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Abóbadas - Apresentação Final de HACM

Descrição, Grupos e Tipos, Características, Exemplos, Cronologia, Métodos Construtivos, Abóbadas Contemporâneas | [C.Abecasis 76951 | MJ.Sammer 76966]
by

Maria João Sammer

on 27 June 2013

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Transcript of Abóbadas - Apresentação Final de HACM

As abóbadas
QUADRIPARTIDAS
:




As abóbadas
HEXAPARTIDAS
ou
SEXTIPARTIDAS
:




Estas últimas abóbadas de ogivas são, pois, compartimentadas por um arco toral que passa pela chave.
Abóbadas
tipos, métodos construtivos e a sua evolução ao longo da História
Definição
Tradicionalmente, o termo abóbada refere-se à técnica construtiva que recorre à alvenaria para cobrir recintos compreendidos entre muros, pilares ou colunas, sendo um prolongamento destas bases de suporte (e sendo, por isso, construídas com o mesmo material).
É, portanto, formada por um conjunto de pedras lavradas para este fim (aduelas) ou tijolos e argamassa, que se apoiam entre si e que assentam em paredes ou num sistema de reforço de madeira e escoramento (o cimbre).
Presentemente, o conceito de abóbada já é associado somente à construção de coberturas que resultam da continuação das bases materiais que a suportam.
cimbre
[aduelas]
extradorso
intradorso
imposta
Tipos de Abóbadas
As construções abobadadas têm diversas variantes, pelo que a primeira grande distinção a fazer relaciona-se com o eixo que as gera. Desta forma, podemos dizer que as abóbadas se agrupam, desde logo, em três grupos:
As abóbadas geradas por um
eixo horizontal
e perpendicular ao arco que as conforma:

E as abóbadas geradas por um
eixo vertical exterior
ao arco que as conforma:

A estas abóbadas dá-se o nome de abóbadas
ANULARES
ou
ANELARES

Tipos de Abóbadas
Para além disso, as abóbadas ainda podem ser distinguidas pela sua formalidade compositiva em dois grandes grupos:
As abóbadas
SIMPLES
- quando formadas por uma única superfície geométrica.



As abóbadas
COMPOSTAS
- quando são o resultado da intersecção de duas ou mais abóbadas simples.
Estas abóbadas são também as conhecidas
CÚPULAS
.

As
CÚPULAS
são abóbadas hemisféricas, ocupando o volume de meia esfera que podem distinguir-se entre cúpulas
ALTAS
(se a base é obtida paralelamente ao menor diâmetro da elipse) ou cúpulas
BAIXAS
(se a secção é feita pelo maior diâmetro da elipse).

Pertence também a este grupo de abóbadas a abóbada
DE QUARTO DE ESFERA
, cujo volume, como o nome indica, corresponde ao de um quarto de uma esfera.
O grupo de abóbadas simples geradas por um eixo horizontal compreendende um único tipo de abóbada e respectivas variantes ao qual se chama abóbadas
DE BERÇO CORRIDO
ou
DE CANHÃO
.
São abóbadas geradas por um arco que é prolongado indefinidamente.
São, então, variantes das abóbadas de Berço:
Abóbada de
BERÇO PEFEITO
:

apresenta secção semicircular, sendo uma abóbada semicilíndrica gerada por um arco de volta perfeita prolongado indefinidamente.
Abóbada de
BERÇO ABATIDA
:

apresenta secção em arco cuja altura é menor do que o raio que serviu o seu traçado.
Abóbada de
BERÇO QUEBRADO
:

apresenta secção em arco quebrado.
Abóbada de
MEIO

BERÇO
ou de
MEIO CANHÃO
:

apresenta secção correspondente a um quarto de círculo.
Abóbada
APOIADA EM ARCOS TORAIS
:

qualquer abóbada de Berço pode ser reforçada estruturalmente, recorrendo à utilização de arcos torais, sendo dividida em tramos. Cada arco descarrega, assim, o peso respectivo no que pode ser uma coluna, por exemplo.
Outra variação das abóbadas de Berço são as abóbadas
DE PENETRAÇÕES
, que acontece quando aquela é penetrada por abóbadas transversais, com uma altura de chave inferior. Este tipo de construção é muitas vezes utilizado para o fornecimento directo de luz ao interior da abóbada de Berço.
Com o passar do tempo, as técnicas construtivas da edificação de abóbadas foram sendo desenvolvidas, possibilitanto uma maior libertação da contrução densa para suportar grandes coberturas abobadadas. Uma das grandes inovações que se verificaram na História neste ramo foi a invenção da abóbada
DE OGIVAS
ou
DE CRUZARIA DE OGIVAS
.
As abóbadas de
OGIVAS
são abóbadas de Arestas que são reforçadas por nervuras (ogivas) que se cruzam na chave.
Consoante o número de nervuras, o tramo abobadado pode ser seccionado, distinguindo diferentes tipos de abóbadas como, por exemplo:
Novamente como consequência do factor tempo, estas abóbadas vão sendo desenvolvidas no sentido de se tornarem não somente sistemas contrutivos, mas também motivos de decoração, sendo adornadas e embelezadas.
Sugem então as abóbadas
ESTRELADAS
, as abóbadas
DE NERVURAS
e as abóbadas
FASCICULADAS
.
Abóbada
ESTRELADA
:

é composta por diferentes tipos de nervuras (ogivas, liernes e terceletes) cujo desenho forma uma estrela de quatro pontas (quando se trata de uma abóbada Estrelada simples).
Abóbada
DE NERVURAS OU POLINERVADA
:

provém da complexificação da abóbada Estrelada, sendo que muitas das complexas nervuras que as desenham passam a desempenhar um papel meramente decorativo.
Abóbada
FASCICULADA
:

novamente é composta por diferentes tipos de nervuras sendo que de um vértice do tramo divergem mais do que uma nervura (como acontece nas abóbadas de Ogivas simples).
Abóbada
DE ESTALACTITES
:

devido ao complexo e estável método construtivo das abóbadas de Ogivas, foi possível o adornamento das chaves onde elas se cruzam através de motivos escultóricos pendentes (as estalactites), muitas vezes suspensas pelo reforço de arcos interiores.
Cronologia
As abóbadas foram uma das solução construtivas que cobriram e cobrem os tectos de grandes edifícios espalhados pelo tempo e pelo Mundo. Tanto que ainda hoje, na arquitectura contemporânea encontramos variações deste conceito estrutural.
A cúpula
BOLBOSA
também é uma variante deste tipo de abóbadas, cujo arco que as gera é um arco contracurvado.

Catedral da Anunciação, Rússia
Cúpula da Rocha, Jerusalém
Cripta da Abadia de Saint-Michel de Cuxá, Prades
Igreja de São João Baptista, Moura
Igreja de Santo António da Torre Velha, Ponte de Lima
Altar lateral da Igraja de Santa Maria do Olival, Tomar
Cobertura de um dos edifícios dos Tanques Velhos, Caminho da Serra
Sé Velha, Coimbra
Mosteiro de Santa Clara Velha, Coimbra
As abóbadas de Arestas ainda podem ser caracterizadas por apresentarem arestas mais côncavas e, por isso, um tramo verticalmente mais comprido, como se fossem 'insufladas'. A essa variação chama-se abóbada
BOMBEADA
.
Igreja de Santa Teresa, Salvador
Igreja de Saint-Sernin, Toulousse
Catedral de Spira, Alemanha
Abadia de Beverley, Inglaterra
Catedral de Notre-Dame, Paris
Capela de Santa Maria de Jesus, Sevilha
Simples
Mosteiro da Batalha, Portugal
Complexa
Mosteiro dos Jerónimos, Portugal
Catedral de Lincoln, Inglaterra
Catedral de York, Inglaterra
Mosteiro de Azuelo, Navarra
Apesar de não terem chegado aos dias de hoje, estudos concluem que os
Egípcios
(2900 - 700 a.C), conhecidos pela sua obcessão pela perfeição ortogonal, já conheciam a abóbada.

Mais tarde, então, na
Mesopotâmia
(4000 - 540 a.C.), fizeram-se construções com este princípio construtivo que chegaram aos nossos dias como o seu primeiro registo.
Mais tarde, os
Romanos
(600 a.C. - 476 d.C.) recuperaram as técnicas dos povos antigos para aplicarem as coberturas de abóbadas na sua arquitectura. Vêmo-las nas termas, templos, anfiteatros, palácios, entre outros.
Depois da queda do Império Romano no oriente, nasce o
Bizantino
(330 - 1453 d.C.), do qual restam cúpulas espantosas que casam com o estilo do oriente trazendo-nos as características cúpulas bolbosas.
Ilustração egípcia sugestiva
Abóbada de Taq-I-Kisra, Ctesifonte
Tepidário das Termas Estabianas de Pompeia, Nápoles
Coliseu de Roma, Itália
Palácio de Nero, Domus Aurea
Igreja de Santa Sofia, Istambul
Igreja de São Marcos, Veneza
Na Alta Idade Média da Península Ibérica, Carlos Magno reintroduz valores clássicos e surgem abóbadas de arestas e grandes cúpulas em bases poligonais.

Mais tarde, com o fim do reino visigótico, foram os
Árabes
quem deixaram a sua marca com abóbadas mais complexas.
Aix le Chapelle, Aachen
Mesquita de Córdova
Mais tarde, com a evolução técnica e avanços arquitectónicos especialmente nas construções religiosas, nasce o
Românico
(750 - 1250 d.C.), com uma inconsciente aplicação dos conhecimentos e técnicas clássicos. Aparecem criptas de abóbada anular, abóbadas de berço perfeito, de arestas, com ou sem arcos torais.
Cripta da Abadia de Saint-Michel de Cuxá, Prades
Igreja de Saint Philibert de Tournus
Com uma mudança radical de mentalidade, as catedrais do
Gótico
(1130 - 1500 d.C.) são o símbolo das cidades na sua aberta representação da luz de Deus. Esta imensa transparência construtiva só foi possível devido ao recurso às abóbadas de ogivas, que se embelezam e complexificam com a necessidade de tornar cada catedral maior, mais aberta e mais bela. Aparecem abundantemente as abóbadas estreladas, de nervuras e fasciculadas.
Igreja da Abadia de Saint-Denis
Catedral de Laon
Catedral de Ely, Inglaterra
No
Renascimento
(1420 - 1620), voltamos a ouvir falar em abóbadas, desta vez aplicadas à adopção das formas clássicas, como com cúpulas sumptuosas.
O período
Barroco e Rococó
(1600 - 1780) também ele recorre a abódadas estreladas, arcos torais e cúpulas, assim como depois, no
Neoclássico
(1750 - 1840).
As abóbadas persistem no tempo enquanto método construtivo e decorativo dos diferentes tipos de edifícios. Até no presente vemos exemplos diversos espalhados pelo mundo de abóbadas contemporâneas.
Basílica de São Pedro, Vaticano
Antigo Convento de São Agustinho
As abóbadas geradas por um
eixo vertical
que coincide com o centro do arco que as conforma:

1- Os adobes são leves, de forma quadrada. Deste modo, não deslizam enquanto estão a ser suportados apenas pela liga da massa de assentamento, evitando assim a deformação da curva.
2- Os adobes são assentes formando um arco com uma inclinação entre 60º e 70º de forma a evitar que a secção da abobada fique muito longa ou que os adobes deslizem.

3- Cada secção da abóbada é finalizada antes de uma nova ser iniciada, para evitar que o peso das seccções anteriores se torne demasiado elevado e deforme a abóbada.
4- Junto à superfície interior da abóbada coloca-se massa de assentamento e, junto a superfície exterior, é normalmente colocada uma pequena pedra, para garantir que mesmo antes da secagem, a estrutura não deforma a massa de assentamento.
5- O trabalho de assentamento das secções da abóbada é regrado para que as quatro bases avancem em simultâneo permitindo uma junta mais perfeita.
6- Se os adobes tocarem nalgum ponto, desviando o fio que serve de guia visual, o erro pode tornar-se exponencial podendo fazer com que a abóbada deixe de ser catenária.
Abóbadas Contemporâneas
Igreja S. Francisco de Assis da Pampulha
Belo Horizonte
Residencia Dino Zamattaro
S. Paulo
Casa Supitina
Colombia
Métodos de Construção:
Abóbada Núbia
Residência Juarez Brandão Lopes
O grupo de abóbadas compostas mais simples são as chamadas abóbadas
DE ARESTAS
, que resultam da intersecção de duas abóbadas de Berço.
Estas abóbadas definem um tramo dividido em quatro partes que pode ser reforçado com arcos torais também.
Sustentação da Abóbada:
ARCOBOTANTE
O Arcobotante é uma construção em forma de meio arco, erguido na parte exterior dos edificios góticos. O Arcobotante reparte o peso das paredes e das colunas permitindo assim o aumento da altura das edificações, dando beleza e estrutura. O Arcobotante associado ao contraforte auxilia na sustentação do peso da abóbada.
ogiva
lierne
tercelete
História da Arquitectura Clássica e Medieval
Constança Abecasis | 76951
Maria João Sammer | 76966

2012|2013
MArquitectura
Arcosanti
Arizona
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