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Romantismo no Brasil - Poesia Romântica

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Transcript of Romantismo no Brasil - Poesia Romântica

O Romantismo no Brasil


Prof Antonio
Literatura Século XIX
Início: 1836 - Niterói, revista brasiliense;
Publicação de Suspiros poéticos e saudades, de Domingos José Gonçalves de Magalhães.
Término: 1881 - com o advento do Realismo/
Naturalismo A poesia romântica As gerações românticas Primeira geração

Poetas mais significativos:
Gonçalves de Magalhães (1811-1882) Gonçalves Dias (1823-1864)

Filho de um português e uma mestiça, orgulhava-se de trazer no sangue a mistura das raças formadoras do Brasil É considerado o primeiro grande poeta romântico brasileiro. O tempo que passou estudando em Coimbra lhe trouxe, nas primeiras publicações, uma forte influência da literatura medievalista portuguesa, com acentuada tendência clássica Nacionalismo e indianismo Trazendo vestígios neoclássicos aliados às novidades temáticas, como poesia da saudade e o nacioalismo, Gonçalves Dias e os primeiros românticos brasileiros elevaram o índio a herói nacionbal, baseados na visão do filósofo Rousseau sobre o "bom selvagem". bom selvagem - o ser humano em seu estado natural, não contaminado por constrangimentos sociais - deve ser entendido como uma idealização teórica Gonçalves Dias compôs obras que apontam para os temas saudades e nacionalismo. Compondo os Timbiras, poema épico, consagrou o heroísmo indígena. Mas seu poema indianista mais conhecido é o famoso I- Juca Pirama, que em tupi quer dizer " O que há de ser morto". I-Juca Pirama: o enredo dessa narrativa heroica envolve as peripécias de Juca Pirama, índio tupi capturado pelos aimorés. Sabendo que seu pai, cego, perdido na floresta, morreria, chora diante do ritual da morte, quando então é solto e execrado pelos aimorés. Amaldiçoado também pelo pai, por desonrar a sua tribo, Juca entrega-se, lutando até a morte, pela defesa de sua honra e coragem. Canção do exílio


Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá. IV

Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.

Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi. Segunda geração - filhos de Byron Ultrarromânticos;
Desejo de morte, incompreensão do mundo, o escapismo, a dualidade entre a liberdade existencial e a religiosidade, o exagero fantasioso, o gosto pelo mórbido - às vezes, pelo satânico - e a melancolia profunda (spleen, para os ingleses; mal du siécle para os franceses) Álvares de Azevedo (1831-1851)
Sua poesia ganhou força na melancolia, na fantasia, no sonho e nos ardores juvenis de seu tempo, com declarado exagero existencial, com um tom melodioso nos versos.
Em seu estilo, nota-se: a idealização da mulher e certo apelo à figura materna; ambientes mórbidos, acinzentados pela figura constante da morte e da necessidade de fuga Noite na taverna - narrativa constituída de sete partes (sete contos) Sua obra principal é o livro de poemas Lira dos Vintes Anos, que se enquadra na temática de contradição do peota. A primeira parte do livro apresenta sua face ingênua, por ele denominada Ariel, entidade mitológica popular que representa o bem. Na segunda parte, o poeta introduz sua face irônica, denominada Caliban, entidade mitológica popular que designa o mal. Nesse livro encontramos temas da poesia do período. O poeta solitário, decaído e incompreendido; a mulher, ora presa às convenções morais, ora prostituta (símbolo do que é desejável e naõ tedioso); a sensibilidade mórbida e escapsita; o dualismo interno; a angústcia existencial e, por fim, o paradoxismo das emoções. Casimiro de Abreu (1839-1860)
Linguagem simples, de fácil assimilação e grande ternura, traduziu as formas românticas mais acessíveis: amores platônicos e quase sempre impossíveis, o medo de se entregar e de se revelas à pessoa amada, a delicadeza dos sentimentos, a ingenuidade das intenções, a pureza da infãncia e da natureza, que convergem para a melancolia e para a tristeza. Fagundes Varela (1941-1975)
Ausência de artificialismo; são retratados sentimentos verdadeiros desse poeta "infeliz" Terceira geração -
o voo do condor 1860 – 1870 (período auge); última geração, antecedente ao Realismo
- Campanha abolicionista/ campanha republicana Foco em questões sociais e políticas;
Grande temática: liberdade; geração “condoreira”;
Tom retórico e de exaltação; utilização figuras de linguagem com essa finalidade; Castro Alves (1874-1871) Abordagem de três temas principais em sua obra (interesse não somente pelo”eu”, mas também pela realidade que o rodeava, tendendo a temas universais)
1)Natureza
2)Amor – realização da mulher carnal, diferentemente da idealização das fases precedentes
3)Problemática social – “poeta dos escravos”; participação na campanha abolicionista Principais obras:
Espumas Flutuantes (1870, única obra publicada em vida)
Gonzaga ou a Revolução de Minas (1875)
Cachoeira de Paulo Afonso (1876)
Vozes d`África. Navio Negreiro (1880) -“O navio negreiro – Tragédia no mar”: escrito em 1868 e declamado no mesmo ano, o poema refere-se a situação de 1850, ano em que o tráfico negreiro foi proibido; uma das maiores representações da poesia condoreira, relacionada à campanha abolicionista.

-“O navio negreiro – Tragédia no mar”: divide-se em seis partes (seis cantos)
1ª parte: descrição do cenário;
2ª parte: exaltação; elogio aos marinheiros, identificados pela nacionalidade;
3ª parte: oposição; visão do navio negreiro (oposição figura marinheiros versus escravos);
4ª parte: descrição do navio negreiro e do sofrimento dos escravos;
5ª parte: escravos versus liberdade em solo africano;
6ª parte: África livre versus países que se beneficiam com a escravidão; Exercícios APOSTILA
(FUVEST) Tomadas em conjunto, as obras de Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo e Castro Alves demonstram que, no Brasil, a poesia romântica:
a)Pouco deveu às literaturas estrangeiras, consolidando de forma homogênea a inclinação sentimental e o anseio nacionalista dos escritores da época.
b)repercutiu, com efeitos locais, diferentes valores e tonalidades da literatura europeia: a dignidade do homem natural, a exacerbação das paixões e crenças em lutas libertárias.
c)constituiu um painel de estilos diversificados, cada um dos poetas, criando livremente sua linguagem, mas preocupados todos com a afirmação dos ideais abolicionistas e republicanos.
d)refletiu as tendências ao intimismo e à morbidez de alguns poetas europeus, evitando ocupar-se cm temas sociais e históricos, tidos como prosaicos.
e)cultuou sobretudo o satanismo, inspirado pelo poeta inglês Byron, e a memória nostálgica das civilizações da Antiguidade clássica, representada por suas ruínas. Alternativa B 2) (UFRJ)
No período romântico, a literatura de cada nação europeia buscava frequentemente colocar em evidência seus respectivos heróis nacionais, representados por reis e cavaleiros andantes medievais [...] Assim como os europeus buscavam herói que representasse suas origens nacionais, alguns autores brasileiros faziam o mesmo.

Essa reflexão se refere ao:
a)ultrarromantismo
b)indianismo
c)condoreirismo
d)mediavalismo
e)individualismo Alternativa B 3. Sobre o poema "Canção do exílio" é correto afirmar que está ligado a:
a)um projeto romântico brasileiro de busca da identidade nacional
b)uma conciliação entre a cultura portuguesa e a brasileira
c)um afastamento do caráter primitivista da literatura nacional
d)uma negação do nacionalismo, pois não há nele a ideia de nação
e)um sentimento de adaptação à terra de exílio e de repúdio à de origem Alternativa A O início do Romantismo brasileiro coincidiu com o processo de independência política do país. Por isso, desenvolveu-se no romance, no teatro e na poesia brasileiras o intuito patriótico, delineando uma busca de identidade (cultural) própria e uma lietratura que receberia a distinção de "nacional", expressa principalmente nas primeiras décadas de poesia romântica (apostila, p. 42) Muito obrigada pela atenção !
Ótimo feriado e fim de semana!
Bons estudos !
Juízo ! INSCRIÇÃO ENEM / ISENÇÃO FUVEST Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
[...]
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