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Memória ao Conservatório Real

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by

João Diogo

on 3 June 2013

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Transcript of Memória ao Conservatório Real

Almeida Garrett João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett (1799-1854):
Estudou Direito em Coimbra;
Esteve exilado em Inglaterra e França;
Já em Portugal, propôs a criação do Teatro D. Maria II e a criação do Conservatório Geral de Arte Dramática;
Imortalizado por: "Um Auto de Gil Vicente" (1841), "Frei Luís de Sousa" (1844) e "Viagens na Minha Terra" (1846), entre outros. Romantismo Realidade
subjacente ao drama Memória ao Conservatório Real Este texto, escrito por Garrett ao Conservatório Real de Lisboa, antes da apresentação pública da peça, é uma reflexão sobre a Literatura, o Teatro e a função do artista na sociedade. Nele, o autor começa por justificar a escrita da sua obra pelo interesse da história, contribuindo para entender melhor o pensamento e os objectivos do autor de"Frei Luís de Sousa". Assim, importa referir alguns dos tópicos abordados na obra:
. Preocupação em valorizar a cultura nacional, a sua história e tradições;
. Afirmação da independência e liberdade do criador, perante diferentes tipos de limitações, desde as classificações literárias à veracidade histórica;
. Expressão de originalidade, ao afastar-se dos antigos e modernos, ao conciliar o que de melhor encontrava nos clássicos com a atualidade da sua escrita;
. Defesa da missão pedagógica e cívica do artista. Memória ao Conservatório Real Almeida Garrett Trabalho realizado por:
João Diogo Peres nº32 11º A Drama trágico em três atos baseado em pessoas e factos reais, composto na primavera de 1843;
Considerado clássico da literatura Portuguesa, e uma das criações máximas do seu teatro.
Esta obra tem como tema central a liberdade de amar, contra as convenções sociais da época.
É representada pela primeira vez a 4 de julho de 1843, por uma sociedade particular, no Teatro da Quinta do Pinheiro. Frei Luís de Sousa De acordo com o próprio Almeida Garrett, ele estudou todas as fontes históricas de "Frei Luís de Sousa", não para garantir verdade histórica mas para reler e estudar melhor a história.
O drama é baseado em acontecimentos reais, tais como a crença no Sebastianismo por parte de Maria - exemplo do Nacionalismo característico do Romantismo - e a vida de Manuel de Sousa Coutinho e D. Madalena de Vilhena, entre outros
Há também inegáveis analogias com a vida pessoal do autor, uma vez que este também tinha uma filha ilegítima. Classificação da obra «Esta é uma verdadeira tragédia - se as pode haver, e como só imagino que as possa haver sobre factos e pessoas comparativamente recentes. (...)” no entanto, «Contento-me para a minha obra com o título modesto de drama; só peço que a não julguem pelas leis que regem, ou devem reger, essa composição de forma e índole nova; porque a minha, se na forma desmerece da categoria, pela índole há-de ficar pertencendo sempre ao antigo género trágico. (...)»
Almeida Garrett, Memória ao Conservatório Real Abaixo el-rei Sebastião
É preciso enterrar el-rei Sebastião
é preciso dizer a toda a gente
que o Desejado já não pode vir.
É preciso quebrar na ideia e na canção
a guitarra fantástica e doente
que alguém trouxe de Alcácer Quibir.

Eu digo que está morto.
Deixai em paz el-rei Sebastião
deixai-o no desastre e na loucura.
Sem precisarmos de sair o porto
temos aqui à mão
a terra da aventura.

Vós que trazeis por dentro
de cada gesto
uma cansada humilhação
deixai falar na vossa voz a voz do vento
cantai em tom de grito e de protesto
matai dentro de vós el-rei Sebastião.

Quem vai tocar a rebate
os sinos de Portugal?
Poeta: é tempo de um punhal
por dentro da canção.
Que é preciso bater em quem nos bate
é preciso enterrar el-rei Sebastião.

Manuel Alegre Inspiração e conceção de
"Frei Luís de Sousa" - Teatro de atores castelhanos na Póvoa do Varzim;
- Narrativa do padre Frei António da Encarnação;
- Mais recentemente, o drama "O Cativo de Fez" que segundo Almeida Garrett foi "como um raio de inspiração nas reflexões que ali se fariam sobre a comparação daquela fábula engenhosa e complicada com a história tão simples do nosso insigne escritor".
- Admitindo então que apesar de ter estudado todas as fontes históricas, não segue toda a verdade histórica, Garrett justifica que resolveu escrever esta obra para demonstrar a capacidade portuguesa de originalidade pelo que "(...)assentei fazer este drama(...)". "Escuso dizer-vos, Senhores, que me não julguei obrigado a ser escravo da cronologia (...). Eu sacrifico às musas de Homero, não às de Heródoto (...)". Elogio do Conservatório Real de Lisboa Almeida Garrett oferece "Frei Luís de Sousa" ao Conservatório "(...)porque honro e venero os eminentes literatos, e os nobres caracteres cívicos que ele reúne em seu seio, e para testemunho sincero também da muita confiança que tenho numa instituição que tão útil tem sido e há de ser à nossa literatura renascente,(....)".

Refletindo sobre a função dos poetas na sociedade contemporânea, Garrett defende que a missão do literato é dar "(...)uma instrução intelectual e moral que sem aparato de sermão ou prelecção, surpreenda os ânimos e os corações da multidão, no meio dos seus próprios passatempos (...)". Nessa instrução cabe então o drama histórico, já que o povo quer verdade e aplaude "(...)e o povo há-de aplaudir, porque entende (...)". Bibliografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Lu%C3%ADs_de_Sousa_(pe%C3%A7a_teatral)
http://sebentadigital.com/wp-content/uploads/2009/02/frei_luis_sistematizacao.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Almeida_garret
Ana Coutinho e Castro (2004), Frei Luís de Sousa 1º edição, Areal Editores, Lisboa
João Augusto Guerra e João Augusto Vieira (1998), Aula Viva Português A, 1º edição, Porto Editora, Porto Romantismo foi um movimento artístico, político e filosófico que surgiu na Europa nas últimas décadas do século XVIII. Era uma visão do mundo contrária ao racionalismo e que procurava o nacionalismo.
Partiu de uma visão do mundo centrada no "eu", como se pode ver em obras de autores desta época, como, por exemplo, Lord Byron, Walter Scott, Victor Hugo, Almeida Garrett e Alexandre Herculano, entre outros.
Valoriza a criatividade do indivíduo e opõe-se ao clássico, baseado-se na inspiração dos momentos fortes da vida subjetiva.
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