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IRI - Poder: Geoestratégia e Geopolítica

IBMEC Belo Horizonte
by

Vladimir Feijo

on 20 October 2014

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Transcript of IRI - Poder: Geoestratégia e Geopolítica

Poder:
Geoestratégia
e Geopolítica

prof. Vladimir Pinto Coelho Feijó
vladimir.pcf@gmail.com

Introdução às
Relações Internacionais

Edward N. Luttwak publicou artigo intitulado From Geopolitics to Geoeconomics (“Da Geopolítica à Geoeconomia”, 1990), na revista norte-americana The National Interest, e defendeu que o final da Guerra Fria deu origem à «Geoeconomia» descrita como “uma nova versão da antiga rivalidade entre os Estados”, que surgiu em substituição da Geopolítica.
Para ele a Geoeconomia é o principal fator explicativo das relações internacionais do pós-Guerra Fria, entre o mundo capitalista desenvolvido, devido à perda de importância do tradicional poder militar e da diplomacia clássica.
As concepções geopolíticas foram, finalmente, sistematizadas pelo sueco Rudolf Kjellen que inspiraria os teóricos do Instituto Geopolítico de Munique, cujo diretor foi o general Karl Haushofer. A geopolítica alemã se baseava em três noções:
toda potência precisa controlar um espaço geográfico suficientemente grande para garantir sua segurança e possibilitar uma lucrativa exploração econômica;
existe a “Ilha Mundial”, o que levou a Alemanha a criar um poder naval;
as áreas hegemônicas do Hemisfério Norte (EUA, Alemanha, Rússia e a então “zona de co-prosperidade asiática, controlada pelo Japão) deveriam subordinar o Hemisfério Sul.
Hitler considerava que a "raça ariana“ deveria permanecer unida, e para uni-la a Alemanha deveria possuir um território maior. Esse território era onde o povo germânico morava, porém foi dividido. Era chamado de "Espaço Vital Alemão". Tal argumento foi amplamente discutido na sua auto-biografia, Mein Kampf, e utilizado como discurso de justificativa da marcha alemã sobre a Europa a começar pela anexação da Áustria, onde haviam pessoas germânicas, e Também a anexação do território da Tchecolováquia nomeado de Sudetos.
Por considerar que um Estado nunca está em repouso, em constante busca de recursos seguindo as “Leis do Crescimento Especial dos Estados” (1895) para que o Estado “cresça e desenvolva-se”, atingindo a sua perfeição e os seus objetivos essenciais para a sua sobrevivência:
As dimensões do Estado crescem com sua cultura
O crescimento dos Estados segue outras manifestações do crescimento dos povos, que necessariamente devem preceder o crescimento do Estado (a) Ideologia; b) Produção; c) Atividade comercial; d) Poder da sua influência e do seu esforço no que diz respeito ao proselitismo.)
O crescimento do Estado procede pela anexação dos membros maiores ao agregado (os Estados estendem-se assimilando ou absorvendo as unidades políticas de menor importância)
As fronteiras são o órgão periférico do Estado, o suporte e a fortificação de seu crescimento
No seu crescimento, o Estado esforça-se pela delimitação de posições politicamente valiosas (como por exemplo o litoral dos estuários fluviais, as planícies e os territórios mais ricos em termos de produção)
Os primeiros estímulos ao crescimento espacial dos Estados vêm-lhes do exterior
A tendência para a anexação e fusão territoriais transmite-se de Estado a Estado e cresce continuamente de intensidade num movimento que parece com a auto-alimentação
O conceito de espaço vital (em alemão, Lebensraum) concebido por Friedrich Ratzel, ao propor uma Antropogeografia, como um ramo da geografia humana, como o espaço de vida dos grupamento humanos. O Espaço (Raum) é a noção chave que inspira os desígnios e as políticas do Estado Alemão. “O Estado vive como um organismo vivo. Ele nasce, cresce e desenvolve-se, atinge a sua maturidade antes de envelhecer e morrer”. E tal como o ser vivo o Estado também entra em conflito para tirar melhor proveito dos recursos limitados.
Para Ratzel a Alemanha deve ter uma política mundial. Deve criar um Império colonial à medida das suas ambições - “para que uma potência seja mundial, convêm que esteja presente em todas as partes do universo conhecido e designadamente em todos os lugares estratégicos. Estamos no tempo do congresso de Berlim de 1885, onde as potências partilharam as colônias em África”.
As grandes corporações, consórcios e empresas multinacionais, integradas em cadeias produtivas, incorporam o espaço e sobre ele passam a exercer poder e influência de poder.
Raffestin (1993) assinala que o poder é imanente, está no interior da relação... O poder reside em estratégias que combinam códigos diferentes e, de fato, opostos: territorialização e desterritorialização, tempo longo e tempo curto, espaço concreto e espaço abstrato.
Acadêmicos, teóricos, e praticantes de geopolítica não concordavam numa definição standard para "Geoestratégia". A maioria das definições, contudo, tendem em juntar as considerações estratégicas com fatores geopolíticos. Enquanto os geopolíticos são ostensivamente neutrais, examinando o aspecto geográfico e político das diferentes regiões, especialmente o impacto da geografia na política, a geoestratégia envolve um planejamento compreensivo, tirando dados para o país que o realiza que tenham significado militar ou político.
Em 1882 é publicada a obra “Antropogeografia”, abordando a evolução dos povos da Terra, as relações entre a civilização e aspectos de natureza demográfica e os métodos de representação cartográfico das deslocações humana, e, em 1897, “Politische Geographie” (Geografia Política), na qual relata a geografia dos Estados, do comércio e da guerra, que mais tarde, no início do século XX, vem a servir de inspiração ao cientista político sueco Rudolf Kjellén, no surgimento do termo "Geopolítica".
Nos finais do século XIX, a escola alemã de geopolítica tem em Friedrich Ratzel o seu grande mentor.
Para analisar a filosofia de Ratzel é necessário estudar o contexto histórico da época em que se insere. Tem por base o nacionalismo da época.
A ação e o pensamento de Ratzel insere-se, plenamente, no contexto fortemente nacionalista da sua época, envolvendo-se, apaixonadamente, nos debates sobre o papel da Alemanha no mundo.
Depois da Segunda Guerra Mundial, o termo "geopolítica" caiu em descrédito, por causa da sua associação com a "Geopolitik Nazi". Virtualmente nenhum livro publicado entre o final da Segunda Grande Guerra e o meio dos anos de 1970 usou a palavra "geopolítica" ou "geoestratégia" nos seus títulos, e os geopolíticos não se identificavam nos seus trabalhos como tal. A Guerra Fria começou, N.J. Spykman e George F. Kennan ergueram as fundações para a política de contenção dos Estados Unidos, a qual viria a dominar a geoestratégia Ocidental para os próximos 40 anos.
Spykman descreve:
Velho Mundo como palco dos conflitos mundiais
Modelo Global
Heartland
Rimland
Off Shore Continents and Islands
Ocean Belt

Rimland como buffer zone, ou zona de amortecimento e Off Shore Continents and Islands: África, Madagáscar, Austrália, Nova Zelândia, Indonésia, Filipinas e Japão
Spykman descreve:
As Grandes Ilhas Continentais
Hemisfério Austral
Austrália
África
América do Sul
Hemisfério Boreal
Eurásia
América do Norte
Divisão em Novo e Velho Mundos
Tese do Cerco dos Continentes
Os pensamentos de Mackinder influenciaram Nicholas Spykman (1893 – 1943), um Geopolítico dos EUA, porém, de origem Holandesa, conhecido como o “Pai da Estratégia de Contenção”. Como Cientista Político ele foi um dos fundadores da corrente clássica de pensamento Realista na política exterior norte-americana, trazendo o pensamento político da Europa Oriental para os Estados Unidos.
Para Mahan o poder naval era importante para o sucesso na política internacional. A nação que detivesse o controle de fato sobre os oceanos teria em suas mãos o fator decisivo de vitória em uma guerra moderna.
Ele descreveu, utilizando-se do exemplo inglês, para explicar como é possível o espansionismoa mesmo não sendo “natural” o ganho e anexação de territórios por um país ilha. Os benefícios da ocupação dos oceanos contribui também por permitir que se fuja do conflito massisso e desgastosso em terra.
Nessa competição ficou demonstrado que o domínio dos mares pela via do poderio naval foi o fator decisivo no resultado, e que em conseqüência o controle do comércio marítimo era um fator crítico e determinante para a vitória militar num conflito entre grandes potências.
Os seus livros foram recebidos com quase unânime aplauso e cuidadosamente estudados na Grã-Bretanha e na Alemanha, influenciando o aumento do poderio naval daqueles estados no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial.
Alfred Thayer Mahan, oficial da marinha dos EUA, escreveu The Influence of Sea Power upon History, 1660–1783, e The Influence of Sea Power upon the French Revolution and Empire, 1793–1812, publicadas em 1890 e 1892, respectivamente. É conhecido pela definição de “oposição terra-mar”.
As premissas a partir das quais desenvolve as suas teses sobre supremacia naval e poderio naval é a competição pelo domínio dos mares travada durante o século XVIII entre a França e o Reino Unido.
A Rússia era vista como um continente em si mesmo, denominado Eurásia; além disso, a cultura russa tinha sido maioritariamente moldada por influências vindas da Ásia.
Durante a 1.ª Guerra Mundial, surgiram os primeiros dilemas e ambiguidades, quando a Rússia se aliou à Grã-Bretanha, à França e aos EUA, com o intuito de libertar os seus “irmãos eslavos” do domínio turco, começando a lutar contra os seus aliados geopolíticos naturais – Alemanha e Áustria.
Rejeita categoricamente o projeto do Czar Pedro para “europeizar” a Rússia, mas os termos em que o país era idealizado eram os de um império europeu, pela simples circunstância que consistia em territórios, a maioria dos quais se localizavam na Ásia, em que um grupo nacional dominava outras nacionalidades subordinadas. Defendia-se que a Rússia era claramente não européia porque a vasta região ocupada, apesar de situada entre os dois continentes – Europa e Ásia -, era geográfica e, logo, objetivamente separada de ambos.
Os teóricos da geopolítica eurasiana analisaram com profundidade e atenção os impérios de Gengis Khan, Mongol e Otomano.
Baseado nas ideias de MacKinder, o Eurasianismo procura estabelecer a identidade ímpar da Rússia, distinta da Ocidental e foca a sua atenção para Sul e Leste, sonhando numa fusão entre as populações ortodoxas e muçulmanas.
É uma região de difícil controle e que poucas vezes na história - para não dizer nunca - foi controlada por alguma potência originária de alguma das penínsulas litorâneas da Eurásia.

Alguns analistas consideram que a abstração do conceito poderia ser aplicada a outros continentes, que, mesmo menores, também teriam seu próprio "Heartland", como as ricas planícies do interior da América do Norte - que vão dos EUA ao Canadá, ou no caso da América do Sul, as ricas planícies centrais que vão do Pantanal e Chaco à Amazônia.
The Geographical Pivot of History foi um artigo publicado por Halford John Mackinder em 1904 para a Royal Geographical Society.
Neste artigo, Mackinder desenvolveu a Teoria do Heartland e estendeu o campo da análise geopolítica para a esfera global.
Para Mackinder, o Heartland se localizaria no centro da Eurásia, estendendo-se do Volga ao Yangtzé e do Himalaia ao Ártico. Tal região foi controlada principalmente pelo Império Russo, posteriormente pela União Soviética.
Alexander Hamilton foi um pensador geoestratega. Thomas Jefferson entendia o Balança do Poder, embora ele não desenhasse uma boa marinha com a qual a podia preservar. Entre 1890 e 1919 o mundo tornou-se no paraíso para os geoestrategas. O sistema internacional assistia ao crescimento e queda das grandes potências. Não havia novas fronteiras para as Grandes Potências explorarem e colonizarem. A partir deste ponto para a frente, as políticas internacionais passaram para lutas de estado contra estado.
A geografia desenvolveu-se a partir dos descobrimentos marítimos portugueses e espanhóis e o mundo ficou a ser mais conhecido.
Conquistaram-se territórios na África, Índia e nas Américas. Instalaram-se pontos chaves posicionados estrategicamente para a defesa e controle do comércio marítimo com esses novos mundos. Desenvolveu-se uma política expansionista.

A geografia passa a constituir um verdadeiro saber ao serviço dos governantes e do poder.
Alexandre da Macedônia recorre à geografia no reconhecimento das terras mal conhecidas para avaliar as possibilidades de sustentação dos exércitos e a natureza da administração e implementação. A geografia passa a ter uma utilização minuciosa no sentido estratégico do Estado e ao serviço da própria política.
O Estabelecimento de conexões da geografia política vem desde a Antiguidade Clássica.
Na Grécia Antiga, as observações produzidas por diversos pensadores não tiveram qualquer intenção teorizante sobre o assunto. Eram de caráter casual e intuitivo. É naquelas observações que podemos integrar algumas relações ambientais produzidas por Platão, Aristóteles e Heródoto, desligadas da “ação” e do “devir”.
Heródoto falava sobre o plano da Grécia para ganhar o "Império do Mar"
Em suma, é o método de análise que utiliza os conhecimentos da geografia física e humana para orientar a ação política do Estado.
A Geopolítica é a ciência feita na decorrência das condições geográficas, o que é um verdadeiro paradigma da disciplina que nasceu historicamente do ramo da política.
Foi Rudolf Kjellen quem, pela primeira vez, deu o nome de geopolítica como uma parte política.
A Geopolítica é uma disciplina das Ciências Humanas que articula a Ciência Política com a Geografia. Considera o papel político internacional que os Estados desempenham em função das suas características geográficas - a localização, o território, a posse dos recursos naturais e o contingente populacional. É o estudo da estratégia, da manipulação, da ação. Estuda o Estado enquanto organismo geográfico, ou seja, é o “estudo da relação intrínseca entre a geografia e o poder”.
Leitura complementar:
DEFARGES, Philippe Moreau. – “Introdução à geopolítica”, Gradiva – Fevereiro de 2003.
Brzezinski, Zbigniew. The Grand Chessboard: American Primacy and its Geostrategic Imperatives. New York: Basic Books, 1997.
Gray, Colin S. and Geoffrey Sloan. Geopolitics, Geography and Stategy. Portland, OR: Frank Cass, 1999.
http://www.nostrumtempus.com/
A exceção continuam a ser as zonas conflituais da periferia subdesenvolvida, onde a diplomacia e a guerra continuam a ser tão relevantes quanto o foram no passado. Ele estabeleceu ainda vários paralelismos, com a power politics, a Geopolítica e a Estratégia militar: “o capital para investimento na indústria proporcionado ou orientado pelo Estado é o equivalente ao poder de fogo; o desenvolvimento de produtos subsidiados pelo Estado é o equivalente às inovações no armamento; e a penetração nos mercados sustentada pelo Estado substitui as bases e guarnições militares em solo estrangeiro, bem como a influência diplomático.”
O espaço vital seria o espaço necessário para a expansão territorial de um povo,no caso, alemão. Não apenas a restauração das fronteiras de 1914, mas também a conquista da Europa Oriental. Espaço onde as necessidades, relativas à dominação territorial, recursos minerais, etc, desse povo seriam realizadas.
Em contrapartida teórica pode-se citar o “possibilismo”, de Vidal de La Blache serviu como uma resposta antagônica ao espaço vital, ao considerar que havia maneiras de desenvolver economicamente em um limitado espaço geográfico.
Existindo a necessidade de encontrar um caminho para resolver o problema da Alemanha, Ratzel querendo responder aos líderes alemães decepcionados com os geógrafos universais propõe-lhes uma solução. A ciência política e a geografia devem ser coadjuvantes por forma a lançar uma base sólida na procura do “espaço vital” para a Alemanha.
O pensamento de Ratzel assenta em:

“ O Estado como organismo ligado ao solo” (…),

“A vida da humanidade sobre a terra parece-se com a de um ser vivo: avança, recua, retrai-se, engendra novas relações, desfaz as antigas, tudo isto segundo modelos que se assemelham aos que tomam forma nas outras espécies vivas.”
A natureza do lugar, sua representatividade econômica, sua inserção em estratégias globais, a conexão em redes mundiais e a internacionalização das atividades econômicas representam uma nova dimensão espacial. O pós-modernismo territorial rompe as barreiras espaciais (nacionais), redefine e reordena o conceito de região, produzindo os lugares-mundos na economia global.
Fonte. Spykman N. J., The Geography of the Peace, 1944
Fonte. Spykman N. J., The Geography of the Peace, 1944
De sua análise da história naval dos séculos XVII e XVII Mahan extraiu algumas cláusulas pétreas:
1) o controle dos oceanos seria decidido pelas grandes esquadras navais e pela concentração de forças; a guerre de course seria ineficaz;
2) o bloqueio era um dos mais eficazes instrumentos da guerra no mar;
3) a posse de colônias seria mais eficaz que o controle de grandes extensões de terra;
4) as colônias e o comércio colonial seriam as maiores fontes de riqueza;
5) o tráfego pela água sempre foi mais barato que o transporte terrestre;
6) uma potência insular poderia ignorar os conflitos entres as potências terrestres ;e
7) nenhum país poderia alcançar a condição de potência sem o poder naval .
E a partir daí definiu que:
A) quem comanda a Europa de Leste (isto é, a Rússia, principal preocupação dos geoestrategas britânicos no séculos XVIII e XIX)  comanda a “Heartland”;
B) Quem comanda a “Heartland” comanda a Ilha-Mundo”;
C) Quem comanda a “Ilha Mundo”, controla o mundo.
Mackinder definiu que:
A) Existia um “mundo - ilha” - Ásia, África, Europa, o mais rico e vasto de  todos os territórios.
B) Existiam as “ilhas ao largo do mundo ilha” - ilhas britânicas e as ilhas que compõem o Japão.
C)  E existiam as  “ilhas ainda mais distantes ao largo do mundo ilha” - América do Norte, América do Sul e Austrália.
O “mundo-ilha” chama-se “heartland”/coração da Terra, na figura - que Mackinder (ou o Império britânico a falar pela voz de Mackinder)  considerava como sendo o centro do mundo.
O conceito de Heartland inclui a noção de que esta é uma vasta região com grande quantidade e diversidade de recursos naturais, que vão das grandes florestas e grandes planícies e estepes do centro da Eurásia, até os ricos campos ucranianos e as grandes reservas petrolíferas do Mar Cáspio.

Localizada em uma zona de difícil acesso pelo mar, o Heartland ocupa grande parte do interior do maior continente do mundo em termos geofísicos, a grande massa continental da AfroEurásia.
No século XVIII, a política britânica preocupava-se com a expansão da Rússia pela Ásia Central e de como isso afetava o Império britânico (a Índia).
E depois, após gerações de preocupados políticos, surgiu o messias  do império, Mackinder.
Toda a geopolítica e geoestratégia anglo-saxónica se baseia na origem, e a origem chama-se Halford John Mackinder.
(Zoologista, que passou a estudar história e geografia – tanto física quanto humana).
Estrabo afirmava que “a geografia é obra política mais do que cientifica. Deve servir os interesses dos governantes. Também se deve ligar as particularidades físicas e atmosféricas que explicam em parte a vida e o comportamento dos habitantes, bem como os recursos econômicos, os modos de vida, as tradições ancestrais e os usos e costumes que revelam muitas vezes os acasos da existência”.
O fracasso da guerra de atrito em 1914-18 preparou o campo para o surgimento de visões hipertecnológicas. O autor pioneiro foi o italiano Giulio Douhet (1869-1930), que publicou já em 1921 O comando do ar. A ênfase tecnológica é radicalizada descrever que o avião - mais especificamente o avião bombardeiro - anunciava uma transformação radical da guerra.
Para ele, “a doutrina fundamental é que o aeroplano possui tal ubiqüidade e tais vantagens de velocidade e instrumentos, a ponto de ser capaz de destruir quaisquer instalações ou instrumentos de superfície, flutuantes ou terrestres, ao mesmo tempo em que permanece comparativamente seguro face a qualquer reação efetiva vinda do solo”.
Reservas comprovadas de Petróleo
Reservas comprovadas de Petróleo
Área Ideal?
Existe alguma região do mundo
que pode ser considerada vital?

Existe alguma região do mundo
cobiçada pelas potências?

QUAL?
POR QUÊ?
Friedrich Ratzel nasceu em 30 de Agosto de 1844, em Karlsruhe na Alemanha.
Filho de um chefe das ordenanças do Grão-ducado de Boden, região da Alemanha, licenciou-se em farmacêutica e Zoologia. Depois de terminar o curso na Universidade de Heidelberg, publicou, em 1869, o seu primeiro livro - um texto sobre Darwin e a Teoria da Evolução.
Em 1870 alista-se nas tropas alemãs que combatem a França de Napoleão III.
Ratzel fez várias viagens que fariam dele um geógrafo (Itália, Estados Unidos da América, China).
As primeiras viagens foram ao longo do Mar Mediterrâneo, sobre as quais publicou relatos no Kölnische Zeitung, jornal que lhe possibilita emprego como jornalista e repórter de turismo, obtendo, desta forma, os meios necessários para viajar pelo mundo.
Em 1874 Ratzel desloca-se aos Estados Unidos e México numa viagem decisiva para a carreira deste intelectual alemã.
Dedica-se ao estudo da colonização alemã nos Estados Unidos e no resto da América do Norte, especialmente na região centro – oeste do continente, chegando à conclusão que “o homem vivia sujeito às leis da natureza com propagação das idéias deterministas”. Ratzel salientava a existência de uma grande influência do meio natural sobre o homem.
Spykman's World
Estratégia e Relações Internacionais
“Toda a vida do Estado tem as suas raízes na terra, numa terra marcada por três elementos fundamentais: a situação (Lage), o espaço (Raum) e a própria Fronteira (Grenze).”

Friedrich Ratzel
Geoestratégia
A Geostratégia é um sub-campo da Geopolitica.
Os geoestrategas, são distintos dos geopolíticos, advogam estratégias pró-activas, e aproximam a geopolítica do ponto de vista nacionalista.
Muitos geoestrategas são também geógrafos, especializados em muitas áreas da geografia, tais como "Geografia Humana", "Geografia Política", "Geografia Económica", "Geografia Cultural", "Geografia Militar", e "Geografia Estratégica".
Explique as charges:
Escreveu: The Geography of the Peace, New York, Harcourt, Brace and Company (1944); America's Strategy in World Politics: The United States and the Balance of Power, New York, Harcourt, Brace and Company (1942); e com David Frisby, The Social Theory of Georg Simmel, Chicago, The University of Chicago press (c1925)
O Japão imperial adotou conceito semelhante, com o nome de "Esfera (área) de co-prosperidade", que seria bloco de nações asiáticas lideradas pelos japoneses e livre das potências ocidentais.
A tese é que as nações compartilhariam a paz e a prosperidade, livres do colonialismo e dominação ocidentais.
As lideranças japonesas possuiam uma concepção racial sobre a humanidade, considerando-se os mais evoluídos. E como existia supremacia japonesa (tanto econômica quanto militar) o que na prática fazia com que ele devesse "liderar" o bloco, tratando os demais como atrasados que deveriam ser conduzidos.
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