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Evolução das Artes Visuais - Aula 01

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Transcript of Evolução das Artes Visuais - Aula 01

"O movimento lógico de nossa reflexão levou-nos a constatar que esse orgão não é um instrumento neutro, que se contenta em transmitir dados tão fielmente quanto possível mas, ao contrário, um dos postos avançados do encontro do cérebro com o mundo: partir do olho induz, automaticamente, a considerar o sujeito que utiliza esse olho para olhar uma imagem, a que chamaremos, ampliando um pouco a definição habitual do termo, de 'espectador'" (AUMONT, p.77)
Por que se olha uma imagem?
"A produção de imagens jamais é gratuita, e, desde sempre, as imagens foram fabricadas para determinados usos, individuais ou coletivos" (AUMONT, p.78).
Vinculação da imagem
e
Domínio do simbólico
Relação da imagem com o real
1. Valor de representação - representa coisas concretas.

2. Valor de símbolo - representa coisas abstratas. Ex: círculo é um objeto do mundo?

3. Valor de signo - representa um conteúdo cujos caracteres não são visualmente refletidos nela.
A imagem e o seu espectador
1. O que nos trazem as imagens?

2. Por que é que existiram em quase todas as sociedades humanas?

3. Como são olhadas?
Evolução das Artes Visuais - Aula 01
"Esse sujeito não é de definição simples, e muitas determinações diferentes, até contraditórias, intervêm em sua relação com uma imagem: além da capacidade perceptiva, entram em jogo o saber, os afetos, as crenças, que, por sua vez, são muito modelados pela vinculação a uma região da história (a uma classe social, a uma época, a uma cultura" (AUMONT, p.77)
"A realidade das imagens é bem mais complexa, e há poucas imagens que encarnem com perfeição uma e apenas uma dessas três funções, das quais a imensa maiorias das imagens participa, em graus diversos, simultaneamente" (AUMONT, p.79)
As funções da imagem
1. Modo simbólico

2. Modo epistêmico

3. Modo estético
"Inicialmente as imagens serviram de símbolos; para ser mais exato, de símbolos religiosos, vistos como capazes de dar acesso à esfera do sagrado pela manifestação mais ou menos direta de uma presença divina" (AUMONT, p.80)
O modo simbólico
O modo epistêmico
"A imagem traz informações (visuais) sobre o mundo, que pode assim ser conhecido, inclusive em alguns de seus aspectos não-visuais" (AUMONT, p.80)
- Função geral de conhecimento
O modo epistêmico
"A imagem é destinada a agradar seu espectador, a oferecer-lhe sensações (aisthésis) específicas" (AUMONT, p.80).
- Noção indissociável da noção de arte.
Reconhecimento e Rememoração
"Em todos os seus modos de relação com o real e suas funções, a imagem procede, no conjunto, da esfera do simbólico (domínio das produções socializadas, utilizáveis em virtude das convenções que regem as relações interindividuais"(AUMONT, p.81).
Por que - e como - se olha uma imagem?
"... a imagem tem por função primeira garantir, reforçar, reafirmar e explicitar nossa relação com o mundo visual: ela desempenha papel de descoberta do visual" (AUMONT, p.81)
Reconhecimento

x

Rememoração
(mais profunda e essencial)
"Vamos explicar esses dois termos, observando primeiro que a dicotomia coincide com a distinção entre a função representativa e função simbólica, de que é uma espécie de tradução em termos psicológicos; uma, puxando mais para a memória, logo para o intelecto, para as funções do raciocínio, e a outra para a apreensão do visível, para as funções mais diretamente sensoriais" (AUMONT, p.81)
O espectador constrói a imagem, a imagem constrói o espectador
"Essa abordam do espectador consiste antes de tudo em tratá-lo como parceiro ativo da imagem, emocional e cognitivamente (e também como organismo psíquico sobre o qual age a imagem por sua vez)" (AUMONT, p.81)
"Em todos os seus modos de relação com o real e sua funções, a imagem procede, no conjunto, da esfera do simbólico (domínio das produções socializadas, utilizáveis em virtude das convenções que regem as relações interindividuais). (Aumont, p. 81)
Reconhecimento
"Reconhecer alguma coisa em uma imagem é identificar, pelo menos em parte, o que nela é visto com alguma coisa que se vê ou se pode ver no real. É pois um processo, um trabalho, que emprega as propriedades do sistema visual" (Aumont, p.82)
"O trabalho de reconhecimento: ... que muitas características visuais do mundo real encontram-se tais quais nas imagens, e que, até certo ponto, vê-se nas últimas "a mesma coisa" que na realidade: bordas visuais, cores, gradientes de tamanho e de textura, etc" (Aumont, p.82)
"Gombrich insiste, ademais, no fato de que esse trabalho de reconhecimento, na própria medida em que se trata de re-conhecer, apoia-se na memória ou, mais exatamente, em uma reserva de formas de objetos e de arranjos espaciais memorizados: a constância perceptiva é a comparação incessante que fazemos entre o que vemos e o que já vimos" (Aumont, p.82)
Estabilidade/constância perceptiva -> identificar
"... se reconhecemos com facilidade o modelo de um retrato fotográfico (ou de um retrato pintado, se for suficientemente conforme aos códigos naturalistas), é graças à constância perceptiva; mas se reconhecemos também o modelo de uma caricatura, supõe-se que estamos fzendo intervir além disso outros critérios (ninguém se parece literalmente com sua caricatura). O caricaturista capta, ainda segundo Gombrich, invariantes do rosto, que não tínhamos necessariamente notado, mas que, a partir de então, poderão desempenhar o papel de índices de reconhecimneto). (Aumont, p.83)
"...reconhecer não é constatar uma similitude ponto a ponto, é achar invariantesvisão, já estruturados, para alguns, como espécies de grandes formas" (Aumont, p.83)
Prazer do reconhecimento
"Reconhecer o mundo visual em uma imagem pode ser útil, além de proporcionar também um prazer específico. Está fora de dúvida que uma das razões essenciais do desenvolvimento da arte representativa, naturalista ou menos naturalista, resulta da satisfação psicológica pressuposta pelo fato de 'reencontrar' uma experiência visual em uma imagem, sob forma ao mesmo tempo repetitiva, condensada e dominável" (Aumont, p.83)
"Desse ponto de vista, o reconhecimento não é um processo de mão única. A arte representa imita a natureza, e esse imitação nos dá prazer; em contrapartida, e quase dialeticamente, ela influi na 'natureza', ou pelo menos em nossa maneira de vê-la. Tem-se observado que o sentimento em relação à paisagem nunca mais é o mesmo depois que se pintaram paisagens" (Aumont, p.83)
Rememoração
Imagem e codificação: "além de sua relação mimética mais ou menos acentuada com o real, ela veicula, sob forma necessariamente codificada, o saber sobre o real (tomando dessa vez a palvra 'codificado' em um sentido muito próximo ao da semiolinguística" (Aumont, p.84)
"Esquema e cognição: enquanto instrumento da rememoração, o esquema é 'econômico': deve ser mais simples, mais legível do que aquilo que esquematiza (caso contrário, de nada serve). Tem pois obrigatoriamente um aspecto cognitivo, até mesmo didático" (Aumont, p.84)
"Enfim, esse aspecto cognitivo, logo experimentável e experimental, do esquema, está também presente no próprio interior da arte representativa" (Aumont, p. 86).
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