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MULTIVOCALIDADE E AS NOVAS ESTRUTURAS DA INFORMAÇÃO NO MODELO EXTENSIVO

PALESTRA EM COMEMORAÇÃO DOS 30 ANOS DA BIBLIOTECABrasília, 13 de dezembro de 2012ANTONIO MIRANDA
by

Antonio Miranda

on 11 December 2012

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Transcript of MULTIVOCALIDADE E AS NOVAS ESTRUTURAS DA INFORMAÇÃO NO MODELO EXTENSIVO

ANTONIO MIRANDA COMEMORAÇÃO DOS 30 ANOS DA BIBLIOTECA
Brasília, 13 de dezembro de 2012 E a verbivocovisualidade?

Ideia pregada pelos poetas concretistas na década de 50 do século passado,
mediante a integração das artes
e da hibridização dos recursos de criação literária,
exigia a combinação de texto, voz e imagens numa mesma edição. A própria ciência vem abandonando métodos cartesianos e paradigmas disciplinares para adotar dimensões mais holísticas, mais abertas, mais flexíveis e menos ortodoxas.
As publicações começam a ser menos textuais e se tornam multimídia, e até ANIMAVERBIVOCOVISUAIS.

Desde sua origem, as revistas científicas e todos os registros do conhecimento vêm passando
por transformações que acompanham os avanços tecnológicos
e as mudanças de paradigmas da ciência, conforme a institucionalização da atividade científica. A atual convergência tecnológica tornou isso banal e/ou mandatório.
Revistas que se apóiam em programas avançados de hipermidiação (a exemplo da linguagem Hypertext preprocessor ou PHP),
que geram bancos de dados e buscadores, permitem a associação obrigatória de textos, de som e de uma infinidade de imagens estáticas e em movimento.


Recursos fundamentais para o registro do conhecimento de áreas como física, matemática, artes, sobretudo, música e artes plásticas. Antopologia...
Enfim, todos os campos da pesquisa científica dos tempos atuais, no que agora convencionaremos intitular era hipermoderna, no lugar da pós-modernidade. A periodicidade, estava atrelada à impressão e distribuição (física) dos fascículos pelo correio regular
e, posteriormente,
à sua disponibilização em linha.
O costume de organizar os volumes por ano e números, impondo uma periodicidade na condição de edições fechadas e datadas, com limites para recepção de textos, é substituído, agora, por revistas “abertas”. MULTIVOCALIDADE
E AS NOVAS ESTRUTURAS DA INFORMAÇÃO
NO MODELO EXTENSIVO Professor Titular
Universidade de Brasília - FCI O artigo científico converteu-se no fundamento da avaliação do pesquisador, dos programas de pesquisa e pós-graduação
e do reconhecimento da excelência de produtividade e criatividade de indivíduos, grupos e redes de criação e inovação do conhecimento.
MAS... o artigo científico não pode continuar sendo apenas textual... A migração das revistas impressas
para a dimensão digital
vem impondo transformações.

Inicialmente,
conviviam edições impressas e eletrônicas,
as últimas pautando-se nos formatos das primeiras,
quando não eram apenas reproduções daquelas.
SURGEM revistas digitais, sem versão impressa.
AGORA... repositórios institucionais, blogs pessoais e coletivos, textos produzidos em groupware... Outros aspectos são relevantes:
Acesso Aberto (Open access), adoção do SCIENCE COMMONS e do CREATIVE COMMONS ,

a flexibilização dos direitos autorais (Fair Use),

a multivocalidade na produção científica (incluindo redes sociais, groupware) hoje, possível, mediante cooperação entre autores distantes uns dos outros, em esforços de pesquisa em escala mundial. Falou-se até de uma paperless society,
prognosticada por Lancaster nos anos 50,
questão descartada na medida em que se constata
que as mídias são complementárias
e não apenas competitivas.


As revistas digitais acompanham os avanços
das tecnologias relacionadas com a
comunicação extensiva de nossos tempos,

migrando de uma leitura intensiva para uma leitura extensiva,

ampliada, intertextual e hipertextual. Os acervos deixam de ser apenas físicos
(disponibilidade documentária)
X
acessibilidade documentária: ubíqua, desterritorializada, simultânea, para usuários em grupos ou aos milhões... A migração das revistas impressas
para a dimensão digital
vem impondo transformações.

Inicialmente,
conviviam edições impressas e eletrônicas,
as últimas pautando-se nos formatos das primeiras,
quando não eram apenas reproduções daquelas.
SURGEM revistas digitais, sem versão impressa.
AGORA... repositórios institucionais, blogs pessoais e coletivos, textos produzidos em groupware... Consequentemente, a estrutura das revistas acompanha tais demandas, incorporando instrumentos de mediação e interatividade
desde os estágios da convocatória e avaliação de textos em linha até a montagem de esquemas de discussão de seus conteúdos,
incluindo comentários de internautas e, em casos extremos, mas cada vez mais frequentes, fóruns e discussões em tempo real. RSS no lugar dos “alertas”, os releases como meio de DSI... Facebook, Twitter, Youtube como depositário para efetivar links...
Enquanto as revistas tradicionais “exigiam” (?) um tempo enorme nos meandros dos sistemas de avaliação pelos pares – o peer review, hoje experimentam-se as parametrizações pelo volume de acesso e os meios wikis de difusão e de discussão.

O texto destextualizou-se, com ganhos e perdas. Isto é, alguns títulos permanecem abertos à espera de colaborações, que vão sendo inseridas à medida que são recebidas, avaliadas e aprovadas,
permitindo que versões revisadas dos textos substituam as anteriores.


Rompem-se as barreiras entre o preprint e a edição definitiva,
com a possibilidade de flexibilizar aos leitores o acesso apenas às seções de seu interesse,
à medida que os novos textos são incorporados,
assimilando, assim, os antigos mecanismos de disseminação seletiva da informação no processo editorial. A comunicação está deixando de ser interpessoal para ser grupal, no âmbito da COMUNICAÇÃO EXTENSIVA (Simeão)

Da criação individual ou de grupos geograficamente confinados para o espaço das tecnologias sociais.

Dos arquivos isolados para as armazenagens compartilhadas.
Publicamos na nuvem e compartilhamos espaços de criação e armazenamento. Ciência de Redes. Tudo é provisório, sempre foi assim.

O “conhecimento objetivo” não é apenas acumulativo. Exige reciclagem...

Mais do que isso... além das constantes revisões de literatura,
EXIGE agora também (e sempre foi assim)
elaborar o estado da arte da literatura

e estabelecer seu obsoletismo e garantir a renovação,
determinando os pontos fracos e perseguindo ampliar as fronteiras do conhecimento acumulado. INTERDISCIPLINARIDADE, TRANSDISCIPLINARIDADE, etc
pela criação coletiva, solidária, em rede, ética, colaborativa, transnacional, interativa. Multivocal. CAMPOS, Roland de Azeredo. Arteciência – afluência de signos co-moventes.
São Paulo: Perspectiva, 2003. (Coleção big bang/ dirigida por Gita K. Guinsburg).
ISBN 85-273-0668-9

A Semiótica, atualmente, vem alcançando espaços significativos no universo linguístico-literário. No técnico e científico... As publicações começam a ser menos textuais e se tornam multimídia, ou até ANIMAVERBIVOCOVISUAIS. Operam com simulações, animações, recursos de alta definição, em 3D.
Os links operam em tempo real, aproximando textos, imagens e sons, combinando conteúdos que estão nos repositórios em diferentes lugares.
A leitura deixa de ser linear e se torna hipertextual.
Leitura fragmentária, prismática, combinatória. Tudo agora é comutação, no sentido de que vai de um arquivo para outro, de um lugar para outro,
que muda de lugar sem deixar o seu lugar de origem.
Simultaneidade. Ubiquidade. Não-lugar. Viemos do paradigma do autoria de
POUCOS PARA POUCOS, depois
MUITOS PARA MUITOS, e caminhamos (???) para o de
TODOS PARA TODOS (Miranda & MENDONÇA).
A oportunidade de tradução simultânea de textos a muitas línguas
(por exemplo, usando o Unicode,
em forma websemântica e não apenas gramatical)
e a incorporação de mecanismos de jornalismo científico para transformar e levar os textos a públicos mais amplos são temas que certamente ocuparão os pesquisadores das ciências da comunicação e da ciência da informação nos próximos anos. Inclusão social, alfabetização digital, capacitação informacional... ALFIN, enfim...

e até o abandono do ensino da caligrafia e do alfabeto convencional para levar à semiotização do ensino e uso mais eficiente das TIC no processo educacional. Sala de aula x ensino à distância, aplicativos pedagógicos, móveis... Pensar com palavras? Ideia como imagem? Imagem como ideia?

IMAGEM&AÇÃO

http://issuu.com/antoniomiranda/docs/imagemeacao CONJECTURA E REFUTAÇÃO = POPPER
ATUALIZAÇÃO CONSTANTE, PERMANENTE,
DENTRO E FORA DAS INSTITUIÇÕES.
a) a identidade entre ikon e logos;
b) o nexo espacial do texto;
c) a concretização da referência textual no ato de leitura; e
d) o predomínio de objetivos lúdicos. CALIGRAMA PERSA – CALIGRAFIA Guillaume Apollinaire – caligramme Décio Pignatari – poema origami GRAFITE Antonio Miranda – Ideograma verbal AUGUSTO DE CAMPOS – JAIME PLAZA MUITO OBRIGADO
www.antoniomiranda.com.br
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