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Educação Musical - Estudo de caso e propostas de atividades sobre Apreciação Musical para alunos do Ensino Fundamental II - Lucas Nascimento dos Santos

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Lucas Nascimento

on 28 April 2017

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Transcript of Educação Musical - Estudo de caso e propostas de atividades sobre Apreciação Musical para alunos do Ensino Fundamental II - Lucas Nascimento dos Santos

VII EEMU- Educação musical na escola: Um mundo de possibilidades
Infelizmente, existe um pré-conceito entre os jovens em relação às músicas que lhe são apresentadas diariamente, pois se acredita que apenas elas são boas, o que acaba resultando no desconhecimento e/ou na rejeição de outros tipos e estilos musicais (principalmente o Erudito).
É comum observarmos as músicas em voga na mídia atualmente, trazerem apologias a sexo e violência. Esta influência das músicas - principalmente sobre os jovens - fica clara pela forma e a linguagens que eles utilizam no seu dia a dia e em seu tratamento com outras pessoas. Mas um dos maiores problemas está no pré-conceito, na falta de interesse e de acesso à informação de alguns estilos musicais e compositores.
Educação Musical - Estudo de caso e propostas de atividades sobre Apreciação Musical
para alunos do Ensino Fundamental II
Lucas Nascimento dos Santos
Universidade de Sorocaba
Lucasns1994@hotmail.com
Aaron Copland (1974) afirma que atualmente todos nós podemos correr o risco de não entender música, e tal entendimento não será ganho somente através da leitura de algum artigo acadêmico ou livro, mas sim através somente, da escuta e do exercício auditivo para a interpretação, análise e apreciação
das obras musicais.
Objetivos
Para apreciar algo, primeiramente, precisa-se perceber o que se deve apreciar. Pelo fato da música possuir uma natureza abstrata e de ocorrer no tempo e no espaço, sua apreciação se torna difícil porque “Os ‘acontecimentos’ musicais têm uma natureza mais abstrata, de modo que o ato de reuni-los novamente na imaginação não é tão fácil como na leitura de um romance.” (COPLAND, 1974, p. 20 - 21). Essa imaterialidade acaba dificultando e fazendo as pessoas apreciarem as músicas de maneira superficial, e muitas vezes, equivocada.
"[...] sejam curiosos em relação à música. Não se contentem em ficar só nas suas preferências musicais, [...] ninguém estará traindo seus velhos hábitos pela aquisição de novos. Este horizonte pode seguir se expandindo; em toda a sua vida haverá coisas novas a descobrir. Certamente não estou dizendo que vocês devam gostar de tudo o que ouvem ou que veem. Somente um tolo faria isso. Estou simplesmente dizendo que quem quiser descobrir música interessante terá que procurar." (SCHAFER, 1991, p. 23-24)
Ensino de Música
Não deve ser pensado apenas para quem deseja se tornar um (a) musicista, mas pode ser visto para a formação intelectual, social e cultural do ser humano.
Não é de hoje que a música é vista como um forte meio de educação, pois ela já vem sido tratada com muita importância desde a Antiguidade Clássica, como aponta Fonterrada (2008).
Consegue-se enxergar, que devido à grande velocidade e facilidade de adquirir
informações em nosso cotidiano, as crianças crescem nesta rotina acelerada, de forma que acabam tornando isso como ritmo de suas vidas. Conforme mais avançamos com a tecnologia, as pessoas ficam mais distantes uma das outras.

Numa sociedade, em que só é valorizado o contato virtual, como fazer com que as crianças se entrosem uma com as outras de uma maneira saudável? Como fazer com que tenham o hábito de não aceitar tudo que lhe é apresentado, conseguindo ter um pensamento crítico sobre as coisas, e conseguindo criar seu gosto não apenas baseado no que a massa ouve?
Poucos já ouviram falar de Villa-Lobos, Hermeto Pascoal, Chico Buarque, por exemplo. Muitas vezes os associam estes compositores como sendo criadores de músicas chatas e sem graça, se desinteressando por completo, dificultando a apresentação - muitas vezes oferecida pelo professor - de novos ritmos. O professor deve estar atento à bagagem cultural de seus alunos, para que ele aos poucos, consiga apresentar outros ritmos e músicas diferentes de acordo com o meio em que ele se encontra.
ESCUTA
PRÁTICA
Ensino
Como escutar uma música? É apenas ouvir uma vez, decorar a letra ou a melodia? Apenas tocar a música na forma exata em que se encontra na partitura? Existe algo a mais para escutar na música?
Desenvolver o Senso Crítico através da apresentação das obras e diálogos entre a classe;
Estimular o interesse à Cultura Popular e Cultura Erudita;
Desenvolvimentos dos sentidos musicais de cada indivíduo através das análises das obras apresentadas durante as aulas;
Será adotado como metodologia um estudo de propostas e sugestões de atividades de Apreciação Musical, estimulando o interesse à cultura popular e erudita da História da Música Ocidental e Brasileira.
Metodologia
No início das aulas, deve-se entender a diferença entre ouvir e escutar.
Acreditamos que as palavras são sinônimas, mas não são. Granja (2006) afirma que o ouvir é o ato físico do seu aparelho auditivo captar o som. Como, por exemplo, estamos esperando um ônibus e estamos ouvindo o barulho dos carros passando, não existindo uma intenção. Diferente de escutar, onde há - primeiramente - uma intenção do que se escuta, estabelecendo relações entre os sons que são captados pelo nosso aparelho auditivo. Quando você está em uma conversa, ambas as pessoas estão escutando uma à outra.
Swanwick (2003) cita alguns critérios para a Apreciação Musical, no qual o aprendizado é dividido em 8 níveis. O objetivo destes níveis é que o aluno consiga perceber relações no modo como o compositor trabalha com as propriedades físicas do som - altura, timbre, duração e intensidade - e os materiais sonoros identificando, por exemplo, frases musicais, motivos, períodos e entre outros, para que nos níveis finais, o aluno consiga adquirir consciência da maneira que o material sonoro está organizado, desenvolvendo a apreciação crítica independente, obtendo grande compreensão no valor da música devido à sensibilidade desenvolvida com os materiais sonoros, para que assim, seja possível identificar e compreender ideias dos compositores e/ou intérpretes como sendo um discurso simbólico a ser apreciado.
Espera-se atingir com este estudo, um desenvolvimento do senso crítico dos alunos
envolvidos, voltado para as músicas que estão disponíveis para o consumo no cotidiano deles. Não é o objetivo deste estudo, dizer o que é “bom e ruim”, mas sim torna-los críticos, a ponto de conseguirem analisar uma música, e ter critérios críticos suficientes para que se consigam argumentar sobre seu conteúdo, sua estruturação e sua estética, para que seja trabalhada e desenvolvida a percepção e a Apreciação Crítica de cada indivíduo.
Resultados esperados
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Referencial Curricular Nacional Para A Educação Infantil. Brasília:
MEC/SEF, 1998. 3v.: il. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf> Acessado em: 01/12/13.
COPLAND, Aaron. Como Ouvir E Entender Música. Rio de Janeiro: Artenova. 1974.
FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. De Tramas E Fios: um ensaio sobre música e educação. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte; São Paulo: UNESP. 2008.
GOMES, Ruth Cristina Soares; GHEDIN, Evandro. O Desenvolvimento Cognitivo na visão de Jean Piaget e Suas Implicações a Educação Científica. Disponível em: <http://www.nutes.ufrj.br/abrapec/viiienpec/resumos/R1092-2.pdf> Acessado em: 01/12/13.
GRANJA, Carlos Eduardo de Souza Campos. Musicalizando a escola: música, conhecimento e educação. São Paulo: Escrituras. 2006.
LOUREIRO, Alicia Maria Almeida. O Ensino Da Música Na Escola Fundamental. 8. ed.
Campinas: Papirus, 2012.
PACIEVITCH, Thais. Teoria Cognitiva. Disponível em: <http://www.infoescola.com/educacao/teoria-cognitiva/> Acessado em: 01/12/13.
SCHAFER, Murray. O Ouvido Pensante. São Paulo: UNESP, 1991.
SWANWICK, Keith. Ensinando Música Musicalmente. São Paulo: Moderna. 2003.

VII EEMU- Educação musical na escola: Um mundo de possibilidades
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