Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

A filosofia moral de Kant e a ética utilitarista - 3ª aula

No description
by

Isa Mestre

on 15 October 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of A filosofia moral de Kant e a ética utilitarista - 3ª aula

A Filosofia moral de Kant e a ética utilitarista de Bentham e Mill
ética e deontologia da comunicação
Immanuel Kant
Nasceu em 1724, na Alemanha.

Considerado um dos grandes filósofos da era moderna.

Defende que é possível formular para a moral leis universais com as do conhecimento científico.


Todas as ações devem ser guiadas pela razão.

O que interessa na moralidade de uma ação é o respeito à lei moral e não as consequências do ato.

Kant rege-se por uma ética do dever.

Defende que há um princípio moral que pode ser aplicado a todas as nossas ações.

A essa lei que regula as ações humanas Kant chama imperativo categórico;

O homem é criador dos valores morais, dirige ele próprio a sua conduta.

Uma ação tem valor moral se for realizada única e simplesmente por dever


O que é uma ação realizada por dever?
É realizada sem qualquer interesse, apenas pelo cumprimento de um dever;


EX: O aluno que é honesto porque esse é o seu dever.

Para Kant o cumprimento de um dever
é um imperativo categórico
O que é um imperativo categórico?
É uma obrigação de agir de determinada maneira que não é condicionada por qualquer interesse.

É motivado unicamente pela razão (independente de desejos, motivações, inclinações).

Exige que a ação seja realizada pelo seu valor em si, porque é boa, ignorando os seus efeitos.

EXEMPLO: “Dizer sempre a verdade” / “Não matar” / “Não roubar”

Ética utilitarista de Bentham e Mill
O que é o utilitarismo?
- Escola filosófica nascida no séc.XVIII, na Inglaterra.

- Estabelece a prática das ações de acordo com a sua utilidade.

- Antes de praticar uma ação devem ser avaliados os seus resultados: a ação é moralmente boa se for útil a um grande número de pessoas.

Princípio do bem-estar máximo
Agir sempre de forma a produzir
a maior quantidade de bem-estar

Conclusão
- Ação é moralmente correta se tende a promover a felicidade e condenável se tende a produzir a infelicidade.

- É bom e justo tudo o que tende a aumentar a felicidade coletiva.


Teoria deontológica
Kant defende que o valor moral de uma acção reside na sua intenção e não nas suas consequências.

Porquê?

Sem conhecermos as intenções de quem pratica a acção não podemos determinar o seu valor moral.
O valor moral da acção
De acordo com Kant:

Uma acção pode não ter valor moral apesar de ter boas consequências.


Quando é que uma acção tem valor moral?
Quando é praticada com o propósito de cumprir o dever pelo dever, sem interesses, inclinações, etc.

Ex: Não roubar porque é um acto errado e não porque posso ser castigado.
O que é uma acção com valor moral?
- Que cumpre o dever pelo dever.

- Fá-lo sem recompensa, sem olhar às consequências.




Acções conforme o dever

VS

Acção feitas por dever
- Dois comerciantes praticam preços justos e não enganam os clientes. Estão a agir bem? Estão a cumprir o seu dever?

Um deles não aumenta os preços porque sabe que, se o fizer, vai perder clientes.
O facto de praticar preços justos está relacionado com o seu receio de perder clientes.

a sua acção é conforme o dever mas não é feita por dever
O outro comerciante não aumenta os preços porque acredita que a sua obrigação moral é agir de forma justa.
a sua acção é feita por dever
Conclusão
As duas acções têm a mesma consequência - a prática de preços justos - mas não têm o mesmo valor moral.
Acções conforme o dever
Cumprem o dever não porque é correcto fazê-lo mas porque ao fazê-lo evitam consequências negativas ou porque dessa acção advém uma consequência positiva.
ex: não roubar por medo de ser preso
praticar preços justos para não perder clientes
Acções feitas por dever
Que cumprem o dever porque é correcto fazê-lo.
O cumprimento do dever é o único motivo que leva o indivíduo a praticar a acção.
ex: não roubar porque é um acto errado
praticar preços justos porque é correcto fazê-lo
A lei moral e o dever
Lei moral - diz-nos qual a forma correcta de cumprir o dever

É regida por um princípio ético universal que exige que se cumpra o dever pelo dever, dominando os sentimentos e emoções.


Imperativo categórico
«Deves em qualquer circunstância cumprir o dever pelo dever»
- não se subordina a condições
Ordena que a acção seja realizada pelo seu valor intrínseco, por ser boa em si, e não pelos seus efeitos ou consequências.
O cumprimento de deveres como "não roubar" ou "não matar" é uma obrigação absoluta.
Formulações do imperativo categórico
Fórmula da lei universal
"Age apenas segundo uma máxima tal que possas querer que se torne uma lei universal"
A acção que quero praticar é moral?
Aquilo que me proponho fazer poderia servir de modelo para todos os outros?
A vontade boa
A acção que se guia por respeito à lei moral/imperativo categórico tem o nome de vontade boa.

É uma vontade bem-intencionada.

A bondade de uma ação não deriva dos seus resultados, apenas da intenção com que é praticada.
Ética consequencialista
Defende que o valor moral de uma acção depende das suas consequências.
A acção que tem boas consequências é BOA
A intenção com que é praticada é irrelevante.
Acção moralmente boa
Cujos resultados contribuem para um aumento da felicidade geral.

Subordinada ao princípio da utilidade.
Acção moralmente má
Cujos resultados não contribuem para o aumento da felicidade geral.

Acção onde a felicidade da maioria não é tida em conta.

Acção que não se subordina ao princípio da utilidade.
Não há acções intrínsecamente boas
São moralmente boas os más de acordo com os resultados/consequências que produzem
Não há deveres morais absolutos
Não há deveres quem devem ser respeitados em todas as circunstâncias
Full transcript