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Introdução à Filosofia Clínica

Breve definição do estudo clínico filosófico
by

Ítalo Alessandro Lemes Silva

on 21 February 2013

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Transcript of Introdução à Filosofia Clínica

Filosofia Clínica “O teu corpo é luz, sedução,
Poema divino cheio de esplendor.
Teu sorriso prende, inebria e entontece.
És fascinação, amor.” “Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.”
(Cora Coralina) Após ordenadamente colher a historicidade, o Filósofo Clínico se ocupa de retirar dela os seus conteúdos e elementos, distribuindo-os e sistematizando-os naquilo que chamamos de Estrutura de Pensamento. Aqui esbarramos com um dos principais diferenciais da Filosofia Clínica, pois nela não existe a realização de estudos de caso para uma generalização de resultados, métodos e sistemas, conforme frequentemente é realizado por outras terapias, seguindo uma idéia de método científico. Assim, o Filósofo Clínico considera cada pessoa única, com uma Estrutura de Pensamento individual e, portanto, aplicará procedimentos clínicos exclusivos conforme as características daquela EP, sem generalizações ou universalizações de regras terapêuticas. Para explicar as demais categorias uso o exemplo dado pelo filósofo inglês Anthony Kenny: Sócrates era um ser humano (substância), que media 1,50 m (quantidade), era talentoso (qualidade), era mais velho que Platão (relação), vivia em Atenas (espaço), era um homem do século V A. C. (tempo), que estava sentado (postura), que envergava uma capa (posse), que estava a cortar um pedaço de tecido (atividade) e que foi morto por envenenamento (passividade). Outras Categorias 3ª Fase: É uma atuação mais dinâmica, um momento bem interativo entre as duas pessoas em clinica. Neste momento vamos tentar encontrar alternativas, desconstruir os choques da Estrutura de Pensamento, que pode ser através de diálogo ou esteticidade, passeando pelo parque ou dialogando em consultório, na linha da maiêutica de Sócrates, tentando estimular que as respostas e as alternativas terapêuticas brotem dessa interseção entre filósofo clinico e terapeuta sempre no mundo existencial do partilhante. (fonte: Prof. Hélio Strassburger) 2ª Fase: Montamos a Estrutura de Pensamento, onde teremos acesso à sua essência através de sua história, da colheita categorial. A partir daí começamos a montar aquilo que ela tem dentro dela mesmo, seus dados de valores, seus projetos, seus amores, suas frustrações e assim por diante. A Filosofia Clinica se realiza através de três fases distintas:
1ª Fase: Historicidade - Colheita categorial (Categorias Aristotélicas/Kantianas). Momento que se faz uma pesquisa da pessoa que nos procura. Tentamos conhecer o outro do jeito que o outro é, e as coisas que ele trás com seus conceitos. http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/aristocriencia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal
Livro “Filosofia Clínica- Propedêutica” de Lúcio Packter
Slide de Talita Bogado Rosa Não tenho medo. Não tenho medo de nada... Quanto mais eu sofro, mais eu amo... O perigo só fará crescer o meu amor. Ele o afiará, perdoará o preconceito.. Serei o único anjo que você precisa. Você deixará a vida ainda mais bonita do que quando entrou. O céu a levará de volta, olhará para você e dirá: "Somente uma coisa pode nos completar. E esta coisa é o amor..." (O Leitor) E.P Esses estudos são feitos após o curso de formação em Filosofia Clínica e após o filósofo clínico ter um mínimo de dois anos de experiência clínica.
O Grupo Avançado de Estudos, Instituto Packter, está situado em Porto Alegre. Curiosidades Os métodos apresentados são apenas alguns entre tantos utilizados pelos filósofos clínicos, porém, após dois ou três meses de trabalhos com a pessoa, o Filósofo terá referências estáveis sobre pontos importantes de sua vida, sabendo o modo como ela vivia, o lugar e o tempo, entre outros. Resultados Diz respeito as relações da pessoa (partilhante) com o que, com quem, se com ela mesma, e a qualidade destas relações. Relação Observa como a pessoa lida com o tempo cronológico e o tempo subjetivo (vivido pela pessoa). Analisa-se como esta vive o tempo e quais problemas existenciais podem existir para ela em relação à como a mesma vive essa categoria na sua vida. Tempo O assunto(imediato ou último)é aquilo que leva o paciente à clínica, ou seja, a causa, o motivo, a questão que faz com que a pessoa procure o atendimento filosófico clínico. Assunto A Filosofia Clínica usa 5 categorias nos Exames Categoriais: assunto, circunstância, lugar, tempo e relação. Explorando as cinco categorias o filósofo forma um conceito do mundo da outra pessoa: uma representação para si mesmo da representação do outro. As Subdivisões Dos Exames Categoriais O Filósofo Clínico usa as categorias para localizar existencialmente a pessoa. Pelos exames categoriais o filósofo saberá o idioma da pessoa, seus hábitos, sua época, seu contexto religioso, histórico, entre outros aspectos que podem ter importância. O Uso das Categorias A Substância é a única categoria completamente independente. Dela surgem as outras. Substância são coisas como um cachorro, uma pessoa, uma árvore... Substância Existem duas verdades na Filosofia Clínica:
A verdade subjetiva, que são os sentimentos e crenças particulares de cada um.
A verdade consensual convencionada, que é aceita por todos, Packter cita os sinais de um semáforo para representar esta. Verdades na Filosofia Clínica Cada pessoa tem sua representação do mundo, o mundo não existe se não para ela, com esta afirmação surge uma questão: o que é a verdade, se para um sujeito algo pode ser o certo e para outro não? A visão do mundo Outro filósofo de fundamento na Filosofia Clínica é Arthur Schopenhauer, que contempla a análise de forma subjetiva no ensinando: “mundo é uma representação minha”, mas também advertiu que o mundo vai muito além da minha representação. A análise feita pela Filosofia Clínica parte do pensamento de Protágoras: “Como cada coisa aparece para mim, assim ela é para mim; como cada coisa aparece para ti, assim ela é para ti.” É o uso do conhecimento filosófico à psicoterapia;

A atividade filosófica aplicada à terapia do indivíduo;

As teorias filosóficas empregadas às possibilidades do ser humano enquanto se realiza por si mesmo. Definição segundo Packter: Buscas;
Todos os sinais motivadores que a pessoa demonstra.
Ex: “Meu sonho sempre foi ser médico...”
“Tudo o que eu mais queria era isso...” Tópico 11 Emoções;
- Nesse tópico conhecemos toda manifestação emotiva da pessoa, bem como a intensidade que cada emoção tem para ela no decorrer da sua historicidade.
Ex: Amor, paixões, raivas, alegrias, tristezas, carinhos e etc... Tópico 4 O que acha de si;
- As referencias que a pessoa tem de si, análise dos aspectos de auto definições. Tópico 2 Como o mundo parece;
- É aqui que a pessoa mencionou sobre o ambiente, o mundo onde vive. Ou seja, qual a visão que ela tem da existência. Tópico 1 Diz respeito a como a pessoa (partilhante) se movimenta sensorialmente e abstratamente no espaço geográfico que ocupa. Lugar A Filosofia Clínica utiliza 10 categorias desenvolvidas por Aristóteles para analisar qualquer coisa. São estas: substância, quantidade, qualidade, relação, espaço, tempo, postura, posse, atividade, passividade. As 10 Categorias O Filósofo Clínico, para entender as idéias de uma pessoa usa os dois tipos de verdades, ele acolhe o que a pessoa traz imediatamente, mas passa a pesquisar filosoficamente as inter-relações associadas ao assunto. O uso das verdades
Na Filosofia Clínica cada pessoa é a medida de todas as coisas, o que um indivíduo sente e crê independe da opinião dos outros e não pode ser criticado. Cada um cria seu próprio mundo. Lição Fundamental Em seu livro “Filosofia Clínica- Propedêutica”, publicado em 1997, Packter explica basicamente como funciona a Filosofia Clínica e o papel do Filósofo Clínico. Filosofia Clínica- Propedêutica Pré-juízos;
São as verdades prontas que há na pessoa. Tudo aquilo que ela afirma até mesmo antes de vivenciar os acontecimentos. Geralmente parte de generalizações.
Ex: “Quem ama perdoa.” Tópico 5 Diz respeito à situação, o estado em que a pessoa se encontra, quando este, chega à clínica com uma demanda. É o mesmo que dizer: o todo do paciente, ou seja, é o seu entorno. Circunstância A filosofia Clínica surgiu no Brasil nos fins da década de 80, criada pelo psicanalista e filósofo Lúcio Packter. Depois de grandes experiencias e consultoría, em contato com uma proposta de clínica filosófica feita na Europa, foi sistematizador dessa análise clínica filosófica que hoje temos. Surgimento Professor: Ítalo A. L. Silva Introdução à
Filosofia Clínica ( Música “Fascinação” - Composição: Dante Pilade "Fermo"
Marchetti e Maurice de Féraudy) Fontes de Pesquisa
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