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RV7 Bíblia: o livro mais perigoso

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by

Michelson Borges

on 27 April 2016

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Transcript of RV7 Bíblia: o livro mais perigoso

7. Bíblia: o livro
mais perigoso
de todas as épocas

Texto: Luiz Gustavo Assis
Arte: Michelson Borges
Para pensar
1.
Como você responderia a alguém que o desafiasse dizendo que o texto bíblico foi alterado depois de tantas cópias?
2.
Qual a importância dos manuscritos para se reconstruir o texto bíblico original?
Em anos recentes, diversos livros, artigos
e documentários foram espalhados ao redor do mundo tentando demonstrar quão “imatura e infantil” é a crença de quem leva a sério a Bíblia Sagrada. Há aqueles que atacam o conteúdo histórico da Bíblia, como os arqueólogos e historiadores minimalistas, enquanto outros tentam demonstrar que o texto sagrado, fruto de cópias e mais cópias, está longe de ser confiável.
Será que estamos diante de mais um livro sagrado como
o Baghavad-Gita, dos hindus, e o Alcorão, dos muçulmanos? Vejamos para onde as evidências nos levam.
Como a Bíblia chegou até nós?
Para os cristãos mais conservadores, a Bíblia foi escrita num período de
1.600 anos
, por aproximadamente
40 pessoas
. Os primeiros livros foram supostamente escritos por Moisés, por volta do ano 1400 antes de Cristo, enquanto os escritos do apóstolo João podem ser datados do fim do primeiro século depois de Cristo. Como se pode notar, as Escrituras não caíram prontas do Céu.
Os 39 livros do Antigo Testamento foram redigidos em hebraico, com algumas porções em aramaico. Os 27 do Novo Testamento foram escritos em um dialeto grego conhecido como koinê, que significa “comum”.
Não é preciso ser nenhum tradutor juramentado para entender que nem sempre é fácil traduzir um idioma, principalmente antigo. É esse o motivo de existirem tantas versões da Bíblia.
O trabalho de um comitê responsável por uma versão do texto bíblico consiste em se basear nos melhores manuscritos disponíveis e transpor
as barreiras sintáticas e linguísticas para qualquer idioma moderno.
Antigo Testamento
Muito já foi dito a respeito dos
Manuscritos do Mar Morto
, mas nunca é demais destacar a importância deles. Até meados de 1947, o manuscrito mais antigo disponível no qual era baseada toda a tradução do Antigo Testamento datava de algo em torno do ano 900 depois de Cristo. Havia um lapso quase instransponível entre os originais perdidos e a única cópia à disposição dos acadêmicos.
É bem no meio desse vasto e largo abismo que surgem os famosos
Manuscritos do Mar Morto
, descobertos acidentalmente em 1947 por um pastor de cabras, na região do Mar Morto, na Jordânia.
Os manuscritos ali encontrados foram datados com segurança entre
250 antes
de Cristo
até por volta do ano 70 depois de Cristo. Cópias de todos os livros do Antigo Testamento foram encontradas, com exceção do livro de Ester, que muito provavelmente era conhecido pelos essênios, os prováveis moradores da comunidade que produziu os documentos, como é evidenciado em alguns manuscritos de comentários desse livro.
Após mais de 60 anos de pesquisas de eruditos como David Noel Freedman, James Charlesworth, Roland de Vaux e muitos outros, pode-se afirmar com precisão que
o Antigo Testamento de 200 antes de Cristo é essencialmente o mesmo de que dispomos hoje. É evidente que algumas mudanças ocorreram com o passar dos séculos, mas elas são sempre periféricas e jamais afetam a mensagem central dos livros.
Novo Testamento
Em relação aos manuscritos do Novo Testamento, há uma infinidade deles. Somente em grego, são em torno de
5.500
. Em outras línguas, como latim, armênio, etíope, copta, etc., o número é superior
a
20 mil
. Cópias de vários séculos estão
à disposição de qualquer crítico textual, demonstrando assim a integridade
do texto do Novo Testamento.
Mas o que dizer dos erros que alguns críticos mencionam? O texto de Gálatas 4:28 é um bom exemplo: “Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa.”
Alguns manuscritos trazem
em lugar de “vós” o pronome “nós”. Motivo? Os pronomes “nós” (hemeis) e “vós” (hymeis) são muito parecidos.
Esse tipo de erro era
comum entre os copistas, principalmente os míopes. Outras diferenças não passam de erros gramaticais que nem sequer fazem diferença em português.
Bruce Metzger
não somente foi a maior autoridade em manuscritos do Novo Testamento, mas também foi um dos responsáveis pelo treinamento
do crítico Bart Ehrman
em manuscritos do Novo
Testamento, quando
lecionava no Princeton
Theological Seminary,
nos Estados Unidos.
As pesquisas de Metzger confirmam que 99,5% do texto do Novo Testamento de que dispomos hoje são idênticos àquele que foi produzido
pelos autores originais.
Dizer que o texto de uma obra jamais foi alterado não significa afirmar
que seus personagens, lugares e histórias são verdadeiros. No próximo estudo, examinaremos
as evidências a favor
ou contra a historicidade da Bíblia.
Para pensar
3.
Leia Jeremias 36:1-4.
Como esse texto nos ajuda
a compreender o processo
de escrita da Bíblia?
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