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CONCEPÇÃO ESTÉTICA DO PROJETO PAISAGÍSTICO

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ariane chiaranda

on 24 October 2011

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Transcript of CONCEPÇÃO ESTÉTICA DO PROJETO PAISAGÍSTICO

Usa-se a variedade para criar interesse e para auxiliar movimento e destaque. Variedade evita monotonia, mas quando exagerada pode tornar-se confusão.

Originalidade é usada para produzir novos efeitos com elementos ainda nãao empregados dentro do local, sejam eles plantas ou outros.

Procura-se empregar a dosagem correta destes aspectos, naão temendo a repetiçãao, a qual pode ser muito importante no processo de conseguir a unidade da composiçãao. É preferiível uma composiçaão simples com poucos elementos seguramente posicionados a uma feita com excessos, numa tentativa de impressionar pela quantidade ou variedade.

Composiçoões de destaque, efeitos de repouso ou agitaçaão, ilusõoes com distâncias podem, entãao, ser obtidas pelo uso das cores, texturas, linhas e demais princiípios. Eles atuarãao, como jáa foi dito, de forma a intensificar o efeito uns dos outros, mais do que simplesmente pela soma dos mesmos. O resultado final desejado é UNIDADE, ou seja, a sensaçãao de que todas os elementos pertencem ao mesmo conjunto.
Os destaques sãao conseguidos a partir da existência de um fundo diferenciado, que permita niítida visualizaçaão do elemento principal.

A noçãao de fundo seráa melhor compreendida a partir da idéia de contraste. Compor um jardim nãao é um exercíicio de mera colocaçaão de elementos naturais e arquitetônicos em um determinado espaço, respondendo questõoes racionalistas, ou seja, sem levar em consideraçãao as emoçõoes.

É, acima de tudo, a organizaçaão de um espaço onde se procura explorar as reaçõoes das pessoas por meio dos sentidos (visãao, audiçãao, tato, olfato, paladar).

É preciso muita imaginaçao, a principio, para posteriormente se conciliar com a técnica.

Nesse contexto, a leitura que se faz de um jardim, envolve duas caracteriísticas: uma leitura racional e uma leitura emocional. Isso implica dizer que razaão e emoçãao estãao intimamente ligadas no processo de criaçãao de um jardim. Um jardim, assim como uma pintura em tela ou uma fotografia, é uma forma de linguagem. Para que o jardim exprima algo emotivo ao observador, é necessáario que os elementos nele utilizados, por suas linhas, formas, texturas, cores, movimentos, sons e odores, também proporcionem reaçõoes emocionais que estejam intimamente relacionada com a mensagem desejada.

Sabe-se que o ser humano se relaciona com o mundo através dos seus sentidos. Os oórgaãos dos sentidos saão os canais que ligam os seres vivos ao ambiente em que vivem. Particularmente para o homem, saão as sensações sonoras, luminosas, olfativas, gustativas e taáteis que lhe trazem as informaçoões sobre o mundo. E é através dos olhos que se recebe a maior quantidade de informaçõoes. Portanto, a reaçaão que a pessoa tem em relaçaão a uma determinada paisagem vai depender, a princíipio, dos estíimulos visuais que se apresentam diante dos seus olhos. Essa reaçaão dependeraá da visãao, mais ou menos perfeita, que se tem da paisagem. Porém, com a ilusao de otica, existe a possibilidade daquilo que o paisagista deseja comunicar ser interpretado de uma outra maneira.

Ao elaborar um projeto paisagiístico, a pessoa, dispondo de elementos naturais (plantas, rochas, áagua, etc.) e arquitetônicos (caminhos, bancos, pérgulas, quiosques, piscinas, churrasqueiras, etc.) no cenáario natural jáa existente, estaá estabelecendo com os espectadores da paisagem um processo de comunicaçãao.

Para trabalhar os sentimentos (matéria prima do paisagista), ou seja, para estabelecer o processo de comunicaçãao, o paisagista lança mãao de alguns elementos de comunicaçaão (linha, forma, textura, cor, movimento, som), bem como dos princíipios de estética.

O que se espera do paisagista é que passe aos seus jardins sentimentos bons de alegria, tranqüilidade, dinamismo, relaxamento, paz, entre outros. O jardim ordenado, nos espaços urbanos atuais, é um convite ao convíivio, à recuperaçãao do tempo real da natureza das coisas, em oposiçãao à velocidade ilusoória das regras da sociedade de consumo.

Como as demais artes, o jardim pode e deve ser um meio de conscientizaçãao de uma existência, na medida verdadeira do ser humano, do que significa estar vivo. No entanto, ele pode dar um testemunho da coexistência paciífica das vaárias espécies, do lugar de respeito pela natureza e pelo proóximo, bem como pelo diferente, pelo que estáa à margem do sistema. Em suma, o jardim é um instrumento de prazer e um meio de educaçaão.

Portanto, a missao social do paisagista tem esse lado pedagogico de fazer comunicar às pessoas o sentimento de apreço e compreensao dos valores da natureza através do contato com as paisagens construidas. Sao caracteristicas pertinentes ao objeto – inclusive às plantas – que influenciam, definem os efeitos, ou representam as bases para a propria elaboraçao da composiçao.

Determinada planta, revestimento ou acessorio é escolhido com base em sua forma, cor ou textura ou, ainda, todos estes simultaneamente.

Sao propriedades pouco alteraveis, mas podem ganhar variedade com diferenças de distância do observador, iluminaçao, sombras e contrastes.

É extremamente importante o paisagista conhecer esses elementos e saber como aplica-los na composiçao paisagistica. Nos jardins atuais, tem-se a difíicil tarefa de resgate da natureza, sobretudo nas áareas urbanas, onde residem cerca de dois terços da populaçãao mundial.

Neste sentido, háa necessidade de se criar paisagens, onde se possa respirar, entrar em contato com a natureza, ter a oportunidade de poder meditar, contemplar uma flor ou uma forma de planta em lugar sossegado, proporcionar à populaçaão o prazer de desfrutar despreocupadamente o esporte e o lazer ao ar livre.

linha PRINCÍIPIOS DE COMPOSIÇAO CONCEPÇAO ESTÉTICA DO PROJETO PAISAGISTICO O tridimensionalismo, a temporalidade, a dinâmica dos seres vivos devem ser levados em conta na composiçao.

Até mesmo as caracteristicas dos elementos de comunicaçao visual têm, no jardim, sua maneira propria de participar. A cor, na natureza, nao pode ter o mesmo sentido da cor, na pintura. Ela depende da luz do sol, das nuvens, da chuva, das horas do dia, do luar e de todos os demais fatores ambientais. Eis porque se pode considerar o jardim como manifestaçao de arte com suas proprias caracteristicas, dotada de personalidade propria. APLICAÇAO DA COMPOSIÇAO NO PAISAGISMO EXIGE UMA ADAPTAÇAO EM RELAÇAO À ARTE DA PINTURA. o diferencial do paisagismo estáa na matéria prima constituída dos recursos naturais e arquitetônicos e, sobretudo, pelos SENTIMENTOS
Fazer jardins consiste em conjugar um traçado de inspiraçao do artista com a dotaçao e os caprichos dos recursos naturais e arquitetônicos.

Ao imaginar um jardim, o paisagista modifica a natureza, corrige-a, transforma-a. Concilia sua arte com a fertilidade do solo, com o ciclo das estaçoes, com o regime das chuvas, a data das semeaduras, os ritmos de crescimento e de floraçao, enfim, com os diferentes fatores da ecologia. Tais sentimentos serãao repassados aos usuáarios dos jardins por meio de elementos vivos e inertes que constituiraão a composiçaão paisagiística.

Nao se trata de compor arranjos para imitar a natureza. É necessaário ressaltar que nãao existe arte em uma simples imitaçaão da natureza. Desta, tiram-se liçoões de como os elementos se interagem e fazem associaçõoes perfeitas.

Mesmo que haja tendência para o estilo naturista ou paisagista (informal), o mesmo requer composiçoões que, em algum momento, se distanciaraão da mera cóopia da natureza. E é nesse aspecto que se encontra o diferencial entre uma paisagem natural e uma, paisagem-arte (jardim).

Além do DINAMISMO de seu objeto de trabalho, o paisagismo é uma arte que alerta todos os nossos sentidos, ou seja, os jardins possuem cores, formas, sons, aromas os mais variados, entre outras sensaçoes despertadas naqueles que dele usufruem. do som (muúsica e canto);
do movimento e açaão (dança e dramatizaçaão);
da palavra - falada (oratoória, declamaçaão) e escrita (retóorica, poesia, prosa);
da pláastica (arquitetura, escultura, pintura). Um dos mais famosos paisagistas brasileiros, Roberto Burle Marx, buscava inspiraçaão para seus jardins, observando a próopria natureza. Vivendo em um paíis de dimensoões continentais e com grande riqueza de recursos naturais, saíia em busca deles para tirar o melhor partido possíivel.

Neste sentido, a partir da riquiíssima flora brasileira, de sua infinita variedade, introduziu nos seus jardins espécies nativas, resultado de estudos e observaçõoes constantes das associaçõoes ecolóogicas na paisagem natural. Criou um estilo próoprio, inspirado na personalidade dos diversos biomas existentes no paiís (Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Floresta Amazônica, Campus sulinos, Mangues, etc.).

Ao explicar como criou esse novo estilo de jardim, Burle Marx relata que decidiu usar a topografia natural como uma superfiície para a composiçãao e os elementos da natureza encontrada (minerais e vegetais), como materiais de organizaçaão plaástica, tanto e quanto qualquer outro artista procura fazer sua composiçãao com tela, tintas e pincéis.

O mesmo reconhece nãao haver diferenças estéticas entre seus quadros e os jardins projetados, pois mudam apenas os meios de expressaão. A resposta para essa questao esta em um dos principios fundamentais de composiçao paisagistica - a harmonia.

Para seu equilbrio psicologico, o ser humano precisa de calma, paz e harmonia. É a integridade e a harmonia que regem o universo do ser humano. O organismo humano é um sistema integrado que procura receber as informaçes do mundo ordenadas e, da mesma forma, sistematicas.

A necessidade da coerência é inerente ao ser humano. No jardim, as pessoas sao motivadas por algum elemento que lhes diga respeito, que lhes interesse. Anseiam por harmonia e selecionam os aspectos do meio aos quais vai reagir.

Se determinado estimulo que se encontra nos elementos do jardim faz sentido ao ser humano, lhe agrada, ele passara a freqüentar tal ambiente com bastante freqüência, pois lhe proporciona bem estar. De uma ou de outra forma, o ser humano aprendeu a ver algumas coisas como harmoniosas e outras nao, pelo prazer ou desprazer que sente. A tendência é descartar o que é desagradavel. Afinal, o que as pessoas esperam encontrar em um jardim? elementos de comunicaçao no jardim
(elementos estéticos) forma textura cor A linha é o elemento mais simples e mais primitivo no processo de comunicaçao visual, estando presente em quase todos os componentes da paisagem. Nela, a linha pode ser percebida através de uma fileira de áarvore em uma alameda, no contorno das serras e montanhas, na superfiície de um lago, etc.

De maneira simplificada, pode-se dizer que, na natureza, a linha é o desenho dos contornos dos objetos que estãao no jardim (áarvores, bancos, pérgulas, rochas,etc.), de suas linhas internas ou a disposiçãao de grandes planos, como a superfiície de lagos ou edificaçoões.

As linhas podem ser definidas aos nossos olhos pelo limite entre componentes visuais diferentes no jardim. Nesse sentido, pode-se afirmar que, na natureza, as linhas nãao existem, saão produtos de nossa racionalizaçãao, sao limites de uma forma.

Lemos nas composiçoes paisagisticas suas "linhas", as quais provocam agrupamentos por semelhanças ou isolamento por contrastes.
Essas linhas transmitem ao observador da paisagem diferentes sensaçoes. Diferentes tipos de linhas oferecem impressoes diversas, que podem ser exploradas com a finalidade de conferir significado ao jardim. Certas sensaçoes que temos em locais que freqüentamos (inclusive os jardins) podem estar relacionadas de forma imperceptivel com a idéia de linhas.

A horizontalidade transmite sensaçoes de segurança, evoca o chao onde pisamos. Sao linhas passivas, calmas. Sua direçao normal é da esquerda para a direita. Também pode evocar descanso, sono, dependendo de quem a percebe.

Ja a verticalidade inspira estabilidade. Sua direçao, normalmente, é ascendente. Evoca vida, espiritualidade, magnificência. Todas as outras linhas carregam maior dinamismo visual e sao menos estaveis.

Resumidamente, as sensaçoes transmitidas pelas linhas sao as seguintes:
HORIZONTAL - calma, paz, descanso;
VERTICAL - ascenso, grandiosidade, permanência, estabilidade, força;
CURVAS - graça, movimento e dinamismo.

No planejamento paisagistico, o estudo das linhas serve para se fazer a divisao dos espaços, de acordo com as funçoes de cada ambiente que se deseja introduzir no jardim. A linha pode constituir-se dos limites de uma forma, e esta, pode ser definida, de maneira simplificada, como sendo a superfiície ou volume formado pelos elementos visuais. Ao se fechar, a linha estabelece as mais variadas formas e cada forma com um sentimento diferente.

Tais formas encontram-se tanto nos elementos naturais quanto nos elementos construíidos que se encontram na composiçaão paisagíistica.

A leitura das formas depende de seu tamanho, ou seja, do tamanho do objeto que compoe o jardim. Normalmente, formas grandes sao mais pesadas.

Por outro lado, a posiçao que as formas ocupam no espaço visual também influencia muito seu peso visual. Assim, um elemento colocado na posiçao central do jardim insinua a conotaçao de que os demais elementos estao girando em sua volta.
Portanto, cuidado com a distribuiçao dos elementos no jardim!!!!! Por exemplo, o lado direito da composiçao deve ser bem estudado, pois dependendo do elemento ai colocado, e por ser area de finalizaçao da composiçao, esta pode adquirir aspecto muito estatico, tirando o interesse dos demais elementos.

Outro exemplo a ser citado seria em relaçao à posiçao simétrica, isto é, à distribuiçao de elementos com pesos iguais em cada lado da composiçao. A simetria tende também a deixar a composiçao com menor dinâmica.

Cada forma apresentada no jardim tem um valor intrinseco que pode lhe aumentar o peso visual, como, por exemplo, formas humanas e animais, simbolos como cruzes, setas, coraçes, etc., ou formas com as quais tenhamos alguma afinidade, ou mesmo repulsa.
Textura é o elemento que nos dáa a impressãao visual de uma superfíicie ao tato. Observando-se as folhas das plantas que se encontram no jardim, pode-se dizer, sem tocáa-las, se as mesmas têm superfíicies lisa ou grossa. E assim é com os demais elementos dos jardins.

Através da textura temos sensaçõoes sem que seja preciso tocar nos objetos. Essa sensaçãao ocorre porque, nos objetos, existe uma agregaçãao indiferenciada de linhas, formas e, ou, cores, formando variaçõoes em suas superfíicies.

Quando as formas sãao repetidas, cria-se uma textura, a qual pode variar muito dependendo do tamanho (escala) e da cor das formas repetidas.

A textura pode ser entendida como um padrao, ou trama, composta pela repetiçao de elementos visuais.

A textura fina provém de um agrupamento de pontos semelhantes, enquanto as do tipo média e grossa correspondem ao agrupamento de circulos pequenos e grandes, respectivamente.
Nos jardins, a textura pode ser encontrada nos gramados, nas copas de arvores, na folhagem dos arbustos, na casca de troncos, nos muros, na pavimentaçao, em corpos d'agua, entre outros componentes da paisagem.

Particularmente, as plantas ornamentais oferecem uma variedade de texturas que, se bem planejadas, oferecerem otimos efeitos visuais. Assim, o paisagista pode tirar partido de uma série de texturas encontradas na conformaçao da copa das arvores, nas ranhuras dos troncos, nos pisos gramados, nas plantas de forraçao e até mesmo nas formas pontiagudas das bromélias. Textura na paisagem. A variedade de linhas e formas encontradas nas plantas, indicando texturas, contribuem para expressar a paisagem. É bom lembrar que a distância do observador pode influenciar na textura no que concerne à nitidez com que as partes do objeto saão percebidas:
Quanto maior for a distância do observador, menor será o tamanho das partes percebidas do objeto.

Portanto, o paisagista pode tomar partido deste fator e criar efeitos de distâncias em um jardim pequeno, posicionando texturas finas ao fundo da composiçãao e texturas grossas mais à frente, ou seja, plantas de folhas pequenas ao fundo e plantas de folhas grandes à frente.

Invertendo-se esta ordem, a impressãao seraá contráaria, isto é, de proximidade.

Através das texturas, é possiível passar aos freqüentadores do jardim sensaçoões agradáaveis. É o caso das texturas finas que têm a propriedade de causar a impressãao de descanso, pelo relaxamento visual que proporcionam. Mas, muito cuidado ao trabalhar com texturas, pois as lustrosas, brilhantes, saão mais pesadas, têm maior peso na composiçaão que texturas opacas. Assim como as agressivas, encontradas nos espinhos dos cactos, têm maior peso que texturas delicadas, além de trazerem um valor intriínseco, o de machucar.

Recomenda-se, também, o uso de texturas, quando se deseja destacar algum elemento especíifico, como uma escultura ou mesmo outra planta de caracteríisticas peculiares. Para o trabalho de combinaçaão de cores, um esquema que permite combinaçõoes agradáaveis aos olhos é justamente o espectro cromáatico ou o arco-íiris.

Cores proóximas no espectro parecem harmônicas. Entretanto, nem todas as cores possíiveis estaão registradas no espectro visível. Neste espectro as cores estãao posicionadas em funçaão de seu comprimento de onda. Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil e Violeta têm, nesta ordem, comprimentos de onda cada vez menores.

Haá, porém, cores que naão representam apenas um úunico comprimento de onda e, por este motivo, nãao aparecem neste esquema. É o caso do roxo, que seria composto pela mistura da luz (ou pigmento) de coloraçãao vermelha com a azul e que se harmoniza com ambas.

Outra observaçaão possíivel é a de que o vermelho e o violeta sãao facilmente harmonizáaveis e encontram-se afastados no espectro. Com esta úultima observaçaão pode surgir a idéia de um esquema circular para o estudo da harmonia de cores.

Para facilitar a visualizaçaão da composiçãao de cores e propriedades das mesmas existe o disco cromáatico que pode colaborar bastante na compreensaão de uma série de idéias: As cores primarias (vermelho, azul e amarelo) estao posicionadas equidistantemente no disco e diametralmente opostas às cores secundarias que lhes sao complementares (respectivamente verde, laranja e violeta).

O conceito de complementaridade é muito util no momento de se planejarem contrastes, pois sao as cores complementares entre si que resultam no maior contraste possivel quando justapostas.

Quanto à noçao de “cores quentes e frias”, nao ha muito que possa ser oferecido de explicaçoes para sua ocorrência. Pode-se dizer que existe uma associaçao psicologica com as cores apresentadas por objetos que emitem calor, como brasas, fogo e o Sol. Ha, de forma geral, impressoes associadas a cada grupo.

Resumidamente:
· CORES QUENTES (vermelho, laranja, amarelo) sao visualmente mais apelativas, transmitem impressao de agitaçao e dao idéia de proximidade.
· CORES FRIAS (azul, verde, violeta azulado) sao menos atrativas, transmitem impressao de repouso e afastamento.

O efeito das cores sobre o comportamento e sobre o organismo humano ja têm sido ha algum tempo estudado pelos que se dedicam à Cromoterapia. O poder de curar problemas psicologicos e fisicos, bem como a possibilidade de influenciar interaçoes sociais num determinado meio têm sido observados através dos tempos. Com o jogo de cores em um certo ambiente influências vao além do prazer estético. Entãao, qual o clima que se deseja criar no jardim?

A resposta estaá nas cores a serem utilizadas no projeto paisagiístico em funçãao das sensaçõoes que se deseja passar para os usuaários do jardim. Assim, um canteiro com flores de coloração forte, vibrante, iraá passar ao espectador uma sensaçaão de excitaçãao, alegria. Jáa o tom suave das flores de coloraçãao fria poderá deixar a sensaçaão de calma, tranqüilidade.

Portanto, no processo de comunicaçãao visual, como é um projeto de jardim, a cor tem uma funçãao bem definida e especíifica, devendo ajudar na clareza da mensagem a ser transmitida. A cor, às vezes, cria o clima desejado e fala por si soó, o que deve ser aproveitado pelo paisagista como instrumento técnico para passar sua mensagem.

Somente escolher, aleatoriamente, plantas com determinadas cores nãao garante que a composiçãao paisagíistica seja equilibrada e harmoniosa. Na hora de escolher a cor predominante no jardim, convém nãao esquecer algumas regras:

Tem sempre maior efeito uma massa de vegetaçãao com uma cor soó, do que a de uma mistura de cores;

É melhor formar maciços de cores uniformes, alternando eventualmente as cores dos maciços, que misturar todas as cores num bloco úunico;

Alguns contrastes sãao visualmente mais agradaáveis do que outros. Consegue-se melhor efeito combinando harmonicamente as cores. evoluçao dos elementos basicos de comunicaçao visual na composiçao paisagistica É reconhecido que a existência, ou naão, de variedade desses elementos visuais (linha, forma, textura, cor) possa ser um dos principais fatores da qualidade do recurso paisagíistico, desde que eles se harmonizem. Essa harmonizaçãao constitui a base fundamental do paisagismo. MOVIMENTO

O movimento no jardim pode ser buscado na adoçãao de objetos que se mexam na paisagem ou que fazem a paisagem se mexer, como a áagua (fontes, cascatas), o vento (folhas), animais (passaros, peixes) ou as próoprias pessoas que circulam no jardim.

Por outro lado, percebe-se movimento através das linhas e formas dos componentes distribuiídos no jardim. Linhas sinuosas às margens de uma represa insinuam movimento, além de serem mais suaves e graciosas.
SOM

Esse elemento é o mais difiícil de se trabalhar no projeto paisagíistico. Com ele valoriza-se bastante o projeto.

Pode ser obtido de forma natural (canto dos paássaros, sons do vento sobre os objetos, sons das áaguas em movimento), ou artificialmente como a introduçaão de muúsicas orquestradas que ajudarãao a complementar na transmissãao dos sentimentos, juntamente com os outros elementos da composiçãao paisagíistica. Foco, Elemento Dominante ou Centro de Interesse: Fundo: Contraste: Proporçao e escala: Equilibrio: Equilibrio simétrico ou estatico: Equilibrio assimétrico ou dinâmico: Harmonia Diz respeito à base sobre a qual a composiçãao ocorre ou se distribui no espaço, para a qual existem os seguintes recursos: Um mesmo elemento aparecendo em diferentes locais, seja objeto, planta, cor, textura forma ou outro.

É um poderoso auxiliar na construçaão da unidade da composiçaão. Pode contribuir para que porçõoes diferentes de um ambiente sejam percebidas como partes do mesmo todo. Repetiçao Repetiçaão ciíclica de um mesmo elemento ou composiçãao de espaço em espaço. Ritmo É a mudança gradativa, por exemplo:

· de pequeno porte para grande porte;
· de coloraçãao intensa para coloração suave;
· do vermelho vivo ao amarelo, passando pelo alaranjado;
· de textura fina para grossa passando pela média.

Pode ser também no sentido oposto (do amarelo ao vermelho, do grande ao pequeno, etc.). Sequência Variedade, Originalidade, Restriçãao:
Em obras de alguns paisagistas, arquitetos, engenheiros e artistas de vaários ramos podem ser encontradas exceçoões a estes princiípios expostos. Consideremos, contudo, que elas foram propostas por projetistas trabalhando naão em ignorância dos princíipios, mas em completo conhecimento de sua veracidade.

Ao final do estudo dos efeitos desejados é que selecionam-se, dentro da disponibilidade, as espécies de plantas e os demais componentes que oferecerãao estas caracteriísticas escolhidas para a composiçãao. Sistema Barddal de Ensino
Faculdade de Artes Aplicadas
Curso de Arquitetura e Urbanismo
Disciplina: Projeto Paisagem Urbana I
Professora: Ariane Chiaranda
O PAISAGISMO insere-se nas BELAS ARTES e, como tal, possui suas técnicas e normas de execuçaão, em busca da perfeiçaão, da harmonia, da excelência. Em principio, todas as artes buscam a perfeiçãao, a harmonia, a excelência, utilizando-se, para isso, diferentes meios de expressaão, dentro dos princiípios de estética. Porém, vale salientar que o jardim obedece a certas leis que lhe saão peculiares, juntamente com outras inerentes a qualquer forma de manifestaçaão de arte. Saão os mesmos problemas de forma e de cor, de dimensaão, de tempo e de ritmo, porém, no paisagismo, certas caracteriísticas têm importância maior que nas outras formas de arte. Exemplificando a diferença marcante entre a pintura e o paisagismo, observamos que, ao executar sua obra, o pintor tem um dominio total da cor no seu trabalho, enquanto em paisagismo este dominio é parcial. A pintura é estatica, nao muda; enquanto o jardim é dinâmico. As plantas crescem, variam em forma e em cor. Sabe-se que cor é luz e esta muda durante o dia. Além disso, a planta pode variar sua cor na brotaçao, no outono, ou com seu florescimento.
Considerando-se que a leitura visual que se faz de uma paisagem vai, normalmente, do mais simples para o mais complexo, as linhas geometrizadas (aquelas desenhadas no projeto de jardim) tornam-se mais pesadas que as orgânicas (aquelas encontradas normalmente na paisagem).

Nos projetos de jardim em que haja predominio de linhas retas, a presença de linhas orgânicas (curva/sinuosa) ganha peso, pelo fato de ser muito contrastante com o desenho geral do jardim.

Dentre as linhas geometrizadas, o peso visual vai das horizontais, passando pelas verticais, chegando às diagonais e curvas. Entre as orgânicas, vai desde aquelas que estao sujeitas a simplificaçoes geometrizantes até as mais complexas.

Ressalta-se que a verticalidade em um meio onde predomina a horizontalidade confere dominância ao elemento vertical e vice-versa. Uma soluçao tradicional no equilbrio entre as linhas é dar pesos iguais ao horizontal e vertical.
Representam um elemento ou composiçaão de grande peso visual ou conceptual. É um ponto para o qual se deseja atrair a atençãao do observador.

Varios centros de interesse de peso visual semelhante quando visiíveis ao mesmo tempo podem gerar confusaão e divisãao. Por isso o numero de focos ou destaques observados de cada ponto de vista deve ser cuidadosamente planejado.

Pode-se sugerir pluralidade, ocultando parcialmente alguns deles, ou criando centros de menor atratividade, isto é, centros de interesse secundaários, terciáarios e assim por diante.

Haá ainda a possibilidade de variaçãao da prioridade de interesse em funçaão da iluminaçao, do trajeto proposto ao observador, ou de sua posiçãao. No início dos estudos de estética, aprende-se que os melhores aspectos de um objeto, podem ser enfatizados através do contraste. Contraste parte da diferença entre dois elementos. Claro e escuro, textura fina e grossa, formas angulosas e arredondadas formam três pares de possibilidades de contraste. Este princiípio aplica-se também ao planejamento na paisagem.

Antes da introduçaão de elementos contrastantes entre si em um segmento de paisagem, deve-se entender completamente a natureza daquelas qualidades a enfatizar: cor, textura, linha, forma, dimensãao e assim por diante.

Os elementos seraão planejados estrategicamente para ressaltar estas qualidades. Em outro caso, se o desejo é enfatizar em relaçãao ao entorno certas características de alguma estrutura ou objeto a ser introduzido, deve-se procurar na paisagem pelas situaçoes que fornecerao o contraste desejado. Estas podem ser topografia, cobertura vegetal existente, entre outras.

Um segundo principio no uso do contraste, é o de que um dos elementos deve exercer dominância sobre o outro. Um é o destaque e o outro, o fundo. De outra forma, com dois elementos de igual peso, criam-se tensoes visuais que enfraquecem ou destroem, mais do que acentuam, o impacto positivo de uma experiência visual. Um elemento deve ser, portanto, planejado como destaque ou como componente de fundo. Esta idéia se aplica tanto a um elemento dentro de uma composiçao como a um conjunto em relaçao a outro. A Proporçãao ou relaçãao entre tamanhos pode afetar o equilíbrio.

Quando plantas tornam-se grandes demais para a casa, vê-se um efeito paisagíistico quase sempre indesejáavel de confusãao, ou de que a construçãao estaá perdida em meio à vegetaçaão. Em se tratando de um elemento uúnico, como uma aárvore, a impressaão pode ser a de uma construçaão menor do que realmente é.

No principio da escala a preocupaço do paisagista deve ser concentrada na harmonia entre as distâncias ou medidas verticais e horizontais. Com esse principio, pode-se passar aos usuarios da paisagem sensaçoes de liberdade ou enclausuramento, dependendo da disposiçao dos elementos da paisagem.

Como ilustrado, verifica-se que o fator distanciamento, constitui-se em elemento fundamental no principio da escala a ser considerado no projeto, sobretudo, no tocante as plantas a serem utilizadas.

Especificamente em relaçao ao emprego das arvores no jardim, o paisagista iniciante se atém ao projeto da area recoberta pelas suas copas e pode esquecer que o espaço esta sendo construido para pessoas às quais serao oferecidas alternativas de circulaçao ou nao, em meio aos seus troncos. Esse fato, da nao percepçao da importância do distanciamento, justifica-se por uma visao tridimensional limitada do espaço a ser projetado e do produto final desejado, pois se projeta "convencionalmente" pensando-se nas arvores como cobertura (um teto), e se minimiza a importância da sua percepçao pelo usuario, sempre um pedestre, sempre em confronto com planos verticais, constitudos também por troncos!

Portanto, quanto mais proximos estiverem os troncos, naturalmente, mais dificil ser a caminhada e mais extensas poderao ser, conforme o caso, as areas de sombra. Além disso, passa-se uma sensaçao de clausura, isto é, de ambiente fechado. Uma composiçãao aparentemente instaável ou desequilibrada certamente incomodaráa a qualquer observador. Equilíbrio é, portanto, essencial para o bom projeto. Ele é responsaável pela sensaçãao de estabilidade oferecida por uma composiçãao presente no campo visual.

Toma-se como base uma linha vertical central ao campo a ser trabalhado, que funcionará como eixo. Podem ser também estudadas a linha horizontal que divida o campo em metades iguais ou linhas radiais que repartam o campo em setores, entretanto, naão saão planos taão importantes para a composiçãao paisagíistica no niível simplificado desta abordagem. Os eixos horizontais e radiais podem ser utilizados em composiçõoes formais de mosaicos, comuns em jardins formais franceses especialmente.

Existem dois tipos essenciais de equilíbrio: É aquele resultante da disposiçaão em torno de um eixo vertical ou longitudinal de simetria na composiçãao. É como se um lado do eixo representasse a imagem especular do outro lado. Invertendo os componentes em relaçãao ao eixo, a composiçãao resultante seria idêntica à primeira.

Esta forma de equilbrio parece o instintivo do ser humano, talvez pelo fato de seu proprio corpo e a maior parte dos demais seres vivos serem dotados de simetria bilateral.

O chamado Jardim Formal, exemplificado pelo jardim renascentista italiano e pelo estilo francês, é marcado pela rigidez de formas, traçado geométrico e simetria. Funciona como um grande quadro que, embora dotado de componentes moveis, deveria permanecer imutavel através dos tempos. Esta tendência permanece em uso em diversos locais pelo mundo e pode ser vista nas praças e residências em cidades do interior ou em grandes centros urbanos.

Deve-se considerar, todavia, que a manutençao de uma area ajardinada sob equilbrio simétrico exige muito mais atençao a detalhes. O crescimento das plantas correspondentes situadas em cada lado da composiçao deve ser controlado por podas para que mantenham a mesma forma. A poda para a obtençao de formas definidas recebe o nome de topiria. Neste, o eixo de simetria nãao é taão nitidamente perceptiível.

É considerado um equilbrio mais natural e artistico, que demanda mais cuidado no planejamento e execuçao, mas pode ser de manutençao menos trabalhosa.

Novamente vale lembrar que a interaçao entre principios: cor, dimensoes, texturas, formas, etc. entra em jogo para a busca do equilbrio.

O peso, neste contexto, é a atratividade visual dos elementos e composiçoes. apresentaçao baseada nos trabalhos de Affonso H. Lima Zuin e José A. de Lira Filho conjunto das artes que objetivam representar o belo.
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