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José Joaquim Cesário Verde

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by

joana estevao

on 7 May 2014

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Transcript of José Joaquim Cesário Verde

José Joaquim Cesário Verde
Nasceu a 25 de Fevereiro de 1855
Morreu a 19 de Julho de 1886 (31 anos)
Em 1874:
"Cinismos"
"Responso"
" Cantos de Tristeza"
"Esplêndida"
"Arrojos"
"Vaidosa"
"Cadências tristes"
Em 1875:
" Desastres"
"Deslumbramentos"
"Humorismos do Amor"
"Ironias do Desgosto"
Em 1876:
" A débil"
"Nevroses"
Em 1878:
"Noitadas"
"Num Bairro Moderno"
Em 1879:
"Manhãs Brumosas"
"Cristalizações"
" Em petiz"
Em 1880
"O sentimento dum Ocidental"
Em 1884:
"Nós"
Silva Pinto em 1887 editou
O livro de Cesário Verde.
Análise Formal
Estrofes: 8 ( quadras)
Rima: Cruzada
Se a minha amada um longo olhar me desse
Dos seus olhos que ferem como espadas,
Eu domaria o mar que se enfurece
E escalaria as nuvens rendilhadas.
A
A
B
B
Se a minha amada
um longo olhar
me desse
Dos seus olhos que ferem como espadas,
Eu domaria o mar que se enfurece
E escalaria as nuvens rendilhadas.
Se ela deixasse, extático e suspenso
Tomar-lhe as mãos
mignonnes e aquecê-las,
Eu com um sopro enorme, um sopro imenso
Apagaria o lume das estrelas.

Se aquela que amo mais que a luz do dia,
Me aniquilasse os males taciturnos,
O brilho dos meus olhos
venceria
O clarão dos relâmpagos noturnos.

Se ela quisesse amar, no azul do espaço,
Cansando as suas penas com as minhas,
Eu desfaria o Sol
como desfaço
As bolas de sabão das criancinhas.

Se a Laura dos meus loucos desvarios
Fosse menos soberba e menos fria,
Eu pararia o curso aos grandes rios
E a terra sob os pés abalaria.

Se aquela por quem já não tenho risos
Me concedesse apenas dois abraços
,
Eu subiria aos róseos paraísos
E a Lua afogaria
nos meus braços.
Se ela ouvisse os meus cantos
moribundos
E os lamentos das cítaras estranhas,
Eu ergueria os vales mais profundos
E abateria as sólidas montanhas.

E se aquela visão da fantasia
Me estreitasse ao peito
alvo como arminho,
Eu nunca, nunca mais me sentaria
Às mesas espelhentas do Martinho.
Cesário Verde
Arrojos
Se ela deixasse, extático e suspenso
Tomar-lhe as mãos mignonnes e aquecê-las,
Eu com um sopro enorme, um sopro imenso
Apagaria o lume das estrelas.
C
C
D
D
Métrica: decassilabo
Análise do contéudo:
Se a minha amada um longo olhar me desse
Dos seus olhos que ferem como espadas,
Eu domaria o mar que se enfurece
E escalaria as nuvens rendilhadas.
Se ela deixasse, extático e suspenso
Tomar-lhe as mãos mignonnes e aquecê-las,
Eu com um sopro enorme, um sopro imenso
Apagaria o lume das estrelas.

estrofe 1-2
condição de favor da mulher
capacidades do eu
condição de favor da mulher
capacidades do eu
o sujeito lírico domaria o mar que se enfurece e escalaria as nuvens rendilhadas se a sua amada lhe desse um longo olhar, dos seus olhos que ferem como espadas
E ele apagaria o lume das estrelas com um sopro enorme e imenso, se ela deixasse tomar-lhe as mãos mignonnes e aquecê-las.
estrofe 3-4
Se aquela que amo
mais que a luz do dia,
Me aniquilasse os males taciturnos,
O brilho dos meus olhos venceria
O clarão dos relâmpagos noturnos.

Se ela quisesse amar
, no azul do espaço,
Cansando as suas penas com as minhas,
Eu
desfaria o Sol
como desfaço
As bolas de sabão das criancinhas.
Conseguir um olhar ou um toque desta mulher são coisas mais dificeis que domar o mar, escalar as nuvens ou apagar o lume das estrelas
o sujeito declara que ama essa mulher
mais do que a luz do dia
e que
desfaria o sol se ela quisesse amar
estrofe 5-6
Se a
Laura
dos meus loucos
desvarios
Fosse menos soberba e menos fria,
Eu pararia o curso aos grandes rios
E a terra sob os pés abalaria.

Se aquela por quem já não tenho
risos
Me concedesse apenas dois abraços,
Eu subiria aos róseos paraísos
E a Lua afogaria nos meus braços.
A mulher
soberba
e
fria
chama-se
Laura
O sujeito poético sentesse
desvairado
e perdeu o seu
riso
mas nao perdeu a vontade de dominar a natureza
Com dois abraços da Laura ele subiria aos róseos paraísos e a lua afogaria nos seus braços
estrofe 7-8
Se ela ouvisse
os meus cantos moribundos
E
os lamentos das cítaras estranhas
,
Eu ergueria os vales mais profundos
E abateria as sólidas montanhas.

E se aquela visão da fantasia
Me estreitasse ao peito alvo como arminho
,
Eu nunca,
nunca mais me sentaria
Às mesas espelhentas do Martinho.
*taciturnos- calados; tristes

*desvarios-delirios
*soberba- altiva; arrogante
*róseos- da cor das rosas
Fantasias do impossivel
O eu poético caracteriza a sua amada, Laura:
olhar cortante
:
"olhos que ferem como espadas"
mãos pequenas, graciosas e frias:

" Tomar-lhe as mãos mignonnes e aquecê-las"
soberba e fria:

" se fosse menos soberba e menos fria"
*extático-em êxtase, maravilhado
*mignonnes-delicadas;graciosas; pequenas.

*cítaras- instrumento musical de cordas
*arminho-animal das regioes polares, de pêlo macio e branco
*Martinho- café lisboeta
ultimas condições
Se houvesse contacto entre eles, o sujeito lirico mudava o seu quotidiano e nunca mais se sentava na esplanada do Martinho.
Recursos estilísticos:
Adjectivação: "
extático e suspenso
"; " menos
soberba
e menos
fria
"
Comparação: " olhos que ferem
como
espadas"; "desfaria o sol
como
desfaço as bolas de sabão das criancinhas"
Anáfora: "
Se

a minha amada..../
Se
ela deixasse..."
Hipérboles: "eu
domaria o mar
que se enfurece"; "
escalaria as nuvens
rendilhadas"; " com um sopro enorme...
apagaria o lume das estrelas
";"Eu
desfaria o Sol
"; " Eu
pararia o curso aos grandes rios
", "
Afogaria a Lua
"
Localização do poema na temática de Cesário Verde:
Temática da imagem de mulher, pois a Laura do poema é do tipo de mulher fatal ( fria, altiva, inacessível)
Se a mi nha a ma da um lon go o lhar me de sse
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Dos seus o lhos que fe rem co mo es pa das
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Eu do ma ri a o mar que se en fu re ce
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E es ca la ri a as nu vens ren di lha das
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Full transcript