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Processos psicológicos e contextos de aprendizagem

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VANILSON SILVA

on 6 April 2015

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Processos psicológicos e contextos de aprendizagem
Docente:
Vanilson Pereira da Silva

O tema da inteligência nos remete a necessidade de um breve percurso histórico, situando diferentes concepções vigentes que se expandiram tanto no campo da Psicologia quanto no da Educação.

A inteligência: aspectos históricos e conceituais


Este é um tópico presente nas discussões sobre a aprendizagem escolar, pois frequentemente, relacionamos o êxito ou fracasso do rendimento dos alunos a um alto ou baixo nível de inteligência.

A inteligência vai além de resultados obtidos pelos estudantes, expressos em notas, índices e fatores. Ao contrário, ela está relacionada com aspectos próprios do sujeito e com as influências do ambiente (cultural),manifestando-se de forma singular nas situações formais (escolas, cursos, treinamentos, etc.) e informais de aprendizagem, experimentadas por ele em seu cotidiano.

INTELIGÊNCIA
A inteligência articula-se também com a capacidade do ser humano de conhecer e entender a realidade que o cerca, de modo a dominá-la e transformá-la. É, portanto, um processo aberto e mutável. Estamos sempre aprendendo e aprofundando conhecimentos em nossa relação com os outros.

Diferentes concepções de inteligência
A origem do estudo psicológico da inteligência situa-se em fins do século XIX, marcada pela importância atribuída as diferenças individuais na esfera do intelecto, época em que a Psicologia Experimental iniciava pesquisas empíricas sobre variações entre os indivíduos, baseada no paradigma da medição da inteligência.


(COLL e ONRUBIA, 2004)
Os primeiros autores a abordarem o tema na Psicologia
O britânico Francis Galton

O francês Alfred Binet

O norte americano James Cattell

Sobre as diferenças individuais no âmbito intelectual, Binet afirmou que elas residem mais nos processos complexos (raciocínio verbal, quantitativo etc) do que nos elementares, e que a inteligência pode ser entendida como um conjunto de capacidades e habilidades passíveis de serem estudadas separadamente.

Idade mental... (IM)
Binet publicou com Simon em 1905 uma Escala Métrica da inteligência, que usava a mensuração da capacidade intelectual da criança em sua relação com a escolaridade. Essa escala também foi utilizada para orientação acadêmica/profissional do indivíduo e para seleção de pessoal na área militar.

Quociente Intelectual ... (QI)
W. Stern, em 1912, propôs a substituição do termo idade mental pela denominação de Quociente Intelectual (QI), calculado a partir da relação entre idade mental (IM) e idade cronológica (IC) da criança usando a seguinte fórmula:

QI= Im/IcX100

Todavia, surgiram dificuldades para explicar a natureza das diferenças individuais identificadas nestes testes. A esse respeito, o britânico Spearman, em 1927, propôs a existência de um fator geral (G) comum a todos os testes de inteligência, possível de ser medido e presente em todas as tarefas intelectuais.
Este postulado de Spearman evidenciou que os testes poderiam detectar um índice absoluto das capacidades intelectuais gerais das pessoas e que a origem das diferenças individuais se baseava numa concepção inatista (herança genética).
Classificação de alunos
Thurstone, em 1934, que identificou um conjunto de sete aptidões primárias que constituiriam a inteligência. Para tanto, ele elaborou baterias específicas de testes para medir tais aptidões.

SUPERDOTAÇÃO
RETARDO MENTAL
Estudos recentes sobre o desenvolvimento da inteligência, no campo da neurociência, têm evidenciado descobertas de que as conexões nervosas no cérebro são intensificadas pelas atividades humanas. O cérebro, por sua vez, ao modificar-se funcionalmente, propicia novas e dinâmicas aprendizagens.

OPOSIÇÃO AOS ASPECTOS QUANTITATIVOS MENSURADOS
A concepção de inteligência como processo dinâmico e construído na interação do sujeito e da cultura com seus sistemas simbólicos, pode ser encontrada, guardando-se as devidas diferenças epistemológicas, nas teorias de Piaget e Vygotsky.

Inteligência em Piaget
Em sua teoria Piaget (1983) definiu a inteligência como a “solução deum problema novo para o indivíduo, a coordenação de meios para atingir certo fim, que não é acessível de maneira imediata”

Rompendo coma perspectiva inatista ele considerava a inteligência possível de ser construída a partir da ação do sujeito (aprendiz) sobre o objeto do conhecimento, sobre o mundo ao seu redor. Para Piaget, não é apenas o resultado que importa, mas o processo que levou.

Inteligência em Piaget
Inteligência em Vygotsky
Na psicologia histórico-cultural de Vygotsky, as capacidades intelectuais resultam das relações sociais, históricas e culturais construídas pelo Homem em sua evolução como espécie (filogenética) e como ser (ontogenética).

Além das teorias de Piaget e Vygotsky, outras abordagens desenvolvidas, principalmente, a partir dos anos 1970, têm manifestado uma crescente, insatisfação em relação aos testes de inteligências, criticando o predomínio da mensuração e dos resultados.

Teorias do processamento da informação
Os pesquisadores dessas teorias têm como foco investigar “os processos cognitivos de seleção, organização e processamento da informação, envolvidos no comportamento inteligente” .


(COLL e ONRUBIA, 2004, p. 135)

As investigações identificam três elementos básicos na inteligência:

Conhecimentos específicos que o sujeito possui;
Estratégias utilizadas na aprendizagem e na resolução de problemas;

Capacidades de metacognição (pensar sobre o pensamento).

Teoria da modificação cognitiva estrutural

Estudiosos, como Reuven Feurstein, têm proposto uma avaliação da inteligência buscando identificar o potencial de aprendizagem do sujeito. Este pesquisador, explica o desenvolvimento humano do ponto de vista biológico, psicológico e sociocultural.

Teoria das inteligências múltiplas
A Teoria das Inteligências Múltiplas defende que a competência cognitiva dos seres humanos deve ser descrita como um conjunto de habilidades, talentos ou capacidades mentais, chamadas de inteligência.

A versão inicial da teoria de Gardner apresentou sete inteligências: linguística, lógico-matemática, corporal-cinestésica, espacial, musical, interpessoal e intrapessoal, mais recentemente, ele identificou a inteligência naturalista, e, ainda, a existencial.

Teoria da inteligência emocional
Criada por Daniel Goleman, há dois tipos de inteligências que se complementam; uma de natureza racional e outra emocional.
Em geral, Goleman se apoiou em estudos de outros pesquisadores para provar sua teoria. De qualquer modo, ainda que também com forte viés da biologia, a teoria de Goleman chama atenção para a consideração dos aspectos afetivos da inteligência.

Criatividade: conceitos, processos e características


A criatividade é uma das funções psicológicas superiores, usando um termo de Vygotsky (1989), eminentemente humana, intimamente relacionada ao desenvolvimento pessoal, social, científico e cultural de uma sociedade.

Criatividade também se articula com o processo de aprendizagem, especialmente, quanto às ideias do novo, da mudança, do movimento, da dinamicidade, presentes nos atos de aprender e criar.
É preciso reconhecer que o conceito de criatividade é amplo, complexo e pluridimensional.
Não está conectado apenas ao ato de produzir algo diferente, inusitado, inovador e original, mas também ao sentir, refletir, intuir, emocionar, atribuir significado e estabelecer relações.

A complexidade do conceito de criatividade
A criatividade, assim como a inteligência pode ser tomada como um conceito complexo, difuso, multifacetado e, portanto, difícil de definir.

De acordo com Becker (2001) alguns estudiosos têm ressaltado o grande desafio na hora de se estudar o tema e, sobretudo, de avaliá-lo de forma mais sistemática, objetiva e, inclusive, mensurável.

A criatividade, com base nas diversas conceituações, está relacionada às capacidades cognitivas e afetivas, sendo um processo eminentemente humano, que possui uma intencionalidade, um caráter transformador, subjetivo, ético, original, social, e emocional.

Características de uma pessoa criativa
Pesquisas como as de La Torre (2003) realizadas com pessoas consideradas criativas, informaram que estas não apresentaram um perfil acentuadamente diferente do resto da população com a qual foram comparadas.
Etapas do processo de criação
Henry Poincar estabeleceu os quatro passos básicos para a solução criativa de problemas.
1ª etapa - Preparação
Está relacionada à imersão consciente, inicial, que a pessoa faz para encontrar a solução do problema com o qual se depara.

2ª etapa - Incubação

É o momento de amadurecer, de gestar as ideias concebidas na etapa anterior.

3ª etapa –Iluminação (Insight)
É o momento em que a resposta para o problema ou para a obra desejada surge repentinamente.

4ª etapa -
Aplicação/Verificação
É o momento de dar forma à ideia, transformá-la em uma ação.

A criatividade e os processos de aprendizagem
Vários estudiosos do campo da Psicologia e Psicanálise têm apontado a infância como período crucial do desenvolvimento humano, dentre eles, Freud, Winnicot, Piaget, Wallon, Vygotsky.

A criatividade é um potencial humano para gerar ideias novas, tendo um caráter direcionado, intencional e transformador. Afinal, todo ato criativo, é, em última instância uma interação do sujeito e do meio, e forma parte das capacidades que estão na base do desenvolvimento pessoal e social do ser humano.

Muito Obrigado!


vanilsonps@mail.uft.edu.br
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
NUNES, A. I B. L. & SILVEIRA, R. do N.
Psicologia da Aprendizagem
.: processos, teorias e contextos. 2 º Ed. Fortaleza: Liber, 2011.
MEMÓRIA
Podemos dizer que a maior parte do que sabemos sobre nossa realidade, não nasceu conosco, mas foi aprendido por meio da experiência, da atividade e mantido pela nossa memória.
Problemas com aprendizagem e com transtorno de memória podem atingir crianças e adultos, trazendo graves consequências. Dislexia, a perda da memória com a idade e doenças como o Alzheimer são alguns destes exemplos.
A estrutura da memória
A
memória sensorial
é aquela que capta a informação que nos chega pelos sentidos. A memória sensorial visual também é conhecida como memória icônica, pois torna uniformes as imagens a nossa frente, preenchendo lacunas. A memória sensorial auditiva permite a recordação imediata e precisa do som.

Serve como um depósito temporário para pequenas quantidades de informações. Este tipo de memória evita que nossas mentes acumulem nomes, datas, números, e outras informações desnecessárias. Ao mesmo tempo, proporciona uma área de memória de trabalho na qual realizamos grande parte de nosso pensamento. Fazer cálculos mentais, recordar uma lista de atividades a cumprir, depende deste tipo de armazenamento.
Memória de curto prazo (MCP)
Organiza e mantém disponível a informação durante períodos mais longos. Caracteriza-se por não possuir limites nem em sua duração nem em sua capacidade. Supõe-se que contém toda a informação a qual somos capazes de armazenar ao longo da vida. À medida que se formam novas recordações, aquelas mais antigas se atualizam, mudam, se perdem ou são revisadas. A essa atualização de recordações se dá o nome de processamento construtivo.
Memória de Longo Prazo (MLP)
Fatores intervenientes no esquecimento:
Falhas na codificação
Falhas no armazenamento
Falhas na recuperação

MOTIVAÇÃO
Segundo Coon (1999) a motivação se refere à dinâmica do comportamento, ou seja, ao processo que inicia, sustenta e dirige nossas ações. Processo este que tem sido classificado em dois tipos pelos estudos da área. São eles: a motivação extrínseca e a intrínseca.
Qualidade e quantidade da motivação
A motivação pode ser classificada como de maior ou menor intensidade, no que se refere à sua quantidade. Alguns estudos têm demonstrado que o desempenho do sujeito será melhor quando a motivação estiver em um nível médio, ou seja, suave.
Quanto à qualidade da motivação, há algumas distorções na natureza dos motivos que levam um indivíduo a aprender; Outro aspecto qualitativo importante é a abrangência da motivação, ou seja, até onde e para quais atividades o aluno vai estar motivado.
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