de saúde e cidadania. Constituição de referenciais de análise em contextos grupais e suas relações com a atual realidade brasileira.
Conteúdo programático
: A multiplicidade da Psicologia Social, Materialismo Histórico-Dialético, A emergência do paradigma Latino-Americano, A Psicologia Sócio-Histórica, Representações sociais, Identidade, Processos Grupais, Exclusão Social, Políticas Públicas, Prevenção e Promoção da Saúde.
Avaliação
NP1
NP2
Prova individual e sem consulta, com valor total de zero (0,0) a dez (10,0), peso oito (8) com 12 questões, 10 objetivas valendo 0,6 pontos cada 2 dissertativas valendo 2,0 pontos cada.
Análise crítica do filme/documentário "Um lugar ao sol" de Gabriel Mascaro valendo de 0 a 10 com peso 2.
Prova individual e sem consulta, com valor total de zero (0,0) a dez (10,0), peso oito (8) com 12 questões, 10 objetivas valendo 0,6 pontos cada 2 dissertativas valendo 2,0 pontos cada.
Levantamento bibliográfico, realização e entrega de trabalho escrito com apresentação e discussão, com valor de zero (0,0) a dez (10), peso 2.

Critérios de avaliação
Questões dissertativas
: Coesão e coerência do enunciado, utilização correta de termos (prevenir é diferente de mitigar ou dirimir), correspondência entre conteúdo expresso e conteúdo da aula, referência a palavras-chave das questões, capacidade de síntese.
Análise crítica
: Síntese do filme/documentário, definição do conceito de ideologia que será utilizado para a análise crítica, reflexões e críticas que associem o filme ao coto e conteúdos da aula.
Levantamento bibliográfico
: descrição dos procedimentos de seleção e organização do material, apresentação dos conteúdos do material, discussão com base nos conhecimentos produzidos durante a disciplina.
Bibliografia básica
Bock, A. M. B. Gonçalves, M. G. M. Furtado, O. (Orgs). Psicologia Sócio-Histórica: uma perspectiva crítica em psicologia. 5ª ed. São Paulo: Cortez, 2001.

Lane, S.; Codo, W (Orgs.). Psicologia Social: o homem em movimento. 13ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2006.

Sawaia, B. (Org.). As artimanhas da exclusão. 4ª ed. Petrópolis: Vozes, 2002.
Mas, afinal, o que é essa tal de Psicologia Social?
A multiplicidade da Psicologia Social
Profa. Dra. Mariana Prioli Cordeiro
"A Psicologia Social brasileira é uma área do conhecimento que apresenta inúmeras definições, abordagens teóricas e objetos de estudo. Alguns(mas) autores(as) a consideram uma subárea da Psicologia, outros(as) acreditam que ela é a interseção da Psicologia com a Sociologia. Há ainda aqueles(as) que afirmam que o adjetivo “social” não delimita uma subdivisão temática ou conceitual, mas enfatiza a importância do compromisso político que todo psicólogo deve ter. Uns(mas) baseiam-se nas leituras do Materialismo Histórico-Dialético para estruturar sua prática profissional, outros(as) preferem as leituras construcionistas ou ainda as da Teoria das Representações Sociais. Há psicólogos(as) sociais cognitivistas, behavioristas, psicanalistas, comunitários" (Cordeiro & Spink, 2014, p. 289).
A psicologia social é mais do que uma!
Na tese de Silvia Friedman (1992), orientada por Silvia Lane, a Psicologia Social utiliza conceitos como consciência, linguagem e representações sociais, e baseia-se em autores como Alexei Leontiev, Alexander Luria, Lev Vygostsky, Serge Moscovici, Mary Jane Spink, Denise Jodelet e na própria Silvia Lane. Seu método consiste em gravar e transcrever sessões terapêuticas realizadas em uma clínica de fonoaudiologia e submeter os dados produzidos durante essas sessões a uma Análise Gráfica do Discurso.
Nessa tese, a Psicologia Social é algo bastante diferente do que ela é na pesquisa de Aroldo Rodrigues e Eveline Assmar (2003) sobre comportamento normativo. Afinal, a Psicologia Social desenvolvida nessa pesquisa não estuda consciência nem discursos. Não se baseia na obra de autores russos nem de franceses. Não articula núcleos de pensamento nem unidades de significados. Não grava nem transcreve. Ela é uma Psicologia Social que tem como objeto os graus de justiça da punição de comportamentos infratores e, para analisá-los, usa estatísticas, questionários, escalas, tipologias de bases de poder, valores escalares, desvios-padrão, classificações, quadrados latinos, salas de aula e estudantes universitários dispostos a participar de pesquisas científicas.
Já na dissertação de mestrado de Vera Menegon (1998), a Psicologia Social não usa escalas nem faz análise gráfica do discurso; não fala de núcleos de pensamento nem de tipologias de bases de poder; não é “positivista” nem “sócio-histórica”. Mas enfoca o uso de repertórios interpretativos sobre menopausa em conversas do cotidiano e na literatura científica da área de saúde. É, portanto, uma Psicologia Social que acontece em bares, festas, salas de espera e bibliotecas; que envolve ondas de calor, mudanças repentinas de humor, medos, dúvidas, preconceitos, tratamentos hormonais, bancos virtuais de dados e diários de campo
A Psicologia Social da tese de doutorado de Belinda Mandelbaum (2004), por sua vez, não relata situações do cotidiano da pesquisadora, mas faz transcrições de entrevistas e sessões de atendimento clínico. Sua produção não acontece a qualquer hora, em qualquer lugar; mas em uma instituição pública de saúde, em horários agendados previamente, com clientes/pacientes escolhidos(as) por apresentar características especificadas em seu projeto de pesquisa. [...]. Em primeiro lugar, ela parte de um referencial teórico psicanalítico e, sendo assim, fala de Freud, de sofrimento psíquico, de traumas, de sintomas etc. Em segundo lugar, [...] realiza entrevistas e atendimentos clínicos com grupos e famílias de desempregados(as), buscando criar um espaço de “escuta” capaz de lidar com suas dores e histórias.
A Psicologia Social reflete a fragmentação da Psicologia como ciência. Mas o que faz com que esses estudos sejam aceitos com psicossociais? Não há nada em comum?
A psicologia social é menos do que muitas!
Até aqui, citamos alguns exemplos de diferentes versões da Psicologia Social brasileira. Mas, como dissemos anteriormente, dizer que há diferentes Psicologias Sociais não significa dizer que elas não estejam relacionadas, e sim que essa área do conhecimento é um objeto fractal, ou seja, é mais do que uma ao mesmo tempo em que é menos do que muitas.
Um dos modos de articular e (co)ordenar diferentes versões da Psicologia Social é abordar essa área do conhecimento como se houvesse apenas uma maneira de ela existir. Ou seja, é “caixanegrizá-la”, omitindo suas controvérsias, problematizações e condições de produção. Belinda Mandelbaum (2004), por exemplo, utiliza essa estratégia ao afirmar que a Psicologia Social é aquela que estabelece o hífen entre o individual e o coletivo.
Forma de coordenação
Compartimentalização
Toda vez que lidamos com singularidades em Psicologia Social, preocupamonos em estabelecer o hífen entre o individual e o coletivo, entre o singular e o plural, visando, como diz Adorno, integrar o homo oeconomicus […] e o homo psychologicus. […] é um aspecto essencial de qualquer estudo desenvolvido no campo da Psicologia Social [...] (Mandelbaum, 2004, pp. 189-190)
A ideia central da distribuição é que diferentes versões de um objeto podem coexistir “pacificamente” desde que não tentem ocupar o mesmo lugar no tempo e no espaço (Mol, 2002). Dizemos, por exemplo, que, nas escolas, a Psicologia Social busca evidenciar a estrutura concreta e simbólica dos conflitos escolares, além de viabilizar propostas de intervenção que permitam a participação de todos(as) os(as) interessados(as) (Alves & Silva, 2006). Que, nas instituições de saúde, a Psicologia Social visa compreender processos de saúde e doença e o funcionamento dos serviços (van Stralen, 2007). Enquanto que, nas comunidades, a Psicologia Social preocupa-se em desenvolver a consciência de seus(uas) moradores(as) como sujeitos históricos e comunitários (Neves & Bernardes, 1998/2007).
Distribuições
Adição
Assim como os objetos podem ser distribuídos, eles podem, também, ser recombinados para formar entidades compostas. Annemarie Mol (2002) chama esse modo de (co)ordenação de “adição”. Frequentemente, documentos oficiais e textos introdutórios definem a Psicologia Social somando uma série de práticas e objetos. A resolução 005/2003 do CFP, por exemplo, afirma que:
O psicólogo nesse campo desenvolve atividades em diferentes espaços institucionais e comunitários, no âmbito da Saúde, Educação, trabalho, lazer, meio ambiente, comunicação social, justiça, segurança e assistência social. Seu trabalho envolve proposições de políticas e ações relacionadas à comunidade em geral e aos movimentos sociais de grupos e ações relacionadas à comunidade em geral e aos movimentos sociais de grupos étnico-raciais, religiosos, de gênero, geracionais, de orientação sexual, de classes sociais e de outros segmentos socioculturais, com vistas à realização de projetos da área social e/ou definição de políticas públicas. Realiza estudo, pesquisa e supervisão sobre temas pertinentes à relação do indivíduo com a sociedade, com o intuito de promover a problematização e a construção de proposições que qualifiquem o trabalho e a formação no campo da Psicologia Social. (Resolução 05/03, artigo 3º, parágrafo 1º).
O objeto da psicologia social como uma tarefa coletiva
Metáforas
Dizer que disciplinas acadêmicas incluem-se mutuamente nos remete à discussão sobre “transdisciplinaridade” – sendo esta entendida não como a simples ação de conectar áreas afins, ou buscar enriquecer uma disciplina com contribuições oriundas de outras disciplinas; mas como a supressão de fronteiras entre diferentes ciências. Afinal, quando não mais buscamos traçar fronteiras, complexificamos a realidade. Permitimos
que um método, uma teoria ou um objeto de estudo estabeleça diferentes relações, pertença a diferentes campos disciplinares, seja “topologicamente” múltiplo.
Considerações finais
Textos para a próxima aula...
Bock, A. M. et al. Silvia Lane e o projeto do compromisso social da Psicologia. Psicologia e Sociedade, 2007.

Minayo, M. C, S. Marxismo e algumas de suas correntes. In O desafio do conhecimento, LPM, 2010. p. 107-123.

Chauí, M. O que é ideologia. Coleção Primeiros passos. 2000.
Marxismo e Materialismo Histórico-Dialético
Ideologia...
A crise dos paradigmas da Psicologia Social na América Latina e no Brasil
A Psicologia Sócio-Historica
Identidade
Processos grupais
Desigualdade social
Psicologia Social e Saúde
A dificuldade em catalogar a obra de Marx
A perspectiva histórica
Marx X os marxistas
O Materialismo Histórico como reflexão teórica
O Materialismo Dialético como caminho metodológico
A marca da totalidade
O materialismo dialético
A dialética refere-se ao método de abordagem da realidade, reconhecendo-a como processo histórico em seu peculiar dinamismo, provisoriedade e transformação. A dialética é estratégia de apreensão e de compreensão da prática social empírica dos indivíduos em sociedade (nos grupos, classes e segmentos sociais), de realização da crítica das ideologias e das tentativas de articulação entre sujeito e objeto, ambos históricos
Elementos do materialismo dialético
O modo de produção
: estrutura global formada por estruturas regionais econômicas, jurídico-políticas e ideológicas na qual uma sempre domina as demais e cujo nível econômico é determinante;
A formação social
: movimento das forças produtivas e das relações sociais de produção, das classes sociais básicas e dos segmentos específicos em conflito, convergência e contradição, das formas de produção, circulação e consumo de bens, da população e dos movimentos populacionais, do Estado, e da sociedade civil, das formas de consciência dos diferentes grupos sociais, dos modos de vida.
Metáforas visuais
Dialética marxista
Dialética Hegeliana
Dialética Aristotélica
A dialética marxista
Teses da dialética marxista:
1. Especificidade histórica
2. Totalidade da existência humana
3. União dos contrários

Especificidade histórica
"Nada existe totalmente dado, eterno, fixo e absoluto. Portanto, não há nem idéias, nem instituições e nem categorias estáticas".
Totalidade da existência humana
"O princípio da totalidade pode ser evocado para análises macrossociais, como instrumento interpretativo dos contextos específicos, para identificação dos padrões de invariância das transformações concomitantes, para compreensão das diferenças em uma unidade de estudo peculiar"
União dos contrários
Todas as coisas são causas e causadoras: fenômenos e leis, singular e universal, imaginação e razão, base material e consciência, entre objetivo e subjetivo, indução e dedução...
2
Marx X marxistas
A crítica de Sartre
Muitos marxistas, na sua atividade intelectual, transformaram o processo de conhecimento em mera procura de fatos e situações empíricas capazes de provar as verdades contidas nos esquemas abstratos de determinações gerais. Portanto a aplicação do método dialético não depende apenas de conhecimento técnico, mas de uma postura intelectual e de uma visão social da realidade
O singular e o universal
"O particular e o singular não existem a não ser por sua participação no universal [...], acrescentando que o geral e o universal só se realizam nas totalidades parciais. O concreto aparece como um ponto de chegada e como um ponto de partida, mediado por teorias e métodos que conduzem a sua compreensão, tornando-se "concreto pensado" em Marx [...]. Por tanto, é nas determinações particulares que o método vai buscar o nexo explicativo das totalidades concretas, de tal forma que o real, como um dado imediato, reaparece mediatizado pela teoria.
Leis e fenômenos
Em relação ao mundo das leis, o mundo dos fenômenos representa o todo, a totalidade, porque contém a lei e além disso a própria forma que a move. O fenômeno indica a essência e a esconde; e sem a compreensão do fenômeno em suas manifestações, a essência seria inatingível.
Base material e consciência
Embora o pensamento marxista defenda a tese de que as bases econômicas sejam determinantes nas transformações sociais, também faz parte de sua melhor tradição a idéia da influência mútua entre as instâncias que conformam a realidade.
Teoria e Prática
Existe uma integração entre esses dois termos. É na práxis que o marxismo reconhece a possibilidade de emancipação subjetiva e objetiva do ser humano e a destruição da opressão enquanto estrutura e transformação da consciência. Ou seja, as transformações das idéias sobre a realidade e a transformação da realidade, no pensamento dialético, caminham juntas.
Imaginação e razão
As concepções teóricas da dialética marxista superam duas idéias opostas, mostrando o seu imbricamento na construção do conhecimento: a da supremacia da razão própria do positivismo e a da supremacia das emoções e do senso comum, advinda da fenomenologia.
O papel do Estado
O Estado é uma forma ampliada de socialização das condições gerais de produção uma vez que realiza:
a) a regulação social que atenua os efeitos das desigualdades, da exclusão e da mutilação capitalista em relação às classes trabalhadoras;
b) a seleção, a dissociação e a segregação dos recursos públicos destinados aos meios de consumo coletivo para a reprodução da força de trabalho;
c) os anseios provenientes da ação humana organizada e do papel do sujeito histórico na construção social.
Implicações para a Psicologia Social Brasileira
[E]m vez de "relações interpessoais e influências sociais" , como propunha a psicologia social tradicional, [o objeto da psicologia] seria o homem como ser histórico, a dialética entre indivíduo e sociedade, o movimento de transformação da realidade. O objetivo é compreender o indivíduo em relação dialética com a sociedade; a constituição histórica e social do indivíduo e os elementos que explicam os processos de consciência e alienação; e as possibilidades de ação do indivíduo frente às determinações sociais.

O método materialista histórico e dialético tem recursos para se compreender o homem dentro da totalidade histórica, a partir das categorias da dialética (totalidade, contradição, empírico-abstrato-concreto, mediação). Além disso, esse método considera que sujeito e objeto estão em relação dialética, portanto não há neutralidade no conhecimento, há sempre uma intenção do sujeito sobre o objeto. Essa intenção é histórica e deve ser considerada.

Em outras palavras, o materialismo histórico e dialético permite trabalhar com a historicidade dos fenômenos e, por isso, contrapõe-se à sua naturalização.
Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Ah! Eu nem acredito

Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do Grand Monde
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos, estão no poder
Ideologia! Eu quero uma pra viver
Ideologia! Eu quero uma pra viver

O meu prazer, agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber
Quem eu sou
Ah! Saber quem eu sou
Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro!
A ideologia na Psicologia Social
O conceito e a teoria da ideologia se fizeram mais presentes na psicologia social a partir da década de 1970, quando muitos autores, principalmente da Europa e da America Latina, começaram a incorporar o tema em seus estudos e pesquisas.
Moscovici
"O objeto central e exclusivo da Psicologia Social deve ser o estudo de tudo o que se refere à ideologia e à comunicação do ponto de vista de sua estrutura, sua gênese e sua função"
Significados
1. Ideologia como +
2. Ideologia como -
3. Ideologia como concretude
4. Ideologia como prática
Ideologia como algo positivo (neutro)
"Conjunto de valores, ideias, ideais, filosofias de uma pessoa ou grupo. Nesse sentido, todas as pessoas ou grupos sociais, possuem sua ideologia, pois é impossível alguém não ter suas próprias ideias, ideais ou valores próprios".
Ideologia como algo negativo
Ideias distorcidas, enganadoras, mistificadoras, seriam as meias -mentiras, algo que ajuda a obscurecer realidade e enganar as pessoas.
Ideologia como algo concreto
O grupo ou espaço físico/institucional onde as ideias se concretizam: a escola, a família, as igrejas, e a classe dominante.
Ideologia como uma prática
Na sua dimensão dinâmica, porém, a ideologia é vista como uma determinada prática, um modo de agir, uma maneira de se criar, produzir ou manter determinadas relações sociais. A função da ideologia seria também a produção, reprodução e transformação das experiências vistais na construção de subjetividades.
Juntando os significados
Positiva
Prática
Concreta
Negativa
E o que fazer com essas definições?
Reconhecer a polissemia
Escolher o melhor enfoque para uma pesquisa
A sugestão do autor:
É nosso entendimento por exemplo, que tomar ideologia no sentido negativo é bem mais interessante que simplesmente empregá-lo como sendo um conjunto de ideias. Ideais, cosmovisão, todos nós temos, e não há como ser diferente. O importante, porém, é saber se essas ideias são falsas, enganadoras, se elas podem trazer prejuízos aos nossos colegas.
Assim, um fenômeno ideológico só é ideológico se ele serve, em circunstâncias específicas, para estabelecer e sustentar relações de dominação. Isso quer dizer que os fenômenos não são ideológicos em si mesmos; não se pode retirar o caráter ideológico dos próprios fenômenos como tais, mas somente quando os situamos em contextos sócio-históricos onde eles passam a estabelecer e sustentar relações de dominação.
Exemplos
A competição do mercado internacional e a globalização são fundamentais para promover o desenvolvimento de todas as nações.

Deus ajuda quem cedo madruga.

Rico é quem poupa.
Proposta de ideologia de Marilena Chauí
Positiva: Ideário
Negativa: Ideologia
A ideologia é o processo pelo qual as idéias da classe dominante tornam-se idéias de todas as classes sociais e, logo, tornam-se idéias dominantes.
Conceito
Efeitos
Só são válidas as idéias das classes dominantes;
Embora dividida em classes, os membros da sociedade não percebem isso.
Distribuição das ideias dominantes de forma massiva.
A relação entre realidade e ideologia
Leituras próximas
Lima, R. S. História da Psicologia Social no Rio de Janeiro: dois importantes personagens. Fractal. Revista de Psicologia.
Bock, A. Ferreira, M. R. Gonçalves, M. G. M., Furtado, O. Silvia Lane e o projeto do "compromisso social da psicologia". Psicologia e Sociedade v. 19. 2007.
A psicologia social de meados da década de 1960 e início da década de 1970 conheceu, segundo alguns autores, o que se denominou "crise". Nas décadas seguintes, as discordâncias teóricas e metodológicas presentes neste campo evidenciaram não apenas posições antagônicas em relação a temas importantes no campo da psicologia social, como também deram visibilidade a alguns autores que representavam estas rivalidades.
Será que existe uma identidade da Psicologia Social na América Latina e no Brasil? Se tem, que identidade é essa? Ou será que temos de construí-la?
Se existe uma característica comum para definir a América Latina do ponto de vista cultural e social, esta é a da pluralidade. Pluralidade pode ser reconhecida em diversos níveis: diferenças entre povos, etnias, grupos sociais e manifestações culturais, definidas em muitos casos pela expressão "mescla" ou "mestiçagem"; e diferenças entre os processos que caracterizam cada realidade nacional
Entrar no mundo da "civilização" e das Luzes implica para o intelectual latino-americano e recusa de sua autonomia cultural, a renúncia ao sujeito complexo que dá forma à identidade latino-americana, sujeito marcado pela pluralidade, sujeito "mestiço", em favor de um sujeito abstrato, artificialmente construído pela lei do trabalho e da adaptação a um determinado sistema político e social.
Dante Moreira Leite e a Ideologia do Caráter Nacional Brasileiro
"Manipula traços psicológicos na construção de teorias e conceitos que ao definir características coletivas do "brasileiro" refletem, na verdade, os interesses do poder encoberto pelo manto do discurso científico: sendo assim, tal ideologia não representa 'uma autêntica tomada de consciência de um povo, mas apenas um obstáculo no processo pela qual uma nação surge entre outras, ou pela qual um povo livre surge na história"
Efeitos do embate
Identidade fixa
X
Sintagma
Identidade-Metamorfose-Emancipação
Implicações éticas de uma Psicologia Latino-Americana
A contradição humana de ser ou não-ser

E a resposta está na concepção de ser humano que adotamos: podemos ser meras criaturas à mercê de forças superiores, ou então podemos nos tornar sujeitos da História de nossa sociedade, ou seja, capazes de decidirmos sobre quais os valores éticos que irão orientar nossas ações e interações.
A Psicologia Social e o social da Psicologia: um movimento
Maritza Montero
Venezuela
Psicologia Comunitária
Familiarização e Intervenção
Uma psicologia comprometida com as necessidades das comunidades
Ignácio Martin-Baró
Da espanha a El Salvador
A Psicologia deveria partir da história e da demanda dos povos latinoamericanos.
A morte pelos ideais e intervenção política.
Comparação de perspectivas: Profa. Dra. Mariana Prioli Cordeiro.
3
4
5

Massimi, M. Matrizes de pensamento em psicologia social na América Latina: história e perspectivas. In: Campos, R. H. F.; Guareschi, P. Paradigmas em Psicologia Social: a perspectiva latino-americana. Vozes, 2014.
Lane, S. M. T. A psicologia social na América Latina: por uma ética do conhecimento. In: Campos, R. H. F.; Guareschi, P. Paradigmas em Psicologia Social: a perspectiva latino-americana. Vozes, 2014.
Leituras próximas
Lane, S. M. T. A Psicologia Social e uma nova concepção do Homem para a Psicologia. In: Lane: Psicologia Social: O homem Movimento, p. 10-19. 2004.
A crítica à Psicologia Social Americana
A Psicologia foi marcada por sua postura "positivista", "porque se constituiu como sistema baseado no observável; racionalista, pela ênfase na razão como possibilidade de desvendar as leis naturais; mecanicista, porque se pautou na idéia do funcionamento regular do mundo, guiado por leis que poderiam ser conhecidas; associacionista, porque se baseou na concepção de que as idéias se organizam na mente de forma a permitir associações que resultam em conhecimento; atomista, pela certeza de que o todo é sempre o resultado da organização de partes; e determinista, porque pensou o mundo como um conjunto de fenômenos que são sempre causados e que essa relação de causa-efeito pode ser descoberta pela razão humana.
Qual a alternativa para entender o fenômeno psicológico?
X
"A questão e está em que, em qualquer dos lados do pêndulo, a compreensão do fenômeno psicológico é incompleta, pois fica sempre faltando o outro lado. Esses aspectos não podem mais ser vistos como oposição um ao outro. Esses elementos são a contradição presente do fenômeno psicológico; enquanto não assumirmos esse movimento existente no interior do próprio fenômeno, não avançaremos na sua compreensão".
Como fazer? Passo 1. Abandonar a visão abstrata do fenômeno psicológico
Reconhecimento do movimento liberal na sociedade;
Os efeitos do liberalismo: a noção de vida privada e individualização.
O nascimento de uma ciência psicológica desligada da realidade da vida e focada na manutenção dos processos de individualização;
O fenômeno psicológico, seja qual for sua conceituação, aparece descolado da realidade na qual o indivíduo se insere e, mais ainda, descolado do próprio indivíduo que o abriga. Esta é a noção: algo que se abriga em nosso corpo, do qual não temos muito controle; visto como algo que em determinados momentos de crise nos domina sem que tenhamos qualquer possibilidade de controlá-lo; algo que inclui "segredos" que nem mesmo nós sabemos; algo enclausurado em nós que é ou contém um verdadeiro eu.
Como fazer? Passo 1. Abandonar a visão abstrata do fenômeno psicológico
Proposição da Psicologia Sócio-Histórica:
não pertence à Natureza Humana;
não é preexistente ao homem;
reflete a condição social, econômica e cultural em que vivem as pessoas
6
"As perspectivas anteriores fazem uma Psicologia descolada da realidade social e cultural, que é constitutiva do fenômeno psicológico. E essa é uma questão importante, porque é a partir dessa "descolagem que se constitui o processo ideológico da Psicologia. Passamos a contribuir significativamente para ocultar os aspectos sociais do processo de construção do fenômeno psicológico em cada um de nós. Fazemos ideologia."
A ideologia é, assim, uma representação ilusória que fazemos do real. O ilusório da ideologia está em que parte da realidade fica ocultada nas constituições ideais. Na Psicologia, ao construir as noções e teorizações sobre o fenômeno psicológico, temos ocultado sua produção social. As consequências disso são danosas do ponto de vista das possibilidades de a psicologia contribuir para a denúncia e a transformação das condições de vida constitutivas do fenômeno.
O Barão de Münchhausen
"Uma outra vez quis saltar um brejo mas, quando me encontrava a meio caminho, percebi que era maior do que imaginara antesPuxei as rédeas no meio de meu salto, e retornei à margem que acabara de deixar, para tomar mais impulso. Outra vez me saí mal e afundei no brejo até o pescoço. Eu certamente teria perecido se, pela força do meu próprio braço, não tivesse puxado pelo meu próprio cabelo preso em rabicho, a mim e a meu cavalo que segurava fortemente entre os joelhos."
Efeito Münchhausen na Psicologia
Assim, há anos Psicologia tem contribuído para responsabilizar os sujeitos por seus sucessos e fracassos;
temos defendido que as condições de vida são o canteiro apropriado ou não para o desabrochar das potencialidades; temos acreditado que pessoas podem ser classificadas e diferenciadas por suas características e dinâmicas psicológicas; temos criado (ou contribuído para reforçar) padrões de conduta que interessa à sociedade manter, como necessários ao "bom desenvolvimento das pessoas"

O diferente torna-se anormal.
Os sujeitos estão
POSICIONADOS.
A teoria também
deve estar.
Como fazer? Passo 2. Romper com as tradições
A tradição sociológica: o social como natural e, portanto, não passível de intervenção.
A problematização do anormal.
A importância das diferenças
Passo 3. Rompendo com a neutralidade
É preciso compreender que estamos contribuindo para a construção de projetos de vida, direcionados para finalidades que interessem ao sujeito. Escamotear esse direcionamento do trabalho é ocultar a influência que temos. Não assumir a influência é camuflar a finalidade do trabalho, que fica então fora de questão de debate e de crítica.
Síntese dos pressupostos
Concepção materialista;
Concepção dialética;
Concepção histórica
Objetivos da Psicologia Sócio-Histórica
Examinar os objetos, buscando entendê-los na sua totalidade concreta na qual as partes estão em interação, permitindo que o fenômeno se constitua como tal;
Acompanhar o movimento e a transofrmação contínua dos fenômenos;
Entender que a mudança dos fenômenos é qualitativa e se dá por acúmulo de elementos quantitativos que se convertem em qualidade, alterando o fenômeno;
Entender o movimento de transformação das coisas que se dão em seu interior, como contradição.
Como estudar os objetos da Psicologia por uma matriz sócio-histórica?
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