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MADAME BOVARY

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by

Mariana Ferrer

on 7 November 2014

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Transcript of MADAME BOVARY

A OBRA

Madame Bovary foi escrita em 1857, sendo considerada escândalo na época por se tratar de adultérios e críticas tanto à igreja quanto à burguesia. Sua leitura era vista como “indecente e corruptora” das moças de família, visto que a protagonista, Emma Bovary, apresenta um comportamento oposto ao da maioria das mulheres da época. Além disso, a obra é considerada a percussora da estética realista da Literatura Francesa
Ao ser publicado, o livro Madame Bovary gerou na França um interesse tão grande do público que levou o autor a julgamento. O romance foi considerado uma ofensa a moral pública e, sendo uma obra imoral, o governo decidiu processar Flaubert. Em sua defesa, o escritor declarou “Emma Bovary cest moi”, que significa "eu sou Emma Bovary", mostrando assim sua própria indignação e crítica ao clero, à sociedade e às coisas mundanas. Apesar das acusações, Gustave Flaubert nunca foi preso.


Gustave Flaubert
MADAME BOVARY
GUSTAVE FLAUBERT
ENREDO
O enredo é simples e retrata sobre a estupidez humana. O romance se inicia com a descrição de Charles Bovary na escola, que provocou algazarra pelo seu chapéu considerado ridículo, por ser tímido e incompetente. Os críticos consideraram essa descrição inútil, mas, na verdade o ridículo do chapéu retrata o símbolo da estupidez de quem o usa e durante a narrativa, surgem vários outros chapéus ridículos.
A história se passa em meio a uma sociedade provinciana e moralista, no entanto, a protagonista, Emma Bovary, apresenta uma personalidade incompatível aos valores de seu tempo. A moça é uma leitora nata de romances românticos e, constrói para si a partir deles, uma referência de vida ideal. Moça sonhadora, vê seu mundo de ilusões sobre o amor sendo desfeito ao se casar, para fugir da estreiteza paterna, com Charles Bovary, médico de seu pai. Emma é retratada como uma mulher insatisfeita com sua vida burguesa e com seu tedioso marido, o que a leva a se envolver romanticamente com outros homens. Envolve-se com Rodolphe, um nobre decadente que logo a abandona, depois com Léon, empregado de um advogado, pelo qual ela perde o equilíbrio e acaba entrando em dívidas que não poderá pagar e se suicida.
Charles só descobre a verdade depois de sua morte e fica perturbado, mas não toma nenhuma atitude. Perde tudo para pagar as dívidas e depois morre de desgosto, deixando uma filha pequena que vai morar com a avó, que acaba falecendo também, então, a mando da tia, vai trabalhar em uma fábrica de tecidos para sua sobrevivência.
Se levar em consideração o nome do romance, Emma seria sua "heroína", mas a narração começa e termina com Charles e depois descreve a estupidez de cada personagem. Críticos da obra deixam claro, portanto, que "O verdadeiro personagem desse romance é a estupidez humana".

EMMA BOVARY
EMMA BOVARY

Emma é uma mulher que busca um caminho diferente daquele em que foi preparada para percorrer. Não aceitava ser dominada, não era submissa, prendada ou fiel. Diferente das mulheres prendadas e dedicadas ao marido, ela é uma verdadeira consumista que afunda Charles em dívidas homéricas e irreversíveis. Dinheiro, luxo, sexo, chantagem são características de Madame Bovary.
O comportamento da personagem de Flaubert anuncia uma mudança que em breve colocaria o mundo masculino de cabeça para baixo: o poder de escolha da mulher que sempre esteve paralisada pelas ordens dos homens. O tédio de Emma vai além da falta de graça e vida de seu marido, porque quase nada a satisfaz por muito tempo, é uma verdadeira mulher de fases. Nem o nascimento de sua filha faz com que o amor pleno tome conta de Madame Bovary, que procura incansavelmente as paixões nas páginas dos romances. Sua obsessão por livros românticos gera nela uma alienação, já que Emma buscava um amor utópico como nas histórias. A literatura era o refugio de sua vida medíocre, no entanto, acaba por conduzir a protagonista a seu triste fim.
Emma Bovary buscava amantes que pudessem levá-la aonde ela quisesse, onde ela sozinha não poderia ir. Ela queria ser quem não era, fenômeno hoje designado pela psiquiatria como Bovarismo.
NARRATIVA E LINGUAGEM

Gustave Flaubert não utilizou de grandes acontecimentos em seu romance “Madame Bovary”. O gênero romance caracterizava-se, até o século XIX, por apresentar histórias fantásticas, fatos gloriosos e personagens heroicos. O autor rompeu com esse padrão ao escrever sua obra de maior sucesso, apresentando o cotidiano de seres extremamente medíocres, em uma sociedade medíocre com uma trama medíocre.
O segredo desse sucesso está no estilo, que consiste na “perfeição da prosa e na maestria mais absoluta da arte de narrar”. Segundo o próprio Flaubert, ele buscou exaustivamente a palavra exata para a produção de sua trama: cada cena, cada frase, tinha a maneira precisa e ideal de ser escrita. E seu critério era só um: estético. O autor de Madame Bovary queria, portanto, um romance que se sustentasse pela linguagem. Segundo críticos, a obra é muito mais a aventura de uma narrativa do que a narrativa de uma aventura.

Aos 28 anos, Flaubert escreveu a peça Santo Antônio e após recitá-la durante quatro dias a dois amigos, foi aconselhado a jogar a história no fogo pelos mesmos. Depois dessa decepção, resolveu escrever “Madame Bovary”, refletindo exaustivamente sobre cada palavra que transpunha para o papel. Foi por esse motivo que o autor levou cinco anos para concluir a obra.
O livro apresenta poucos diálogos, grande parte dos acontecimentos é totalmente narrado e também não há descrições exageradas. As atividades extraconjugais da protagonista, Emma Bovary, são narradas com ironia e, além disso, todos os personagens da trama são alvo de sátira e apresentam visíveis defeitos, revelando o verdadeiro caráter do ser-humano. Para a obra, Flaubert faz uso de um narrador que não julga nem comenta os acontecimentos. É pela riqueza de sua linguagem e perfeita construção de sua narrativa que Madame Bovary foi considerada pela crítica da literatura francesa o primeiro romance propriamente realista
.




A história, a aventura não me interessa. Penso, quando escrevo um romance, em expressar uma cor. Um tom. Em Madame Bovary tive a ideia de expressar um tom cinza, a cor do mofo da existência enclausurada

(Flaubert).
PERSONAGENS
Madame Homais
Emma Bovary
Charles Bovary
Monsieur Homais
Justin
Léon Dupuis
Rodolphe
GRUPO
Mariana Ferrer, nº 23

Mariana Primo, nº 24
Vanessa Augusti, nº 34
Vitória Souza, nº 39
2ª A
Lheureux
Gustave Flaubert foi um importante escritor francês do século XIX. Nasceu na cidade de Rouen (França) em 12 de dezembro de 1821.
Durante sua juventude, demonstrou interesse por literatura e teatro desde os estudos no Colégio Real. Começa a estudar direito obrigado por seu pai, porém, sem interesse pela área, passa a levar uma vida boêmia. Em 1866 recebeu do governo francês a Ordem Nacional da Legião de Honra. Passou por dificuldades financeiras no final da vida e morreu, provavelmente de Acidente Vascular Cerebral, em 8 de maio de 1880.
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