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Diálogos

Baseado em McKee, Iglesias e Mion.
by

Daniel Maciel

on 12 April 2016

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Transcript of Diálogos

Diálogos
Lei dos Retornos Diminutivos
"quanto mais diálogo você escreve, menos efeito o diálogo tem".

"... se você escreve para os olhos, quando o diálogo vem, ele desperta interesse”.

STORY - McKee, pg.367.
O Melhor conselho sobre escrever diálogos para cinema é: "não escreva"!

"Nunca escreva uma linha de diálogo quando você pode criar uma expressão visual”. McKee

1 - NÃO ESCREVA
2 - ESCREVA DIÁLOGOS CURTOS
3 - DIÁLOGO NÃO É CONVERSA
4 - FUNÇÕES DE UM BOM DIÁLOGO
(KARL IGLESIAS)
5 - SUBTEXTO
6 - TÉCNICAS
7 - CONTEXTO
Tópicos centrais
Ex: O Silêncio - Ingmar Bergman (1963)
Mas eu preciso e desejo escrever diálogos.

Então...
ESCREVA DIÁLOGOS CURTOS
Uma coluna de diálogo do topo ao fim da página pede que a câmera foque o rosto de um ator por um minuto.

Veja os ponteiros do relógio se movendo por sessenta segundos e você perceberá que é MUITO tempo.

De dez a quinze segundos, o olho do público absorve tudo o que é visualmente expressivo e a tomada se torna redundante.

Quando o olho está entediado, foge da tela; quando ele foge da tela, você perde seu público”.
Estética do Cinema
Lei dos Retornos Diminutivos
Estética do Cinema
O problema dos monólogos.
“Se, como ator, eu tenho um longo discurso que começa quando o outro ator entra, e minha primeira fala é ‘você me deixou esperando’, como eu sei o que dizer em seguida sem que eu veja a reação às minhas primeiras palavras?

Se a reação da outra personagem é se desculpar, sua cabeça se abaixa, envergonhada, o que suaviza minha próxima ação e dá um novo colorido à minha fala.

Se, contudo, a reação do outro ator é antagônica, ele me olha feio, e isso pode colorir minhas próximas falas com a raiva. Como alguém sabe, de momento em momento, o que dizer ou fazer sem que saiba a reação para o que acabou de fazer? Ninguém sabe.

A vida é sempre ação e reação. Sem monólogos. Sem discursos preparados. Uma improvisação, não importa quanto nós tenhamos ensaiado mentalmente nossos grandes momentos.”
Analogia com Economia
Oferta e demanda
DIÁLOGO NÃO É CONVERSA
Conversa – Pausas estranhas, conexões esquisitas, Falhas de lógica, repetições desnecessárias, escolhas pobres de frases e palavras, etc.

Manter o canal aberto – Por exemplo, conversas sobre o tempo, “subtexto” – “eu sou seu amigo”.

“O diálogo na tela, portanto, deve ter o balanço de uma conversa do dia a dia, mas um conteúdo bem acima do normal.”

Reforçando
“O diálogo de cinema requer compreensão e economia. Ele deve dizer o máximo possível com o mínimo de palavras”.

“Deve ter direção. Cada troca de diálogo deve virar os
beats
das cena em uma ou outra direção”.

Deve ter um propósito. Cada fala ou troca de diálogo executa um passo no design que constrói o arco da cena ao redor de seu ponto de virada.

Mesmo com toda esta precisão ela deve soar como uma conversa, usando um vocabulário informal e natural com contrações, gírias e, se necessário, palavrões”.

‘Fale como as pessoas comuns, mas pense como os sábios”. Aristóteles.

FUNÇÕES DE UM BOM DIÁLOGO (KARL IGLESIAS)
Definir e revelar o personagem
Quando os personagens falam, eles se tornam. Porque a maneira como as pessoas falam define quem elas são.

Grandes diálogos podem comunicar a personalidade de um personagem, suas atitudes, valores e origem social, complementando a caracterização visual dos personagens e até mesmo revelando suas mentiras e contradições.

Definir e revelar um personagem

Transmitir informações de forma
indireta e avançar a história

Refletir as emoções e conflitos dos personagens.

Revelar ou esconder as motivações dos personagens.

Refletir o relacionamento de quem fala com os outros personagens.

Conectar cenas.

Prenunciar o que está por vir


Transmitir informações de
forma indireta e avançar a história
Este é o uso mais comum do diálogo, e muitas vezes tem esta única função em roteiros amadores, o que os torna planos e "na cara" (diálogo cuja exposição é óbvia e direta demais, em inglês "on-the-nose").

O bom diálogo deve dar informação e fazer avançar a ação levando a trama para frente. Devem ser sutis e envolver o leitor.
Refletir as emoções e conflitos dos personagens.
Grandes diálogos também revelam conflitos e quais os sentimentos dos personagens, acrescentando tensão à cena. O conflito em uma cena acontece, quer através de ação (agressão física, obstáculos) ou pelo diálogo.

Mesmo em um roteiro de ação e aventura, as vezes, o diálogo é uma opção para injetar conflito em uma cena e manter o leitor engajado.
Revelar ou esconder as motivações dos personagens
O diálogo pode dar pistas sobre a motivação do personagem, ou criar curiosidade sobre ele, escondendo seus motivos.

Para maior efeito, a motivação deve ser implícita (subtexto), ao invés de afirmada diretamente, o que seria, então, um diálogo "on-the-nose".
Refletir o relacionamento de quem fala com os outros personagens.
ASTRID
Você está esquisito... mais do que o normal.
Conectar as cenas
Prenunciar o que está por vir
Grandes diálogos podem fazer previsões, insinuando eventos futuros de uma forma sutil. Esta é uma das maneiras mais eficazes para prenunciar o que está a vir, especialmente quando se lembra ao leitor do que está em jogo.
Casablanca - RICK: "Eu não arrisco meu pescoço por
ninguém".
SUBTEXTO
“Texto significa a superfície sensorial de uma obra de arte. No cinema, isso significa as imagens na tela, o que é dito, música e efeitos sonoros. O que vemos. O que ouvimos. O que as pessoas dizem. O que as pessoas fazem. Subtexto é a vida sob essa superfície – pensamentos e sentimentos tanto conscientes quanto inconscientes, escondidos pelo comportamento”.
TÉCNICAS
CONTEXTO
“O roteirista e diretor americano Paul Schrader, em sua entrevista para a revista Cinématographe (nº53) mostra-se contra o fato de se prestigiarem os diálogos, especialmente no cinema francês, onde a função do dialoguista foi por muito tempo separada da do roteirista: – ‘Uma vez que você pos as personagens devidas numa situação interessante, tudo o que elas dizem se torna interessante”. Em outras palavras, o bom diálogo poderá ser uma troca de palavras banalíssima (“Tem café? Que dia lindo”) que a situação carregará de sentido, emoção e subentendidos.’ - “O Roteiro de Cinema” Michel Chion
DUAS RAZÕES DO SUBTEXTO
"There are two specific reasons why subtext is necessary: characters have too much to lose if they’re direct, and you want the reader to experience the scene actively rather than passively."

Karl Iglesias - Writing for Emotional Impact
NÃO ESCREVA
Os personagens tendem a falar de forma diferente com os outros com base em seu relacionamento, e o diálogo deve refletir o relacionamento entre eles.

Nós tendemos a ter vários vocabulários e alternar entre eles dependendo de com quem e sobre o que estamos falando.
Concectar as falas



Bons diálogos podem conectar as cenas.

Por exemplo, a cena em que Soluço ao ser escolhido para matar o dragão diz:
"Eu não vejo a hora..."
Corta a cena e na outra ele completa invertendo o sentido da cena anterior: "de me mandar para bem longa daquí."
Exemplos
Casablanca (1942)
Taxi Driver (1973)
24 horas (2001)
Silêncio dos Inocentes (1991)
Como Treinar seu Dragão (2010)





A maioria dos iniciantes negligencia o impacto
emocional que os diálogos devem ter.
Ao invés disso se concentram apenas no diálogo que
fornece informações sobre o enredo e os personagens.

Isto leva torna o diálogo plano, e sem brilho que faz
todo o roteiro ficar ruim. O impacto emocional, que faz o leitor rir, chorar, sentir a tensão, e experimentar uma variedade de outras emoções, pode elevar um roteiro
medíocre e impulsionar a carreira de um roteirista.

Em seu livro, Writing Emotional Impact, Karl Iglesias apresenta mais de vinte e cinco técnicas para dar ao seu diálogo mais impacto emocional, apresentarei aqui apenas duas, e uma outra retirada do livro Story do McKee.
Sentença Suspense
(McKee)
Ex: Amadeus (1984)
Conectar as falas
(Iglesias)
Uma das alegrias do grande diálogo é quando cada linha de diálogo a outra, criando um fluxo suave e rítmica ao longo de uma cena.

Imagine uma corrente com cada elo de ligação um para o outro. Bons diálogos são como uma corrente, onde cada elo leva a outro elo de ligação.

Geralmente utiliza-se uma palavra-gatilho que obriga o outro personagem a repeti-la, ligando assim os dois discursos.

Por exemplo, a seguinte troca de Casablanca tem impacto, porque eles estão ligados por palavras comuns "impressionar" e "metade:" Rick diz. "Bem, ele conseguiu impressionar a metade do mundo" Renault responde: "É meu dever que ele não impressione a outra metade".
Um diálogo de filme excelente tende a moldar-se em sentenças periódicas: “se você não queria que eu fizesse isso, por que você me deu aquele…” Olhar? Revolver? Beijo? A sentença periódica é a sentença-suspense. Seu significado é a atrasado até a última palavra, forçando tanto o ator quanto o público a ouvir até o final da fala.
Ex: Casablanca (1942)
Resposta Mordaz
(Comeback Zinger - Iglesias)
Uma resposta rápida, contundente, ou espirituosa a uma pergunta ou comentário. Deve sempre ser melhor do que o comentário original. É comum em filmes de amigos, ou onde as pessoas não se gostam e se insultam constantemente, tais como 48 Hrs, Al About Eve; sitcoms Seinfeld, ou séries como Breaking Bad.
EX: Aliens, o resgate (1986)
Ainda...
Mas então pode-se tentar cortar para o rosto do personagem que ouve.

Então o espectador perde a referência visual de quem fala e o ator deve ditar o texto cuidadosamente, assim como o som deve ser gravado com o máximo de cuidado.
EX: Bastardos Inglórious (2009)
(Cena do bar)
EX: Como treinar seu dragão (2010)
Cena em que soluço captura mas não mata
o banguela
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