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Atividade Lúdica no Processo de Desenvolvimento e Aprendizag

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Liliane Carneiro

on 4 June 2014

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Transcript of Atividade Lúdica no Processo de Desenvolvimento e Aprendizag

O Papel do Lúdico no Processo de Desenvolvimento e Aprendizagem
de Alunos Superdotados

Liliane Bernardes Carneiro
Denise de Souza Fleith

Universidade de Brasília – UnB
Instituto de Psicologia – IP/PED

Psicomotor,
potencial para a coordenação
motora, força, controle
muscular e equilíbrio

Solução de problemas
aprendizagens de papéis sociais

Criatividade
Imaginação

Formação de conceitos
sobre o mundo

Autoconhecimento


Desenvolvimento cognitivo, social, cultural e de bem estar emocional


(Beisser, Gillespie, Farrent, 2006; Garaigordobil, 2008; Ginsburg, 2007; Mudado, 2008).


Brincadeiras e jogos

Vigotski (1933/2008) apresenta a ludicidade na brincadeira a partir da sua gênese, estrutura e função, bem como na sua importância no processo de desenvolvimento da criança.

Huizinga (2000) apresenta a ludicidade como formas de manifestações culturais, em uma categoria primária, exterior à vida habitual, com limites espaciais e temporais próprios, segundo ordem determinadas, capaz de absorver o jogador de maneira intensa.

Luckesi (2000, 2002) conceitua ludicidade a partir da experiência interna do sujeito. Quando alguém age ludicamente, vivencia uma experiência plena em uma entrega total, corpo e mente, não há lugar para outra coisa além dessa atividade.

O que os estudiosos da área de superdotação pensam a respeito da ludicidade como forma de aprendizagem e desenvolvimento de potenciais?

Há diferenças na aprendizagem lúdica entre alunos superdotados e não superdotados?

Objetivo apresentar reflexões sobre o lúdico nos processos de desenvolvimento e aprendizagem de alunos superdotados.


(Beisser et al., 2013; Chang, 2013; Morrissey Piske e Stoltz (2013)

Considerações Finais

Obrigada!

Saúde Mental
Gray (2011), principal meio para:
desenvolver competências e interesses intrínsecos; tomar decisões, resolver problemas e seguir regras; regular suas emoções; fazer amigos e conviver com os outros; e experimentar a alegria.

Luckesi (2002)
As atividades lúdicas conduzem a experiências plenas e possibilitam acesso aos sentimentos mais indiferenciados e profundos, oportunizando emergir as forças criativas, restaurando o equilíbrio entre os componentes psíquico-corporais do indivíduo.
Criatividade
Para Garaigordobil e Berrueco (2011) o jogo:
Estimula a curiosidade, flexibilidade, improvisação, habilidades de resolução de problemas, imitação e adaptação às mudanças.

Estudo: com o objetivo de avaliar os efeitos de um programa de jogos no pensamento criativo de crianças da pré-escola.

Resultados: aumento significativo da criatividade verbal (fluência, flexibilidade e originalidade) e criatividade figural (elaboração, fluência e originalidade).
Aumento nas condutas de personalidade criativa, que consistem em atitudes questionadoras, curiosidade intelectual, invenção de jogos, senso de humor, perseverança e abertura a novas experiências.
Benefícios das Atividades
Lúdicas no
Desenvolvimento Infantil

Instrumento de socialização



Na interação com seus pares, as crianças conhecem pessoas ao seu redor, descobrem a vida social dos adultos e as regras que regem essas relações, aumentam suas habilidades de comunicação, desenvolvem espontaneamente a capacidade de cooperação, evoluem moralmente e aprendem normas de comportamento.

Desenvolvimento cognitivo

Garaigordobil (2008): atividades lúdicas criam e desenvolvem estruturas de pensamento, maturidade para a aprendizagem, competências linguísticas, fluência matemática, estimulam a atenção e memória.

Pellegrini e Holmes (2006):
Defendem o brincar como parte do currículo da educação infantil.
Mais atenção para o recreio escolar

Perry e Branum (2009):
Defendem as brincadeiras ao ar livre e em contato com a natureza.
As crianças interagem com o ambiente, aprendem e reelaboram informações sobre como o mundo funciona e como seus corpos trabalham nesse mundo físico.

Estudo: observação e relato de episódios de brincadeiras de alunos da pré-escola.
Resultado: quando as crianças brincavam sem depender das habilidades de um adulto, elas se envolviam, não só em desafios físicos, mas também em desafios complexos de linguagem, pensamento representacional e negociação.

O tempo de brincadeiras e jogos tem sido reduzido no cotidiano das crianças, com a justificativa de que se faz necessário aumentar as horas em atividades que promovam o desempenho acadêmico.

Muitas escolas têm abreviado o tempo destinado à recreação escolar.

Dicotomia na pedagogia quando o assunto é aula e recreio, atividade produtiva e lazer. Recreio: não tem a devida importância, pois não é considerado trabalho produtivo e nem o lócus de aprendizagem escolar.

Problemas na família

Muitos pais estão preocupados em ocupar o tempo das crianças com atividades especializadas ou com entretenimentos passivos.

Há um apelo comercial que influencia a família a adquirir excessivamente produtos, com a perspectiva de enriquecimento e aumento do desempenho cognitivo das crianças.

Efeitos de sedução: televisão, jogos de computador e acesso à internet exercem sobre a criança. Ademais, muitas não têm a permissão dos pais para brincar fora de casa e, quando permitidas, não encontram espaços atraentes.

Consequências do Tempo Limitado à Realização de Atividades Lúdicas na Infância
(Beisser, Gillespie, & Thacker, 2013; Bergen, 2009; Cordazzo & Vieira, 2008; Ginsburg, 2007; Gray, 2011; Pellegrini & Bohn, 2005; Tiriba, 2008).

Problemas na escola

Aumento de taxas de obesidade, doenças psiquiátricas, raiva, agressividade, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, bem como o aumento de sentimentos de ansiedade, depressão, desamparo e narcisismo.

Superdotados
A superdotação é um fenômeno multidimensional, que abarca um conjunto de dimensões psicológicas de natureza diferente, combinando fatores como os aspectos cognitivos, afetivos, de personalidade; do nível de motivação e do autoconceito; criatividade; oportunidades oferecidas; aspectos do contexto histórico, social e cultural.

Características cognitivas e de aprendizagem: rapidez no aprendizado, domínio e evocação fácil da informação, tendência para a investigação, habilidade matemática e da estrutura da língua, vocabulário amplo e bem estruturado, fluência verbal, estratégias dinâmicas de autorregulação da aprendizagem.

Do ponto de vista socioemocional: idealismo, perfeccionismo, desenvolvimento moral avançado, grande sensibilidade e senso de humor.

Atividades Lúdicas no Processo de Desenvolvimento e
Aprendizagem do Superdotado

Chang (2013);
Estudo com alunos superdotados em matemática e ciências.
Objetivo de compreender as condições em que os alunos demonstram contentamento e criatividade em suas tarefas, analisar a correlação entre ludicidade e criatividade, bem como identificar fatores que predizem o efeito de brincadeira na criatividade.

Resultados: há relações significativas entre o jogo e a criatividade.
Da mesma forma que a criatividade é reforçada no contexto de brincadeiras, tais atividades podem prever o nível de criatividade nesse grupo de alunos.


Beisser et al. (2013): problemas ampliados quando se trata de superdotados:
Pressão para conquista do sucesso e organização de atividades.

Estudo: déficit de tempo livre e saber o que as crianças pensam sobre atividades lúdicas.

Resultados: forma de aumentar o foco na aprendizagem, desenvolver trabalho em equipe e habilidades de resolução de problemas.
A brincadeira ajuda na comunicação, alivia o estresse, auxilia na prática de habilidades sociais e aprendizagem uns com os outros.
Quando privados de brincadeiras: irritadiço, infeliz, frustrado, com raiva ou triste.

Jogos eletrônicos, vídeo e computadores: não listadas entre suas escolhas de brincadeiras.

Crianças superdotadas que não experimentam com qualidade o ato de brincar, podem sofrer consequências em longo prazo, como a diminuição das capacidades relacionadas com a metacognição, cognição social e resolução de problemas.

Peterson, Duncan e Canady (2009):
Excesso de atividades extracurricular – estresse.

Estudo transversal e longitudinal: envolvimento excessivo com as tarefas e dependência de alto nível de realização.

Resultados: sobrecarregados e pressionados academicamente.

Pais e filhos veem alguns eventos de formas diferentes.

Sintomas de depressão, estresse, ansiedade e falta de interesse pela escola.

Falta de tempo para o lúdico:
Dificuldade nas relações interpessoais e aceitação pelos pares, bem como a personalidade introvertida que motiva a preferência por brincar sozinhas.
Comportamento relacionado aos interesses e níveis de habilidades diferentes dos pares em idade.

Farrent (2006):

Estudo de caso com seis crianças superdotadas da pré-escola.
Resultado: cinco crianças sentiram-se autossuficientes em suas brincadeiras, felizes em suas próprias companhias, gastaram muito tempo nessa atividade solitária e tiveram facilidade de interação com adultos.

É importante preparar e qualificar as crianças que serão os líderes de amanhã. As atividades extracurriculares e de enriquecimento são necessárias na formação de superdotados.

As escolas e famílias devem primar pelo equilíbrio e permitir que as crianças alcancem o potencial acadêmico de forma que sejam respeitados seus limites e conforto pessoal, bem como seja dado tempo necessário para viver plenamente as brincadeiras.

As escolas: projetar parques que promovam as relações entre as crianças, ofereçam acesso a materiais naturais e espaço suficiente para manipular seus corpos.

Professores: incorporar jogos para motivar os alunos e aumentar a atenção, retenção e foco na aprendizagem. Uso do jogo físico como forma de liberar o excesso de energia e o uso de jogos de tabuleiro para atividades cognitivas.

Para os pais: observar as necessidades dos filhos para brincar nos domínios cognitivo, físico e social, bem como dar tempo para brincadeiras depois escola, limitando as atividades programadas.

Pais e professores: explorarem o universo lúdico, buscando as motivações próprias de cada etapa do desenvolvimento pessoal do aluno, resgatando as relações espontâneas que levam a satisfação amorosa e colaborativa entre as pessoas, extraindo das brincadeiras o potencial positivo para socialização e desenvolvimento psíquico.




Desconstruir alguns mitos associados à criança superdotada como o de que ela é imune a problemas emocionais ou de que ela apresenta distúrbio ou disfunção psicossocial.
Crença de que o superdotado apresenta um elevado QI e um excelente rendimento escolar. Vale lembrar que a criança superdotada, como qualquer ser humano, possui necessidades que vão além das de natureza cognitiva ou acadêmica.
As atividades lúdicas podem ser um meio de promover um desenvolvimento emocional saudável desses indivíduos.
O desempenho escolar se torna mais significativo para os superdotados quando eles têm oportunidade de brincar e de utilizar a sua imaginação.
Que escola, família e sociedade propiciem, ao aluno superdotado, momentos de ludicidade, socialização e criatividade que o levem a florescer, a desenvolver seus potenciais e a se sentir uma pessoa feliz e amada.

Desconstruir alguns mitos associados à criança superdotada como o de que ela é imune a problemas emocionais.

Vale lembrar que a criança superdotada, como qualquer ser humano, possui necessidades que vão além das de natureza cognitiva ou acadêmica.

As atividades lúdicas podem ser um meio de promover um desenvolvimento emocional saudável desses indivíduos.

O desempenho escolar se torna mais significativo para os superdotados quando eles têm oportunidade de brincar e de utilizar a sua imaginação.

Que escola, família e sociedade propiciem ao aluno superdotado, momentos de ludicidade, socialização e criatividade que o levem a florescer, a desenvolver seus potenciais e a se sentir uma pessoa feliz e amada.

Obrigada!
(Garaigordobil, 2008; Farrent, 2006)
(Beisser et al., 2013; Farrent, 2006; Lee, Olszewski-Kubilius, & Thomson, 2012).
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