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ESPAÇO PÚBLICO

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Julia Vega Galván Menezes

on 7 December 2016

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Transcript of ESPAÇO PÚBLICO

2016
Equipe 9 - Camila Godoi - Elisa Menezes - Julia Vega
Teoria da Arquitetura
A CIDADE E O ESPAÇO PÚBLICO
“Todo mundo precisa de um lugar para pensar”, diz a placa de metal fixada no banco de um passeio público em Londres.
Enxergar a cidade faz toda a diferença para quem não quer apenas passar por ela, mas sobretudo estar nela. Enxergar a cidade nos faz sentir parte do tecido urbano, e sentir-se parte de uma realidade é condição essencial para transformá-la.

A Cidade

A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.

A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há
.José Carlos Ary dos Santos

Do espaço ao lugar público

Apropriados pelo capitalismo para servir como local de passagem, os espaços públicos deixam de servir a sociedade e seguem além, até quando promovem suas marcas em ruas transformadas em revistas de propaganda.
Se por um lado a multidão e a experiência na cidade parecem fazer com que a noção de identidade seja dissipada, por outro, temos a formação de uma nova identidade dessas pessoas na multidão. Método bilateral entre a cidade e seu
usuário. Esse novo usuário da cidade vai se constituir a partir da própria fragmentação, da despersonalização.
É importante notar como as atuais e influentes noções de política e de espaço público ainda são marcadas por um forte traço idealizador do passado. Não, não se trata de esquecer o passado, mas de evitar sua imagem arcaica. Estes espaços assumiam, em grande parte, pontos essenciais da vida política e social, porém, nos dias de hoje, esses espaços passam a ter funções recreativas, onde, muitas vezes, se mantém pelo caráter de consumo adjacente.
O “público” nada mais é do que a manutenção da ordem pública em favor da ordem privada, uma relação de subordinação dos bens comuns e do uso das coisas, assim como sua comunicação com o espaço.
Já que construir e morar em cidades implica necessariamente em uma vida coletiva, os princípios de coletividade deixaram de ser definidos por qualquer lembrança de vida social autônoma. Sob esse parâmetro, não são os indivíduos que definem a sociedade, mas sim, os cidadãos submetidos ao poder urbano que definem a coletividade e o que poderia vir a ser a vida social na cidade.
O lugar público é justamente a negação diária do espaço como ele se mostra e é dessa negação, dessa recusa que se faz no cotidiano, que é possível uma abertura para novas possibilidades que não essas já alinhadas e mortas.
Os espaços públicos urbanos devem permitir a integração de diferentes cidadãos e das suas atividades, incentivar o encontro, a estadia, a expressão, a cultura e a subsistência dos sistemas naturais no ambiente urbano. Aumentando a expectativa da função desses espaços, enxergamos esses locais como o motor de novas perspectivas na cidade, o palco do desenvolvimento das necessidades coletivas e da vida pública, o gerador da identidade local, determinante da sua paisagem, insolúvel às pessoas e sua
dinâmica.
Na medida em que o espaço público satisfaça os requisitos da sociedade oferecendo soluções conjuntas e articuláveis na proteção dos direitos dos utilizadores, contemplando igualmente as suas necessidades atribuindo significado ao lugar, descrevem-se assim, suas qualidades e, consequentemente, as funções do desenho urbano que consolidam sua importância no espaço público.
Portanto, uma cidade para todos.
Qualidade

O conceito de qualidade, em termos genéricos, pode-se definir como o grau que determinado serviço ou dispositivo físico possui para satisfazer as necessidades dos utilizadores.
As categorias definidoras da qualidade correspondem à estética, ao uso e à estrutura do espaço em relação à malha urbana, enquadrando, assim os aspetos físicos e o desempenho do espaço. Estas categorias - estética, uso e estrutura - são consideradas fundamentais para a qualificação do espaço construído, já que este deve possuir uma estética satisfatória, um uso apropriado e uma conexão adequada com os demais espaços urbanos, para que possam responder às necessidades dos utentes conjuntamente e individualmente.
A qualidade do espaço público pode-se avaliar pela intensidade e qualidade das relações sociais que este permite, pela sua capacidade de acolher e agregar diferentes grupos e comportamentos e pela oportunidade que cria em estimular a identificação simbólica, a expressão e a integração cultural.
“Assim, a consolidação da praça como patrimônio da cidade é um momento importante de reconhecimento, assimilação e proteção do espaço. Um espaço marcado por vestígios de várias épocas e culturas, das quais muitas pessoas foram pertencentes e que pode ser preservado como parte da identidade da cidade. Por possuir referencias simbólicas, a praça constitui um patrimônio imaterial e material, visto que “a matéria e o espírito” são apegados.” SCHILDER,
Cristiana Ferreira.
Começamos com um ponto de reflexão: Qual a cidade que queremos?
Essa pergunta não tem só uma resposta e além disso essas respostas mudam com o tempo, de acordo com os caminhos que a sociedade toma. Queremos uma cidade mais acessível e isso não quer dizer apenas uma melhoria no transporte publico. Queremos tirar as grades invisíveis que tornam as praças desabitadas, queremos mais calçadas e menos carros, queremos equipamentos públicos que funcionem de verdade, queremos arte na rua e queremos rua nas artes. Isso é só um pouquinho do que queremos.
Entendemos os eventos na rua como parte desse caminho, quem além de empoderador é divertido e alimenta a alma. Ajuda a enxergar e sentir a cidade como nossa, assim como entender nosso papel dentro desse processo de construção coletiva.
Referência bibliográfica

FERRARA, L.D'A., "Leitura sem palavras". São Paulo: Ática, 1986;
ARANTES, A. Augusto. "A guerra dos lugares. Sobre fronteiras simbólicas e liminaridades.";
FANTINATTI, J.M. Pró-memória de Campinas;
BRAGA, Paula M. e SCHICCHI, Maria C. “Catedral Metropolitana de Campinas: quando um edifício comtempla a história da cidade”
Centro de Convivência de campinas

Com a demolição do Teatro Municipal em 1965, surgiu a necessidade de criar um espaço cultural para Campinas. A Praça Imprensa Fluminense foi a principal opção para preencher esse vazio cultural. O terreno adquirido para a construção da Praça, antigamente com uma área de duas quadras onde uma era o Passeio Público de Campinas, construído entre 1876 a 1882 e inspirado no Passeio Público do Rio de Janeiro, um espaço em que os moradores e visitantes pudessem usufruir com uma exuberante vegetação e a outra quadra situava a Escola Municipal Cesário Mota (demolida com a instalação do CCC), sendo separada pela Avenida Júlio de Mesquita







.
O arquiteto Fábio Penteado teve como partido a união das duas quadras, desenhando-as como uma única quadra circular.
Só em 1967 iniciam-se as obras do Centro Comunitário Cultural, passando por algumas interrupções e retornadas em 1974, até sua conclusão em 1976. Seu projeto é composto por quatro edifícios em cruz, dos quais as partes superiores são arquibancadas para o Teatro Arena, além de um teatro interno e um espaço disponível para exposições de arte.
Com as transformações sofridas durante o século XX, novas avenidas foram abertas para o intenso fluxo de carros e novas casas e edifícios reurbanizaram a área, principalmente em relação aos gabaritos dos prédios que duplicaram, possibilitando uma outra sensação dos visitantes do espaço público.

Praça imprensa fluminense 1929 centro de convivência, década de 80
fonte: campinas nostalgica fonte: campinas nostalgica
Largo da Catedral metropolitana de campinas

A decisão de se construir uma Catedral para Campinas foi tomada no ano de 1807, quando o templo da então Vila de São Carlos se tornara pequeno para o número de fiéis, e sua construção teve início em 1808. O sítio, fora do perímetro urbano da Vila, o que já indicava a previsão de seu crescimento. O arruamento que configura a área central de Campinas manteve-se o mesmo, desde sua constituição entre os séculos XVIII e XIX, até a segunda década do século XX, quando a abertura de ruas e a formação de bairros começaram com os loteamentos das fazendas de café. Sua conclusão, 1880, foi realizado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, obra fundamental para sua carreia profissional, projetando o seu nome para todo o país.


A Catedral é considerada o maior monumento em uso, localizada no ponto principal de comercio da cidade, na Praça José Bonifácio, junto à Avenida Francisco Glicério, com grande circulação de veículos e a Rua 13 de Maio, a maior via de circulação de pedestres. Sua identificação com o centro da cidade é inevitável, posto que o estudo da sua localização revela a mudança de condição geográfica do centro e, mais tarde, irradia as direções de crescimento da cidade.
A cidade recebeu, em 1938, um plano urbanístico denominado “Plano Prestes Maia”, que reunia um grande conjunto de ações voltadas a reordenar suas vocações urbanas e impulsionar velhos e novos usos. O plano mudou a fisionomia da cidade, uma transformação profunda em relação paisagem anterior.
CATEDRAL VISTA A PARTIR DA AVENIDA FRANSCISCO GLICÉRIO - PADRONIZAÇÃO DO PISO E COLOCAÇÃO DA VEGETAÇÃO NO LARGO DA CATEDRAL DÃO MAIOR AMPLITUDE À PRAÇA AO INTEGRA - LÁ VISUALMENTE COM A RUA 13 DE MAIO
FONTE: FOTO PAULA MARQUES
VISTA DA CATEDRAL METROPOLITANA DE CAMPINAS EM 1942
FONTE: CAMPINAS ANTIGAMENTE
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