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Lisboa - Roteiro queirosiano

Os Maias
by

Ester Campos

on 6 April 2016

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Transcript of Lisboa - Roteiro queirosiano

Rua das Janelas Verdes - princípios do séc. XX [ca 1903].
A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no outono de 1875, era conhecida na vizinhança da rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela casa do Ramalhete ou simplesmente o Ramalhete.
Igreja de Benfica, ca 1912
Isto penalizava Afonso da Maia: preferia saber que ele [Pedro] recolhera de Lisboa, de madrugada, exausto e bêbedo, - do que vê-lo, de ripanço debaixo do braço, com um ar velho, marchando para a Igreja de Benfica.
Nesse outubro, quando a pequena completou o seu primeiro ano, houve um grande baile na casa de Arroios, que eles agora ocupavam toda, e que fora ricamente remobilada.
Bairro de Arroios , 1844
Corridas no hipódromo de Belém - 1 de outubro de 1876
Diante deles, o hipódromo elevava-se suavemente em colina, (...) dos dois lados da tribuna real forrada de um baetão vermelho de mesa de Repartição, erguiam-se as duas tribunas públicas, com o feitio de traves mal pregadas, como palanques de arraial. A da esquerda, vazia, por pintar, mostrava à luz as fendas do tabuado. Na da direita, besuntada por fora de azul-claro, havia uma fila de senhoras quase todas de escuro (...) Defronte a pista estava deserta, com a relva pisada, guardada por soldados: e junto à corda, do outro lado, apinhava-se o magote de gente, com as carruagens pelo meio, sem um rumor, numa pasmaceira tristonha, sob o peso do Sol de Junho.
E abalou, desceu a Rua da Trindade, cortou pelo Loreto como uma pedra que rola, enfiou, ao fundo da Praça de Camões, num grande portão que uma lanterna alumiava. Era a redação da Tarde.
Casa Havaneza e Hotel Aliança
A uma esquina, vadios em farrapos fumavam; e na esquina defronte, na Havanesa, fumavam também outros vadios, de sobrecasaca, politicando.
Livraria Bertrand
Nessa tarde, às seis horas, Carlos, ao descer a Rua do Alecrim para o Hotel Central, avistou Craft dentro da loja de bricabraque do tio Abraão.
Hotel Central Praça dos Romulares Fotografia, Henrique Nunes, 1877
Hotel Central
Carlos não respondeu. Examinava outra vez o bilhete: o homem chamava-se Joaquim Álvares de Castro Gomes: por baixo tinha escrito a lápis: «Hotel Bragança»...
Hotel Bragança - 1881
Casa dos Cohen
Hotel Bragança
No nº 45 da Rua Vitor Cordon, então Rua do Ferregial de Cima, ficava o Hotel Bragança.
O Hotel Central era o melhor hotel de Lisboa desse tempo, onde se hospedavam reis e presidentes. A entrada dava sobre a praça do atual Cais do Sodré. Na fachada oposta, para uma rua estreita, davam os quartos de Maria Eduarda.
Hotel Aliança e Casa Havanesa, ca 1913
Os mesmos reposteiros vermelhos, com brasões eclesiásticos, pendiam nas portas das duas igrejas. O Hotel Aliança conservava o mesmo ar mudo e deserto.
E numa luminosa e macia manhã de janeiro de 1887, os dois amigos, enfim juntos, almoçavam num salão do Hotel Bragança, com as duas janelas abertas para o rio.
Largo de
Camões (Loreto)
E o Alencar, perante esta intimação do Cohen, o respeitado diretor do Banco Nacional, o marido da divina Raquel, o dono dessa hospitaleira casa da Rua do Ferregial onde se jantava tão bem, recalcou o despeito.
Teatro de São Carlos
Teatro de S. Carlos, 1893
Depois, daí a duas semanas o Alencar, entrando em S. Carlos ao fim do primeiro acto do Barbeiro, ficou assombrado ao ver Pedro da Maia instalado na frisa do Monforte, à frente, ao lado de Maria, com uma camélia escarlate na casaca — igual às de um ramo pousado no rebordo de veludo.
Teatro da Trindade, 1867
Pararam à porta do teatro da Trindade no momento em que, de uma tipóia de praça, se apeava um sujeito de barbas de apóstolo, todo de luto, com um chapéu de abas largas recurvas à moda de 1830.
Teatro da Trindade
Foram descendo o Chiado. Do outro lado, os toldos das lojas estendiam no chão uma sombra forte e dentada. E Carlos reconhecia, encostados às mesmas portas, sujeitos que lá deixara havia dez anos, já assim encostados, já assim melancólicos.
Restaurante Tavares, 1900
Restaurante Tavares
Rua de São Marçal
Mas de repente a condessa chamou o Taveira, que ria, derretido, com a marquesa de Soutal, para o repreender por ele não ter aparecido terça-feira na Rua de S. Marçal.
E mostrava os altos da cidade, os velhos outeiros da Graça e da Penha, com o seu casario escorregando pelas encostas ressequidas e tisnadas do Sol. No cimo assentavam pesadamente os conventos, as igrejas, as atarracadas vivendas eclesiásticas, lembrando o frade pingue e pachorrento, beatas de mantilha, tardes de procissão,...
Vista do lado oriental da cidade de Lisboa, tirada do jardim de S. Pedro de Alcântara, 1844
Grémio Literário
Depois parou diante da larga barra de claridade que saía do portão do Grémio; e foi para lá, maquinalmente, atraído pela simplicidade e segurança daquela entrada, lajeada de pedra, com grossos bicos de gás, sem penumbras e sem perfumes.
Grémio Literário situado na Rua de São Francisco, hoje Rua Ivens
A criada dissera que o Sr. Cruges vivia agora na Rua de S. Francisco, quatro portas adiante do Grémio. (...)
Nunca viera visitar o Cruges, nunca subira esta escada; (...) No patamar do primeiro andar parou. Era ali que ela vivia. (...) Foi subindo devagar até ao andar do Cruges. (...)
— Aí está outro inconveniente desta casa — dizia no entanto Maria Eduarda. — Aqui ao lado desse Grémio, a dois passos do Chiado, é demasidamente acessível aos importunos.
Rua Ivens - (Início do século XX) esquina com a Rua Garrett
2ª casa de Cruges e casa de Mª Eduarda
Na manhã seguinte, às oito horas pontualmente, Carlos parava o break na Rua das Flores, diante do conhecido portão da casa do Cruges.
1ª casa de Cruges
— E o consultório, meu senhor, não é aqui, nem acolá; é no Rossio, ali em pleno Rossio! Esta ideia do Vilaça não era desinteressada. (...) Um consultório gratuito, no Rossio, o consultório do Dr. Maia, «do seu Maia» reluziu-lhe logo vagamente como um elemento de influência. E tanto se agitou, que daí a dois dias tinha alugado um primeiro andar de esquina.
Praça D. Pedro V (Rossio) – fim do séc. XIX - princípio do séc. XX, ca 1900
Consultório de Carlos
Ega largou para o escritório, na Rua da Prata. O Sr. Vilaça ainda não viera...
Escritório de Vilaça
Passeio Público/ Avenida
Jardim de São Pedro de Alcântara
Jornal
A Tarde
Casa dos Condes de Gouvarinho
Entrada sul do antigo Passeio Público, ca 1880

Num claro espaço rasgado, onde Carlos deixara o Passeio Público pacato e frondoso - um obelisco, com borrões de bronze no pedestal, erguia um traço cor de açúcar na vibração fina da luz de inverno: e os largos globos dos candeeiros que o cercavam, batidos do sol, brilhavam, transparentes e rutilantes, como grandes bolas de sabão suspensas no ar.
Subitamente, Ega parou:— Ora aí tens tu essa Avenida! Hem?... Já não é mau!
Roteiro queirosiano
Os Maias
Lisboa no século XIX
Lisboa é uma cidade doceira, como Paris é uma cidade intelectual. Paris cria a ideia e Lisboa o Pastel.
in As Farpas, março de 1872

Paris fez a Revolução, Londres deu Shakespeare, Viena deu Mozart, Berlim deu Kant, Lisboa... deu-nos a nós – que diabo!
Carta a Ramalho Ortigão, 20 de julho de 1873

Jantar no Hotel Central
(Cap. VI)
Literatura
Romantismo vs Realismo
História e política
Finanças
O Hotel Central é o local onde se realiza um jantar oferecido por Ega, com o objetivo de homenagear Cohen, marido de Raquel, sua amante. Proporciona um primeiro contacto de Carlos com a alta sociedade lisboeta e a sua mentalidade limitada e retrógrada.
Os temas abordados são:

Literatura
Finanças
História e política
Tomás de Alencar
Carlos, Craft e o narrador
João da Ega
- Desfasado do seu tempo: opositor do Realismo/ Naturalismo (que considera imoral), critica o poeta Craveiro (Antero de Quental?)
- Incoerente: condena no presente o que cantara no passado: o estudo dos vícios da sociedade
- Falso moralista: refugia-se na moral, por não ter outra arma de defesa
- Defensor da crítica literária da natureza académica (preocupado com o plágio e com aspetos formais em detrimento da dimensão temática)
Defensor do Realismo/ Naturalismo
Exagera, defendendo o cientifismo na literatura
Não distingue Ciência e Literatura
- Posição intermédia entre Alencar e Ega
- Recusam o ultrarromantismo de Alencar e o exagero/ a distorção do naturalismo contidos nas afirmações de Ega
- Carlos considera intoleráveis os ares científicos do realismo, mas defende o romance como análise social
- Craft defende a arte como idealização do que melhor há na natureza (a arte pela arte)
Conclusões:
Incoerência e falta de civismo: Ega insulta Alencar, chegam a vias de facto e, momentos depois, abraçam-se como se nada tivesse acontecido.
Em Portugal, a crítica literária é feita de ataques pessoais, calúnias, questiúnculas formais e agressões físicas.
A falta de cultura e de civismo domina as classes mais destacadas, salvo Carlos e Craft.
Judeu banqueiro, diretor do Banco Nacional, homem influente, considera que Portugal caminha para a bancarrota, mas não hesita em aproveitar a situação económica do país em proveito próprio
Vaidoso e obtuso simboliza a burguesia que se encontra em lugares de poder, sem, no entanto, possuir a inteligência e a flexibilidade mental para compreender e analisar o mundo que o rodeia, não tendo consciência do estado financeiro do país.
Jacob Cohen
Altas finanças
Provocante, leviana, adúltera e mulher fatal.
Após a expulsão de Ega de sua casa, este vem a tomar consciência de que não passara de uma diversão e que Raquel Cohen, além de lhe mentir, amava o marido.
Raquel Cohen
Decadência moral e ausência de valores da alta sociedade
Jacob Cohen
João da Ega
O país tem absoluta necessidade dos empréstimos estrangeiros
É calculista cínico: tendo responsabilidades pelo cargo que desempenha, lava as mãos e afirma alegremente que o país vai direitinho para a bancarrota
A crise não pode ser atribuída aos homens de “grande valor” que fazem “prosperar os bancos”
A solução revolucionária para o problema de finanças que o país atravessa é a invasão espanhola
Os banqueiros são incompetentes, “uma coleção grotesca de bestas”
Conclusões:
Numa situação de grave crise financeira, «cobrar o imposto» e «fazer o empréstimo» é a única solução/ ocupação dos ministérios: a decadência do país deve-se às elites/ aos dirigentes inoperantes, que não têm pejo de se aproveitar da situação de bancarrota iminente.
Falta de personalidade: Ega muda de opinião quando Cohen quer.
Conclusões:
A falta de personalidade: Alencar muda de opinião quando Cohen pretende e Dâmaso, cuja divisa é «Sou forte», aponta o caminho fácil da fuga.
Incoerência cultural do povo português.
Retrata uma Lisboa que se esforça para ser civilizada, mas que acaba por mostrar a sua falta de cultura.
Delira com a bancarrota como determinante da agitação revolucionária: ideologia anarco-republicana.
Defende o afastamento violento da Monarquia e aplaude a instalação da República.
A raça portuguesa é a mais covarde e miserável da Europa: «Lisboa é Portugal! Fora de Lisboa não há nada.»
Teme a invasão espanhola: é um perigo para a independência nacional. Defende o romantismo político: uma república governada por génios; a fraternização dos povos. Esquece o adormecimento geral do país e tem uma mentalidade retrógrada.
Há gente séria nas camadas políticas dirigentes.
Se acontecesse uma invasão espanhola, ele «raspava-se» para Paris e toda a gente fugiria como uma lebre.
João da Ega
Jacob Cohen
Tomás de Alencar
Dâmaso Salcede
Temperamento tímido, desinteressado pelos hábitos mundanos.
Génio sorumbático e incompreendido
O seu sonho era compor uma ópera que o imortalizasse.
Música projetada e nunca composta, pois o país não o sabe escutar.
Cruges
Talento artístico (desinteresse da alta sociedade pela música)
Imprensa
A Tarde
A Corneta do Diabo
Retrato crítico da comunicação social da época.
O diretor é o deputado Neves, que só publica artigos ou textos dos seus correligionários políticos.Usa critérios jornalísticos duvidosos: questões de honra na 1ª página, em vez das políticas.
O diretor é o Palma Cavalão, um imoral, e o espaço da Redação é um antro de porcaria. Corrupto, publica um artigo contra Carlos mediante dinheiro e vende a Ega toda a tiragem do número do jornal onde saíra o artigo. Publica folhetins de baixo nível e privilegia o sensacionalismo.
Conclusões:
Parcialidade e baixo nível do jornalismo da época: o compadrio político e o sensacionalismo são critérios jornalísticos.
Decadência do jornalismo português que se deixava corromper.
Neves
Jornalismo político parcial
Diretor do jornal A Tarde, deputado e político. Aproveita a sua situação para influenciar politicamente os seus ouvintes/ leitores ignorantes. Revela parcialidade quando Ega lhe pede que publique a carta de Dâmaso: publica o documento e serve-se mesmo dele para se vingar do "maganão" que os “entalara na eleição passada”, dando ordens para que fosse publicado na primeira página.
Palma Cavalão
Jornalismo corrupto, sensacionalista e escandaloso
Diretor do jornal A Corneta do Diabo, devasso e insultuoso.
Desonesto, encara o jornalismo como uma forma de ganhar dinheiro, deixando-se, para isso, corromper e subornar.
Personagem traiçoeira e sem princípios, sem qualquer preocupação com o seu semelhante.
Jantar dos Gouvarinhos
Conde de Gouvarinho
Sousa Neto
Reunião da alta burguesia e da aristocracia, em casa dos condes de Gouvarinho, em que se expõe a ignorância das classes dirigentes.
Voltado para o passado, tem lapsos de memória. Revela uma visível falta de cultura.
Não acaba nenhum assunto e não compreende a ironia sarcástica do Ega.
Representante da alta política e do poder instituído, não tem qualquer visão histórica.
Acompanha as conversas sem intervir: não entra nas discussões, acata todas as opiniões alheias, mesmo que sejam absurdas.
Desconhece o sociólogo Proudhon, julga que não há literatura em Inglaterra, defende a imitação do estrangeiro e a literatura de folhetins, de cordel.
Oficial superior do estado (Instrução Pública), mas intelectualmente muito medíocre.
Conclusões:
As senhoras falam sobre criadas, cozinheiras, cães. O Ega diz enormidades sobre as colónias africanas e a escravatura.O atraso intelectual do país é visível na superficialidade das opiniões dos mais destacados funcionários do Estado.O facto de se ter pessoas como eles à frente do país é também motivo para o povo português se encontrar progressivamente decadente.
Sousa Neto
Administração pública
Oficial superior da Instrução Pública: nunca saiu de Portugal, intelectualmente é muito medíocre, revela falta de cultura, incapacidade de análise e vaidade social, não consegue manter uma conversa à altura do seu cargo. Simboliza a burocracia e a ineficácia da Administração Pública.
Conde de Gouvarinho
Condessa de Gouvarinho
Alta política/ poder instituído (poder político incompetente/ Portugal velho e conservador)
Decadência moral e ausência de valores da alta sociedade
Provocante, fútil, leviana e adúltera, mulher fatal. Despreza o marido, não só pela sua mediocridade mas, fundamentalmente, pela sua precária situação. Não encontra a felicidade no casamento e procura a emoção e a motivação de viver fora dele.
Ministro e par do Reino, casou com a filha de um comerciante rico, aliando o seu título ao dinheiro dela (casamento de conveniência). Muito maçador e muito pequinhento, não tinha nada de cavalheiro”. Politicamente incompetente, homem mesquinho, inculto e medíocre. Avesso ao progresso, utiliza um discurso empolgado, mas vazio. Completa incapacidade de análise política e ausência de visão histórica. Futilidade mental e vaidade extrema.
ES JOSÉ SARAMAGO
Professora Ester Campos

Rufino


Cruges
Prata

Um patriota

Tomás de Alencar

Falta de originalidade, recurso a lugares-comuns (fé, aldeia, esmola, Deus, imagem do Anjo da Esmola). Retórica oficial: oca e ultrarromântica que arrebata o público e o orador.
Toca a sonata Patética de Beethoven (modernidade excessiva).
Desinteresse e ignorância totais do público.
Discursa sobre “o estado agrícola da província do Minho” e pretensiosamente cita Proudhon. Debandada geral do público.
Apela a atos heroicos, que devolvam glória a Portugal.
Aplauso do público.
Proposta ingénua e utópica de uma Democracia Romântica em que “o milionário, sorrindo, abre os braços ao operário”.
Aclamação do público, seduzido por excessos estéticos ultrarromânticos estereotipados.
Conclusões:
Superficialidade dos temas de conversa, insensibilidade artística, ignorância dos dirigentes, oratória oca dos políticos e público deformados pelos excessos do Ultrarromantismo. A falta de educação, respeito e apreciação por parte dos espectadores da alta sociedade só demonstram o mísero desenvolvimento de Portugal na época.
Rufino
Oratória parlamentar
Deputado por Monção, bacharel transmontano, usa e abusa de uma retórica balofa e oca.
Tem uma mentalidade profundamente provinciana e retrógrada.
Tomás de Alencar
Ultrarromantismo e a oposição ao Realismo/ Naturalismo
“Muito alto, face escaveirada, olhos encovados, nariz aquilino, dentes maus, estragados, voz grossa e roufenha, longos e espessos bigodes grisalhos”; leal e generoso.
Autor de várias publicações, é um crítico severo do Naturalismo e defensor do Romantismo.
Permite criticar a estagnação intelectual portuguesa, fechada às ideias novas que floresciam no estrangeiro, e que se traduzia numa literatura sentimentalista e alheada da realidade, enraizada em valores tradicionais e obsoletos.
Craft
Formação e mentalidade britânicas
Inglês rico, culto e boémio, colecionador de obras de arte.
Baixo, loiro, pele rosada e fresca, musculatura de atleta.
De aparência fria, é um verdadeiro gentleman fleumático e um diletante, “sentindo finamente, pensando com retidão”.
Snob, servil, pouco inteligente e sem dignidade; é filho de um agiota e só tem uma preocupação na vida: ser «chique a valer», mas o seu “chic” é, na realidade, pacóvio.
Baixo, gordo, balofo; ainda que, cego pelo seu narcisismo que roça a idiotia, se considere um galã, muito apetecido pelas mulheres, por quem, aliás, não sabe ter consideração nem respeito.
Mesquinho, convencido, gabarolas, provinciano, exibicionista e tacanho, concentra a vaidade imbecil, o egoísmo, a cobardia, a falta de integridade moral, o excessivo egocentrismo e a visão deformada da vida.
Dâmaso Salcede
Novo-riquismo e súmula dos vícios de Lisboa da 2.ª metade do século XIX
«– Isto é encantador! – repetia ela. – É um paraíso! Pois não lhe dizia eu? É necessário pôr um nome a esta casa… Como se há-de chamar? Vila Marie? Não, Château Rose… também não, credo! Parece o nome de um vinho. O melhor é baptizá-la com o nome que nós lhe dávamos. Nós chamávamos-lhe a Toca.»
QUINTA DO CONTADOR-MOR, OLIVAIS (A Toca?)
«Apenas o coupé partiu de novo, Ega rompeu nas costumadas admirações pelo Craft, encantado com aquele encontro que dava mais um retoque luminoso à sua alegria. O que o entusiasmava no Craft era aquele ar imperturbável de gentleman correto, com que ele igualmente jogaria uma partida de bilhar, entraria numa batalha, arremeteria com uma mulher ou partiria para a Patagónia...
-E que casa que ele tem nos Olivais, que sublime bric-à-brac!»
Olivais
Rua do Ferregial de Cima, atual Rua Vítor Cordon
Mais alto ainda, recortando no radiante azul a miséria da sua muralha, era o castelo, sórdido e tarimbeiro, de onde outrora, ao som do hino tocado em fagotes, descia a tropa de calça branca a fazer a bernarda!
Carlos, nessa manhã, ia visitar de surpresa a casa do Ega, a famosa 'Vila Balzac'. (...) Ega dera-lhe esta denominação literária, pelos mesmos motivos por que a alugara num subúrbio longínquo, na solidão da Penha de França.
Penha de França
No escuro bairro de S. Vicente e da Sé, os palacetes decrépitos, com vistas saudosas para a barra, enormes brasões nas paredes rachadas, onde, entre a maledicência, a devoção e a bisca, arrasta os seus derradeiros dias, caquética e caturra, a velha Lisboa fidalga!
Rua de São Francisco de Paula, atual Rua Presidente Arriaga
Vilaça bem depressa descobriu, para o laboratório, um antigo armazém, vasto e retirado, ao fundo de um pátio, junto do Largo das Necessidades.
Largo das Necessidades
Aterro da Boavista, atual Av. 24 de julho
Voltou ainda três vezes ao Aterro, não a tornou a ver; e então envergonhou-se, sentiu-se humilhado com este interesse romanesco que o trazia assim, numa inquietação de rafeiro perdido, farejando o Aterro, da Rampa de Santos ao Cais do Sodré, à espera de uns olhos negros e de uns cabelos louros de passagem por Lisboa
Aqui e além um arbusto encolhia na aragem a sua folhagem pálida e rara. E ao fundo a colina verde, salpicada de árvores, os terrenos de Vale de Pereiro, punham um brusco remate campestre àquele curto rompante de luxo barato – que partira para transformar a velha cidade, e estacara logo com o fôlego curto, entre montes de cascalho.
Vale de Pereiro, atual Parque Eduardo VII
Estavam no Loreto; e Carlos parara, olhando, reentrando na intimidade daquele velho coração da capital. Nada mudara. A mesma sentinela sonolenta rondava em torno à estátua triste de Camões.
Loreto 1868, atual Largo de Camões
Loreto, atual Chiado
Tinham rugas, tinham brancas. Mas lá estacionavam ainda, apagados e murchos,rente das mesmas ombreiras, com colarinhos à moda. Depois, diante da Livraria Bertrand, (...)
Livraria Bertrand, Rua Garrett
Passeio de Carlos e Ega
Loreto (Largo de Camões) e Chiado
Graça e Penha (bairros antigos da cidade)
Zona dos Restauradores e da Avenida da Liberdade
O último capítulo funciona como o epílogo do romance, dez anos depois de acabada a intriga. Os espaços percorridos por Carlos e Ega podem agrupar-se em três conjuntos:
A estátua triste de Camões evoca o passado glorioso da epopeia portuguesa (anterior a 1580) e desperta um sentimento de nostalgia. O Chiado, imutável, representa o Portugal do presente, o país decadente: imobilismo e falso cosmopolitismo da capital.
Representam a época anterior ao liberalismo (o Portugal absolutista anterior a 1820). Autenticidade nacional, destruída pelo presente afrancesado e decadente (mas, como sublinha Carlos, uma época caracterizada pela intolerância e pelo clericalismo).
Restauradores
Dos dois lados seguiam, em alturas desiguais, os pesados prédios, lisos e aprumados, repintados de fresco, com vasos nas cornijas onde negrejavam piteiras de zinco, e pátios de pedra, quadrilhados a branco e preto, onde guarda-portões chupavam o cigarro (...) aqueles dois hirtos renques de casas ajanotadas...
Avenida da Liberdade
A nova geração: ajanotada, ociosa e exibicionista.
Domina o presente (o tempo da Regeneração, a partir de 1851), tempo de decadência, do fracasso da restauração, da destruição. Tentativa de recuperação falhada, porque não mobilizou o País, quer porque de alcance muito restrito (caso do monumento dos Restauradores), quer porque imitação errada de modelos culturais alheios (caso do francesismo).
Sarau no Teatro da Trindade
Organizado para recolher fundos para ajudar as vítimas das inundações do Ribatejo, reúne novamente as elites lisboetas, incluindo a presença (prevista, mas não concretizada) da família real. Os intervenientes, por ordem de entrada no palco, são:
Belém
Corridas no hipódromo
1.º prémio dos «Produtos»

Grande Prémio Nacional
Prémio de El–Rei



Decorrem num hipódromo improvisado em Belém e imitam servilmente o “chic” do estrangeiro (corridas francesas de Longchamps e inglesas de Ascot). São pretexto para um novo contacto de Carlos com a alta sociedade lisboeta, incluindo o próprio rei, e demonstram o cosmopolitismo postiço das elites.
Terminou numa cena de pancadaria, por falta de fair playface a uma decisão do juiz das corridas, acusado de burla.
É a única que desperta verdadeiro interesse no público, apesar de haver apenas 4 cavalos (impreparados) em competição
Termina grotescamente: havia apenas 2 cavalos a competir e o segundo passa a meta muito depois do primeiro
Prémio de Consolação
Já ninguém estava interessado nas corridas
Conclusões:

Visão caricatural do irremediável provincianismo da capital (atraso da sociedade lisboeta; imitação superficial e servil de modelos estrangeiros): espaço físico-social campestre e de pasmaceira.
No hipódromo as bancadas eram improvisadas, besuntadas de tinta, como palanques de arraial.
O bufete parecia uma tasca barata: tinha um aspeto nojento, ficava debaixo da tribuna, “sem sobrado”, sem um “ornato”, onde os empregados sujos achatavam sanduíches com as mãos húmidas de cerveja.
A própria tribuna real estava enfeitada com um “pano reles de mesa de repartição”.
As pessoas não sabiam ocupar os seus lugares e o traje escolhido pela maioria da assistência não se adequava à ocasião (as senhoras traziam «vestidos sérios de missa»).
O ritmo das corridas é marcado pelas desordens que ocorrem, sublinhando a falsidade dos “brandos costumes” portugueses que se traduzem, afinal, na falta de civismo (o pretenso cosmopolitismo e o verniz de civilização estalaram completamente e o comissário das corridas até esmurra o criado do bufete).
Ramalhete
Conclusões:
O Portugal heroico, glorioso, está perdido, envolvido numa atmosfera de estagnação.
O Ramalhete integra-se neste conjunto no sentido em que, atingido pela destruição e pelo abandono, pode funcionar como sinédoque da cidade e do País, (derrocada simbólica). Inviabilidade de Portugal se tornar um país verdadeiramente civilizado e europeu.
Nos serões do Ramalhete, participavam:
Steinbroken
Eusébio Silveira
Taveira
D. Diogo
General Sequeira
Cruges
Diplomacia inútil
Conde, ministro da Finlândia, diplomata maçador, oco e inoperante. Resume as suas funções diplomáticas a duas preocupações: exercer o seu cargo com zelo, formalidades e praxe; remeter-se a uma neutralidade constante e prudente, à custa da repetição de frases-chave, despidas de conteúdo: “c’est grave” ou “c’est excessivement grave”. Não emite opiniões e assume-se como um observador um tanto confuso e distante do panorama nacional.
Educação retrógrada portuguesa
Fidalgo de província, reles e politiqueiro sem escrúpulos.
Indivíduo socialmente apagado e fraco; incapaz de revelar uma atitude crítica ou analítica, manifesta-se imaturo do ponto de vista afetivo, é cobarde e influenciável.
Deixa-se bater pela mulher e convive com prostitutas espanholas.
Funcionários públicos
Empregado no Tribunal de Contas, é a única personagem com uma situação profissional definida, mas frequenta os serões no Ramalhete e todos os eventos sociais: parece não fazer nada. Retrata a ociosidade.
Marquês de Souselas
Nobreza
Abrutalhado e sentimental, devoto e devasso, patriota e fadista.
Inconsistências e ausência de valores dos nobres.
Antiga nobreza
“Velho leão”: fidalgo do antigo regime, a perder as forças.
Exército
Apoplético: decadência
Craft
Simbologia do Ramalhete
Designação e emblema
Obras de restauro
Estátua de Vénus Citereia
Cascata
Ramo de girassóis
Importância da terra e da província no passado da família Maia
Luxo e decoração cosmopolita
Uma nova oportunidade, para uma nova etapa (reforma da casa / reforma e europeização do país) – reflexo do ideal reformista da geração de Carlos. Mas, no último capítulo, é um local tristonho e abandonado:
A decadência do Ramalhete simboliza não apenas o findar de uma família, de uma raça, mas ainda um país decadente, em plena crise de regime.
Seca antes das obras:
Espaço desabitado, sem vida
Água abundante após as obras:
Esperança e vida, renascimento
Fio/ gotas de água tristes após a morte de Afonso:
Tragédia que se abateu sobre a família
Negra antes das obras:
Fuga de Maria Monforte, morte de Pedro
Branca e bela após as obras:
Aparecimento de uma nova “deusa” em Lisboa: Maria Eduarda
Último capítulo: monstruosa (uma “ferrugem verde cobre os grossos membros da deusa”):
Desaparecimento de Maria Eduarda.
Monstruosidade do incesto.
Cipreste e cedro
Envelhecem “juntos como dois velhos amigos” (Cap. XVIII)
Amizade inseparável de Carlos e João da Ega
O nome de Ramalhete provinha decerto de um revestimento quadrado de azulejos fazendo painel no lugar heráldico do Escudo de Armas, que nunca chegara a ser colocado, e representando um grande ramo de girassóis atado por uma fita onde se distinguiam letras e números de uma data.
- uma cascatazinha seca, um tanque entulhado, e uma estátua de mármore (onde Monsenhor reconheceu logo Vénus Citereia) enegrecendo a um canto.

- a Vénus Citereia parecendo agora, no seu tom claro de estátua de parque, ter chegado de Versalhes, do fundo do Grande Século... E desde que a água abundava, a cascatazinha era deliciosa.

- uma ferrugem verde, de humidade, cobria os grossos membros da Vénus Citereia; o cipreste e o cedro envelheciam juntos, como dois amigos num ermo; e mais lento corria o prantozinho da cascata.
Toca
Maria Eduarda (...) impressionou-se, ao reparar num painel antigo, defumado, ressaltando em negro do fundo de todo aquele oiro — onde apenas e distinguia uma cabeça degolada, lívida, gelada no seu sangue, dentro de um prato de cobre. E para maior excentricidade, a um canto, de cima de uma coluna de carvalho, uma enorme coruja empalhada fixava no leito de amor, com um ar de meditação sinistra, os seus dois olhos redondos e agoirentos.
O deus Tchi lá estava, obeso e medonho (...) ídolo japonês de bronze, um deus bestial, nu, pelado
O famoso armário, o «móvel divino» do Craft, obra de talha do tempo da Liga Hanseática, luxuoso e sombrio, tinha uma majestade arquitetural: na base quatro guerreiros, armados como Marte, flanqueavam as portas, mostrando cada um em baixo-relevo o assalto de uma cidade ou as tendas de um acampamento; a peça superior era guardada aos quatro cantos pelos quatro evangelistas, João, Marcos, Lucas e Mateus, imagens rígidas, envolvidas nessas roupagens violentas que um vento de profecia parece agitar: depois, na cornija, erguia-se um troféu agrícola com molhos de espigas, foices, cachos de uvas e rabiças de arados; e, à sombra destas coisas de labor e fartura, dois faunos, recostados em simetria, indiferentes aos heróis e aos santos, tocavam, num desafio bucólico, a frauta de quatro tubos.
Simbologia da Toca
Quarto de Maria Eduarda
Deus Tchi
Armário
do salão nobre
No último capítulo todo o mobiliário está degradado, os aposentos estão melancólicos e frios, tudo deixa transparecer a realidade de destruição e morte. E, se os Maias representam Portugal, a morte instalou-se no país.
Laboratório
Logo na manhã seguinte ao jantar do Central, o Sr. Salcede fora ao Ramalhete deixar os seus bilhetes, objetos complicados e vistosos, tendo ao ângulo, numa dobra simulada, o seu retratozinho em fotografia, um capacete com plumas por cima do nome — DÂMASO CÂNDIDO DE SALCEDE, por baixo as suas honras — COMENDADOR DE CRISTO, ao fundo a sua adresse— Rua de S. Domingos, à Lapa.
Casa de Dâmaso
Rua de S. Domingos à Lapa
A casa do Dâmaso, velha e de um andar só, tinha um enorme portão verde, com um arame pendente que fez ressoar dentro uma sineta triste de convento.
Carlos teve dificuldades em encontrar a «Vila Balzac»: não era, como tinha dito Ega no Ramalhete, logo adiante do Largo da Graça um chalezinho retirado, fresco, assombreado, sorrindo entre árvores. Passava-se primeiro a Cruz dos Quatro Caminhos; depois penetrava-se numa vereda larga, entre quintais, descendo pelo pendor da colina, mas acessível a carruagens; e aí, num recanto, ladeada de muros, aparecia enfim uma casota de paredes enxovalhadas, com dois degraus de pedra à porta e transparentes novos de um escarlate estridente.
Nos finais do século XIX a Cruz dos Quatro Caminhos era o eixo natural de quatro áreas do oriente da cidade, das quais apenas a da Graça estava urbanizada. Por aí se descia para os Caminhos de Ferro, para o Vale de Santo António, onde se situavam várias quintas.
Cruz dos Quatro Caminhos
Vila Balzac
Benfica
Arroios
A cabeça degolada e a coruja empalhada remetem para a profanação de leis humanas e cristãs (com o incesto)
Simboliza a sensualidade bestial da relação incestuosa
Guerreiros, evangelistas e troféu agrícola
Dois faunos (no capítulo final, um partiu o seu pé de cabra e o outro a flauta bucólica)
Heroicidade, religião e trabalho (qualidades que existiram na família Maia e no Portugal da epopeia)
Atitude hedonista dos dois amantes
Toca é o nome dado à habitação de certos animais, o que, desde logo, parece simbolizar o carácter animalesco do relacionamento de Carlos e Maria Eduarda.
Rampa de Santos
Aterro
— Falhámos a vida, menino! (...)— E que somos nós? — exclamou Ega. — Que temos nós sido desde o colégio, desde o exame de latim? Românticos: isto é, indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento, e não pela razão.
Nada desejar e nada recear... Não se abandonar a uma esperança — nem a um desapontamento. Tudo aceitar, o que vem e o que foge, com a tranquilidade com que se acolhem as naturais mudanças de dias agrestes e de dias suaves. E, nesta placidez, deixar esse pedaço de matéria organizada que se chama o Eu ir-se deteriorando e decompondo até reentrar e se perder no infinito Universo... Sobretudo não ter apetites. E, mais que tudo, não ter contrariedades. (...)— Se me dissessem que ali em baixo estava uma fortuna como a dos Rothschilds ou a coroa imperial de Carlos V, à minha espera, para serem minhas se eu para lá corresse, eu não apressava o passo... Não! Não saía deste passinho lento, prudente, correto, que é o único que se deve ter na vida.
— Que raiva ter esquecido o paiozinho! Enfim, acabou-se. Ao menos assentámos a teoria definitiva da existência. Com efeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ânsia para coisa alguma.Ega, ao lado, ajuntava, ofegante, atirando as pernas magras:— Nem para o amor, nem para a glória, nem para o dinheiro, nem para o poder...
A lanterna vermelha do americano, ao longe, no escuro, parara. E foi em Carlos e em João da Ega uma esperança, outro esforço:— Ainda o apanhamos!— Ainda o apanhamos!De novo a lanterna deslizou e fugiu. Então, para apanhar o americano, os dois amigos romperam a correr desesperadamente pela Rampa de Santos e pelo Aterro, sob a primeira claridade do luar que subia.
epicurismo
estoicismo
hedonismo
fatalismo
resignação
pessimismo
ceticismo
A vida é:
A perseguição do americano é contraditória e simbólica
Lema de vida
Teoria definitiva da existência
Carlos e Ega concluem que
perseguição inútil de quimeras e a única solução é o refúgio na apatia dos estoicos ou na procura moderada dos prazeres dos epicuristas
Falharam na vida
São românticos (regem-se pela emoção e não pela razão)
Desprendimento/ indiferença
Gozo moderado e requintado dos poucos prazeres que o destino nos concede sem, contudo, pôr demasiado afã na sua procura
dispersão
diletantismo
incapacidade de cumprir metas ou projetos
personagens que, tal como os românticos, não se “governam pela razão”, mas pela impulsividade e por motivos pueris
FONTES
Texto
CABRAL, Avelino Soares, s/d. O Realismo – Eça de Queirós e Os Maias. Mem Martins: Edições SebentaGANDRA, Maria António, e OLIVEIRA, Luís Amaro de, 1991. Caderno Para Uma Direção de Leitura de Os Maias. Porto: Porto EditoraFERNANDES, António Augusto, 1994. A Síntese em Esquema – Análise Textual. Porto: Edições AsaGUERRA, João Augusto da Fonseca, e VIEIRA, José Augusto da Silva, s/d. Português – Ensino Recorrente. Porto: Porto Editora
Imagens
http://aps-ruasdelisboacomhistria.blogspot.pt
http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/tag/lisboa+antiga
http://purl.pt/93/1/iconografia/lugares_lisboa.html
Lisboa
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