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Pierre Bourdieu 2 - Conceitos

Seminário apresentado na UFRGS em setembro 2012
by

Claudia Lago

on 12 September 2015

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Transcript of Pierre Bourdieu 2 - Conceitos

Pierre Bourdieu: conceitos
Responder a questão recorrente da sociologia entre a relação sujeito X sociedade não abrindo mão da perspectiva da Ciência e da possibilidade (e dever) da sociologia explicar os mecanismos sociais.
Uma proposta que dialoga com a filosofia, ancora-se nos cânones da sociologia e contamina-se pela antropologia
Um projeto rigoroso e ambicioso
Fenomenologia e o sujeito - a filosofia por excelência
Estruturalismo - Lévi-Strauss e a legitimação da Ciência Social
Durkheim - o projeto sociológico
Marx - o poder e a dominação
Weber - o sujeito e a relação com as estruturas sociais
Diálogos
O estruturalismo trata o sujeito como epifenômeno da estrutura, obedecendo unicamente às regras estruturais. A fenomenologia sartreana como um ser dotado de arbítrio constante. O sujeito - não um indivíduo mas um "agente"- investe os princípios de seu habitus gerador na ação. O habitus se assemelha a o que Chomsky identifica como a gramática gerativa, com a diferença que ele é construído na vida, a partir da experiência e portanto variável segundo essa experiência: dá o "sentido do jogo"
Reintroduzir o sujeito
Objetivismo e Subjetivismo
"Sair da filosofia da consciência sem anular o agente na sua verdade de operador prático de construção do objeto" (PS 62).
Habitus (escolástica)
Bourdieu estabelece a diferença entre o conhecimento subjetivista e o objetivista, modificando as relações de dualidade na sociologia. Para daí introduzir o conhecimento praxiológico, ou Teoria da Prática
"sistemas de disposições duráveis, estruturas estruturadas predispostas a funcionarem como estruturas estruturantes, isto é, como princípio que gera e estrutura as práticas e as representações que podem ser objetivamente 'regulamentadas' e 'reguladas' sem que por isso sejam o produto da obediência às regras, objetivamente adaptadas a um fim, sem que se tenha necessidade da projeção consciente desse fim ou do domínio das operações para atingi-lo, mas sendo, ao mesmo tempo, coletivamente orquestradas sem serem o produto da ação organizadora de um maestro" (PB in Ortiz:15)
Conceito:
As ações sociais são realizadas pelos indivíduos, dotados de disposições constituidass em suas histórias de vida, que os encaminham para determinadas possibilidades objetivamente inscritas no mundo social. Bourdieu explica fazendo uso do dito: "as uvas estão verdes", quer dizer, eu sou tentado a investir naquilo em que posso e da forma como posso
Teoria da Prática
O Habitus não diz respeito apenas à interiorização das normas e valores sociais (ideologias, códigos de conduta). Ele também é um sistema de classificação, de estabelecimento de categorias classificatórias, ou seja, ele produz esquemas gerativos que orientam nossa forma de ver, entender, perceber o mundo e de identificar o real. Por isso, "O gosto não é visto como simples subjetividade, mas sim como 'objetividade interiorizada'"(PB in Ortiz:17)
Princípio interiorizador e gerador
Social e individual (Ortiz). A interiorização é subjetiva, mas não apenas individual. Percebe-se uma homogeneidade dos habitus subjetivos de grupos e classes sociais. Na ótica Bourdiana os habitus são primeiro o de classe (família). Depois, sobre esse o das estruturas escolares.
Habitus
A noção de classe social é percebida de forma diferente do marxismo linear. As classes não são coisas dadas, mas construídas e pensadas dentro do espaço de relações que são os campos sociais
Classe social
Recusa à alternativa da pesquisa de interpretação interna ou externa (PS 64). Nasce como um problema posto na relação de pesquisa sobre os objetos culturais: ou submeter-se a uma formalização interna ou reduzí-los às demandas externas. Opta por pensar em um 'campo de produção como espaço social de relações objetivas' (PS 64)
Campo
A noção de habitus é inseparável da noção de campo, e é essa relação que 'explica' a transformação. A noção de campo, por sua vez, é inseparável da pesquisa empírica. A noção de campo tem uma função epistemológica que se liga à construção do objeto de pesquisa. Há tantos campos quanto forem possíveis serem identificados pelo pesquisador. Há que se procurar as 'homologias' entre os diversos campos - existem propriedades compartilhadas pelos campos.
Instrumento de pensamento
Transformação
Para Elbaum e Halpern (1998) a noção de habitus só pode ser pensada enquanto reprodutivista quando as críticas "fazem de um conceito contingente - modificável por práticas diversas e sobretudo por percepções potencialmente incoerentes com as oficiais - uma ferramenta ancorada na necessidade e na reprodução. Os que acusam esse estruturalismo genético e histórico de imobilismo possivelmente resistem ao imenso poder das regularidades sociais".
Campo é um espaço de lutas concorrenciais em que os agentes munidos de diversos quantun de capitais disputam o direito à legitimidade: não apenas de "falar" no campo, mas principalmente de determinar o que é legítimo ser falado. O capital específico do campo é o que está em jogo e, ao mesmo tempo, a moeda que dá poder ao jogador. O jogo pressupõe jogadores dotados de um habitus que implica no reconhecimento das regras do jogo, e dos instrumentos de disputa.
Definições
O capital específico do campo é distribuido de forma desigual entre os jogadores. Existem quatro tipos de capital: social, cultural, econômico, simbólico. A sua importância depende do campo e do momento do campo. No campo intelectual, por exemplo, é o capital cultural, assim como no campo econômico é o capital econômico. Mas as relações se organizam inicialmente em torno da posse maior do capital global, seguido da distribuição de capital específico
Capital
Autonomia
Há uma lógica de autonomização dos campos, quando esses se libertam relativamente das demandas externas e passam a existir em função das regras internas, historicamente constituídas. A autonomia é relativa e sempre estará em questão, já que os campos interpenetram-se.
Consumidores que permitem a manutenção do corpo de especialistas
Especialistas propensos a aceitar como legítimas apenas as determinações inerentes ao próprio espaço de produção, que são vistas como "naturais" e as únicas possíveis
Instâncias de legitimação/consagração e de difusão
Condições de autonomia
O que está em jogo, sempre, é "a conservação ou a subversão da estrutura de distribuição do capital específico" (QS 90) . "... a luta pressupõe um acordo entre os antagonistas sobre o que merece ser disputado, fato escondido por detrás da aparência do óbvio, deixada em estado de doxa, ou seja, tudo aquilo que constitui o próprio campo..." (QS 91)
Regras do jogo
A noção de campo organiza a análise relacional e incorpora elementos da teoria econômica que são ressignificados.
Economia
Segundo a posse de capital específico do campo. "Implica uma distinção entre ortdoxia e heterodoxia" (PB em Ortiz 22), entre os que lutam para manter sua posição e os que lutam para desacreditá-los e imprimir nova concepção de legitimidade.
Dominantes e dominados
A dominação se dá por meio da cultura, por isso a preocupação com a sociologia da cultura. Daí a percepção do poder simbólico: a dominação tem que ser reconhecida como legítima, por isso depende de um poder que impõe, sem que se perceba, as significações que se coadunam com os interesses dos dominantes. "esse poder invisível, o qual só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem saber que lhe estão sujeitos ou mesmo que o exercem. Poder quase mágico, que permite obter o equivalente daquilo que é obtido pela força (física ou econômica), só se exerce se for reconhecido, quer dizer, ignorado como arbitrário" (PS Contracapa)
Poder Simbólico
As relações de poder dentro de um campo reproduzem de várias formas as relações de poder externas: classe dominante (fração dominante e dominada), pequena burguesia (frações: em declínio, de execução, nova) e as camadas populares, condenadas "à escolha do necessário".
O espaço social baseia-se na vontade de distinção das pessoas e dos grupos - da vontade de ter importância social, de ser percebido. Fazer valer aquilo que o distingue é a razão, é legitimar o que temos como moeda. A distinção tem lugar especial no campo cultural, que ser organizar do mais legítimo ao menos legítimo, do 'distinto' ao 'vulgar'. Gostos são fatores de inclusão e de exclusão (Bonnewitz)
Distinção
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