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RV3 Deus, deuses ou imaginação?

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by

Michelson Borges

on 17 October 2013

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Transcript of RV3 Deus, deuses ou imaginação?

3. Deus, deuses
ou imaginação?
Texto e arte:
Michelson Borges
Para pensar
1.
Para ser cético de verdade é preciso ser cético até o fim e seguir as evidências levem aonde levarem. Como você entende essa afirmação? De que forma esse pensamento
pode levar alguém a Deus?

Pense na pessoa mais teimosa,
para quem é quase impossível
falar de Deus. Um ateu decidido. Não, não apenas ateu, mas o mais famoso filósofo ateu de sua
época. Esse era o inglês
Antony Flew
, o maior
filósofo ateu do século 20.
Na verdade, Flew é considerado
o principal filósofo dos últimos cem anos. Seu ensaio
Teologia e Falsificação
se tornou um clássico e a publicação filosófica mais reimpressa do século passado.
Ele passou mais de cinquenta
anos defendendo o ateísmo.
No livro
Um Ateu Garante: Deus Existe
, Flew conta como chegou
a negar a existência de Deus, tornando-se ateu. Na segunda parte da obra, ele
analisa os principais
argumentos que o
convenceram da
existência do Criador.
Na página 144, seguindo o paradigma aristotélico, ele escreveu: “Minha jornada para a descoberta do Divino tem sido, até aqui, uma peregrinação da razão. Segui o argumento até onde ele me levou, e ele me levou a aceitar a existência de um Ser autoexistente, imutável, imaterial, onipotente
e onisciente.”
Antony Flew
1
Flew diz que dois fatores em particular foram decisivos para sua mudança do ateísmo para o teísmo. A ideia de que deve haver uma Inteligência por trás da complexidade integrada do universo físico...
2
...e a constatação de que a complexidade integrada da vida – que é muito mais complexa do que o universo físico – somente pode ser explicada em termos de uma Fonte inteligente.
Em outras palavras: informação tem que provir de uma fonte; vida só pode provir de vida, como dizia Pasteur.
Argumento cosmológico
Quando Antony Flew afirma que a “complexidade integrada do universo físico” foi um dos motivos de seu abandono do ateísmo, está, na verdade, se referindo ao argumento do design inteligente, expresso pelo apóstolo Paulo em
Romanos 1:20
.
Para Flew e outros cientistas, é possível chegar à conclusão de que Deus existe valendo-nos inicialmente da chamada “revelação natural”, ou seja, o Universo criado. As digitais espalhadas na natureza apontam para
as mãos do grande Designer
cósmico, cujos “atributos
invisíveis” podem ser
detectados por meio “das
coisas que foram criadas”.
A criação do Universo aponta para o Criador e consiste num dos mais conhecidos argumentos para a existência dEle. Esse argumento é também chamado de
cosmológico
, e pode ser expresso da seguinte forma:
1.
Tudo o que teve um
começo teve uma causa.
2.
O Universo teve
um começo.
3.
Portanto, o Universo
teve uma causa.
A primeira premissa parece lógica. Apela ao senso comum. Já a segunda premissa, de que o Universo teve um começo, não chega a ser unanimidade e precisa ser analisada mais de perto. Se a conclusão for a de que o Universo teve de fato um começo, teremos que admitir que ele teve também uma causa.
Atualmente, a teoria para a origem do Universo mais aceita entre os cientistas é a do
Big Bang
. Toda a matéria do cosmos estaria compactada num único ponto de densidade quase infinita que se expandiu, dando origem a galáxias, estrelas e planetas. Essa teoria levou
os cientistas a concluir que o Universo teve um início e colocou os incrédulos num beco sem saída.
Outra maneira de concluir que o Universo teve um começo vem da análise das
leis da termodinâmica
.
A
segunda lei

da termodinâmica afirma que
a cada momento que passa, a quantidade de energia utilizável no Universo está ficando menor. Já conforme a
primeira lei
, a quantidade de energia no Universo é constante e finita.
Assim, o Universo estaria sem energia agora, caso fosse eterno e estivesse funcionando desde toda a eternidade passada. Mas aqui estamos nós. As estrelas ainda brilham. A Terra ainda gira em torno do Sol. Ainda respiramos e nos movemos. Logo, o Universo deve ter começado em algum tempo no passado finito. Ele não pode ser eterno.
Aqui o naturalismo filosófico encontra sua limitação. Note bem: não havia mundo natural ou leis naturais antes do surgimento do Universo. Uma vez que a causa não pode vir depois de seu efeito, as forças naturais não foram responsáveis pela origem do Universo. Portanto, deve haver alguma coisa acima da natureza para realizar o trabalho. Isso é
o que significa a palavra sobrenatural.
A conclusão a que podemos chegar é a de que o Universo foi causado por alguma coisa externa ao tempo, ao espaço e à matéria – portanto, uma Causa eterna; uma
Causa primeira não causada
. E como
o Universo apresenta lógica e funciona
de acordo com leis finamente reguladas, concluímos também que essa Causa
tem que ser muito inteligente.
Atemporal
Além do espaço
Imaterial
Eterna
Inteligente
Pessoal
Causa primeira não causada
Essa conclusão é compatível com as religiões teístas, mas não está baseada apenas nessas religiões. Está baseada, igualmente, na razão e nas evidências.
Argumento teleológico
Outro argumento que ajudou a mudar a cosmovisão do ex-ateu Anthony Flew é o argumento teleológico ou do propósito. Em forma de silogismo, fica assim:
1. Todo projeto tem um projetista.
2. O Universo e a vida foram projetados.
3. O Universo e a vida têm um projetista.
À semelhança do que ocorre com o argumento cosmológico, a primeira premissa do argumento teleológico parece bastante lógica. Já a segunda premissa precisa ser confirmada, pois, se for verdadeira, deveremos concluir que o Universo e a vida foram projetados.
Vamos exemplificar com aquela que
é considerada uma das mais “simples” formas de vida: a
ameba
. A informação encontrada apenas no núcleo de uma pequena ameba é maior do que
a informação contida
nos 30 volumes
da Enciclopédia
Britânica.
E a ameba inteira tem tanta informação em seu DNA quanto mil conjuntos completos dessa enciclopédia.
A informação complexa
e específica da qual dependem todas as formas de vida e que simplesmente não poderia surgir por acaso é um dos maiores problemas para os defensores do evolucionismo naturalista.
Esse tipo de informação aponta para uma Fonte informante inteligente.
Ainda que a existência de Deus possa ser convincentemente defendida, por que eu deveria aceitar o
Deus bíblico
e não outros deuses? Por que deveria considerar a moralidade derivada da visão judaico-cristã? Os próximos estudos ajudarão a responder essa pergunta.
2.
Você considera o argumento cosmológico convincente ao apontar uma Causa primeira
para o Universo? Qual seria a alternativa para essa conclusão? Um universo sem causa? Matéria eterna não causada?
3.
Leia Romanos 1:20. De que
forma esse texto se relaciona
com o argumento teleológico?
4.
O argumento moral parte da constatação de que existe uma lei moral dentro de cada ser humano. Como isso também aponta
para a existência de Deus?
Para pensar
Para pensar
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