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Epidemiologia em Fonoaudiologia

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Isabela Alves de Quadros

on 29 September 2015

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Caracterização dos usuários dos serviços --> estudos epidemiológicos, a fim de elaborar políticas adequadas à população

Situação socioeconômica, a origem e costumes da população.

Desenvolvimento de programas de promoção de saúde por meio do conhecimento do perfil da população

Epidemiologia em Fonoaudiologia
Fonoaudiologia



cuidar do indivíduo no que se refere à área da comunicação oral e escrita, voz e audição, prevenindo, reabilitando, habilitando e aperfeiçoando padrões de fala, linguagem, voz e motricidade oral.


Epidemiologia em Fonoaudiologia
Fonoaudiologia na saúde pública


sem comunicação, o indivíduo não interage com o meio, ou o faz com dificuldade, e passa a ser discriminado pela sociedade

Estudo dos padrões da ocorrência de doenças em populações humanas e os fatores determinantes destes padrões

A epidemiologia aborda o processo saúde-doença em grupos de pessoas que podem variar de pequenos grupos até populações inteiras.

Descreve, analisa, planeja e intervém nos problemas de saúde das coletividades humanas.

Epidemiologia em Fonoaudiologia
Epidemiologia é o eixo da saúde pública

A Fonoaudiologia deve aliar-se à Epidemiologia



Epidemiologia em Fonoaudiologia
Extrema importância para a adequação das medidas de saúde pública nos vários níveis de prevenção.

Epidemiologia em Fonoaudiologia
Isabela Alves de Quadros
Valdirene Silva
Laura Andrade
Andrea Foger
Aline Faure
Marília Bertozzo
Gabriele de Luccas
Patrícia Soalheiro

Epidemiologia em Fonoaudiologia
Aspectos da fala, da linguagem e da audição


atributos da saúde


Manifestações patológicas. Sofrimento, insucesso social, comprometendo a qualidade de vida dos indivíduos.

(Andrade, 2000)

Epidemiologia em Fonoaudiologia
(Brasolotto et al,1988)

Epidemiologia em Fonoaudiologia
Conhecer as condições de vida em nossa sociedade


Atuar no âmbito da saúde, articulada as ações políticas mais abrangentes


Relacionadas ao bem-estar e qualidade de vida da população.

(Freire, 1992; Befi, 1997; Gonçalves et al, 2000)

Prevenção e promoção!!!
(Lilienfeld, 1980)

essenciais para fundamentar as tomadas de decisões
conhecimento das reais necessidades da comunidade
fatores determinantes de agravos e doenças.
(Lilienfeld, 1980)
ARTIGOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS
Caracterização de serviços
Audiologia
Linguagem
Fissura
Voz
Motricidade Orofacial
Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2012.
O estudo foi realizado a partir dos dados 243 prontuários
Indivíduos do gênero masculino e do feminino,
Idade variou de 1 a 86 anos.

Predomínio dos encaminha­mentos:
13 anos de idade (84% do total),
52,3% correspondentes à faixa etária dos 6 aos 12 anos de idade
28,8% dos 3 aos 5 anos de idade.
superior a 60 anos - de 4,1%.

Epidemiologia em Fonoaudiologia
Hipóteses diagnósticas fonoaudiológicas mais encontradas:
Considera-se importante o investimento no planejamento de ações em saúde fonoaudiológica neste município, voltadas, principalmente, à prevenção e à promoção de saúde junto às Unidades Básicas de Saúde e Escolas/Creches pertencentes para que assim, as alterações de fala diminuam a médio e longo prazo.
Desvios fonéticos
Desvios fonético-fonológicos
Atraso de linguagem.
 
Predominou:
encaminhamentos de crianças do gênero masculino e em idade escolar
encaminhados em sua maioria por médico pediatra, com queixa de alteração de fala.

Conclusões do estudo:
Caracterização de serviços
Revista CEFAC, 2011.
Objetivo: caracterizar a população de pacientes com lesão neurológica, queixa e presença de distúrbio da comunicação, assistidos num Hospital Terciário.

Metodologia:
Prontuários dos pacientes atendidos em 5 anos (2002 a 2006).
244 casos
44% mulheres e 56% homens
99 pacientes tinham mais que um diagnóstico fonoaudiológico
32 casos, não concluiu o diag­nóstico
Faixa etária de 60 anos

Conclusões do estudo:
Os casos poderiam ter sido evitados com campanhas de educação para o trânsito e de prevenção dos fatores de risco para o AVE. Uma vez que a maioria dos TCE eram por acidentes automobilísticos.

A afasia e a disartria foram os mais frequentes diagnósticos fonoaudiológicos e o acidente vascular encefálico se destacou como a etiologia que mais acometeu os pacientes.

50% dos casos puderam ser atendidos em programas de reabilitação em relação ao número geral de casos atendidos.


Fissura Labiopalatina
Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos pacientes com fissura de lábio e/ou palato do Centro de Tratamento e Reabilitação de Fissuras Labiopalatais e Deformidades Craniofaciais (CENTRARE), no período de fevereiro de 2005 a dezembro de 2008.
O levantamento realizado partir das do cadastro dos pacientes, sendo:

Tipo de má formação: Fissura pré-forame incisivo, pós-forame incisivo, transforame incisivo
Gênero
Cidade de origem
Idade

Resultados:
De 2005 a 2008 foram cadastrados 1.219 casos com FL/P ou outras más formações craniofaciais. Foram cadastrados especificamente:

2005: 593 (49%)

2006: 273 (22%)

2007: 222 (18%)

2008: 131 (11%)

Quanto ao tipo de má formação:

49% eram portadores de fissura do tipo transforame incisivo
27% pós - forame incisivo
19% pré-forame incisivo
3% com outros tipos de más formações craniofaciais.

Resultados:
Quanto ao gênero:
566 (46%) gênero feminino
653 (54%) gênero masculino

Quanto a cidade de origem:
403 - Belo Horizonte,
345 - cidades da Região Metropolitana de BH
468 em cidades do interior de Minas Gerais e 3 de outros estados.

Quanto ao gênero:
566 (46%) gênero feminino
653 (54%) gênero masculino

Quanto a faixa etária de chegada ao CENTRARE :
A faixa etária de até 1 ano com 363 pacientes (30%)
Faixa etária de 6 a 12 anos com 294 pacientes (24%)
Acima de 18 anos com um total de 176 pacientes (14,5%).

Resultados:
Nos quatro primeiros anos do CENTRARE ocorreram mudanças quanto:

Diminuição significativa na porcentagem de casos com fissura do tipo transforame incisivo, passando de 54% em 2005 p ara 41% em 2008.


Aumento na porcentagem de casos com fissura do tipo pré- forame incisivo (de 17% para 25%
e pós-forame incisivo (de 25% para 31%).


Faixa etária de entrada no CENTRARE:
2005: prevaleceu a faixa etária de 6 a 12 anos (171 pacientes - 28,8%, seguida pela faixa etária de pacientes de até 1 ano (125 pacientes - 21%) e pela faixa etária de maiores de 18 anos (90 pacientes - 15%).

2006: prevaleceu a faixa etária de até 1 ano (102 pacientes - 38%), seguida pela faixa etária de 6 a 12 anos (57 pacientes - 21%) e pela faixa etária de maiores de 18 anos (30 pacientes - 13,5%)

2007 e 2008: as faixas etárias que se destacaram foram as mesmas do ano de 2006.

Conclusão do estudo
Neste centro de referência de portadores de FL/P e deformidades craniofaciais estudado, a maior parte dos casos apresentou:
Fissura do tipo transforame incisivo
Gênero masculino
Oriunda do interior do Estado de Minas Gerais
Formada por bebês e crianças.

Audiologia
Objetivo: Avaliar a prevalência de perdas auditivas, bem como sua classificação quanto ao grau e tipo, em trabalhadores do setor de produção de marmorarias no Distrito Federal.
Metodologia:

152 trabalhadores
Meatoscopia
1ª etapa: triagem com audiometria
2ª etapa: alteração na triagem --> avaliação audiológica convencional


Resultados:
Idade: média de 30 anos
Média de exposição ao ruído: 8,3 anos
48% apresentou PA
Dentre os alterados: 50% - audiograma compatível com PAIR; 41% com início de PAIR;
Pacientes com PAIR: 57,1% bilateral; 17,1,4% orelha direita e 25,7% orelha esquerda
Pacientes com início de PAIR: 13,9% bilateral; 19,4% orelha direita e 66,7% orelha esquerda
Resultados e conclusões do estudo:
hipoacusia - 74%

zumbidos - 81%

vertigem - 13,2 %.





Associações entre:
hipoacusia e idade
tempo de exposição ao ruído e limiares auditivos tonais
vertigem e tempo de exposição ao ruído


Conclusões do trabalho:
A prevalência de dano auditivo foi de 48% da amostra avaliada, com maior grau de perda auditiva na freqüência de 6000 Hz, tendo sido esta a primeira a ser atingida, particularmente em orelha esquerda.

Objetivo: estimar a prevalência de sintomas auditivos e vestibulares em trabalhadores expostos a ruído ocupacional.

Metodologia:
175 prontuários de trabalhadores com PAIR
Variáveis analisadas: frequência dos sintomas de hipoacusia, zumbido e vertigem

Objetivo: O objetivo foi determinar a prevalênciade perda auditiva auto-referida em quatro áreas urbanas no Estado de São Paulo, Brasil.

Metodologia:
Residentes da região com 12 anos ou mais
5.250 participantes
Entrevista

Resultados:
Prevalência de perda auditiva = 5,21%
Prevalência de zumbido = 81%
Prevalência de vertigem = 13,2 %.
Conclusões do trabalho:
O estudo de fatores associados com perda auditiva pode levar a saúde intervenções para abordar que a população de necessidades reais, principalmente na atenção primária.

Objetivos específicos:
Introdução: Análises de dados epidemiológicos indicam que a exposição ao ruído é uma das causas mais comuns de zumbido.

Objetivos:
Verificar a prevalência do zumbido em trabalhadores expostos ao ruído ocupacional;

Avaliar a frequência e a intensidade do zumbido.


Avaliar a gravidade do zumbido;

Analisar a presença do zumbido por sexo, cor, idade e tempo de trabalho
com exposição ao ruído;

Analisar a relação do zumbido com: as frequências mais acometidas na audiometria, com a presença da perda auditiva e com o grau da perda auditiva
Metodologia:
Estudo transversal

362 prontuários analisados:
trabalhadores expostos a ruído ocupacional
≥ 80dB (NA) / 8h diárias.

Trabalhadores submetidos a:
Meatoscopia;
Anamnese clínica e ocupacional;
Audiometria de via aérea;
Avaliação freqüência e intensidade do zumbido
Escala de avaliação da gravidade do zumbido.
Resultados:
Quanto a prevalência do zumbido:
9,9% apresentaram zumbido;
64,7% apontaram que o zumbido tem relação com o ruído.

Resultados:
Quanto a intensidade e a frequência do zumbido:
A intensidade do zumbido variou de 0 a 20dB acima do limiar auditivo de mesma freqüência do zumbido, independente da presença da perda auditiva;
A freqüência mais observada do zumbido foi de 6000 Hertz.


Quanto as frequências acometidas na perda auditiva:
Não houve significância estatística;


Quanto as intensidades acometidas na perda auditiva:
Não houve significância estatística.

Quanto ao sexo:
Não houve diferença estatisticamente significativa entre a presença ou não do zumbido no sexo masculino e feminino;





Resultados:
Quanta a faixa etária:
Observou-se uma associação estatisticamente significativa com a presença de zumbido para pessoas com idade ≥ que 30 anos.





Quanto ao tempo de exposição ao ruído:
Foi significativamente maior o tempo de trabalho em contato com o ruído naqueles trabalhadores com presença de zumbido (11, 9 anos), quando comparados com os que não apresentaram zumbido (7,6 anos).










Conclusão do estudo
Prevalência do zumbido 9,9%

Presença de perda auditiva em pelo menos um dos ouvidos:
Têm 2,396 vezes mais chances de ter zumbido

Trabalhadores com faixa etária acima ou igual a 30 anos:
Têm 5,353 vezes mais chances de ter perda auditiva em pelo menos um dos ouvidos.

Relação do tempo de trabalho em contato com o ruído:
Trabalhadores com diferença de 1 ano no tempo de trabalho em contato com ruído tem um risco 5,3 % (OR=1,053) maior de apresentar perda auditiva.

CoDAS 2013;25(3):195-201
Objetivo: Traçar um perfil dos pacientes atendidos em um Programa de Concessão de aparelhos de amplificação sonora individual, do Ministério da Saúde, analisando-se as variáveis: faixa etária, gênero, tipo e grau da perda auditiva, número de pacientes adaptados, tipo de adaptação, se uni ou bilateral e a orelha adaptada.

Metodologia:
Estudo de levantamento e análise de dados

Caráter observacional descritivo, retrospectivo de corte transversal

Amostra: 1572 prontuários, idades entre três e 100 anos

Variáveis: faixa etária, gênero, tipo e grau da perda auditiva, número de pacientes adaptados e não adaptados, tipo de adaptação, se uni ou bilateral e orelha adaptada, além de associações entre variáveis

Faixa etária: classificação da OMS (2010)

Dados do diagnóstico audiológico: orelhas direita e esquerda separadamente

Grau de perda auditiva: cálculo da média dos limiares tonais para as frequências de 500, 1000 e 2000 Hz


Conclusões do estudo:
A maioria dos pacientes do presente estudo apresentou idade superior a 60 anos, não existindo diferença de frequência entre homens e mulheres.

O tipo de perda auditiva neurossensorial e o grau moderado foram os mais frequentemente diagnosticados nos gêneros e faixas etárias estudadas, exceto em crianças nas quais o grau mais encontrado foi o profundo.

Quanto à protetização, observou-se que dos 1572 pacientes atendidos mais de 99% foram adaptados, 258 unilateralmente e 1302 bilateralmente, sendo a conduta definida de acordo com seus diagnósticos audiológicos e necessidades.

Linguagem
Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2008.

Objetivo: Caracterizar a população com diagnóstico fonoaudiológico de alteração de linguagem.

O estudo foi realizado a partir dos dados 138 prontuários de pacientes com diagnóstico de alteração de linguagem.

91 pacientes (65,9%) do sexo masculino e 47 (34,1%), do sexo feminino

Conclusões do estudo:
A frequência das alterações de linguagem foi maior no sexo masculino

Embora os encaminhamentos tenham sido realizados de maneira coerente, a frequência dos atendimentos interdisciplinares é baixa.

Grande parte das alterações de linguagem poderiam ter sido prevenidas por meio de estratégias como programas de orientações relativas à aquisição da linguagem e outros temas fonoaudiológicos para familiares, equipes escolares dos sujeitos atendidos e também, a outros profissionais de saúde, o que evidencia a necessidade de se direcionar ações preventivas em Fonoaudiologia.

Introdução:
Comumente diagnosticado em crianças.
Desatenção, tendência à distração, impulsividade e excessiva atividade motora em graus inadequados à etapa do desenvolvimento.
Iniciam antes dos sete anos de idade,
Situações como na casa, na escola ou no trabalho
Multifatorial – fatores genéticos e adversidades biológicas e psicossociais.

Objetivo:
Realizar um estudo epidemiológico dos sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade e Transtorno de Conduta em escolares da rede publica de Florianópolis usando a Escala para la evaluación del trastorno por déficit de atención con hiperatividad (EDAH).

Metodologia:
Cinco escolas da rede pública estadual de Florianópolis.
1.898 escolares (1.001 do sexo masculino e 897 do sexo feminino), com idade entre 6 e 12 anos, matriculados da 1ª à 4ª serie do ensino fundamental.
Pré-seleção dos alunos considerados pelos professores de cada turma como tendo os sintomas do transtorno.

Metodologia:
Agosto a novembro de 2012.

Hiperatividade, déficit de atenção, transtorno de conduta, hiperatividade com déficit de atenção ou sintomas do déficit de atenção/hiperatividade associados ao transtorno de conduta (global).

20 questões fechadas

Respostas a serem marcadas variam de 0 a 3 pontos

Professor responde conforme a conduta frequente do sujeito durante os últimos seis meses.

Escala também aplicada com os pais das crianças

115 com triagem positiva


Predominância do sexo masculino com algum desses transtornos: 89 meninos (8,89% da população masculina), sendo que 73 meninos (7,29%) apresentaram sintomas do TDAH global.

Quanto ao sexo feminino, 26 meninas (2,89% da população feminina) apresentaram algum desses transtornos, sendo que 22 (2,45%) apresentaram sintomas do TDAH global.

Discussão:
Limitações do estudo: amostra nas escolas partiu da identificação dos professores (pode ter subestimado a prevalência dos sintomas); houve perdas amostrais (19 casos); a escala não sofreu processo de “backtranslation”.

Prevalência de escolares do TDAH – varia de acordo com os instrumentos utilizados.

Prevalência de meninos – concordância na literatura.

Sintomas de TDAH – discrepância com alguns estudos e concordância com outros.

Discussão:
Incidência do TDAH varia em função da amostra, do instrumento utilizado e de quem forneceu as informações.

Escala destinada ao professor da criança – possibilidade do professor de comparar o sujeito de estudo com o resto do grupo e avaliar a sua conduta com maior objetividade.

Questionário de Gilberg; Escala de Conners; de Goyette, Conners e Ulrich; Escala de Conners validada na população brasileira e os questionários derivados do DSM-III, DSM-IIIR e do DSM-IV.

Avaliações complementares, incluindo avaliação neurológica e testagem psicológica.

Conclusões do estudo:
Diferenças encontradas possam ser devidas, principalmente, aos instrumentos utilizados.

Escala usada não deve ser o único instrumento de avaliação.

Motricidade
Orofacial

“Desordens ou Disfunções temporomandibulares (DTM) são um termo coletivo que abrange vários problemas clínicos envolvendo a musculatura da mastigação, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas ou ambas”

Objetivos:
DTM:
DTM e epidemiologia:
Pesquisas epidemiológicas demonstraram que mais de 50% da população apresentam pelo menos um ou mais sinais de DTM.



Estima-se que somente 3,6% a 7% desses indivíduos necessitem de algum tipo de intervenção.


(Okenson JP, 1998; Salonen L, Hellden L, Carlsson GE, 1990)

(Agerberg G, Inkapool I, 1990; McNeill C, Mohl ND, Rugh JD et al., 1990)

Uma revisão de 18 estudos epidemiológicos relata que os sintomas mais comuns entre os pacientes portadores de DTM são:

(Carlsson GE, 1884; Okenson JP, 1998)

(Britto LH, 1998)

Considerando somente os sintomas otorrinolaringológicos dos pacientes portadores de DTM, observa-se:

Verificar a prevalência de pacientes portadores de DTM em um serviço de otorrinolaringologia.

Metodologia:
221 pacientes de ambos os gêneros, que procuraram o atendimento do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital da Cidade, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, durante dois meses.
Os critérios de exclusão foram:
Pacientes com menos de 18 anos ou mais de 80 de idade
Pacientes que tivessem sofrido acidente e/ou intervenção cirúrgica na face durante os últimos seis meses, por estarem em período de tratamento
Portadores de deficiência física ou mental que pudessem afetar o discernimento e/ou preenchimento do questionário
Portadores de doenças degenerativas ou auto-imunes que pudessem mascarar os dados da pesquisa
Pacientes que tivessem apresentado história de otite crônica ou cirurgias otológicas.

Metodologia:
Como critério de inclusão adotou-se que seriam todos os pacientes que procurassem o serviço de Otorrinolaringologia no determinado período e que aceitassem participar do estudo.

Resultados:
Questões 6 e 7, se os sintomas fossem bilaterais, acrescentou-se mais “1” ponto ao valor total
Questão 4 mais “1” ponto foi adicionado, quando a dor, além de frequente, era intensa.

0 a 3: não-portador de DTM
4 a 8: portador de DTM leve
9 a 14: portador de DTM moderada
15 a 23: portador de DTM severa.


Fonsêca et al., 1992; Conti et al., 1996; Conti PC, 2000)

Resultados:
48 (21.72%) indivíduos que foram considerados como necessitando de encaminhamento/tratamento, ou seja, com índice de DTM moderado e severo, sendo 35 do gênero feminino (72.9%) e 13 do masculino (27.1%)


Fonsêca et al., 1992; Conti et al., 1996; Conti PC, 2000)

Conclusões do estudo:
A prevalência de DTM severa e moderada foi de 21.72%; a prevalência de DTM foi significativamente maior no gênero feminino (p: 0,0001); e que a prevalência encontrada em relação aos índices foi: DTM ausente: 37.56%; DTM leve: 40.72%; DTM moderada: 19%; DTM severa: 2.72%.
Voz
Objetivo:

Investigar a prevalência de problemas de voz em professores e na população em geral, com uma coleta em todos os estados do Brasil e analisar as características do aparecimento de uma disfonia e suas prováveis consequências.

27 Estados brasileiros
Amostra 07/2006 a 05/2009
34 Fonoaudiólogos experientes

A amostra foi calculada estatisticamente com base no senso de 2004, para ser representativa da população de professores brasileiros.

Idade média: 40,1 anos

Idade média: 37,1 anos
Conclusões do estudo:
Professores apresentaram múltiplos sinais e sintomas vocais, relacionando tais alterações ao uso da voz no trabalho. Percebem ainda os importantes efeitos adversos de um problema de voz em seu desempenho profissional e antevêem limitações em seu futuro profissional, considerando inclusive a possibilidade de mudança de profissão. A situação pode ser considerada alarmante.

Conclusão:
A Fonoaudiologia, como uma disciplina recente, vem ampliando seus campos de inserção, principalmente no nível de saúde pública.
Porém, necessita de estudos que possam produzir conhecimentos técnicos e científicos capazes de expandir seu domínio de atuação nesta área.

Referências Bibliográficas
DI NINNO, C. Q. M. S. et al. Levantamento epidemiológico dos pacientes portadores de fissura de lábio e/ou palato de um centro especializado de belo horizonte. Rev. CEFAC, v. 13, n. 6, p. 1002-1008, Nov/dez. 2011.

GRESELE, A. M. P. et al. Levantamento e análise de dados de pacientes atendidos em um programa de concessão de aparelhos de amplificação sonora individual. CoDAS, v. 25, n. 3, p. 195-201. 2013.

POSSANI, L. N. A. Estudo da prevalência e das características do zumbido em trabalhadores expostos ao ruído ocupacional. 2006. 109 f. Dissertação (Mestrado em Epidemiologia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2006.

SILVEIRA, A. M. et al. Prevalência de portadores de DTM em pacientes avaliados no setor de otorrinolaringologia. Rev Bras Otorrinolaringol, v. 73, n. 4, p. 528-532, Jul/ago. 2007.

BEHLAU, M. Panorama epidemiológico sobre a voz do professor no Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FONOAUDIOLOGIA, 17, 2009, São Paulo. Anais... Salvador: 2009.


Referências Bibliográficas
LIMA, B. P. S.; GUIMARÃES, J. A. T. L.; ROCHA, M. C. G. Características epidemiológicas das alterações de linguagem em um centro fonoaudiológico do primeiro setor. Rev Soc Bras Fonoaudiol, v. 13, n. 4, p. 376-380. 2008.

DINIZ, R. D.; BORDIN, R. Demanda em Fonoaudiologia em um serviço público municipal da região Sul do Brasil. Rev Soc Bras Fonoaudiol, v. 16, n. 2, p. 126-131. 2011.

TALARICO, T. R.; VENEGAS, M. J.; ORTIZ, K. Z. Perfil populacional de pacientes com distúrbios da comunicação humana decorrentes de lesão cerebral, assistidos em hospital terciário. Rev CEFAC, v. 13, n. 2, p. 330-339, Mar/abr. 2011.

POETA, L. S.; NETO, F. R. Estudo epidemiológico dos sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade e Transtornos do Comportamento em escolares da rede pública de Florianópolis usando a EDAH. Rev Bras Psiquiatr, v. 26, n. 3, p. 150-155. 2004.

Referências Bibliográficas
Harger MRHC, Barbosa-Branco A. Efeitos auditivos decorrentes da exposição ocupacional ao ruído em trabalhadores de marmorarias no Distrito Federal. Rev Assoc Med Bras. 2004; 50(4):396-9.

Ogido R, Costa EA, Machado HC. Prevalência de sintomas auditivos e vestibulares em trabalhadores expostos a ruído ocupacional. Rev Saúde Pública. 2009; 43(2):377-80.

Cruz MS, Oliveira LR, Carandina L, Lima MCP,César CLG, Barros MBA et al. Prevalência de deficiência auditiva referida e causas atribuídas: um estudo de base populacional. Cad Saúde Pública. 2009; 25(5):1123-31.


Disciplina: Processos e Distúbios da Comunicação.

Docentes: Profa. Dra. Alcione Ghedini Brassoloto
Profa. Dra. Patricia Abreu Pinheiro Crenitte
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