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FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS DE ARTES

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Joana Lúcia

on 24 March 2017

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Transcript of FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS DE ARTES

Profª. MsC. Joana Lúcia A. de Freitas
“ A ARTE NA EDUCAÇÃO AFETA A INVENÇÃO, INOVAÇÃO E DIFUSÃO DE NOVOS IDEAIS E TECNOLOGIAS, ENCORAJANDO UM MEIO AMBIENTE INSTITUCIONAL E INOVADOR” P. 2
Barbosa (2002) é totalmente contra o ensino tradicional de Artes exercido no Brasil, bem como da leitura “direcionada” que faz com que o aluno diga aquilo qiue o professor quer ouvir.
Barbosa (2002) afirma que o ensino de Artes não recebe a devida atenção pelo fato de, levar o aluno a pensar, refletir e esse exercício é muito perigoso aos olhos dos políticos.
“(...) Em geral a ideia é que o povo educado atrapalha porque aprende a pensar, analisar, a julgar. Fica mais difícil manipular um povo pensante”. P.2.
Nos EUA, a partir de 1950, percebe-se que educação tecnicista (essa que atualmente o Estado do ES privilegia) não faria o país avançar em pesquisas e “pensadores”. Instituindo novamente Arte no currículo para estimular criticidade, reflexão, análise e “apreciação artística”. P.3

Mas pra que ensinar Arte?
“Se pretendermos uma educação não apenas intelectual, mas principalmente humanizadora, a necessidade da Arte é ainda mais crucial para desenvolver a percepção e a imaginação, para captar a realidade circundante e desenvolver a capacidade criadora necessária à modificação desta realidade” (BARBOSA, 2002, p. 5).

O ENSINO DA ARTE A PARTIR DOS PRESUPOSTOS DE ANA MAE BARBOSA E OUTROS TEÓRICOS
O HISTÓRIO DO ENSINO DA ARTE NO BRASIL.

Ana Mae Barbosa é formada em direito mais enveredou pelo ensino da Arte e foi umas das primeiras a fazer doutorado em Artes no Brasil. É referência no ensino de Artes, tanto no Brasil, quanto no Mundo.


“(...) Mas busco uma abordagem que torne a arte não só um instrumento do envolvimento das crianças, mas principalmente um componente de sua herança cultural” (barbosa, 2002.p.3)
Segundo Barbosa (2002), todo indivíduo, independente da renda ou classe social tem cultura e gosta da Arte. Um vaso de flores do campo em um casebre, denota bom gosto e apreço pela Arte.

FUNDAMENTOS
TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE ARTES

Ensinar Arte à criança é contribuir significativamente para a maturação do sistema nervoso central. É no período da educação infantil que a criança está especializando os neurônios, nessa fase o cérebro começa a desenvolver atividades cerebrais consideradas difíceis como raciocinar, memorizar e elaborar respostas aos estímulos externos. Bons estímulos nessa fase podem contribuir para o desenvolvimento de uma inteligência* maior nesse indivíduo.

* Inteligência: é a habilidade que o sistema nervoso central tem de responder com exatidão e rapidez a um estímulo externo. Aquele que tem lentidão ou ineficiência de responder a estímulo externos fáceis ou referentes à necessidades fisiológicas são classificados com “retardo mental” (CONSENZA E GUERRA, 2012).

BREVE PANORÂMA HISTÓRICO DO ENSINO DE ARTES NO BRASIL
Com a ditadura militar no Brasil, em 1971 o ensino de Artes limitava-se a ensinar desenhos geométricos, instigando a uma relação humana de criativo, que facilitaria a produção de mão de obra barata às industrias. Aos professores ofereciam-se cursos de Artes técnicos de dois anos para lecionar esse ensino pobre aos alunos.
Em 1983, em entrevista com professores, eles diziam que o objetivo era desenvolver a imaginação. Mas em relação a prática de ensino 83% afirmou usar e seguir o livro didático, que tem conteúdos tecnicistas na época de 1940 a 1950. comprovando-se que os objetivos não estavam sendo colocados em prática.
“Na artes visuais, ainda domina na sala de aula o ensino de desenho geométrico, (...), temas banais, as folhas para colorir, a variação de técnicas e o desenho de observação, os mesmos métodos, procedimentos e princípios encontrados numa pesquisa feita por programas de ensino de Artes de 1971 a 1973. Evolução da práxis não tem lugar na sala de aula das escolas públicas (BARBOSA, 2002, p.12).

MÓDULO 2
Para Santos (2006), arte é uma forma de expressão, uma linguagem que se destaca tanto em aspetos visuais, musicais, teatrais- expressivos dentro de uma cultura, ou determinada região inseridos em um contexto histórico e social.
A arte no Brasil discutida no século XIX
Desde o início da História da humanidade, a arte sempre esteve presente na vida humana.
A Arte acompanhou todo processo evolutivo do homem, inserida em seus atos, costumes, culturas e sociedades.
A sua importância e utilidade começaram a ser discutidas no Brasil a partir do século XIX.
D. João VI incluiu arte na educação brasileira por meio da academia Imperial de Artes no Rio de Janeiro (1816).
Para ensinar Artes apenas para os nobres, o ensino artístico predominava o ensino e a preparação para habilidades técnicas e gráficas, fundamentais à expansão industrial, sendo o desenho matéria obrigatória nos cursos oferecidos, do mesmo modo que era praticado pelas cortes européias.
Em 1816, no ensino da arte vigorava uma pedagogia tradicional.
O
professor
era considerado o detentor da verdade, a autoridade institucional, o pregador da disciplina e da ordem.
O
aluno
era considerado como uma tabula rasa, passivo e receptivo.
Nessa época o professor lecionava os conteúdos apenas para treinar a vista e a mão do aluno para a realização de desenhos; que resumiam-se em desenhos geométricos, com ênfase em datas comemorativas, na produção de presentes (para o dia das mães, pais...) e animações de celebrações cívicas.
NO SÉCULO XX: A SEMANA DA ARTE MODERNA
A partir da 1ª semana de arte moderna, realizada em São Paulo- 1922, começa um novo modo de ver a arte no Brasil, foram apenas três dias, mas suficientes para por fim ao costume de escrever de forma complicada e pouco dizer. A nossa arte e literatura ficaram em consonância com a modernidade.
O PRESSUPOSTO ESSENCIAL DA SEMANA ERAM:
-Autoconhecimento do País;
-Acabar com o mimetismo (imitação da arte de outros artistas estrangeiros);
- Denunciar o atraso, a miséria e o subdesenvolvimento do povo brasileiro.
- Acabar com o ensino tradicional que se fazia da arte nas escolas da época;

O grupo pau - Brasil, liderado por Oswaldo Andrade, foi a primeira vertente do Movimento Mordenista: Propunhava um entendimento mais autêntico da realidade brasileira. Seu ideário era politicamente identificado com os partidos de esquerdas.
EM 1928, SURGE O MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO
O Manifesto Antropófago ou Antropofágico foi um manifesto literário escrito por Oswald de Andrade, publicado em maio de 1928, que tinha por objetivo repensar a dependência cultural brasileira.
ABAPORÚ, EM TUPI-GUARANI SIGNIFICA ANTRÓPOFAGO.
ANTRÓPOFAGO: que come carne humana.
Esse movimento, propunhava a incorporação da cultura européia, porém mesclada pela realidade brasileira.
EM QUANTO ISSO, NO INTERIOR DAS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA,
EM 1930, SURGE A ESCOLA NOVA
Nesse período o que era mais significativo era a expressão.
Com o movimento de nova escola, surge a nova pedagogia, que buscava desenvolver uma nova proposta de ensino e aprendizagem.
PROFESSOR:

Passa a ser um grande incentivador do desenvolvimento livre e expontâneo do aluno.
ALUNO:
Passa a ser o centro do processo de ensino-aprendizagem, dotado de autocriatividade, ao qual deveria ser oferecido todas as possibilidades de criar arte de forma livre e expontânea.
ESCOLA NOVA
Contudo, o princípio de livre expressão foi erroneamente interpretado, e, o pior, espalhou-se por todo País. Pensava-se que deixar o aluno livre era o mesmo que deixar à toa. (professores com ideias vagas e imprecisas sobre a verdadeira função da educação artística).
EM 1950, OCORRE UM RETROCESSO NO ENSINO DE ARTE
Devido à má interpretação da livre expressão, a arte volta a ter uma proposta tradicional de ensino. Com a disciplina de DESENHO, MÚSICA, CANTO ORFEÔNICO (coral que cantava hinos cívicos) e a de TRABALHOS MANUAIS (corte, costura, marcenaria etc.). Tudo voltado para o domínio técnico e centrado na figura do professor.
EM 1950, o TEATRO e a DANÇA faziam parte apenas das festividades escolares, e o teatro era apenas para apresentação de textos decorados (com função de desenvolver a habilidade de memorização). E o canto para difundir ideias cívicas condizentes com o partido político.
PERÍODO em que o aluno e o professor ocupam um lugar secundário e o elemento principal era o técnico. Os professores davam importância ao "saber construir". O aluno era considerado uma matéria prima a ser trabalhada, o pré e pós - teste eram muito utilizados como estratégia para facilitar a avaliação do "produto final". Os recursos audiovisuais e tecnológicos eram de grande valia para garntir a fixação da aprendizagem.
Nessa pedagogia tecnicista, a metodologia de ensino era repetitiva e mecânica. O sistema educacional dava muita importância à utilização de premiação reforço e estímulo para a aprendizagem, para obter o "operário padão". A escola passa a funcionar como centro de treinamento, de "capital humano".
A avaliação nessa pedagogia, abominava o erro e valorizava a retenção das informações na memória, pois um bom aluno seria um bom funcionário.
A Lei 5 692/71, inclui a Educação Artística como atividade educativa e não como disciplina. O ensino era centrado no ensino de técnicas e habilidades, além disso, surge a inclusão da Educação Moral e Cívica, Educação física e programas de saúde nos cursos de 1º e 2º grau.
Com a lei 9394/96, ensino de Educação Artística tornou-se obrigatório na educação básica (educação infantil, fundamental e médio). Porém, a lei não explicitou se esse ensino era obrigatório em todas as séries da educação básica; dando margem a alguns secretários de educação retirá-la de algumas séries, para inserir disciplinas "mais importantes".
Contudo, com a lei 9394/96, a educação artística passou-se a ser denominada de Arte e visava a formação artística do aluno em quatro eixos: ARTES VISUAIS, MÚSICA, TEATRO E DANÇA. Atribuiu-lhe também o mesmo valor que as demais disciplinas.
De acordo com os PCN de Arte:
(...) Surgiu a necessidade de capacitar professores para orientar a formação do aluno (...), colaborando na formação do cidadão, buscando a compreensão sobre a produção nacional e intencional da arte (BRASIL, 1996).
OS PROFESSORES para ensinar Arte, devem ser capazes de compreender, conceber e fruir arte. sengundo Barbosa: " a falta de uma preparação de pessoal para entender Arte antes de ensiná-la é um problema crucial, nos levando muitas vezes a confundir improvisação com criatividade".
Enquanto professores, devemos entender a Arte como uma linguagem ampla. O nosso papel, não é formar artístas, mas considerar que esses alunos estão inseridos em uma cultura.
Encontram-se no dia a dia, outdoors, cinemas, vídeos, livros, revistas, CDs, televisão, imagens diversas, músicas, expressões presentes na cultura local, e isso deve ser aproveitado no processo de ensino-aprendizagem.

TARCILA DO AMARAL
FUNÇÃO DO PROFESSOR:
FUNÇÃO DO PROFESSOR:
O PAPEL DO PROFESSOR, NÃO É FORMAR ARTISTAS, MAS CONSIDERAR QUE ESSES ALUNOS ESTÃO INSERIDOS EM UMA CULTURA. POR ISSO, É MUITO IMPORTANTE TRABALHAR COM A CULTURA LOCAL.
HINO DE LINHARES
A HISTÓRIA DO ENSINO DA ARTE E A DITADURA
O ENSINO DE ARTE NO BRASIL NOS ANOS DE 1990
Nos anos 1990, ficou muito conhecida a METODOLOGIA TRIANGULAR, de Ana Mae Barbosa, a proposta dela é que se integrasse quatro instâncias do conhecimento em arte: a
produção, a crítica, a estética e a história da Arte.
Barbosa, uniu as vertentes da crítica e da estética na LEITURA DA IMAGEM, fincando assim três eixos:
O FAZER ARTÍSTICO (técnica), LEITURA DA IMAGEM (fluir) E A HISTÓRIA DA ARTE (contextualização). Por isso, denominada de Triangular.
Essa meodologia triangular influenciou e contribuiu para a construção do documento PCNs- Arte.
"o conjunto de conteúdos está articulado dentro do processo de ensino e aprendizagem e explicitado por intermédio de ações em três eixos norteadores: produzir, apreciar e contextualizar".
Para Ana Mae, o projeto principal da Arte na Escola é formar o conhecedor, fruidor e decodificador da obra de arte.

PROPOSTA TRIANGULAR DE ANA MAE BARBOSA
Primeiro- Fazer artístico
Deve ser oferecida a oportunidade para que o aluno construa algo, descubra suas possibilidades, desenvolva sua criatividade, utilize diferentes materiais e se expresse nas mais diversas linguagens. O fazer arte estimula a aprendizagem da história da arte e da leitura das imagens.
Segundo- Leitura de imagens
Devem ser utilizadas imagens de obras de arte no ensino de Arte, pois quando o aluno tem a oportunidade de ler uma imagem, ele desenvolve em si habilidades de ver, julgar e interpretar as qualidades plásticas. Essa prática tem o objetivo de desencadear no aluno um potencial crítico, uma visão crítica, uma capacidade de leitura e uma percepção visual.
A leitura de imagens possibilitará a discussão e reflexão sobre os mais variados contextos artísticos, momentos históricos etc., além da observação dos diversos elementos artísticos.
TERCEIRO - História da Arte
Tem o intuito de fazer com que o aluno perceba o contexto histórico no qual a obra artística está inserida, para o aluno possa se sentir situado e entender as influências do tempo histórico em que se dá o seu aprendizado, não só de uma forma cronológica, mas de uma forma sociocultural.
OS ARTISTAS ERAM CRIATIVOS PARA MOSTRAR A DOR DA POPULAÇÃO:
Músicas como:
- Mosca na sopa de Raul Seixas
-O bêbado e o equilibrista- Elis Regina.
- Alegria, alegria - de Caetano veloso.
- PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES-Geraldo Vandré (1968)
Questão

Questão 38

Opinião

Podem me prender
Podem me bater
Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião.
Aqui do morro eu não saio não
Aqui do morro eu não saio não.
Se não tem água
Eu furo um poço
Se não tem carne
Eu compro um osso e ponho na sopa
E deixa andar, deixa andar…
Falem de mim
Quem quiser falar
Aqui eu não pago aluguel
Se eu morrer amanhã seu doutor,
Estou pertinho do céu
(Zé Ketti. Opinião. Disponível em: http:/www.mpbnet.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010)

Essa música fez parte de um importante espetáculo teatral que estreou no ano de 1964, no Rio de Janeiro. O papel exercido pela Música Popular Brasileira (MPB) nesse contexto, evidenciado pela letra de música citada, foi o de

a) entretenimento para os grupos intelectuais.
b) valorização do progresso econômico do país.
c) crítica à passividade dos setores populares.
d) denúncia da situação social e política do país.
e) mobilização dos setores que apoiavam a Ditadura Militar.
Esta questão trata da Ditadura Militar e da forma como a música era utilizada durante este período. Para compreender o contexto histórico que levou os artistas a cantar contra os militares, assista ao vídeo sobre o Regime Militar, de autoria do grande historiador Bóris Fausto.
Na próxima aula, tragam as fotografias tiradas por vocês e vamos fazer a leitura delas.
“é preciso ter cuidado para a leitura da obra de arte não seja um questionário a ser respondido. Isso limita a imaginação do aluno” (BARBOSA, 2002, p.19).
A formação deficiente dos professores tanto da educação básica quanto professores Universitários, faz com que o ensino da Arte deixe de ser instigante à reflexão e ao raciocínio para ser feito de técnicas e passatempos.
“Os professores da Arte conseguem seus diplomas, mas são incapazes de promover uma educação artística e estética que forneça informações histórica, compreensão de uma gramática visual e até mesmo de fazer artístico como autoexpressão” (BARBOSA, 2002, p.23).
“Se a Arte não fosse importante, não existiria desde o tempo das cavernas, resistindo a todas as tentativas de menosprezo (BARBOSA, 2002, p.27). ”

A importância do ensino de Artes
TORALLES, Maria Lúcia; em sua dissertação de mestrado comprovou que a “Arte facilita o desenvolvimento psicomotor sem abafar o criador”.

“Conhecimento em Artes ajudaria, pessoas que trabalham em TV, cinema, designer etc”. (BARBOSA, 2002, p.31 e 32).

Profissões Privilegiadas financeiramente como Arquitetura, designer de móveis e de interiores, engenharia civil, estilistas de moda, músicos, entre outros necessitam de muitos conhecimentos sobre Arte, contudo, a vida acadêmica dessas pessoas geralmente é feita em escolas particulares. Será que os estudantes de escola pública não necessitam desses conhecimentos?
Porque privar as pessoas pobres dessa riqueza? Por ventura elas não podem ou não merecem ascensão financeira?

Análise de obras de arte
Segundo Barbosa (2002) a obra de Arte precisa ser “saboreada”. Para isso é imprescindível que o professor instigue o aluno a pensar:
Que grau de surpresa que a obra provoca em mim? Por quê?
Que satisfação essa obra desperta em mim?

“O critério de estimulação transformadora instiga à pergunta: esta obra muda algum conceito de arte? Esta obra opera alguma mudança na Arte hoje? Qual a mudança que ela significa para a Arte de outros tempos ou para a Arte em diversos outros tempos?


O que possibilita o observador a executar sua capacidade de criar múltiplas interpretações e permite releituras gráficas expressivas de obras
Palácio da Justiça
Catedral de Brasília
Veja a riqueza das obras curvilíneas
O método de análise de Feldman:
Feldman instiga a pensar a identificar a relação existente entre as pessoas de uma foto, de acordo com suas expressões faciais, corporais. Incita a pessoa a pensar o que eles sentem uns com os outros. O que o autor pensava quando estava pintando o quadro.

PROPOSTA DE ATIVIDADE:
EM DUPLA, TIRE 3 FOTOS DE PESSOAS (IDOSOS/ADULTOS E CRIANÇAS- DE PREFERÊNCIA DESCONHECIDOS) QUE ESTÃO EM SUAS TAREFAS DIÁRIAS, AÇÕES COMUM DO COTIDIANO, E TRAGA PARA A FACELI NA PRÓXIMA AULA.

PARTO-
De Leonardo Da vinci
12 GIRASSÓIS EM UMA JARRA - VAN GOGH
Leonardo pintou A Última Ceia, um incrível trabalho, o mais sereno e distante do mundo temporal, durante anos caracterizado por conflitos armados, intrigas...
A Monalisa-
Mona Lisa (1503–1507 — Louvre) é o retrato que mais tem rendido, em termos de literatura — tem dado origem a contos, romances, poemas e até mesmo óperas.
Oscar Niemeyer
O museu Oscar Niemeyer tem acervo permanente com obras contemporâneas, além de salas dedicadas a esculturas, fotografias
Memorial da América Latina, 1987, São Paulo
Edifício do Congresso Nacional, de Oscar Niemeyer
Obras de Oscar Niemeyer no Rio de Janeiro
Igreja de São Francisco de Assis, projetada por Oscar
ARTE DESDE O INÍCIO DA HUMANIDADE
ANTES DE SER CONSIDERADA COMO OBRA DE ARTE, O HOMEM JÁ USAVA DAS TÉCNICAS ARTÍTICAS PARA REGISTRAR SUA CULTURA, VIDA COTIDIANA E DELIMITAR O SEU ESPAÇO. ATÉ MESMO PARA PRODUZIR UTENSÍLIOS QUE PODERIAM QUE SERIVR PARA ALIMENTAÇÃO, ARMAZENAR ÁGUA ETC. A PROVA DISSO ESTÁ NAS CAVERNAS!
A ARTE RUPESTRE DEU ORIGEM A LINGUAGEM TAMBÉM, POR MEIO DELA O HOMEM COMEÇOU ESBOÇAR SEUS PRIMEIROS SIGNOS LINGUÍSTICOS.
A SEMANA DE ARTE MODERNA E SUAS CONSEQUÊNCIAS
Em 1960, surge PEDAGOGIA TECNICISTA
NA DITADURA, OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO, NÃO DEMOSTRAVAM A INSATISFAÇÃO DAS PESSOAS. MAS A ARTE...
A ARTE LINHARENSE
AS BELAS ARTES DO BRASIL E DO MUNDO
NOSSA CIDADE JÁ FOI ASSIM:
LOCAL DA PRAÇA 22 DE AGOSTO
JOÃO DA SANTA; E O TEATRO: NICE AVANZA.
CASA DOS CALMON; TIA DULCE E ATUAL PRAÇA 22 DE AGOSTO
ARTE MUSICAL QUE REPRESENTA O QUE MAIS TEMOS DE BOM
A ARTE TAMBÉM CONTRIBUIU PARA A MEDICINA...
ALÉM DE REPRESENTAR SEUS SENTIMENTOS (TRISTEZA) - VAN GOGH CONSEGUIR FAZER UMA OBRA DE ARTE UTILIZANDO APENAS UMA COR E SEUS VÁRIOS TONS DE BRILHO, INTENSIDADE E OPACIDADE .
E do meu amigo, Elizelton, gostaria que fosse em alguma via pública de Linhares e gravasse um audio de 2 min e trouzesse para a FACELI na próxima aula.
A EVOLUÇÃO DA ARTE BRASILEIRA:
DE ACORDO COM MÁRIO F. SCHIMIDT(2005). A ARTE BRASILEIRA SOFREU INFLUEÊNCIA DA EUROPA, DA ÁFRICA E DOS INDÍGENAS!
SEGUNDO SCHIMIDT(2005), A ARTE BRASILEIRA NESSE PERÍODO PODE SER CONSIDERADA COMO
ETNOCÊNTRICA
- OS PORTUGUESES QUE AQUI VIVIAM NO PERÍODO DE 1500 A 1600, CONSIDERAVAM APENAS COMO OBRA DE ARTE OS OBJETOS QUE TRAZIAM DE SUAS TERRAS NATAIS, CONTUDO, A ARTE INDÍGENA SE FAZ PRESENTE EM CESTOS, PANELAS E OUTROS UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS, QUE, EMBORA TIVESSEM BELÍSSIMA APARÊNCIA E RIQUEZA DE FORMAS GEOMÉTRICAS, NÃO RECEBIAM A DEVIDA VALORIZAÇÃO COMO OBRAS DE ARTE.
Segundo
SCHIMIDT(2005), a partir de 1601, século XVII, a ARTE BRASILEIR começa a sofrer influências do
BARROCO.
O ESTILO BARROCO FUNDIU "MOVIMENTO, TENSÃO, LUTA ENTRE CONTRÁRIOS, LIMITES INDEFINIDOS, NOSTALGIA, DRAMA, ORNAMENTAÇÃO, EXAGERO, FINGIMENTO PROPOSITAL E BUSCA POR EFEITOS ESPETACULARES. RAZÃO E EMOÇÃO, LUZ E SOMBRA, VIDA E MORTE" (
SCHIMIDT,2005,
p.173).
OBRA DE Peter Paul Rubens (1577-1640) Rubens foi o pintor flamengo mais talentoso e influente do século XVII. ATENTE-SE PARA AS DESCRIÇÕES DESCRITAS NO ESTILO BARROCO.
Igreja de S.Francisco da Penitência / Rio de Janeiro /
Nossa Senhora das Dores / Aleijadinho

O Barroco foi introduzido no Brasil no início do século XVII pelos jesuítas, que trouxeram o novo estilo como instrumento de doutrinação cristã. Nas artes plásticas seus maiores expoentes foram Aleijadinho - na escultura e Mestre Ataíde - na pintura onde suas obras, consideradas as mais belas do país despontaram com maior encanto a partir de 1766.

Igreja de São Francisco, Salvador
O Barroco nasceu na Itália, na passagem do século XVI para o século XVII, em meio a uma das maiores crises espirituais que a Europa já enfrentara: a Reforma Protestante, a Igreja Católica, outrora todo-poderosa, perdeu força e espaço.
Assim, a estética barroca primou pela assimetria, pelo excesso, pelo expressivo e pelo irregular, tanto que o próprio termo "barroco", que nomeou o estilo, designava uma pérola de formato bizarro e irregular. Uma cultura que enfatizava o contraste, o conflito, o dinâmico, o dramático, a dissolução dos limites, junto com um gosto acentuado pela opulência de formas e materiais, tornando-se um veículo perfeito para a Igreja Católica da Contrarreforma.
Com a vinda dos
Africanos
(escravos), a
Arte brasileira também abstraiu a cultura desse povo
, que passa a ser NOSSA CULTURA. Isso ocorre nas mais diversas áreas como
culinária
(vatapá, acarajé, feijoada, mungunzá ...)
dança
(samba, capoeira,
Afoxé [final do séc. XVIII],
forropodó [forró]

e maracatú já no séc. XIX),
religiosa
(Candomblé, Quimbanda e Umbanda) na
música
do século passado e atual(cantores como Clara Nunes, Luíz Gonzaga, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho etc.)
Matias musica Vivaldi, Haendel y J.S Bach
Essa música , segundo
SCHIMIDT(2005), representa bem a característica Barroca da época
Afoxé
Instrumentos do Samba
Maracatú Rural
Samba raíz
Afoxé
Forrobodó
Na religião, o povo negro sofreu severas punições por não adorar aos Deuses Calcacianos, ou seja,
Católicos
. Para poder professar sua fé, os negros aderiram ao
SINCRETISMO RELIGIOSO
. Que consistia em relacionar os
Orixás
aos Santos Católicos. Dessa forma, as religiões Afrodescêndentes passaram a ser mais aceitas e diminuiu-se o preconceito que as relacionavam como religiões do Diabo. Para eles os
Orixás são forças que advém de um Deus todo poderoso
(Olorum ou Zambi)
e que agiam na Natureza

auxiliando os homens na vida terrestre
.
No Sincretismo os Orixás eram:
Oxalá- Jesus
Yemanjá- Nossa Senhora dos Navegantes
Iansã- Santa Bárbara
Ogum-São Jorge
Xangô- São Jerônimo
OXÓSSI- São Sebastião
Yori- Cosme e Damião
Yorimá- São Lázaro
Entre outros...

A igreja Catolica tinha medo das religiões Afrodescentes não por serem capazes de cometer maldades ou feitiço como muitos pensam, e sim, por medo de perder seus fiés e com isso o DÍZIMO e sem dinheiro como sobrevive uma das religiões que mais tem adeptos no planeta?

Ademais, a religião é forma de "moldar" o homem, controlá-lo, impondo-lhes regras em "nome de Deus". A igreja Católica nos séculos passados se colocou à serviço da Burguesia, e posteriormente, à serviço do capitalismo. Se perdesse seus fiés como controlaria a sociedade?

Por outro lado, para evitar uma guerra civil e ter trabalhadores, era conveniente tê-los como "aliados" aceitando o sincretismo ao invéz de perder de vez as relações com o povo negro. Antes conviver com aliados que com inimigos.

O fato é que o preconceito disceminado na população brasileira fez com que a RELIGIÃO dos negros fosse vista com maus olhos, constantemente a população deprecia a religião do negro como demoníaca, taxando-os de macumbeiros, e dessa forma, muitos brancos e negros que se identificando com a Umbanda, Quimbanda e Candomblé preferem se manter neutros ou praticando o seu culto de forma clandestina. PRECONCEITO QUE EXISTE ATÉ OS DIAS ATUAIS.

Contudo, muito costumes advindos dessas religões estão inseridos na CULTURA POPULAR BRASILEIRA como no carnaval através do samba e homenagem aos Orixás, comidas como cuscuz branco, acarajé, feijoada, palavras como axé e outras, na dança, na luta atravéz da capoeira e demais tesouros que herdamos de nossos antepassados.

(veja música em anexo)
(veja música em anexo)
No século XVIII, de acordo com SCHIMIDT(2005) surge o estilo ROCOCÓ que foi erroneamente chamado de barroco
A ARQUIETURA NO PERÍODO BARROCO:
Mestre Athaíde e o genial Aleijadinho - este filho de uma escrava com um português - representam o coroamento da maior manifestação do barroco na pintura e na escultura brasileiras, ambos com obras magistrais espalhadas pela região de Ouro Preto e demais cidades do Ciclo do Ouro.
Delicadas sacadas com gradis de ferro fundido adornam janelas em arcos.
Mestre Ataíde: Detalhe da Ascensão de Cristo, teto da Matriz de Santo Antônio em Santa Bárbara, uma composição central de feições barrocas inserida em uma em uma moldura nitidamente rococó, evidenciado as
superposições estilísticas que caracterizaram tanto o Barroco brasileiro quando a obra deste mestre
Rococó é um estilo artístico que se desenvolveu na Europa no século XVIII. Surgiu em 1700, na cidade de Paris, buscando a sutileza em contraposição aos excessos e suntuosidades do Barroco. Espalhou-se pela Europa no século XVIII e chegou à América em meados deste século. Esteve presente na pintura, arquitetura, música e escultura.
A palavra rococó tem origem no termo francês “rocaille” que é um tipo de decoração de jardim em formato de conchas.
Principais características:
- Uso de cores luminosas e suaves, em contraposição às cores fortes do Barroco;
- Estilo artístico marcado pelo uso de linhas leves, sutis e delicadas;
- Utilização de linhas curvas;
- Uso de temas da natureza: pássaros, flores delicadas, plantas, rochas, cascatas de águas;
- Uso de temas relacionados a vida cotidiana e relações humanas;
- Representação da vida profana da aristocracia;
- Arte sem influência de temas religiosos (exceção do Brasil);
- Busca refletir o que é refinado, agradável, sensual e exótico.
O Rococó no Brasil
Ao contrário do que aconteceu em grande parte dos países europeus, o Rococó ao chegar ao Brasil em meados do século XVIII teve influência de temas religiosos, manifestando-se, principalmente, no campo da arquitetura. A arquitetura religiosa do Rococó brasileiro pode ser vista nas cidades históricas de Minas Gerais, em Belém e Pernambuco.

Além de ser um artista do Barroco, Aleijadinho foi também um dos principais representantes do Rococó no Brasil.
Fonte e fachada Palácio Real de Queluz, 1747-1807

Interior Palacio Real de Queluz- ESTILO ROCOCÓ
PALÁCIO IMPERIAL DE PETRÓPOLES
Em 1808, com a transferência da corte portuguesa para a colônia e com a chegada da família real de Dom João VI no Brasil, iniciou-se uma nova fase na arquitetura brasileira. A origem do neoclássico do Brasil geralmente é atribuída à Missão Francesa, contratada para fundar e dirigir no Rio de Janeiro a Escola de Artes e Ofícios, conhecida mais tarde, em 1826, como Imperial Academia de Belas Artes. Ela trouxe artistas como Jean-Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas e o arquiteto Grandjean de Montigny.
A arquitetura da época firmou-se em duas versões:
o neoclássico oficial
, da Corte, quase todo feito de importações, e a versão
provinciana,
simplificada, feita por escravos, exteriorizando nos detalhes as ligações dos proprietários com o poder central.

As residências urbanas utilizavam-se ainda das mesmas soluções de implantação dos tempos coloniais: sobre o alinhamento das ruas e sobre os limites laterais dos lotes. A parte da frente das residências destinava-se aos salões e a área social da casa, para dentro ficam as alcovas, quartos e salas de jantar, e aos fundos, o serviço. Os porões, que aparecem sob o térreo, marcado pela fileira de óculos alinhados sob as janelas dos salões, são utilizados ora como locais de serviço, ora como depósito de lenha, liberando o térreo para utilização com cômodos de permanência diurna.

As paredes, de pedra ou tijolo, eram revestidas e pintadas de cores suaves, como o branco, rosa, amarelo e azul-pastel, apresentavam corpo de entrada salientes, com escadarias, colunatas e frontões e valorizavam a decoração dos interiores com revestimentos e pinturas.
Em geral as linhas básicas da composição eram marcadas por pilastras. As Janelas e portas se destacavam enquadradas em pedra aparelhada e arrematadas em arco pleno, em cujas bandeiras dispunham-se rosáceas mais ou menos complicadas, com vidros coloridos.
Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro, 1855
As casas rurais obedeciam aos padrões da arquitetura residencial urbana mais modesta, era nos interiores que mais se aproximava dos padrões da Corte, onde graças à cultura do Café se desenvolvia uma intensa vida social. As transformações arquitetônicas mais uma vez se limitavam as superfícies, com papéis decorativos ou pinturas sobre as paredes de terra criando a ilusão de um espaço novo.
Fazenda do Secretário, em Vassouras, no Rio de Janeiro, século XVIII. Fonte: Mirian Thomé em http://bit.ly/aX23rr
Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, 1894. Fonte: http://bit.ly/bNtYG3
Fontes consultadas:
Todas essas informações sobre o estilo artísticos da Arquitetura brasileira fazem-se necessárias para que se compreenda a herança cultural que herdamos e também as casas antigas que ainda temos em nossa cidade.
Em geografia de 1º ao 5º ano estuda-se o meio físico natural e o meio modificado pelo homem como as cidades e as casas, ao dominar tais cohecimentos, o pedagogo poderá interdisciplinarizar os conhecimetos de Arte com Geográfia.

No reconhecimento da Arte local, no centro da nossa cidade, poderemos identificar a tendência e o estilo das casas antigas de Linhares-ES.
Conhecer a História do Brasil, é fundamental para compreender a Arte, o ENEM COMPROVA ISSO...
A ARTE PARA ANA MAE BARBOSA:
É PRECISO TRABALHAR A ARTE LOCAL!
QUADROS COM PREDOMÍNIO DE CORES PRIMÁRIAS (vermelho, azul e amarelo) E COM A RIQUEZA CULTURAL DE NOSSA TERRA E DO POVO NEGRO E SUA VESTIMENTA, COMIDA TÍPICA E RELIGIÃO.
Após sua chegada ao sul da França, se estabelecendo em Arles, o pintor descobre o sentido da cor e da luz e, neste período, sua obra sobre a chamada "explosão da cor". Todo esse efeito em sua obra acabou resultando no quadro apresentado hoje, Doze Girassóis numa Jarra.
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