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3S-L4-lit-mod.14

Naturalismo-Aluísio Azevedo
by

Coord Acadêmica ENEM

on 27 August 2013

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Naturalismo
Aluísio de Azevedo
Introdução
O Naturalismo foi um movimento cultural relacionado às artes plásticas, literatura e teatro. Surgiu na França, na segunda
metade do século XIX, por Emile Zola. Este movimento foi uma radicalização do Realismo.

Características do Naturalismo
- O mundo pode ser explicado através das forças da natureza;
- O ser humano está condicionado às suas características biológicas (hereditariedade) e ao meio social em que vive;
- Forte influência do evolucionismo de Charles Darwin;
- A realidade é mostrada através de uma forma científica (influência do positivismo);
- Nas artes plásticas, por exemplo, os pintores enfatizam cenas do mundo real em suas obras. Pitavam aquilo que observavam;
- Na literatura, ocorre muito o uso de descrições de ambientes e de pessoas;
- Ainda na literatura, a linguagem é coloquial;
- Os principais temas abordados nas obras literárias naturalistas são: desejos humanos, instintos, loucura, violência, traição, miséria, exploração social, etc.
Este movimento chegou ao Brasil em 1881 com a publicação de O Mulato, de Aluísio de Azevedo, seu principal representante. Suas principais obras foram: O Mulato, Casa de Pensão e O Cortiço. Os escritores brasileiros abordaram a realidade social brasileira, destacando a vida nos cortiços, o preconceito, a diferenciação social, entre outros temas.
O Naturalismo desenvolve a visão determinista do homem, que é visto como um produto do meio e da hereditariedade. Os temas costumam fazer alusão à patologia social. A literatura naturalista expressa uma sociedade doente e não poupa assuntos como as taras, os vícios e os desvios de comportamento do homem em sociedade. O ambiente é muito diferente dos salões luxuosos retratados pelo Romantismo. As preferências são pelos miseráveis e pelos meios promíscuos e degradantes. Desenvolve-se, também, o chamado romance de tese cujo enredo comprova as teorias científicas da época.
No Brasil
A narrativa de Aluísio Azevedo dá ênfase à coletividade. Muito mais que o comportamento individual, o agrupamento humano foi o interesse maior do autor. As mazelas sociais, a ganância, o preconceito, a precariedade de vida, os ambientes imundos e as diversas situações deprimentes da vida humana fizeram parte de um verdadeiro painel representativo de umasociedade marcada, sobretudo, pela injustiça.
A paisagem coletiva
Publicado em 1890, O Cortiço é um romance de tese, ou seja, pelo enredo são comprovadas as teorias científicas da época. O cortiço é personagem coletiva, capaz de governar todos aqueles que nele habitam. Personagens como João Romão, odono do cortiço, e Jerônimo, o português que muda seus hábitos ao morar no cortiço, são, respectivamente, exemplos notáveis do darwinismo social e do determinismo humano. Assumindo uma perspectiva biológica, o narrador, em linguagem simples,direta e objetiva, adota a postura de um verdadeiro cientista social que deixa os fatos progredirem, sem interferir neles, como manda o rigor científico da impessoalidade.
Desse modo, esta impressionante obra-prima da literatura brasileira revela um ambiente social perverso capaz de tirar o livre arbítrio do homem, pois este é condicionado pelo meio ambiente e pela hereditariedade, e contra eles, nadase pode fazer.
O Cortiço: a obra mais
representativa do Naturalismo
brasileiro
realismo
naturalismo
burguesia
proletariado
personagens complexas
personagens-tipo
retrato social
patologia social
psicologismo
biologismo
romance psicológico
romance de tese
enfoque à personagem
enfoque à coletividade
Diferenças entre Realismo e
Naturalismo
TRABALHANDO O ENEM
H1 - Identificar as diferentes linguagens e seus recursos
expressivos como elementos de caracterização dos sistemas
de comunicação.
H15 - Estabelecer relações entre o texto literário e o momento
de sua produção, situando aspectos do contexto histórico,
social e político.
H17 - Reconhecer a presença de valores sociais e humanos
atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.
H18 - Identificar os elementos que concorrem para a progressão
temática e para a organização e estruturação de textos de
diferentes gêneros e tipos.
H21 - Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos
verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e
mudar comportamentos e hábitos.
H22 - Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos
e recursos linguísticos.
H29 - Identificar pela análise de suas linguagens, as tecnologias
da comunicação e informação.
1. Abatidos pelo fadinho harmonioso e nostálgico dos desterrados, iam todos, até mesmo os brasileiros, se concentrando e
caindo em tristeza; mas, de repente, o cavaquinho de Porfiro, acompanhado pelo violão do Firmo, romperam vibrantemente
com um chorado baiano. Nada mais que os primeiros acordes da música crioula para que o sangue de toda aquela gente despertasse logo, como se alguém lhe fustigasse o corpo com urtigas bravas. E seguiram-se outras notas, e outras, cada vez mais ardentes e mais delirantes. Já não eram dois instrumentos que soavam, eram lúbricos gemidos e suspiros soltos em torrente, a correrem serpenteando, como cobras numa floresta incendiada; eram ais convulsos, chorados em frenesi de amor: música feita de beijos eoluços gostosos; carícia de fera, carícia de doer, fazendo estalar de gozo.
AZEVEDO, A.
O Cortiço. São Paulo: Ática, 1983
(fragmento).
No romance O Cortiço (1890), de Aluízio Azevedo, as personagens são observadas como elementos coletivos caracterizados por condicionantes de origem social, sexo e etnia. Na passagem transcrita, o confronto entre brasileiros e portugueses revela prevalência do elemento brasileiro, pois

a) destaca o nome de personagens brasileiras e omite o de personagens portuguesas.

b) exalta a força do cenário natural brasileiro e considera o do português inexpressivo.

c) mostra o poder envolvente da música brasileira, que cala o fado português.

d) destaca o sentimentalismo brasileiro, contrário à tristeza dos portugueses.

e) atribui aos brasileiros uma habilidade maior com instrumentos musicais.
2. Testes
Dia desses resolvi fazer um teste proposto por um site da internet. O nome do teste era tentador: “O que Freud diria devocê”. Uau. Respondi a todas as perguntas e o resultado foi o seguinte: “Os acontecimentos da sua infância a marcaramaté os doze anos, depois disso você buscou conhecimento
intelectual para seu amadurecimento”.
Perfeito! Foi exatamente o que aconteceu comigo. Fiquei radiante: eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psicanálise, e ele acertou na mosca.
Estava com tempo sobrando, e curiosidade é algo que não me falta, então resolvi voltar ao teste e responder tudo diferente
do que havia respondido antes. Marquei umas alternativas esdrúxulas, que nada tinham a ver com a minha personalidade.
E fui conferir o resultado, que dizia o seguinte: “Os acontecimentos da sua infância a marcaram até os 12 anos,
depois disso você buscou conhecimento intelectual para seu amadurecimento”.
MDEDEIROS, M. Doidas e santas. Porto Alegre, 2008 (adaptado).
Quanto às influências que a internet pode exercer sobre os usuários, a autora expressa uma reação irônica no trecho:

a) “Marquei umas alternativas esdrúxulas, que nada tinham a ver”.

b) “Os acontecimentos da sua infância a marcaram até os doze anos”.

c) “Dia desses resolvi fazer um teste proposto por um site da internet”.

d) “Respondi a todas as perguntas e o resultado foi o seguinte”.

e) “Fiquei radiante: eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psicanálise."
3-No romance O Cortiço (1890), de Aluízio Azevedo, as personagenssão observadas como elementos coletivos caracterizados
por condicionantes de origem social, sexo e etnia. Na passagem transcrita, o confronto entre brasileiros e portugueses revela prevalência do elemento brasileiro, pois

a) destaca o nome de personagens brasileiras e omite o de personagens portuguesas.

b) exalta a força do cenário natural brasileiro e considera o do português inexpressivo.

c) mostra o poder envolvente da música brasileira, que cala o fado português.

d) destaca o sentimentalismo brasileiro, contrário à tristeza dos portugueses.

e) atribui aos brasileiros uma habilidade maior com instrumentos musicais.
4. A Herança Cultural da InquisiçãoA Inquisição gerou uma série de comportamentos humanos defensivos na população da época, especialmente por ter perdurado na Espanha e em Portugal durante quase 300 anos, ou no mínimo quinze gerações. Embora a Inquisição tenha terminado há mais de um século, a pergunta que fiz a vários sociólogos, historiadores e psicólogos era se alguns desses comportamentos culturais não poderiam ter-se perpetuado entre nós. Na maioria, as respostas foram negativas, ou seja, embora alterasse sem dúvida o compor-tamento da época, nenhum comportamento permanece tanto tempo depois, sem reforço ou estímulo continuado. Não sou psicólogo nem sociólogo para discordar, mas tenho a impressão de que existem alguns comportamentos estra-nhos na sociedade brasileira, e que fazem sentido se você os considerar resquícios da era da Inquisição. [...] KANITZ, S. A Herança Cultural da Inquisição. In: Revista Veja. Ano 38, nº 5, 2 fev. 2005 (fragmento).

Considerando-se o posicionamento do autor do fragmento a respeito de comportamentos humanos, o texto
a) enfatiza a herança da Inquisição em comportamentos culturais observados em Portugal e na Espanha.

b) contesta sociólogos, psicólogos e historiadores sobre a manutenção de comportamentos gerados pela Inquisição.

c) contrapõe argumentos de historiadores e sociólogos a respeito de comportamentos culturais inquisidores.

d) relativiza comportamentos originados na Inquisição e observados na sociedade brasileira.

e) questiona a existência de comportamentos culturais brasileiros marcados pela herança da Inquisição.
5. Resta saber o que ficou nas línguas indígenas no português do Brasil. Serafim da Silva Neto afirma: “no português do Brasil não há, positivamente, influência das línguas africanas ou ameríndias”. Todavia, é difícil de aceitar que um longo período de bilinguismo de dois séculos não deixasse marcas no português do Brasil.
ELIA, S. Fundamentos Histórico-Linguísticos do Português do Brasil. Rio de Janeiro:Lucerna, 2003 (adaptado).

No final do século XVIII, no norte do Egito, foi descoberta a Pedra de Roseta, que continha um texto escrito em egípcio antigo, uma versão desse texto chamada “demótico”, e o mesmo texto escrito em grego. Até então, a antiga escrita egípcia não estava decifrada. O inglês Thomas Young estudou o objeto e fez algumas descobertas como, por exemplo, a direção em que a leitura deveria ser feita. Mais tarde, o francês Jean-François Champollion voltou a estudá-la e conseguiu decifrar a antiga escrita egípcia a partir do grego, provando que, na verdade, o grego era a língua original do texto e que o egípcio era uma tradução.
Com base na leitura dos textos, conclui-se, sobre as línguas, que

a) cada língua é única e intraduzível.

b) elementos de uma língua são preservados, ainda que não haja mais falantes dessa língua. XXXX

c) a língua escrita de determinado grupo desaparece quan-do a sociedade que a produzia é extinta.

d) o egípcio antigo e o grego apresentam a mesma estrutura gramatical, assim como as línguas indígenas brasileiras e o português do Brasil.

e) o egípcio e o grego apresentavam letras e palavras simila-res, o que possibilitou a comparação linguística, o mesmo que aconteceu com as línguas indígenas brasileiras e o português do Brasil.
6. Texto I
O chamado “fumante passivo” é aquele indivíduo que não fuma, mas acaba respirando a fumaça dos cigarros fumados ao seu redor. Até hoje, discutem-se muito os efeitos do fumo passivo, mas uma coisa é certa: quem não fuma não é obrigado a respirar a fumaça dos outros. O fumo passivo é um problema de saúde pública em todos os países do mundo. Na Europa, estima-se que 79% das pessoas estão expostas à fumaça “de segunda mão, enquanto, nos Estados Unidos, 88% dos não fumantes acabam fumando passivamente. A Sociedade do Câncer da Nova Zelândia informa que o fumo passivo é a terceira entre as principais causas de morte no país, depois do fumo ativo e do uso de álcool. Disponível em: www.terra.com.br. Acesso em: 27 abr. 2010 (fragmento).

Texto II







em:http://rickjaimecomics.blogspot.com. Acesso em: 27 abr.2010.

Ao abordar a questão do tabagismo, os textos I e II procuram demonstrar que

a) a quantidade de cigarros consumidos por pessoa, diariamente, excede o máximo de nicotina recomendado para os indivíduos, inclusive para os não fumantes.

b) para garantir o prazer que o indivíduo tem ao fumar, será necessário aumentar as estatísticas de fumo passivo.

c) a conscientização dos fumantes passivos é uma maneira de manter a privacidade de cada indivíduo e garantir a saúde de todos.

d) os não fumantes precisam ser respeitados e poupados, pois estes também estão sujeitos às doenças causadas pelo tabagismo.

e) o fumante passivo não é obrigado a inalar as mesmas toxinas que um fumante, portanto depende dele evitar ou não a contaminação proveniente da exposição ao fumo.
7. Capítulo III
Um criado trouxe o café. Rubião pegou na xícara e, enquanto lhe deitava açúcar, ia disfarçadamente mirando a bandeja, que era de prata lavrada. Prata, ouro, eram os metais que amava de coração; não gostava de bronze, mas o amigo Palha disse-lhe que era matéria de preço, e assim se explica este par de figuras que aqui está na sala: um Mefistófeles e um Fausto. Tivesse, porém, de escolher, escolheria a bandeja, - um primor de argentaria, execução fina e acabada. O criado esperava teso e sério. Era espanhol; e não foi sem resistência que Rubião o aceitou das mãos de Cristiano; por mais que lhe dissesse que estava acostumado aos seus crioulos de Minas, e não queria línguas estrangeiras em casa, o amigo Palha insistiu, demonstrando-lhe a necessidade de ter criados brancos. Rubião cedeu com pena. O seu bom pajem, que queria pôr na sala, como um pedaço da província, nem pôde deixar na cozinha, onde reinava um francês, Jean; foi degradado a outros serviços.
ASSIS, M. Quincas Borba. In: Obra completa (fragmento).

Quincas Borba situa-se entre as obras-primas do autor e da literatura brasileira. No fragmento apresentado, a peculiaridade do texto que garante a universalização de sua abordagem reside

a) Um conflito entre o passado pobre e o presente rico, que simboliza o triunfo da aparência sobre a essência.

b) no sentimento de nostalgia do passado devido à substituição da mão de obra escrava pela dos imigrantes.

c) Na referência a Fausto e Mefistófeles, que representam o desejo de eternização de Rubião.

d) na admiração dos metais por parte de Rubião, que metaforicamente representam a durabilidade dos bens produzidos pelo trabalho.

e) na resistência de Rubião aos criados estrangeiros, que reproduz o sentimento de xenofobia.

O cortiço
"João Romão foi, dos treze aos vinte e cinco anos, empregado de um vendeiro que enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taverna nos refolhos do bairro do Botafogo; e tanto economizou do pouco que ganhara nessa dúzia de anos, que, ao retirar-se o patrão para a terra, deixou-lhe, em pagamento de ordenados vencidos, nem só a venda com o que estava dentro, como ainda um conto e quinhentos em dinheiro.
Proprietário e estabelecido por sua conta, o rapaz atirou-se à labutação ainda com mais ardor, possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estopa cheio de palha. A comida arranjava-lha, mediante quatrocentos réis por dia, uma quitandeira sua vizinha, a Bertoleza, crioula trintona, escrava de um velho cego residente em Juiz de Fora e amigada com um português que tinha uma carroça de mão e fazia fretes na cidade.
Bertoleza também trabalhava forte; a sua quitanda era a mais bem afreguesada do bairro. De manhã vendia angu, e à noite peixe frito (...)”

— O Cortiço - 1890
8-Segundo pesquisas recentes, é irrelevante a diferença entre sexos para se avaliar a inteligência. Com relação às tendências para áreas do conhecimento, por sexo, levando em conta a matrícula em cursos universitários brasileiros, as informações do gráfico asseguram que

a) os homens estão matriculados em menor proporção em cursos de Matemática que em Medicina por lidarem melhor com pessoas.

b) as mulheres estão matriculadas em maior percentual em cursos que exigem capacidade de compreensão dos seres humanos.

c) as mulheres estão matriculadas em percentual maior em Física que em Mineração por tenderem a trabalhar melhor com abstrações.

d) as homens e as mulheres estão matriculados na mesma proporção em cursos que exigem habilidades semelhantes na mesma área.

e) as mulheres estão matriculadas em menor número em Psicologia por sua habilidade de lidarem melhor com coisas que com sujeitos
.
9. Texto I
Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. RIO, J. A rua. In: A alma encantadora das ruas. São Paulo:Companhia das Letras, 2008 (fragmento).

Texto II
A rua dava-lhe uma força de fisionomia, mais consciência dela. Como se sentia estar no seu reino, na região em que era rainha e imperatriz. O olhar cobiçoso dos homens e o de inveja das mulheres acabavam o sentimento de sua personalidade, exal-tavam-no até. Dirigiu-se para a rua do Catete com o seu passo miúdo e sólido. [...] No caminho trocou cumprimento com as raparigas pobres de uma casa de cômodos da vizinhança. [...] E debaixo dos olhares maravilhados das pobres raparigas, ela continuou o seu caminho, arrepanhando a saia, satisfeita que nem uma duquesa atravessando os seus domínios. Clara dos anjos

A experiência urbana é um tema recorrente em crônicas, contos e romances no final do século XIX e início do XX, muitos dos quais elegem a rua para explorar essa experiência. Nos fragmentos I e II, a rua é vista, respectivamente, como lugar que
a) desperta sensações contraditórias e desejo de reconhecimento.

b) favorece o cultivo da intimidade e a exposição dos dotes físicos.

c) possibilita vínculos pessoais duradouros e encontros casuais.

d) propicia o sentido de comunidade e a exibição pessoal.

e) promove o anonimato e a segregação social.
10. Fora da ordem Em 1558, o engenheiro militar italiano Agostinho Romelli publicou Le Diverse et Artificiose Machine no qual descrevia uma máquina de ler livros,. Montada para girar verticalmente, como uma roda de hamster, a invenção permitia que o leitor fosse de um texto ao outro sem se levantar de sua cadeira. Hoje podemos alternar entre documentos com muito mais facilidade – um clique no mouse é suficiente para acessarmos imagens, textos, vídeos e sons instantaneamente. Para isso, usamos o computador, e principalmente a internet – tecnologias que não estavam disponíveis no Renascimento, época em que Romelli viveu.
Revista Língua Portuguesa

O inventor italiano antecipou, no século XVI, um dos princípios definidores do hipertexto: a quebra de linearidade na leitura e a possibilidade de acesso ao texto conforme o interesse do leitor. Além de ser característica essencial da internet, do ponto de vista da produção do texto, a hipertextualidade se manifesta também em textos impressos, como

a) dicionários, pois a forma do texto dá liberdade de acesso à informação.

b) documentários, pois o autor faz uma seleção dos fatos e das imagens.

c) relatos pessoais, pois o narrador apresenta sua percepção dos fatos.

d) editoriais, pois o editorialista faz uma abordagem detalhada dos fatos.

e) romances românticos, pois os eventos ocorrem em diversos cenários.
http://www.radio.uol.com.br/#/busca/musica/tico-tico no fuba
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