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Analise do poema: " fala ao coração "

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by

João Inês

on 1 June 2014

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Transcript of Analise do poema: " fala ao coração "

Análise do poema: " fala ao coração "
Fala ao coração

Meu Coração, não batas, pára
Meu Coração vai-te deitar
A nossa dor, bem sei, é amara
A nossa dor, bem sei, é amara
Meu Coração, vamos sonhar…
Ao Mundo vim, mas enganado
Sinto-me farto de viver:
Vi o que ele era, estou maçado
Vi o que ele era, estou maçado
Não batas mais! Vamos morrer
Bati à porta da Ventura
Ninguém ma abriu, bati em vão:
Vamos a ver se a sepultura
Vamos a ver se a sepultura
Nos faz o mesmo, coração!
Adeus, Planeta! Adeus, ó Lama!
Que ambos nós vai diregir
Meu Coração, a Velha Chama
Meu Coração, a Velha Chama
Basta, por Deus! Vamos dormir…

Análise Externa


O texto é composto por frases Imperativas:” Vai-te deitar”
Está na 2ª pessoa do singular

Estrofação

É constituído por 20 versos ou seja estrofe de 20 versos


Rima

O poema e formado por dois tipos de rima:
Interpolada: …viver a
…maçado b emparelhada
…maçado b emparelhada
…morrer a
O esquema rimatico é: abaabcecceafaafghggh

Métrica

A estrutura métrica do poema é:
Octossílabos- oito versos

Análise Interna
Biografia do autor

António Pereira Nobre - Nasceu no Porto a 16 de Agosto de 1867 e morreu na Foz do Douro a 18 de Março de 1900.Foi um poeta português cuja obra se insere nas correntes ultra-romântica, simbolista1, decadentista2 e saudosista3 da geração finissecular do século XIX português. A sua principal obra, Só (Paris, 1892), é marcada pela lamentação e nostalgia, imbuída de subjectivismo, mas simultaneamente suavizada pela presença de um fio de auto-ironia e com a rotura com a estrutura formal do género poético em que se insere, traduzida na utilização do discurso coloquial e na diversificação estrófica e rítmica dos poemas. Apesar da sua produção poética mostrar uma clara influência de Almeida Garrett e de Júlio Dinis, ela insere-se decididamente nos cânones do simbolismo francês. A sua principal contribuição para o simbolismo lusófono foi a introdução da alternância entre o vocabulário refinado dos simbolistas e um outro mais coloquial, reflexo da sua infância junto do povo nortenho. Faleceu com apenas 32 anos de idade, após uma prolongada luta contra a tuberculose pulmonar.

1- Relativo ao simbolismo
2- Período de decadência
3- Que tem carácter saudoso



Fala ao coração
Meu Coração, não batas pára
Meu Coração vai-te deitar
A nossa dor, bem sei, é amara
A nossa dor, bem sei, é amara
Meu Coração, vamos sonhar…
Ao Mundo vim, mas enganado
Sinto-me farto de viver:
Vi o que ele era, estou maçado
Vi o que ele era, estou maçado
Não batas mais! Vamos morrer
Bati à porta da Ventura
Ninguém ma abriu, bati em vão:
Vamos a ver se a sepultura
Vamos a ver se a sepultura
Nos faz o mesmo, coração!
Adeus, Planeta! Adeus, ó Lama!
Que ambos nós vai diregir
Meu Coração, a Velha Chama
Meu Coração, a Velha Chama
Basta, por Deus! Vamos dormir


Neste poema o sujeito poético está a ordenar a seu coração para parar de bater repetindo varias vezes citações que descrevem a morte. é visível a magoa, o sofrimento do poeta, e nostalgia que ele sente
personificação atribuição de propriedades humanas a realidades não humana.

metáfora- transposição do significado de uma palavra ou expressão para outra, por meio de uma comparação implícita assemelhando-se realidades diferentes.

reticencias- recurso que consiste em deixar suspensa uma determinada ideia.

Este trabalho foi realizado por:
J. Martins
J. Rasgado
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