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cartografia-anamoura

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Transcript of cartografia-anamoura

Observador implicado
Objetividade entre parênteses
Circularidade
Mario Osório Marques
processo coletivo
Cartograr
Explicar
Co-determinação
Experiência
Francisco Varela
Mente e corpo atuam juntos
Humberto Maturana
convivência e conversar
“[...] a pesquisa se faz em movimento, no acompanhamento de processos, que nos tocam, nos transformam e produzem mundos” (BARROS E KASTRUP, 2012, p.73).
NÓS REFLEXIVOS:
A CARTOGRAFIA COMO ESTRATÉGIA METODOLÓGICA
UMA CARTOGRAFIA DO ESCREVER: EXPERIÊNCIA DE APRENDER NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Ana Carolina de Oliveira Salgueiro de Moura
Débora Pereira Laurino
Essa frase traz em cada palavra, implicada nos desenhos da sua escrita, conceitos que produzem os modos de compreensão que nos constituem e constituem essa pesquisa.
Escolhemos a cartografia porque escolhemos
escrever mapas
, não com direcionamentos, mas
com experiências
, não estáticos, mas
com movimento e liberdade
de mudança, não padronizados, mas
com emoção
.
“[...] el observador es la fuente de todo. Sin él no hay nada. Es el fundamento del conocer, es la base de cualquier hipótesis acerca de sí mismo, el mundo y el cosmos” (MATURANA e PÖRKSEN, 1985, p.18).
"Tal circularidade, tal encadeamento entre ação e experiência, tal inseparabilidade entre ser de uma maneira particular e como o mundo nos parece ser, indica que todo ato de conhecer produz um mundo" (MATURANA e VARELA,1995, p.68).

...existem muitos domínios de realidades diferentes, mas que são igualmente legítimos, cada um constituído como um domínio de coerências operacionais na experiência de um observador.
“explicar é sempre propor uma reformulação da experiência a ser explicada de uma forma aceitável para o observador” (MATURANA, 2002, p.40).
"É preciso, então, considerar que o trabalho da cartografia não pode se fazer como sobrevoo conceitual sobre a realidade investigada. Diferentemente, é pelo compartilhamento de um território existencial que sujeito e objeto de pesquisa se relacionam e se codeterminam" (ALVAREZ e PASSOS, 2012, p.131).
"toda interação implica num encontro estrutural entre os que interagem, e todo encontro estrutural resulta num desencadeamento de mudanças estruturais entre os participantes do encontro. Isto acontece conosco no viver cotidiano, de tal modo que, apesar de estarmos, como seres vivos, em contínua mudança estrutural espontânea e reativa, o curso de nossa mudança estrutural espontânea e reativa se faz de maneira contingente com a história de nossas interações" (MATURANA, 2002, p.59).

A ação incorporada, ou atuação, acontece quando a ação executada não é “[...] puramente mental nem puramente física; ela é, ao contrário, um tipo específico de unidade mente-corpo”(VARELA, THOMPSON e ROSH, 2003, p.45). Ou seja, atuamos quando estamos fazendo o que pensamos e estamos pensando o que fazemos, em um processo síncrono, simultâneo, assim estamos na experiência.
podemos pensar que quando os professores-cursistas ficam na superficialidade, na descrição, na repetição de algo que ouviram ou que esteja posto, pré-determinado por um coletivo; ainda não estão construindo reflexões, não estão estabelecendo relações com outras aprendizagens e com outros domínios de ações.
E quando ao contrário conseguem estabelecer coordenações de coordenações de ação: explicar e pensar o escrever (mente) escrevendo (ação) é possível que estejam atuando.
ACONTECIMENTOS
DO ESCREVER
IMPLICAÇÕES
DE LER
RECURSÃO
COOPERAÇÃO
INTERAÇÃO
ALVAREZ, J.; PASSOS, E. Cartografar é habitar um território existencial. In: PASSOS, E.; KASTRUP, V.; ESCÓSSIA, L. da (Org.). Pistas do método da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina 2012. p. 131-149.
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BARROS, L. P. de; KASTRUP, V. Cartografar é acompanhar processos. In: PASSOS, E.; KASTRUP, V.; ESCÓSSIA, L. da (Org.). Pistas do método da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina 2012. p. 52-75.
CARDOSO, F. S. ; MARTINS, J. D. ; MOURA, A. C. de O. S. de ; GALVAO, M. C. ; RACHE, R. P.; VANIEL, B. V. Projeto Quero-Quero: Propostas de Educação Ambiental para Rede Municipal de Ensino - Rio Grande, RS. 1. ed. Rio Grande: Rio Grande, 2008. 73p.
DUARTE JR., J. F. Fundamentos estéticos da educação. 7 ed. São Paulo: Papirus, 2002. 150p.
DUARTE JR., J. F. O Sentido dos Sentidos : a educação (do) sensível. 2 ed. Curitiba: Criar Edições, 2003. 225p.
DUVOISIN, I. A.; VANIEL, B. V.; MOURA, A. C. de O. S. de; LAURINO, D. P. Conversar pela escrita: possibilidades de aprendizagens na educação a distância. In: I Encontro Internacional do Sistema Universidade Aberta do Brasil, 23, 24 e 25 de novembro de 2009, Brasília.
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VARELA, F. J.; THOMPSON, E.; ROSCH, E. A mente incorporada: ciências cognitivas e experiência humana. Porto Alegre: Artmed, 2003.

O toque acontece pela instabilidade do texto, que mostra uma reflexão imersa na experiência e por isso deixa de ser estável, de apenas reproduzir ou repetir palavras.

“Algo se destaca e ganha relevo no conjunto [...]
O relevo não resulta da inclinação ou deliberação do cartógrafo
, não sendo, portanto, de natureza subjetiva. Também
não é um mero estímulo distrator que convoca o foco
e se traduz num reconhecimento automático.”
(KASTRUP, 2007, p. 19).

O TOQUE
“Como uma antena parabólica, a atenção do cartógrafo realiza uma
exploração assistemática do terreno, com movimentos mais ou menos aleatórios de passe e repasse, sem grande preocupação com possíveis redundâncias
. Tudo caminha até que a atenção, numa atitude de ativa receptividade, é tocada por algo”
(KASTRUP, 2007, p. 19).

O RASTREIO
“sem uma história de interações suficientemente recorrentes, envolventes e amplas, em que haja aceitação mútua num espaço aberto às coordenações de ações, não podemos esperar que surja a linguagem ” (MATURANA, 2002, p.24).  
Durante o pouso realizamos uma ação cartográfica de tensionamento: tramar, unir e afastar, os escreveres dos estudantes foram constituindo-se como nós de compreensão, de acordo com as reflexões que fizeram e que notamos como relevo, como nó de interrupção de padrões e repetições; e simultaneamente os escreveres foram afastados em diferentes documentos para que tivéssemos a clareza do nó, para que fizéssemos o zoom.

“O gesto de pouso indica que
a percepção
, seja ela visual, auditiva ou outra, realiza
uma parada e o campo se fecha
, numa espécie de zoom.
Um novo território se forma
, o campo de observação se reconfigura” (KASTRUP, 2007, p. 19).

nós de compreensão
construímos novos territórios com os relevos textuais

O POUSO
Com o diálogo produzido nessa cartografia “[...] o conhecimento que se produz não resulta da representação de uma realidade pré-existente. [...] o método cartográfico faz do conhecimento um trabalho de invenção” (KASTRUP, 2007, p. 21).

PRODUZIMOS

os documentos que traziam os nós
as leituras que havíamos feito
escrevemos e caracterizamos cada um desses nós
dialogamos com os escreveres dos cursistas e escreveres de autores que compõe nosso sistema conceitual

REVISITAMOS

O RECONHECIMENTO ATENTO
nós:
pontos de encontro e convergência
entre nossas experiências, emoções e saberes,
encontros que convergem em reflexão
, por isso nós reflexivos.
nós reflexivos: interferem na nossa pesquisa,
causam ruídos, rupturas, provocações, estranhamentos
, nos fazem reconstruir os caminhos que iremos trilhar mesmo antes deles existirem.
Nós de compreensão: o nó não foi feito por nós, mas sim produzido na co-determinação entre nossas leituras e os escreveres dos cursistas, por isso nós de compreensão
"[...] ponto de interseção entre a percepção e a memória” (KASTRUP, 2007, p. 20).
Percebo o fórum enquanto um espaço interacional/interativo que torna o educando co-criador de todo o conteúdo discursivo a partir da mediação do computador e mais especificamente os fóruns enquanto uma interface da virtualidade - Virgínia.
Na cartografia dizemos que produzimos dados, não porque inventamos os dados, mas porque estamos em uma relação de co-determinação na pesquisa.
O material que analisamos, analisamos a partir da nossa história de interações, a partir da nossa experiência, e a partir dessas emoções, desse olhar, é que o material nos determina e nós o determinamos, nós o produzimos. Dizemos então que ocorre a produção do que já estava lá de maneira virtual, ou seja, o material possui originalmente o potencial de ser compreendido como isto ou aquilo, o que produzimos já está lá em potência e se torna real, concreto, quando ao buscar compreendê-lo o enxergamos.
“necessitamos nos reeducar para fazer do escrever um ato inaugural; não apenas transcrição do que tínhamos em mente, do que já foi pensado ou dito, mas inauguração do próprio pensar” (MARQUES, 2006, p. 15).
Pude refletir sobre o falar e o escrever, e sinto que às vezes, prefiro escrever [...] a ter que falar, acho que os textos dizem muito mais do que estamos pensando na hora - Marian.
NÓ DE COMPREENSÃO
ACONTECIMENTOS DO ESCREVER
não basta apenas realizar a leitura dos materiais, é preciso expor nossas reflexões de forma que provoque o outro a dar continuidade ao diálogo – Zuriléia.
“Todo fazer é conhecer e todo conhecer é fazer”(MATURANA e VARELA, 1995, p.68), a ação (o conhecer) e a experiência (o fazer) estão imersas numa circularidade.
CARTOGRAFIA
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