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O ENSINO E A APRENDIZAGEM NOS PARADIGMAS: CONSERVADOR E INOV

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Naomie Rodrigues

on 30 January 2015

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Transcript of O ENSINO E A APRENDIZAGEM NOS PARADIGMAS: CONSERVADOR E INOV

O ENSINO E A APRENDIZAGEM NOS PARADIGMAS: CONSERVADOR E INOVADOR
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM HOTELARIA
EDUCAÇÃO HOTELEIRA E TURÍSTICA
DOCENTE: JONILSON COSTA
DISCENTES
Carlos Magno Miranda Rabelo Junior
Carmen Solange Silva Cordeiro
Vivian Naomie Costa Rodrigues

O ENSINO E A APRENDIZAGEM NO PARADIGMA CONSERVADOR: A REPRODUÇÃO DO CONHECIMENTO

Os paradigmas conservadores objetivam a reprodução do conhecimento, visando à reprodução, a repetição e a visão mecanicista da pratica educativa, tais paradigmas são denominados como: tradicional, escolanovista, e tecnicista. Apresentam-se em épocas diferentes e com características inerentes a cada paradigma, os quais abordaremos na seguinte ordem: escola, professor, aluno, metodologia e avaliação.
ABORDAGEM TRADICIONAL

Caracteriza-se pela postura pedagógica da valorização do ensino humanístico e da cultura geral.

Escola
Ambiente austero, conservador e cerimonioso.
Função exclusiva de preparar intelectual e moralmente os alunos.
Compromisso social é a reprodução da cultura.
Enfoque: disciplina rígida.

Professor
Apresenta o conteúdo pronto e acabado.
Repassa informações visando à repetição e a reprodução de um modelo proposto.
Mantem certa distancia dos alunos.
Disciplina baseado em obediência, organização e silêncio.
Enfoque: autoritário, severo, rigoroso e objetivo.
Aluno
Receptivo e passivo.
Obedece sem questionar.
É visto como um depósito de informações, conhecimentos e fatos.
Individuo submisso, obediente e resignado.
Enfoque: realizar tarefas sem questionar o objetivo destas.
Enfoque: impedimento da criatividade, reflexão e questionamento.

Metodologia
Ensinar não abriga necessariamente aprender.
Valorização do comportamento disciplinado e obediente.
Prevalência da logica, da sequenciação e da ordenação dos conteúdos.
Grade sequencial e ordenada desvinculadas de outras disciplinas e do corpo do curso.
Enfoque: fundamentada em 04 pilares da visão cartesiana: escutar, ler, decorar e repetir.

Avaliação
Respostas prontas e sem possibilidade de formulação de perguntas.
Valorização da reprodução, da memorização, da repetição e da exatidão.
Enfoque: impedimento da criatividade, reflexão e questionamento.
Nesse sentido, a exposição ou preleção do professor nunca substituirá o contato direto com a matéria. São os grandes livros que falam mais e melhor e ao aluno competirá a apreensão direta de seus conteúdos. Recitando, lendo, copiando e tornando a copiar. (SILVA, 1986)


A primeira impressão que se tem ao percorrer os corredores das universidades, salvaguardando as exceções, é que o paradigma tradicional de ensino nunca abandonou a sala de aula. Observa-se o professor expondo o conteúdo e os alunos e silêncio, copiando receitas e modelos propostos. Com alguma habilidade, os alunos conseguem fazer questionamentos sobre os conteúdos, mas nem sempre encontram respostas que venham estabelecer um resultado significativo para sua formação. (BEHRENS, 1998).
ABORDAGEM ESCOLANOVISTA

Embasada por pressupostos de educadores como: Rogers, Dewey, Montessori e Piaget, apresenta-se como um movimento de reação à pedagogia tradicional, buscando alicerçar-se com fundamentos da Biologia e da Psicologia, dando ênfase ao individuo e sua atividade criadora. A autodeterminação e a autorealização são suas molas propulsoras. Houve dificuldade de implementação devido a falta de equipamento, laboratório e principalmente falta de preparo do professor para assumir nova postura, proclamavam os procedimentos escolanovistas, mas em geral, não abdicavam o ensino tradicional.
Escola
Significativa, buscando mudar o eixo da escola tradicional.
Desenvolvimento dos sentimentos comunitários e a formação das crianças para a democracia.
Ensino centrado no sujeito, levando em consideração os interesses dos alunos e provocando experiências de aprendizagem.
Clima favorável a estabelecer uma mudança dentro do individuo.
Enfoque: evidencia o autodesenvolvimento e a realização pessoal do aluno.

Professor
Facilitador da aprendizagem
Promover o auxilio no desenvolvimento livre e espontâneo do aluno.
Relacionamento com o aluno visa ser positivo e acolhedor, assegurando a vivência democrática.
Enfoque: abdicação do papel de dirigir, adotando o comportamento aconselhador e orientador.
Aluno
Respeito à personalidade do individuo, às diferenças individuais e valorização da unicidade do individuo.
Cada aluno precisa se desenvolver segundo suas próprias capacidades e recursos em função de sua ação e esforço individual.
Enfoque: torna-se a figura central do processo ensino-aprendizagem, levando em consideração seus fatores psicológicos.

Metodologia
Centrada nas unidades de experiências elaboradas em conjunto com o aluno.
Adoção de atividades livres que atendam ao ritmo próprio do aluno.
Enfoque: respeito às exigências psicológicas e características pertinentes a idade e as capacidades e habilidades intelectuais do educando.

Avaliação
Privilegia da autoavaliação.
Enfoque: desprezo da padronização de produtos.
Embora o aluno seja visto em sua individualidade, valorize o trabalho de grupo, considerando que as características de cada individuo variam segundo a sua cultura, a sua família, seu trabalho e sua vida cívica e religiosa. (AUTOR, XXXX). Tendo em vista desenvolver-lhe a inteligência e formar-lhe o caráter e a personalidade. (LIBÂNEO, 1991).
ABORDAGEM TECNICISTA

Abordagem tecnicista fundamentada no positivismo, propondo uma ação pedagógica inspirados nos princípios da racionalidade, da eficiência, da eficácia e da produtividade.
Busca a neutralidade cientifica, exigindo uma reordenação do processo educativo de maneira a torna-la objetiva e operacional, segundo Savianir 1985 “planejar a educação de modo a dota-la de uma organização racional capaz de minimizar as interferências subjetivas que pudessem pôr em risco sua eficiência”.
Tem como elemento principal a organização racional dos meios, assegurando o processo produtivo através do planejamento e do controle, onde a forte influência do positivismo e a cisão entre sujeito e objeto provocam uma educação racional e fragmentada, onde a pratica educativa recai na técnica pela técnica.
A Educação é proposta como em uma fabrica, onde o aluno entra numa esteira de produção, é processado e resulta num produto.
No final do século XIX e inicio do século XX, o pensamento social era enormemente influenciado pelo positivismo, doutrina formulada pelo filósofo social Augusto Comte. Entre os princípios dessa doutrina, podemos mencionar: a ideia de que as ciências sociais devem procurar conhecer as leis gerias do comportamento humano, a ênfase na quantificação e a rejeição de todas as explicações baseadas em fenômenos subjetivos, como a intenção e o objetivo. É evidente que a estrutura positivista é calcada na da física clássica. (CAPRA, 2002).

Outro erro que o educando poderia correr é de que o educador(a) tente transformá-lo em um repetidor de seu trabalho. Um verdadeiro educador evitaria, a qualquer custo, transformar seus educandos(as) em indivíduos canalizados como objetos, que por sua vez irão reproduzir a obra, objetivos e aspirações da tentativa cientifica do educador. (FREIRE E FREIRE, 2001).
Escola
Papel fundamental de treinar os alunos, funcionando como modeladora do comportamento humano.
O sistema capitalista exige uma escola que articule uma formação do aluno para o sistema produtivo.
Enfoque: transposição para a escola da forma de funcionamento da fabrica, perdendo de vista a especificidade da educação.

Professor
Busca incessante dos comportamentos desejados, utilizando para isso o condicionamento arbitrário (premiações, elogios, notas, etc...).
Sofre influência da teoria do reforço de Skinner, que permitia programar o ensino e prever o comportamento desejável e o produto final, tornando o professor um engenheiro comportamental.
Responsável por buscar procedimentos e técnicas que possibilite “pensar a matéria” e a “cumprir o programa”.
Enfoque: prática pedagógica pela transmissão e reprodução do conhecimento, visando o mercado.

Aluno
Sofre modificação de comportamentos que são observáveis e mensuráveis.
O estimulo e o esforço tornam-se componentes indispensáveis para o aluno aprender.
Torna-se passivo, acrítico, obediente e ingênuo.
Enfoque: exige dos alunos respostas prontas e corretas, e um comportamento condicionado, responsivo e acrítico.
Metodologia
Ensino repetitivo e mecânico onde a retenção do conhecimento é garantida pela repetição de exercícios, e o erro é sancionado com rigor.
Enfatiza a resposta e, especialmente a resposta certa, onde a pergunta só pode ser formulada dentro do conteúdo exposto pelo professor.
Conteúdo organizado de maneira a ofertar primeiro as disciplinas teóricas e depois as práticas, com ênfase na reprodução do conhecimento.
O processo de planejar foi proposto como instrumento de controle do trabalho do professor e do aluno.
Enfoque: o treino aparece como uma meta para atingir a aprendizagem, para tanto era composto por: objetivos, conteúdo, procedimentos, e avaliação, com o objetivo de atender ao mercado.

Avaliação
Visa o produto, com processos de avaliação na entrada (pré-teste - focada em estabelecer pré-requisitos), e na saída (pós-teste - apuração dos resultados propostos nos objetivos institucionais ou operacionais) do sistema.
Enfoque: ênfase na formação, na palavra e não na formação do espírito crítico.
O ENSINO E A APRENDIZAGEM NO PARADIGMA INOVADOR: A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO

A mudança de paradigma na ciência ensejou novas abordagens na educação, onde foi necessário ultrapassar o pensamento newtoniano-cartesiano, antiga abordagem que visava à reprodução do conhecimento, leva a repensar a pratica pedagógica oferecida aos alunos na universidade
As características de rede, de teia, de sistema integrado, de interconexão, de inter-relacionamento passou o nome de abordagem sistêmica, onde com o avento da Sociedade do Conhecimento aparecem outras denominações para o paradigma inovador:
Cardoso (1995) - “holístico”
Prigogine (1986) e Capra (1996) - “sistêmico”
Moraes (1997), Boaventura Santos (1989) e Pimentel (1993) - “paradigma emergente”
O ponto de encontro entre os autores que contribuem com seus estudos sobre o paradigma inovador é a visão de totalidade e o desafio de buscar a superação de reprodução par produção de conhecimento.
O novo paradigma pode ser chamado de uma nova visão de mundo holístico, que concebe o mundo como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas. Pode também ser denominada visão ecológica, se o termo “ecológico” for empregado num sentido mais amplo e mais profundo que o usual. (CAPRA, 1996).

Partindo do pressuposto de que o individuo participa da construção de conhecimento e de que todos os organismos são formas de todo movimento, ate mesmo o homem com todas as suas faculdades, suas células, e seus átomos, e de que a matéria e mente são aspectos diferentes e inseparáveis de um mesmo conjunto podemos reconhecer que o individuo participa da construção do conhecimento não apenas com o uso predominante do raciocínio e da percepção do mundo exterior pelos sentidos, mas também usando as sensações, os sentimentos, as emoções e a intuição para aprender. Nada pode ser fragmentado ou separado. (MORAES, 1997).
ABORDAGEM SISTEMICA

Escola
Ênfase: Busca a superação da fragmentação do conhecimento, o resgate do ser humano em sua totalidade, considerando o homem com suas inteligências múltiplas, levando a formação de um profissional humano, ético e sensível.

Professor
Ênfase: Propor um estudo sistemático, uma investigação orientada, para ultrapassar a visão de que o aluno é um objeto e torna-lo sujeito e produtor do seu próprio conhecimento.
Educar na Visão holística, para Cardoso (1995:51): “É estimular no aluno o desenvolvimento harmonioso das dimensões da totalidade pessoal: física, intelectual, emocional e espiritual. E este, por sua vez, participa de outros planos de totalidade: o comunitário, o social, o planetário e cósmico”.
Aluno
Ênfase: Caracteriza-se como um ser complexo que vice num mundo de relações e que, por isso, vive coletivamente, mas é único, competente e valioso.

Metodologia
Ênfase: Possibilitar as relações pessoais e interpessoais do ser humano, visando à busca da ética, da harmonia, e da conciliação.

Avaliação
Ênfase: A avaliação na abordagem sistêmica visa o processo, ao crescimento gradativo e respeita o aluno como pessoa em suas inteligências múltiplas, com seus limites e suas qualidades.
ABORDAGEM PROGRESSISTA

A abordagem progressista tem como precursor o educador Paulo Freire. Seu principal objetivo é a transformação social.
O termo progressista é utilizado para designar as tendências que, partindo de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente as finalidades sócio-políticas da educação.

Características
A escola é condicionada pelos aspectos sociais, políticos e culturais, mas contraditoriamente existe nela um espaço que aponta para a transformação social.
A educação possibilita a compreensão da realidade histórico social e apresenta o papel do sujeito construtor/transformador dessa mesma realidade.
A abordagem progressista divide-se em três tendências pedagógicas

Crítico Social dos Conteúdos
Propõe uma síntese que supere as pedagogias tradicional e renovada, valorizando a ação pedagógica enquanto inserida na pratica social concreta.
Entende a escola como mediação entre o individual e o social, exercendo uma articulação entre a transmissão dos conteúdos e a compreensão ativa do aluno concreto (inserido num contexto de relações sociais) dessa articulação resulta o saber reelaborado.

Libertária / Libertadora
Têm em comum o antiautoritarismo, a valorização da experiência vivida como base da relação educativa e a ideia de auto gestão pedagógica. Em função disso dão mais valor ao processo de aprendizagem grupal (participações em discussões, assembleias e votações) do que aos conteúdos de ensino. Como decorrência, a prática educativa somente faz sentido numa prática social junto ao povo, razão pela qual preferem as modalidades de educação popular não-formal.
Tendência Crítico Social dos Conteúdos

Papel da escola
A difusão do conteúdo é primordial. Não conteúdos abstratos, mas vivos, concretos e, portanto, indissociáveis das realidades sociais. A valorização da escola como instrumento de valorização do saber é o melhor serviço que se presta aos interesses populares, já que a própria escola pode contribuir para eliminar a seletividade social e torna-la democrática.

Conteúdos de ensino
São conteúdos culturais universais que se constituíram em domínios de conhecimento relativamente autônomos, incorporados pela humanidade, mas permanentemente reavaliados face às realidades sociais.

Métodos de ensino
A questão dos métodos se subordina a dos conteúdos: se o objetivo é privilegiar a aquisição do saber, e de um saber vinculado às realidades sociais, é preciso que os métodos favoreçam a correspondência dos conteúdos com os interesses dos alunos, e que estes possam reconhecer nos conteúdos o auxílio ao seu esforço de compreensão da realidade (prática social).

Relação professor-aluno
Se o conhecimento resulta de trocas que se estabelecem na interação entre o meio (natural, social e cultural) e o sujeito, sendo o professor o mediador, então a relação consiste no provimento das relações em que professores e alunos possam colaborar para fazer progredir essas trocas. O papel do adulto é insubstituível, mas acentua-se também a participação do aluno no processo. Ou seja, o aluno, com sua experiência imediata num contexto cultural, participa na busca da verdade, ao confrontá-la com os conteúdos e modelos expressos pelo professor.

Pressupostos de aprendizagem
Por um esforço próprio, o aluno se reconhece, se reconhece nos conteúdos e modelos sociais apresentados pelo professor; assim, pode ampliar sua própria experiência. O conhecimento novo se apoia numa estrutura cognitiva já existente ou o professor provê a estrutura de que o aluno não dispõe. O grau de envolvimento na aprendizagem depende tanto do aluno, quanto do professor e do contexto da sala de aula.
Tendência Progressista Libertária

Papel da escola
Quando se fala em educação geral, diz-se que ela é uma atividade onde professores e alunos, mediatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo de aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa mesma realidade, a fim de nela atuarem num sentido de transformação social. Tanto a educação tradicional denominada “bancária” que visa apenas depositar informações sobre o aluno, quanto a educação renovada que pretenderia uma libertação psicológica individual são domesticadoras, pois em nada contribuem para desvelar a realidade social de opressão. A educação libertadora, ao contrário, questiona concretamente a realidade das relações do homem com a natureza e com os outros homens, visando a uma transformação, daí ser uma educação crítica.

Conteúdos de ensino
Denominados “temas geradores” são extraídos da problematização da prática de vida dos educandos. Os conteúdos tradicionais são recusados porque cada pessoa, cada grupo, envolvidos na ação pedagógica dispõe em si próprios, ainda que de forma rudimentar, dos conteúdos necessários dos quais se parte. O importante não é transmissão de conteúdos específicos, mas despertar uma nova forma de relação com a experiência vivida.
Métodos de ensino
“Para ser um ato de conhecimento o processo de alfabetização de adultos demanda, entre educadores e educandos, uma relação de autêntico diálogo; aquela em que os sujeitos do ato de conhecer se encontram mediatizados pelo objeto a ser conhecido” (...)
O professor é um animador que, por princípio, deve descer ao nível dos alunos, adaptando-se às suas características e ao desenvolvimento próprio de cada grupo. Deve caminhar “junto”, intervir o mínimo indispensável, embora não se furte, quando necessário, a fornecer uma informação mais sistematizada.

Os passos da aprendizagem
Codificação e decodificação, e problematização da situação permitirão ao educando um esforço de compreensão do “vivido”, até chegar a nível mais crítico de conhecimento da sua realidade, sempre através da troca de experiência em torno da prática social. Se nisso consiste o trabalho educativo dispensa-se um programa previamente estruturado, trabalhos escritos, aulas expositivas, assim como qualquer tipo de verificação direta de aprendizagem, formas essas próprias da “educação bancária” portanto, domesticadoras.
Relacionamento professor-aluno
No diálogo, como método básico a relação é horizontal, onde educador e educandos se posicionam como sujeitos do ato do conhecimento. O critério de bom relacionamento é total identificação com o povo, sem o que a relação pedagógica perde consistência. Elimina-se, por pressuposto, toda relação de autoridade, sob pena de esta inviabilizar o trabalho de conscientização, de “aproximação de consciências”.

Pressupostos de aprendizagem:
A própria designação de “educação problematizadora” como correlata de educação libertadora revela a força motivadora da aprendizagem. A motivação se dá a partir da codificação de uma situação-problema, da qual se torna distância para analisa-la criticamente. Esta análise envolve o exercício de abstração, através da qual procuramos alcançar, por meio de representações da realidade concreta, a razão de ser dos fatos.
Tendência Progressista Libertária

Papel da escola
Espera que escola exerça uma transformação na personalidade dos alunos num sentido libertário e auto gestionário. A ideia básica é introduzir modificações institucionais, a partir dos níveis subalternos, que em seguida vão contaminando todo o sistema. A escola instituirá, com base na participação grupal, mecanismos institucionais de mudança (assembleias, conselhos, eleições, reuniões, associações, etc.) de tal forma que o aluno, uma vez atuando nas instituições “externas”, leve pra lá tudo o que aprendeu.

Conteúdos de ensino
As matérias são colocadas à disposição do aluno, mas não exigidas. São um instrumento a mais, porque importante é o conhecimento que resulta das experiências vividas pelo grupo, especialmente a vivência de mecanismos de participação crítica. “Conhecimento” aqui não é a investigação cognitiva do real, para extrair dele um sistema de representações mentais, mas a descoberta de respostas às necessidades e às exigências da vida social.
Método de ensino
É na vivência grupal, na forma de autogestão que os alunos buscarão encontrar as bases mais satisfatórias de sua própria “instituição”, graças à sua própria iniciativa e sem qualquer forma de poder. Trata-se de colocar nas mãos dos alunos tudo o que for possível: o conjunto da vida, as atividades e a organização do trabalho no interior da escola (menos a elaboração dos programas e a decisão dos exames que não dependem nem dos docentes, nem dos alunos). Os alunos têm interesse de trabalhar ou não, ficando o interesse pedagógico na dependência de suas necessidades ou das do grupo.

Relação professor-aluno
A pedagogia institucional visa em primeiro lugar transformar a relação professor-aluno no sentido da não-diretividade, isto é, considerar desde o início a ineficácia e a nocividade de todos os métodos à base de obrigações e ameaças”. Embora o professor e aluno sejam desiguais e diferentes, nada impede que o professor se ponha a serviço do aluno sem impor suas e ideias, sem transformar o aluno em objeto. O professor é um orientador e um catalisador, ele se mistura ao grupo para uma missão em comum.

Pressupostos de aprendizagem
As formas burocráticas das instituições existentes comprometem o crescimento pessoal. A ênfase na aprendizagem informal, via grupo, e a negação de toda forma de repressão visam favorecer o desenvolvimento de pessoas mais livres. A motivação está, portanto, no interesse em crescer dentro da vivência grupal, pois supõe-se que o grupo devolva a cada um de seus membros a satisfação de suas aspirações e necessidades.
ABORDAGEM DO ENSINO COM PESQUISA

A mudança paradigmática no advento da sociedade do conhecimento desafia as instituições de ensino a repensarem a prática pedagógica oferecida nos meios acadêmicos. A superação da reprodução do conhecimento, da visão newtoniana-cartesiana, leva os educadores a investigar como propiciar metodologias que atendam as exigências do paradigma emergente proposto pelos cientistas, enfaticamente no final do século XX.

Escola
Sente a necessidade de articular com urgência seus docentes e alunos para uma formação diferenciada que atenda as novas exigências com criticidade, com espirito critico e reflexivo.
Ênfase: a escola precisaria ser concebida como espaço produtivo oferecendo formação geral e preparação para o uso da tecnologia, onde se desenvolva a capacidades cognitivas e operativas, bem como a critica e a ética, e com isso e em conjunto professor-aluno se produza conhecimento.

Professor
Ganha agora a função de orquestrador na construção do conhecimento, um mediador, articulador critico e criativo do processo pedagógico.
Ênfase: tem como principal meta instigar o aluno a “aprender a aprender”, tendo como base fundamental estimular o ensino com pesquisa, passando a ser sujeito da historia, em vez de objeto, com autonomia para a elaboração e criação de projetos pedagógicos próprios, que contemplem trabalhos coletivos e individuais.
Aluno
Torna-se sujeito no processo, sendo um questionador, um investigador, devendo ter raciocínio logico, agir com criatividade ter capacidade produtiva, saber viver com cidadania, com ética e adquirir autonomia para ler e refletir criticamente ao aprender a produzir conhecimento.
Ênfase: precisa ser instigado a avançar com autonomia, a se exprimir com propriedade, a construir espaços próprios, a tomar iniciativa, a participar com responsabilidade, enfim a fazer acontecer e a aprender a aprender.

Metodologia
Assenta-se na busca da produção do conhecimento pelos alunos e pelos professores com autonomia, com criticidade e com criatividade.
A indissociabilidade do ensino e da pesquisa gera um redimensionamento na pratica pedagógica.
Tem o desafio de ultrapassar o ensino livresco e conservador que se restringe a aulas expositivas com a finalidade de reprodução do conhecimento e a pesquisa copiada, restritiva e acrítica, que tem acompanhado o processo pedagógico em todos os níveis.
Deve gerar a produção do conhecimento critico e reflexivo, que leve a autonomia e provoque a capacidade de problematizar, investigar, estudar, refletir e sistematizar o conhecimento.
Ênfase: Esse novo processo demanda uma nova postura do professor, onde estes devem adotar uma ação pedagógica que busque problematizar os conteúdos, desafiar e envolver os alunos, incentivar para buscar possíveis soluções, soluções essas delegadas à classe como um todo, onde o professor passa a ser um mediador, um investigador, criativo e competente entre conhecimento elaborado e a produção do aluno.
[...] é construído de certezas e estas estão valorizadas, tanto no comportamento do professor quanto no aluno. Ele é, também, normativo, prescritivo, e acompanha a logica positivista da organização da ciência, em especial, protegendo a ideia de que a teoria vem antes da prática. O professor, para ser seguro, tem de ter respostas para todas as questões e não deve nunca vacilar. Aprendeu a estimular o pensamento convergente e se autogratifica com a resposta única do aluno, aquela que ele considera certa [...] O ensino tradicional, prescritivo, e a pesquisa são realizados com lógicas diferentes e talvez esta seja uma das dificuldades maiores para relacionar ensino e pesquisa. (CUNHA apud VEIGA, 1996).

Na realidade nem os professores, salvo exceções, conseguiram percorrer os níveis de reconstrução e criação do conhecimento, onde as necessidades da sociedade globalizada para os profissionais do futuro, e o futuro está sendo gestado agora, exigem pessoas competentes, criticas e reflexivas, que detenham autonomia de produção e espirito empreendedor.
Avaliação
O acompanhamento dos alunos em projetos e pesquisas tem como norteador a proposição de critérios discutidos e construídos com os alunos antes de começar o processo.
O caráter punitivo é ultrapassado pela discussão aberta entre o professor e os alunos num verdadeiro processo educativo.
O aluno é avaliado pelo desempenho geral e globalizado, não por momentos de grande esforço de memorização e copia.
O ensino com pesquisa considera que o aluno é capaz de produzir sua própria aprendizagem, onde o professor precisa operar que instigue seus alunos à dúvida, a inquietação, ao novo.
Ênfase: com uma visão emancipadora, a avaliação perde o sentido de sanção, de autoritarismo e de poder, e adquire a garantia de avaliar o envolvimento, a participação, a produção do conhecimento, o progresso, a caminhada, enfim, a qualidade do processo educativo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
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