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FILARTE - Trabalho Final: A Arte e a Cultura Digital

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Sinziana Socol

on 26 October 2014

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Transcript of FILARTE - Trabalho Final: A Arte e a Cultura Digital

A Cultura Digital
ou
o Nascimento do Homo Digitalis
„A Internet é – e será ainda mais – o meio de comunicação e de relação essencial sobre o qual se baseia uma nova forma de sociedade que nós já vivemos – (…) Sociedade em Rede”. (CASTELLS, 2011).

Para um melhor entendimento do conceito do „Homo Digitalis”, achamos importante explicar primeiro o que significam conceitos como Identidade, Sociedade em Rede e Internet e qual era a relação entre estes conceitos e o homem moderno, o homem do século XXI.

Segundo Manuel Castells, por identidade temos de entender o processo pelo qual um ator social se reconhece e constrói significado principalmente com base em determinado atributo cultural ou conjunto de atributos. (Castells, 2005, p. 58). Quer dizer que numa sociedade, numa coletividade, todas as coisas que identificam os elementos do grupo, também os aproximam, porque este é o que descreve de facto, a sociedade em rede, quer dizer a sociedade da descoberta do outro: o entendimento melhor de quem somos, através da descoberto das nossas potencialidades e capacidades, dos nós mesmos nos outros que têm os mesmos interesses, desejos, sonhos como nós.

Assim, em relação a esta ideia, Lúcia Santaella afirmava que, durante os anos, as sociedades humanas atravessaram 6 (seis) grandes eras ou, melhor dito formações culturais, cumulativas:

- a cultura oral
- a cultura escrita
- a cultura da impressa
- a cultura das massas
- a cultura das mídias
- a cultura digital
INTRODUÇÃO
Desde os tempos antigos, o homem sempre senti a necessidade de expressar-se, de exprimir o mundo que o rodeava, a sua realidade, os seus sentimentos e fez este através das suas criações artísticas, ao início mais tímido, através dos rabiscos em cavernas, e depois, com a passagem do tempo, mais confiante, chegando até a projetar imagens fotográficas, colocadas em sequência, para conferir a ilusão do movimento contínuo, e nos últimos anos, com o apoio das novas tecnologias, através do universo cibernético e as ferramentas digitais.

Assim, o tema central do presente trabalho enquadra-se, em geral, no âmbito da filosofia das artes e da cultura, e em particular no domínio das ciberartes e culturas digitais, o nosso objetivo sendo o de realçar a importância que a nova era digital tem sobre a evolução da arte e da linguagem artística e como ela influenciou a (re)definição duma ciberestética, a estética digital, ou seja o valor das novas manifestações artísticas.

Por isso, o nosso trabalho vai começar por uma curta apresentação sobre o conceito de cultura digital e as noções que esta implica (ex: identidade/homo digitalis, sociedade em rede/interatividade, internet), para concentrar-se depois em algumas das artes contemporâneas e a sua relação com o homem, seja artista ou espectador, dando exemplos concretos para uma melhor compreensão.

No final, a conclusão da nossa apresentação, esperamos que alcança uma perspetiva de conjunto sobre as ideias de homo digitalis/corpo - máquina - futuro...e ciberarte.
FILOSOFIA DAS ARTES E DA CULTURA - 12054
TRABALHO FINAL:
@RTE e CULTUR@ Digit@L

Da ARTE Tradicional a CIBERARTE
CONCLU
sões
Depois da nossa apresentação teórica e as exemplificações fornecidas, sobre a cultura digital, a evolução e o desenvolvimento da identidade humana e a sociedade em rede, a influência que este tipo de cultura e o surgimento das mídias e da Web tiveram na evolução do homem e na sua percepção sobre si mesmo, como corporalidade, mas também como ser vivo central; podemos dizer que a arte teve e vai continuar a ter uma importância elevada nas nossas vidas, no entendimento da nossa realidade, seja ela concreta ou virtual.
Em conclusão, ousamos a dizer que a arte não morreu, ela só “lembrou-se duma velha amizade” e realiou-se com a ciência e as novas tecnologias para redefinir-se e ter a capacidade de evoluir e retribuir a si mesma novas funções e novos desafios com o objetivo de expressar e manifestar o Homem de Aqui e Agora.
Bibliografia e Webgr@fi@ I
Mestranda
Sînziana Cornelia Socol - 1201909

@RTE e CULTUR@
Digit@L

Universidade Aberta
MESTRADO EM ARTE E EDUCAÇÃO - 1207

Docente Professora Doutora
Filipa Afonso

Fevereiro 2003
Obs: Para ter acesso completo a todo o material disponibilizado nesta apresentação, por favor, seguem o seguinte link:

http://prezi.com/z5jzwvhjtnod/filarte-trabalho-final-a-arte-e-a-cultura-digital/?kw=view-z5jzwvhjtnod&rc=ref-10039600
RESUMO
O presente trabalho trata dos conceitos de cultura digital ou cibercultura, realçando o papel das artes (especialmente aquelas do corpo biocibernético) no contexto contemporâneo, tendo em conta as influências das novas artes na evolução do Homo Digitalis (também artistas como espectadores, leitores, nativos e imigrantes digitais; todos nós, em relação um com os outros, inclusivamente num mundo virtual, à distância e em permanente conetividade) e as suas manifestações no espaço performativo real e/ou virtual.
Palavras-chave: ciberarte, ciberestética, cibercultura, cultura digital, corpo biocibernético, tecnologia
Bibliografia e Webgr@fi@ II
Fontes das Fotografias utilizadas:
CASTELLS, Manuel. (2011, 11 de março). ”A Cultura da Internet”. Consultado em 2012-11-18. Disponível na http://www.com.ufv.br/disciplinas/cibercultura/2011/03/a-cultura-da-internet-por-manuel-castells/

CASTELLS, Manuel. (2006, 18 de agosto). ”A era de intercomunicação”. Consultado em 2012-11-08. Disponível na http://www.cultura.gov.br/site/2006/08/18/a-era-da-intercomunicacao-por-manuel-castells/

CASTELLS, Manuel. (2005). ”A sociedade em rede”. Volume I (8ª ed.). São Paulo: Paz e Terra.

CASTELLS, Manuel. (2005). ”O poder da identidade”. Volume II. São Paulo: Paz e Terra.

DUTRA, Lívia. (2009). ”Afinal o que é Estética Digital?”, in Gestão do Conhecimento. Consultado em 2013-02-17. Disponível na http://allegrogestao.com/afinal-o-que-e-estetica-digital/.

LARANJEIRA, Álvaro. (1998). ”A imersão da humanidade no universo online”, in Revista FAMECOS nº 9, porto Alegre, pp.167-172. Consultado em 2013-02-17. Disponível na http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/3022/2300.

MARTINEZ, Ojeda, Betty. (2006). ”Homo Digitalis: Etnografía de la Cibercultura”. Uniandes – Ceso.

OLIVEIRA, Rosa, Maria. (2005) ”Novas Tecnologias, Novas Fronteiras de Criação Artística: percursos e desafios”, in Livro de Actas – 4º SOPCOM, pp. 21-28. Consultado em 2013-02-24. Disponível na http://www.bocc.ubi.pt/pag/oliveira-rosa-novas-tecnologias-novas-fronteiras-criacao-artistica.pdf.

PÁSCOA, Rui. (2011, 29 de julho). ”O que é uma Sociedade em Rede?” Consultado em 2012-11-07. Disponível na http://mpel.ruipascoa.net/?p=267.
RODRIGUES, Souza, Raymondo, J., De. (2009) ”Interações: O Humano entre o Digital e a Cena”, in Cadernos Virtuais de Pesquisa em Artes Cênicas. Consultado em 2013-02-24. Disponível na http://www.seer.unirio.br/index.php/pesqcenicas/article/view/731.

SANTAELLA, Lúcia. (2003). ”Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-humano”, in Revista FAMECOS, nº 22, Porto, Alegre, pp. 23-32. Consultado em 2013-02-24. Disponível na http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/3229/2493.

SANTAELLA, Lúcia. (2008). ”Artes do corpo biocibernético e suas manifestações no Brasil”, in Revista NUESTRA AMÉRICA. nº 5, pp. 147-163. Consultado em 2013-02-24. Disponível na http://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/2643/3/147-163.pdf

SANTAELLA, Lúcia. (2012). "O pluralismo pós-utópico da arte", apresentação ppt. Consultado em 2013-02-24. Disponível na https://docs.google.com/file/d/0B_35bie8PyfIV0x3MzB0WDg3Zmc/edit?pli=1.

SILVA, FILHO, P.L, Da. (2008). ”Arte, Ciberarte e Interatividade: Uma Experiência na arte de transição na Proem”. Faculdade de Educação, Universidade de Brasília, pp. 21-53.

***, Entrevista de Amílcar Martins ao Destaque - 3, 2007. Consultado em 2012-11-04. Disponível no youtube.
http://1.bp.blogspot.com/-7LousEG8MI4/Ta3tRfAKdqI/AAAAAAAACaM/m-ZiEsnu8q8/s1600/PLUG02.jpg
http://www.virtualart.at/typo3temp/pics/997283b3d4.jpg
http://victoriavesna.com/images/gallery/1990-1999/bodies.jpg
http://www.fellowtravelerblog.com/wp-content/uploads/2010/12/homodigitalis.jpg
Todas estas eras culturais não tiveram um fim, mas continuaram a sobreviver e interligar-se durante o surgimento das suas “irmãs” – as outras novas culturas – conhecendo apenas alguns reajustamentos e refuncionalizações. (SANTAELLA, 2003, p.25)

Neste contexto, no início dos anos 80, com o surgimento das novas tecnologias, dos novos equipamentos e dispositivos tal como os fotocopiadoras, videocassetes, aparelhos para gravação de vídeos, walkmen, walktalks, videoclipes, videogames, a indústria de filmes em vídeo e o TV em cabo, (p.27) os consumadores aprenderam escolher, optar pelos produtos que queriam, sendo mais ou menos influenciados, mas com a consciência de fazer um acto individualizado e independente.

Esta revolução tecnologica (CASTELLS, 2005, p.67), ou melhor dito este momento que previa a futura revolução tecnologica, foi do ponto da vista de Santaella, o período e a experiência que nos ajudou começar a recusar todas as mensagens fabricadas, manipuladoras, que recebíamos “já pensadas por outros”, e nos ajudou treinar para a pesquisa de informação.
HOMO DIGITALIS ou As Artes do Corpo Biocibernético
As funções da Arte no Mundo Virtual
O corpo conectado nas redes:
O corpo dos avatares
O corpo de imersão híbrida
O corpo na telepresença
Corpos na Realidade Virtual
Corpos de Vida Artificial
Voltando agora a identidade dos homens, mesmo Castells explicava o homem digital dando como exemplo o primeiro movimento de guerilha informacional em Mexico, iniciado pelos zapatistas que lutaram pela ideia segundo qual a acumulação da tecnologia priva o homem do direito ontológico de ser um criador (ZAPATA apud MARTINE, p. 1). Castells considerava que tal identidade se baseava na especificidade cultural e no desejo de controle de seu próprio destino. (CASTELLS, 2005, p. 132). Devido a este tipo de homens desenvolveu-se o conceito de Mass Self Communication – como Castells o chama – quer dizer “a intercomunicação indivual” realizavél tal através da Internet, como através dos telemóveis e os meios de comunicação portátil.

É em relação a ela, que Rui Páscoa observou que: Desde sempre a sociedade funcionou em rede mas a explosão do uso da Internet fez com que as redes se estruturassem em torno de plataformas online. Por além do contato interpessoal passamos a ter como recurso de socialização o contato via web, em múltiplas áreas de interesse, em variados idiomas e em localizações geográficas até então inacessíveis. (PÁSCOA, 2011).

Chegamos então ao conceito da Internet, sobre qual Castells afirmava que foi influenciado no seu surgimento de 6 tipos de camadas:
-A cultura tecnomeritocrática
-A cultura hacker
-A cultura comunitaria virtual
-A cultura empresarial
-A cultura da comunicação dos jovens através dos telemóveis
-A cultura da autonomia
Quer dizer que a Internet surgiu da interação entre a ciência, a tecnologia, a pesquisa universitária, a pesquisa militar e a contracultura libertária. (CASTELLS, 2011) e vamos acrescentar, também, a arte, porque assim como Rosa Oliveira afirmava:
As mudanças foram sem dúvida, causadas pela velocidade dos meios de transporte, pelo fenômeno da globalização político-social e pelo desenvolvimento das tecnologias de comunicação, que tornaram o planeta bem pequeno e, principalmente, com o surgimento do espaço cibernético, que marca a prioridade do tempo sobre o espaço. (Venturelli, apud. Silva, Filho, 2008, p. 36).
Estética da CIBE@RTE
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO

2. A CULTURA DIGITAL OU O NASCIMENTO DO HOMO DIGITALIS

3. Da ARTE Tradicional a CIBERARTE

3.1. As Funções da Arte no Mundo Virtual
3.2. A Estética da CIBE@RTE

4. HOMO DIGITALIS ou As Artes do Corpo Biocibernético

5. EXEMPLOS DE ARTES DO CORPO BIOCIBERNÉTICO

6. CONCLUSÕES

7. BIBLIOGRAFIA e WEBGRAFIA
“Vivemos num tempo em que a colaboração interdisciplinar é exigida pela compreensão de que um novo mundo em rápida transformação exige também novas abordagens dos temas (...) e essa compreensão nota-se numa nova geração (...) de artistas e cientistas que procuram fazer a ponte entre Arte, Ciência e Tecnologia, de modo a produzir novas formas de expressão artística, estimulando também a inovação tecnológica” (OLIVEIRA, 2005, p. 22).
Chegando assim a este ponto na nossa apresentação, vamos orientar-nos sobre a evolução das artes ao longo do tempo e realçar que antes de 1400, tivemos um longo período, entre a época medieval e o Renascimento, em que a consciência da noção da arte perdeu-se, os artististas nem criando tanto com o objetivo de determinar a contemplação, mas para a veneração. Também, até ao século XV entre todo o que hoje entendemos como Arte, e Ciência não havia distinções, nem entre as criações, nem entre os criadores.
Contudo isso, com a aparência dos trabalhos e estudos realizados por artistas como Leonardo da Vinci ou Michelangelo, mostrou-se a necessidade de especialização em várias disciplinas, desde então a arte e a ciência começando a desenvolver-se em direções diferentes. Assim, com as mudanças deste período, no âmbito da cultura, e especialmente no da arte, os conceitos de “artista” e “homem” voltaram no centro do interesse, dando nascimento “às considerações estéticas que consolidaram a noção da arte, até 1960”, como Lucía Santaella observava na sua apresentação “O pluralismo pós-utópico da arte.” (2012).
A pergunta que surge neste contexto, tendo em conta a separação entre a arte e a ciência, é que passou com a arte e a estética da arte depois dos anos ’60? Rosa Oliveira explica-nos que apesar de existir algumas tentativas anteriores de colaboração entre os representantes das duas áreas, não obstante as linguagens diferentes utilizadas, só recentemente, “forçados pelas novas tecnologias”, vários artistas começaram a combinar e utilizar os instrumentos científicos no seu processo criativo, dando nascimento “a novas propostas artísticas, culturais e estéticas. (...) Das muitas áreas em que se desenvolve esta parceria entre Arte e Ciência, as Tecnologias Electrónicas são das mais utilizadas.” (OLIVEIRA, 2005, pp.22-23).
Participamos portanto, no nascimento dum novo tipo de arte: a
CIBERARTE
, que Diana Domingues definia como “a arte interativa que insere as tecnologias numéricas nas práticas artísticas, modifica o processo de criação e coloca novos modos de fruição para o público. A intenção dos artistas é propor um trabalho não mais como mera criatividade do autor, mas como possibilidade de ser fruido, conectado através de terminais de computador, distribuido em rede, usando interfaces para conectar o corpo, sempre solicitando uma ação num determinado ambiente. Cada indivíduo pode se conectar, agir, modificar, intervir. Os artistas pensam o que está além do mouse, da tela e do teclado, geram situações, que devem ser vividas e partilhadas. O público, em suas interações, conexões e imersões, conectado a computadores e redes, deve vestir capacetes, acessar terminais, usar mouses, telas, sensíveis, caminhar, tocar, assoprar, escolher, experimentar, explorar, dialogar e interpretar o que é proposto pelos artístas (DOMINGUES apud SILVA, FILHO, 2008, p.31).”
É neste sentido de ciberestética que a centralidade do ser humano, a sua identidade e a sua corporalidade nos aparecem mais importantes. Assim, segundo, Betty Martinez, o “homo digitalis” que se nasce agora, representa a criação das formas transitivas da nossa identidade, que nos espaços digitalizados, tal como em “chats” ou “comments” encontrados no fim dos artigos, dos videoclipes etc., apresenta várias potencialidades de personalidade. (MARTINEZ, 2006, p. 76).

Também, Martinez observa algumas modificações do corpo do Homo Digitalis que este experimenta: “el cuerpo transforma-se dramáticamente. De ser la superficie sensible de la identidad, (…) passa a ser un cuerpo interfase (hombre-maquina). El cuerpo se inventa y se narra en un hipertexto fantasmal (...). (MARTINEZ, 2006, pp. 84-85), Lucía Santaella vindo a completar:

“A intensificação crescente da presença problemática do corpo em todos os campos da arte veio sedimentando o terreno para a emergência das artes do corpo biocibernético, que incorpora o corpo virtual ou corpo digital, isto é, o corpo que imerge e transita pelas arquiteturas líquidas do universo digital. Portanto, a intesificação do problema do corpo em todos os campos da arte foi uma antecipação do papel que o corpo desempenharia nas artes biocibernéticas” (SANTAELLA, L. 2008, p.154).
Em conclusão, e para poder passar aos exemplos concretos de ciberarte para ver a relação que se cria entre este tipo de arte e o corpo, podemos dizer que nesta altura, o „homo digitalis” começa a definir-se como uma maquina, as tecnologias tornando-se, assim como Marshall McLuhann dizia, em “extensões do homem”. As ferramentas fazem o papel das mãos, o computador é o sistema nervoso central e os bits tornam-se os átomos do DNA da informação (MCLUHANN apud LARANJEIRO, 1998, p. 168); neste sentido, a obra de
Bernardo Rivavelarde – Homodigitalis
( um filme de 30’ dividido em três partes: “O Corpo”, “A Maquina” e “O Futuro”, composto por fotografias animadas e tendo o acompanhamento musical do grupo The Lab) sendo o melhor exemplo.
Vamos seguir agora a classificação feita por Lucía Santaella em relação aos tipos de artes biocibernéticas em que o corpo desempenha o papel principal. Alguns dos exemplos apresentados pertencem a escritora, outros sendo escolhidos por nós mesmos, seguindo as suas definições.
“As formas de sentir do virtual tecnológico são integrantes de uma nova estética, a ciberestética e nos colocam em pleno pós-biológico, onde o corpo age, pensa e sente acoplado a corpos sintéticos de computadores cujos dispositivos de acesso nos permitem entrar nas informações. Neste sentido, devemos compreender a forte dimensão comportamental das tecnologias e a presença dos artistas que podem com sua imaginação propor mundos “com vida própria” em que a imprevisibilidade, a complexidade, a reordenação caótica a partir de circuitos lógicos digitais, interconectados, fazem emergir situações imprevisíveis e indeterminadas, logo ampliam a dimensão estética em um mundo tecnologizado. Com estas colocações estamos inserindo a pesquisa artística no território da ciência contemporânea, mais particularmente na teoria da complexidade, própria de pesquisas com sistemas computacionais. Um vasto território para a comunicação humana é o dos agentes inteligentes, avatares, corpos robóticos dotados de redes neurais e de outras programações que são capazes de processar conhecimentos em arquiteturas inteligentes fazendo com que o homem ganhe uma consciência expandida pelas máquinas e abrindo novas formas de comunicação pelo diálogo entre os sistemas naturais e artificiais”(DOMINGUES apud SILVA, FILHO, 2008, p. 49).
Em relação as funções gerais das artes, Amílcar Martins, na emissão Destaque, conta como se na cultura grega a arte teve um papel importante para a educação e o desenvolvimento do ser humano, “seja a referência do belo como dimensão estética do equilíbrio, da harmonia com o universo em que o homem se encontrava”, a arte que propõe a centralidade do ser humano, e toma a sua
função educativa
vai ser encontrada de novo só no Renascimento e muito mais tarde, depois as guerras mondiais, uma vez mais através da Carta dos Direitos dos Homens, que recentra o homem, para que a arte pode readiquirir esta sua função antiga de culturalizar.
Por outro lado, Aranha e Martins, falam sobre os seguintes funções da arte: “
Função pragmática ou utilitária
: Dentro dessa função, a arte serve como meio para se alcançar um fim não artístico, não sendo valorizada por si mesma, mas só pela sua finalidade. Esses fins não-artísticos variam muito no decorrer da história;
Função formalista
: Do ponto de vista formalista, vamos procurar, em cada obra, os princípios que determinam a sua organização interna: os elementos da composição e as relações que existem entre eles. Não importa o tipo de obra analisado, todos envolvem a estruturação interna de signos selecionados a partir da linguagem ou código específico de cada arte;
Função naturalista
: O interesse está voltado para o contéudo da obra do que para seu modo de apresentação. A obra de arte seria como uma janela que deixa entrever uma realidade que está além e fora dela, isto é, não no mundo artístico, mas no dos objetos retradados” (ARANHA e MARTINS, apud. SILVA, FILHO, 2008, p.41).
Também, no contexto dos novo espaços de comunicação e novas tecnologias de expressão artística, Rosa Oliveira identifica uma nova função da arte no mundo virtual:
“Do ponto de vista do artista que integra na sua obra o elemento tecnológico, o uso da tecnologia pela arte revela-se delicado, estando bem entendido que a arte não é apenas a tecnologia e que também inversamente, a tecnologia não é, por si só, arte” (adquirindo-se assim a
função do suporte técnico
). (OLIVEIRA, 2008, p. 23).
Contudo isso, o mais importante função da arte, entre todas apresentadas, continua ser o
prazer estético
.
"A imersão corporal fica mantida no
nível das conexões hipermidiáticas
nos CDs e nas redes." (SANTAELLA,2008,p.154)
Laurie Anderson - "sempre integrou a tecnologia no corpo performático."
"A imersão se dá através de avatares que são as figuras gráficas que habitam o ciberespaço e cujas identidades os cibernautas podem emprestar para circular nos mundos virtuais." (SANTAELLA, 2008, p. 155).
Artista californiana Victoria Vesna e o seu projeto BodiesINCorporated - site onde os espectadores da Web podem escolher corpos digitais.
"Este tipo de arte vem sendo intensamente explorada em performances, especialmente de dança, quando os movimentos dos dançarinos encontram-se com designs de interfaces, sistemas interativos, visualizações 3D etc." (SANTAELLA, 2008, p. 156).
Espetáculo da Companhia de Dança Troika Ranch:

"Loopdiver: The Journey of a Dance": http://www.pbs.org/programs/loopdiver/
"A telepresença é uma tecnologia que permite que operadores situados remotamente possam receber feedback sensório suficiente para sentir como se estivessem realmente na localização remota e capazes de realizar uma série de tarefas." (SANTAELLA, 2008, p.156).
Diana Domingues - Ins(h)nak(r)es - "os participantes compartilham o corpo de uma cobra-robô que vive num serpentário."
"O último passo do corpo imersivo é o da Realidade Virtual. (...) A relação da Realidade Virtual com a arte é predicada pelo seu potencial para a expressão sensória." (SANTAELLA, 2008, p.158).
exemplo tirado do espaço de aula - U.C: FILARTE
"Nas últimas décadas, artistas (...) passaram a explorar a tecnologia da vida artificial, atraídos pelo desafio de criar formas de vida que simulam os comportamentos da vida biológica e que evoluem, autopropagando-se como resultado da experiência." (SANTAELLA, 2008, p. 161).
A-Volve, por Christa Sommerer e Laurent Mignonneau
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