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SEMÂNTICA FORMAL

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by

Rivanildo Silva

on 2 May 2015

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Transcript of SEMÂNTICA FORMAL

SEMÂNTICA FORMAL
RAÍZES DA SEMÂNTICA FORMAL
PRINCÍPIOS
BÁSICOS

CONDIÇÕES DE VERDADE
METALINGUAGEM
Silogismos aristotélicos
EXEMPLO
(1) a. Todo homem é mortal.
(a) A língua é um sistema regrado
(b) A linguagem é referencial
(c) O sistema linguístico é composicional
(11) Chico Buarque é um compositor.
Qual o significado dessa sentença?
Interpretar uma sentença é saber atribuir-lhe condições de verdade.
SENTIDO
(8) Os cães perseguem os gatos.

(9) Os gatos perseguem os cães.
A metalinguagem explicita os fenômenos linguísticos
EXEMPLO
(12) Todo homem ama uma mulher
Para todo homem
(X)
existe uma mulher
(Y)
tal que
(X)
ama
(Y)
UTILIZANDO A TEORIA DOS CONJUNTOS
(13) Algum homem é inteligente.
EXEMPLO
b. João é homem.
c. João é mortal.
GENERALIZANDO:
REFERÊNCIA
+
cães
perseguir
gatos
os
os
Podemos formar sentenças a partir de diferentes organizações dos itens lexicais: o significado do todo depende do significado das partes e do modo como elas estão organizadas...
Existe uma mulher
(Y)
tal que
para qualquer homem
(X)
(X)
ama
(Y)
Sendo A um subconjunto de B, então:
(1') a. Todo A é B
b. x é A
c. Logo, x é B
A lógica será mantida independente dos valores das variáveis! Experimente trocá-las por 'papagaio' (A), 'ave' (B) e 'José' (x) ou quaisquer outros itens...
A língua obedece a certas regras inconscientes que permitem a produção e compreensão de significados a partir de estruturas linguísticas. Uma prova disso é a boa/má formação de sentenças nas mais diversas línguas...
(3) ???A orange car this are reading road the.
(4) ???Juán hago yo papa una el coche
(5) ???Bebendo jarro uma dirige dia uma pão
Todas esses exemplos são mal formados porque ferem às regras dadas pela própria língua, tais como: determinantes depois de núcleos nominais, mais argumentos do que os selecionados pelos predicadores, poblemas se seleção semântica dos argumentos etc.
A linguagem fala sobre o mundo. Assim, a Semântica Formal concebe a existência do mundo (ou de mundos possíveis) e é sobre esse mundo que nos referimos, que apontamos, ao utilizar a linguagem.
(6) Cadeira serve para a gente se sentar
(7) A cadeira do José é muito confortável
Um todo linguístico depende de modo regular das suas partes e do modo como elas estão organizadas.
Retomemos o exemplo (2):
(2) a. 7 + 2 = 9
PRIMEIRO UM RACICÍNIO SIMPLES...
Quando nos deparamos diante de uma operação matemática, sabemos com segurança a qual resultado chegaremos devido às regras de cálculo. Conhecemos as regras do jogo, por isso sabemos o que fazer:
(2)
7
+
2
=
9
Pegamos um número qualquer e observamos qual operação realizaremos sobre ele
Concluímos a operação ao selecionarmos outro número e chegamos a um resultado
Sabemos o resultado porque sabemos as regras de combinações dos números e as operações que podemos fazer com eles.
Analogamente funciona a linguagem! Vejamos...
Observe o que acontece se trocamos por uma variável uma das parcelas:
b. x + 2 = 9
Saberemos ainda assim o valor de X porque conhecemos as regras do cálculo e devido à posição que X ocupa.
X não teria o mesmo valor se ele estivesse no lugar do número 9, por exemplo.
"Calculamos", portanto, o significado de uma expressão a partir das regras do sistema linguístico e a partir da posição que cada expressão ocupa. Vejamos...
Se só o significado das palavras bastasse, teríamos duas sentenças iguais, o que não é verdade. As posições que as palavras ocupam é que nos permitem chegar ao resultado final. As palavras, nas duas sentenças têm o mesmo significado lexical, mas a que recebe o papel semântico de AGENTE em (8) recebe papel de PACIENTE em (9) e vice-versa.
AGENTE
PACIENTE
PACIENTE
AGENTE
Não se trata, contudo, de saber se uma sentença é verdadeira ou falsa, mas saber em que condições ela é verdadeira ou falsa. Exemplo:
(10) Maria viu nove meninas em cima de um cachorro
Nós interpretamos essa sentença porque sabemos:
a) se for verdade que Maria viu nove meninas em cima de um cachorro, a sentença é verdadeira;
b) se não for verdade que Maria viu nove meninas em cima de um cachorro, a sentença é falsa.
Não precisamos verificar se o fato em (10) é verdade para poder interpretar a sentença, antes, é porque nós a interpretamos, isto é, conhecemos suas condições de verdade, que podemos dizer se ela é ou não verdadeira.
A REFERÊNCIA dessa sentença é o verdadeiro, pois sabemos que Chico Buarque, de fato, pertence ao conjunto dos compositores.
O SIGNIFICADO de (11) são as suas condições de verdade, como descrito na figura.
(14) Nenhum homem é inteligente.
(15) Pelo menos dois homens são inteligentes.
(16) Todos os homes são inteligentes.
H
I
x
H
I
H
I
x
I
H
Rivanildo Silva
REFERÊNCIAS
BASSO, R. M. Semântica Formal. In: Celso Ferrarezi Jr.; Renato Miguel Basso. (Org.).
Semântica, semânticas
: uma introdução. 1ed. São Paulo: Editora Contexto, p. 135-152, 2013.
BORGES NETO, J. Semântica Formal. Revista Letras (Curitiba), Curitiba, v. 52, p. 167-182, 2001.
CANÇADO, M.
Manual de Semântica
: noções básicas e exercícios. 3a. ed. São Paulo: Editora Contexto, 2012.
CHIERCHIA, G.
Semântica
. Tradução de: Luis Arthur Pagani, Ligia Negri e Rodolfo Ilari. Campinas: Editora da UNICAMP, 2003.
FREGE, G. Sobre o sentido e a referência. In:
Lógica e filosofia da linguagem
. São Paulo: Cultrix/EDUSP, 1978.
ILARI, R.; BASSO, R. M. Semântica e representações do sentido. Ilha do Desterro (UFSC), v. 47, p. 167-216, 2004.
MULLER, A. (Org.); NEGRÃO, E. V. (Org.); FOLTRAN, M. J. (Org.).
Semântica Formal
. 1. ed. São Paulo: Contexto, 2003.
PIRES DE OLIVEIRA, R. Semântica. In: Fernanda Mussalim e Anna Christina Bentes. (Org.).
Introdução à Lingüística
: domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez, v. 2, p. 17-46, 2001.
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