Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

BAKHTIN

No description
by

ademilson soares

on 25 March 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of BAKHTIN

BAKHTIN
... a nossa cara
linguística ...
Filosofia da linguagem:
Michail Bakhtin
Faraco fala
sobre Bakhtin
Sonia Kramer
dialoga com Bakhtin
Jobim e Souza
confronta Bakhtin
com outros autores
A FILOSOFIA DA LINGUAGEM E SUA IMPORTÂNCIA
PARA O MARXISMO
PARA UMA FILOSOFIA MARXISTA DA LINGUAGEM
PARA UMA HISTÓRIA DAS FORMAS DA ENUNCIAÇÃO
NAS CONSTRUÇÕES SINTÁTICAS
BAKHTIN
FILOSOFIA
* Ideologias e linguagem

* Infra e super estruturas

* Psicologismo e signo interior

MARXISMO E LINGUAGEM
* Duas orientações

* Língua, fala e enunciação

* Interação verbal

* Significação na língua

FORMAS DE FALAR
* Teoria da enunciação

* Discurso do outro

* Variantes discursivas

* Discurso livre

Orientações:
1) Subjetivismo idealista
2) Objetivismo abstrato
Natureza concreta e real da língua, da linguagem e da fala
Sentidos e significados
Semiótica, ideologia e história
SUBJETIVISMO
Em todos os atos de fala o importante, do ponto de vista da evolução da língua, não são as formas gramaticais estáveis, efetivas e comuns a todas as demais enunciações da língua em questão, mas sim a realização estilística e a modificação das formas abstratas da língua de caráter individual e que dizem respeito apenas a essa enunciação (BAKHTIN, p.75).
OBJETIVISMO
O indivíduo recebe da comunidade linguística um sistema já constituído e qualquer mudança no interior desse sistema ultrapassa os limites de sua consciência individual. O ato individual de todo e qualquer som só se torna ato linguístico na medida em que se ligue a um sistema linguístico imutável – num determinado momento de sua história – e peremptório para o indivíduo (BAKHTIN, p.79).
indagações de Bakhtin:
Como os subjetivistas e os objetivistas abordam a dimensão histórica?

A história da língua é meramente individual?

A estrutura da língua é imutável no tempo e por isso não tem história?

Apesar das mudanças na história da língua, as estruturas fundamentais são mantidas?

Ao admitir a existência de uma estrutura eu nego a possibilidade de mudança histórica da língua?

O erro individual poderia gerar uma nova estrutura linguística?

O indivíduo é passivo ou é ativo diante da língua?
Para muitos, “a lógica da história da língua é a lógica dos erros individuais ou dos desvios” (p.81).
Para os subjetivistas, as normas imóveis do sistema linguístico são apenas resíduos deteriorados da evolução linguística de uma verdadeira substância da língua que os indivíduos tornam viva ao falarem e se expressarem.
Enquanto a primeira tendência destaca a primazia do sujeito, a segunda enfatiza a primazia do objeto – sistema imutável da língua.
Para os objetivistas, ao contrário, as manifestações individuais e criativas das formas linguísticas são apenas detritos da verdadeira vida organizada e estruturada da língua.
Os gramáticos não querem, mas a filosofia ajuda ...
a pensar sobre o verdadeiro núcleo da realidade linguística:
Evolução criadora ininterrupta?

ou

Imutabilidade de normas idênticas a si mesmas?

Humanidade e Historicidade
Um poeta deve recordar-se que sua poesia é culpada pela trivialidade da vida e o homem na vida deve saber que sua falta de exigência e de seriedade em seus problemas existenciais são culpados pela esterilidade da arte (BAKHTIN apud KRAMER, 2007, p. 1880
... no miúdo o todo se revela
... no fragmento a totalidade se expressa
... no micro vemos o macro em suas ruínas
Sônia Kramer
Leitura,
magia e
profanação

Jobim e Souza
PALAVRAS,
FIOS IDEOLÓGICOS,
RELAÇÕES SOCIAIS
LEITURIZAÇÃO: perceber sentidos
latentes e expectativas sociais expressas
em palavras
O sujeito contemporâneo
nem sempe se mostra
capaz de combater os
usos indevidos da
linguagem
Recuperar nossa história linguística
Entender a importância da oralidade e o surgimento da escita
A invenção da escrita: um remédio para a memória fraca?
PERDAS E GANHOS: a memória separa-se do sujeito, tornando-se objetiva e impessoal
Há uma rede de signos tecidos pela escrita que
precisam ser decifrados
O homem criou a escrita, mas está em permanente confronto com a sua criação
A escrita, o livro, manuscrito, escrivaninha, impressão...
O jornal, a revista, o folhetim, o blog, a internet...
Uma das funções da literatura é devolver ao homem a possibilidade do justo emprego da linguagem
Estamos perdendo a capacidade de "pôr em foco visões de olhos fechados, de fazer brotar cores e formas de um alinhamento de caracteres alfabéticos sobre uma página branca, de pensar por imagens" (CALVINO apud JOBIM e SOUZA, p. 170)
É preciso ler
e decifrar, pois
um enunciado
"só pode ser
compreendido
no contexto
socail, político,
cultural e histórico
em que ele acontece"
(J e S, p. 171)
Ler não é um ato solitário
Quem lê encontra muitas vozes, presentes e ausentes dos textos lidos
... no encontro marcado entre
o leitor e o texto que vozes mudas
se manifestam...
LEITURA MUNDANA


X



LEITURA MÁGICA
Leitura mundana, profana, técnica, fria, lógica, tarefa de decodificar os signos,
dever a ser cumprido,
sem cor, sem odor, sem sabor, sem graça, sem charme,
sem vida, sem prazer, sem luz,
sem encantamento
Leitura mágica,

lúdica, livre,

sem obrigação, sem lição, sem regra, sem norma,

a serviço da imaginação criativa do leitor,

capaz de impregnar o leitor de imagens
Encontro em Bakhtin uma perspectiva ética, estética e cultural para a educação e para as práticas pedagógicas
Educação rima com diálogo, heterogeneidade, diversidade e pluralidade
Educação
Linguagem
Ciências Humanas
Autor
Obra
Leitor
Bakhtin produz uma aguda crítica da modernidade e da cultura
O homem nasce em um mundo de palavras das quais não é senhor
Nas ciências humanas mais vale compreender do que explicar
A linguagem possibilita o entendimento do inacabamento
da própria linguage
Precisamos, na educação, resgatar a nossa capacidade de narrar e de recontar a história vivida coletivamente
A palavra, ao mesmo tempo valente e ambivalente, tem franjas ideológicas que a contornam e condicionam
É preciso, ainda, superar dicotomias e ouvir as múltiplas vozes que pulsam nas ações políticas, nas pesquisas acadêmicas e nas propostas pedagógicas
Nesse processo de escuta do outro, os conceitos de dialogismo e de polifonia, advogados por Bakhtin, são fundamentais.
Todo discurso é sempre marcado por diferentes vozes sociais que expressão diferentes forças que se interceptam na plurivocidade histórica.
Nessa perspectiva, todo enunciado é polifônico e dialoga com o meio, reflete e retrata seu redor. Toda enunciação tenciona com outras enunciações filiando-se a algumas e afastando-se de outras.
A compreensão de
nossa cara linguística depende, assim,
da escuta de muitas vozes.
Escuta de Agamben quando ele aproxima a experiência da infância da entrada no mundo da linguagem
Escuta da psicanálise que sustenta que nos tornamos o que somos através dos significantes linguísticos que marcam o nosso ser
Escuta de Bakhtin que defende que todos os tipos de texto, como atividades humanas organizadas na linguagem, supondo diferentes enunciadores e receptores internos ao texto
Existimos quando falamos ao mundo e quando o mundo manifesta-se em nós.
A literatura é uma excelente porta de entrada no mundo da imaginação e das imagens
O diálogo e a oralidade são
caminhos de entrada no mundo da cultura e da linguagem
necessidade de
transformação da sala de aula em um espaço no qual as crianças possam se enunciar, se
expressar, se constituir como sujeito.
Full transcript