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Untitled Prezi

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Tânia Fernandes

on 12 August 2013

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A Infeção Associada à Tricotomia Pré-Operatória
Introdução
ESCOLHA DO TEMA:
A tricotomia é hoje um assunto em voga, bastante debatido devido à pertinência da sua realização;

A realização da tricotomia é uma situação comum no serviço de ensino clínico onde nos encontravamos;

Procedimento frequente na prática clínica e da área de domínio de intervenção de Enfermagem.

OBJETIVOS DO ESTUDO
Relacionar os tipos de tricotomia com a incidência do número de infeções da ferida cirúrgica no pós-operatório;
Refletir se realização da tricotomia está diretamente associada ao aumento da incidência da infeção da ferida cirúrgica.

Estado Atual do Conhecimento
A Infeção Associada aos Cuidados de Saúde (IACS) é uma infeção adquirida pelos doentes em consequência dos cuidados e procedimentos de saúde prestados e que pode, igualmente, afetar os profissionais de saúde durante o exercício da sua atividade.
Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infeção Associada aos Cuidados de Saúde (Portugal, 2007)
A IACS dificulta o tratamento adequado de doentes em todo o mundo e é reconhecida como uma causa importante de morbilidade e mortalidade, bem como do consumo acrescido de recursos quer hospitalares, quer da comunidade.
(OMS, 2006)
A sua prevalência oscila entre os 5 e os 10% na maioria dos países da Europa.
Direção Geral de Saúde (DGS) em 2010 acerca da prevalência da infeção, relata que em 9,8% dos doentes foi identificada IACS, correspondendo a uma prevalência de 11,7%.

(Portugal, 2010)
A infeção do local cirúrgico (ILC) é uma das infeções associadas aos cuidados de saúde mais frequente.

(Segundo Pina, Maia e Pereira ,2012)
Segundo o Inquérito Nacional de Prevalência de Infeção realizado em 2010, as ILC representaram 13% das infeções consequentes aos cuidados prestados no hospital.

(Portugal, 2010)
Os doentes que adquirem uma ILC têm 60% maior probabilidade de irem para uma unidade de cuidados intensivos, cinco vezes maior probabilidade de serem reinternados e duas vezes maior probabilidade de morte.
(Díaz-Agero-Perez et. al apud Pina, Maia e Pereira, 2012)
Quando doentes cirúrgicos com ILC morrem, 77% destas mortes estão relacionadas à infeção.
(Poveda, Galvão e Santos, 2005)
O risco de infeção está relacionado com fatores intrínsecos (do doente e da própria cirurgia), aspectos da
preparação pré-operatória
e fatores intra e pós operatórios.
Preparação Pré-Operatória
Todas as cirurgias começam com a preparação da pele, com a finalidade de criar uma área limpa e desinfetada para a cirurgia (Hatipoglu apud Dizer et al., 2009).

Esta preparação é composta pela
tricotomia
, pela lavagem e pela desinfeção química.
TRICOTOMIA
Tipos de Tricotomia
Tricotomia com lâmina
Tricotomia com creme depilatório
Clipping
Infecção associada à Tricotomia Pré-Operatória
Cortes microscópicos e abrasão
Microorganismos arrastados e colonização dosmicro-cortes.
Desenvolvimento de pseudo-foliculites
Risco de irritação e reacção alérgica da pele
Ligeiramente abrasivo
Contaminação da ferida no pós-operatório
Aumentam o risco de ILC
Da mesma maneira que o tipo de tricotomia é um fator desencadeante de ILC, também o
momento da tricotomia
é considerado um fator de risco para a infeção.
Metodologia
Revisão Integrativa da Literatura
Questão de Investigação
“No doente cirúrgico, a realização de tricotomia no pré-operatório aumenta a incidência de infeção da ferida cirúrgica?”
“Existem evidências de que o tipo de tricotomia aumenta o nº de infeções da ferida cirúrgica no pós-operatório?”
“Quando é imprescindível realizar a tricotomia, como e quando esta deve ser realizada?”
Critérios de Seleção
Processo de Seleção dos Estudos
CARDOSO, M.; FERNANDES, T.; MOITA, T.
Resultados
Interpretação de Resultados
(Department of Health, 2003)
Não realização de tricotomia:
Incidência de infeção foi menor no caso de não realização do que em estudos onde esta foi realizada, independentemente dos métodos utilizados aquando da sua realização.
No Estudo 4 Hwang et al. (2012), afirma que se deve optar pela não realização da tricotomia como procedimento privilegiado neste tipo de doentes, uma vez que a taxa de ILC foi de 0%.

No Estudo 2, Dizer et al. (2009) afirma que para se reduzir a infeção da ferida cirúrgica não deve ser realizada a tricotomia.
Estudo 5 de Tokimura et al. (2009)concluir que a presença de cabelo no campo cirúrgico não aumenta o risco de infeção da ferida no pós-operatório.

Realização de tricotomia:
Através da lâmina:
Segundo Grober et al. (2013) - Estudo 3 - nas regiões mais irregulares tais como o escroto ou na existência de pregas cutâneas a tricotomia através de lâmina é aconselhada. No entanto este não é um método priveligiado.
Nos Estudos 1 e 2 é desanconselhado o uso da lâmina para realização da tricotomia.
Através de creme depilatório:
Remoção integral dos pêlos;
0% de incidência de lesões;
Redução significativa das bactérias à superfície da pele;
Diminuição da taxa de infeção da ferida cirúrgica;
Fácil de utilizar em zonas de difícil acesso.
Podem exalar um cheiro forte e desagradável;
Podem causar queimaduras químicas, quando deixados a atuar demasiado tempo;
Risco de reações de hipersensibilidade

Através de clippers:
Estudo 1
Momento da realização da tricotomia
A taxa de ILC depende não apenas da preparação da pele, mas também do intervalo de tempo entre esta preparação e a cirurgia em si.
Quando a tricotomia é realizada imediatamente antes da cirurgia ao invés de ser realizada nas 24 horas que antecedem a cirurgia há uma diminuição da taxa de infeção da ferida.

As infeções cirúrgicas podem complicar e prolongar o tempo de recuperação pós-operatório do doente, contribuir para a permanência hospitalar prolongada e custos mais elevados de tratamento, podendo também contribuir para a mortalidade do mesmo.
Repercussões
(Gabriel et al., 2004)
“Evitar a tricotomia e, se necessário, efetuá-la com máquina elétrica, o mais próximo possível da intervenção”

Recomendações para a Prevenção da Infeção do Local Cirúrgico 2004
Gabriel [et al.], 2004


"A preparação pré-operatória do doente cirúrgico não deve incluir tricotomia, ou se necessária, a mínima possível."

Orientações e Recomendações da Association of Peri-Operative Registered Nurses (AORN)
(AORN apud Karegoudar, 2012)

Conclusão
“No doente cirúrgico, a realização de tricotomia no pré-operatório aumenta a incidência de infeção da ferida cirúrgica?”
Existe de facto correlação entre a realização da tricotomia e o aumento significativo da incidência de ILC.
Análise das práticas contemporâneas provenientes de diversas culturas


Mudança paradigmática


Não Realização da Tricotomia


Sem produção de um aumento do risco de infeção da ferida cirúrgica



A tricotomia está desaconselhada, principalmente quando é executada com lâmina. Quando há absoluta necessidade da realização desta prática, deverá proceder-se à tricotomia através de clippers.
Apostar na investigação e formação;

Instrução dos enfermeiros para a não realização de tricotomia;

Maior atenção para esta temática por parte dos investigadores portugueses.
Limitações do presente estudo
Sugestões e Recomendações
Muito Obrigada
pela vossa atenção!
ADISA, Adewale O. [et al.] – Evaluation of Two Methods of Preoperative Hair Removal and their Relationship to Postoperative Wound Infection. Nigeria: Journal Infect Dev Ctries. 5(10), 2011. 717-722p.
AGUIAR, Ana Paula L. [et al.] - Fatores Associados à Infeção de Sítio Cirúrgico em um Hospital na Amazônia Ocidental Brasileira. São Paulo: Revista SOBECC. 17(3), 2012. 60-70 p.
CARVALHO, Rachel; BIANCHI, Estela – Enfermagem em Centro Cirúrgico e de Recuperação. 1ª ed. Barueri: Manole, 2007. 429 p. ISBN 978-85-204-2579-4
CHRISTÓFORO, Berendina; CARVALHO, Denise – Cuidados de Enfermagem Realizados ao Paciente Cirúrgico no Período Pré-Operatório. Curitiba: Revista da Escola Enfermagem da USP. 2008. 14-22 p.
DEPARTMENT OF HEALTH – Working Together to Reduce Healthcare Associated Infection in England. Report from the Chief Medical Officer. London: Department of Health. 2003.
DIZER, Berna [et al.] – The Effect of Nurse-performed Preoperative Skin Preparation on Postoperative Surgical Site Infections in Abdominal Surgery. Blackwell (USA): Journal Clinical Nursing. 18,2009. p 3325–3332
Escola Superior de Enfermagem de Coimbra – Guia de Elaboração e Apresentação de Trabalhos Escritos. Coimbra, 2007.
ESTRELA, Edite; SOARES, Maria Almira; LEITÃO, Maria José – Saber Escrever uma Tese e Outros Textos. 5ª ed. Lisboa: Dom Quixote, 2007. 136p. ISBN 978-972-20-3173-8
EVAN, David – Integrative Reviews of Quantitative and Qualitative Research: Overview of Methods. Australian: Reviewing Research Evidence for Nursing Practice: Systematic Reviews. 2007, 138–156 p.
FERNANDES, Isabel – Orientações – Realização da Monografia. Coimbra, 2013.
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Referências Bibliográficas
Estudo 2
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